Escutar o duo de Arapiraca (AL) My Midi Valentine pode levar o ouvinte às tardes infinitas na frente dos super nintendos, mega drives e master systems da vida. Com os primos e amigos, cheios de besteira pra comer e fascínio pelos jogos. Nada mais aconselhável, para quem viveu esse tempo e gosta de nostalgia, do que (imagine se puder) ouvir músicas como aquelas, que muitas vezes podiam passar desapercebidas mas que todos sabiam de cor. Só que agora num formato pop, com canções construídas, letras inocentes e tudo da forma mais orgânica possível.
Composto por Marcos Cajueiro (guitarra, violão, baixo, sintetizadores) e Tales Maia (baixo, teclado, programações e bateria eletrônica), os multi-instrumentistas apresentam ao público seu novo registro – My MIDI Ep – com cinco músicas, lançado pelo selo e coletivo alagoano Popfuzz.
A apresentação é digna de trilha de jogos como F-Zero, Top Gear e Super Mario Bross. Instrumental e de nome ilegível, “çkrmçsahrm” nos remete claramente a uma das propostas da banda: a construção das trilhas de videogame.
Chegando à segunda faixa do EP, "Dreams with butterfly wings", podemos sentir a forte influência de technopop dos anos 80, como New Order, Depeche Mode e até Pet Shop Boys. Mas não precisa se assustar, a influência gamesística continua ali, e quando menos esperar você vai está dançando sem perceber
A terceira música, “The way it should be”, causa estranhamento pela mudança. Agora apenas um violão acompanha a voz melancólica de Marcos Cajueiro. No entanto, ao longo da canção os sintetizadores dão o ar da graça e deixam a balada com a inconfundível cara da banda.
Passando por "Endless skylines", é possível sentir a transição (ou mesmo o comportamento da música) que mais parece a ansiosa espera de estarmos lendo a história do jogo antes do duelo final.
Por último, na faixa "ILUVU", que com certeza é uma síntese muito bem feita do som da dupla, tudo está presente: as experimentações eletrônicas, os arranjos videogamesísticos, as letras quase-infantis e o apelo pop da banda. O final do Ep deixa aquela vontade de quero jogar de novo, talvez agora prestando mais atenção, ou vamos dizer assim, zerando o jogo com 100%.
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Grupos se apresentam em Recife e Jaboatão dos Guararapes
No caso da arapiraquense My midi Valentine, o duo ficou responsável pelos intervalos dos shows, tocando no segundo palco. “Tocar nos intervalos vai ser legal porque vamos participar do show em todos os momentos. Eu acredito também que o recomeçar do show traz aquele gás novo e retoma a atenção do público”, comenta Marcos Cajueiro, vocalista e multi-instrumentista do duo.
Para mais informações acesse o: www.popfuzz.com.br e o twitter.com/brunojaborandy .
Por ilankriger em http://www.ilankriger.net/blog/my-midi-valentine-8-bit-music-com-sotaque-brasileiro/
Adoro 8 Bit Music, não é a toa que uma das competições de remix do selo Eletrodomesticos (organizado aqui no site – Rolling Baby / Broken Mario), teve uma música que bebe desta fonte, eu também já dediquei alguns artigos especiais sobre o assunto aqui no site:
Um pouco antes de sair de férias (fiquei fora de 5 a 25 de janeiro), conheci o trabalho do My Midi Valentine, que é formado pelo Macos Cajureiro e Tales Maia. Eles misturam elementos orgânicos (baixo, guitarra, violão e Trompete, teclado, controlador e pads) com a música eletrônica, isso tudo com samples dos velhos video-games.
Aproveitei para fazer uma entrevista com o Tales, essa entrevista fecha uma boa sequencia de artigos com artistas: Lucio K (rei dos mash-ups), Lucas Parisi (Orqestra de Laptops) e Jorge Brea (distribuição de selos).

O projeto surgiu em 2006, quando comecei a usar vst’s e percebi que alguns deles, remetiam aos barulhinhos de videogame. Daí, surgiu uma ideia de criar músicas de indie pop com esses sons. Até então, ainda não tinha contato com nemhum outro projeto, e nem a propria tag, 8 bit. Tanto que nas primeiras músicas, tem toda uma estrutura de baixo, bateria, guitarra. Isso acontece pelo fato deu ter me inspirado nas fontes que eu tinha lembrança. Que eram os cartuchos de Super Nintendo adiante. Não peguei a corrida do chip, desde o Commodoro 64, Atari e etc…
No inicio usava o Guita Pro, em seguida passei a usar o Fruity Loops, e é o que uso até hoje. De Hardware, apenas o notebook e uma placa de som externa.
Basicamente, eu não uso nemhum sampler. Somente vst’s ( QuadraSid, Unknow64, VlCasio, Chip32…)
Como são as apresentações ao vivo do projeto?
No início a ideia era somente produzir músicas. Depois, surgindo a necessidade de shows, passei a cantar. Soltava a programação e simplesmente cantava as músicas. Depois a ideia se tornou em tocar o maior número possível de intrumentos orgânicos, e foi aó que entrou o meu parceiro de banda, Tales Maia. Hoje fazemos o show substituindo a maior parte de programação possível, tocando baixo, guitarra, violão, trompete, teclado, controlador e pads. Revezamos os instrumentos, tentando criar um show 8-bit / orgânico.
Como é o mercado para Djs e produtores musicais em Alagoas?
No momento, ainda não temos muita consciência disso. Não fazemos parte de uma cena de Dj’s, normalmente tocamos em locais que dão espaços para show de Alt/indie rock. Fazemos parte de um coletivo que tem como uma das atividades, um selo musical. Mas tambem está crescendo na parte de produção de shows, que é o Coletivo Popfuzz ( www.popfuzz.com.br ). Nos proximos dia 04 e 05 de Fevereiro, iremos tocar em Recife e em maceió, nas edições do Grito Rock de cada ciade. Que está sendo promovido em conjunto com o Circuito Fora do Eixo, e realizado em Maceió e Arapiraca ( no estado de Alagoas ) , pelo Coletivo Popfuzz.