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Cobertura: Show de Lançamento do Cd da Eek

O show de lançamento do CD da banda alagoana Eek aconteceu no último sábado (04/12), no Jungle Nusic Bar, na praia de Cruz das Almas. Nós da Popfuzz fomos gentilmente chamados pela organização para montar nossa banquinha de discos e cobrir o evento.

 

A Banda Eek

 

O lançamento estava previsto pra começar de 16h da tarde. Não adquiri o hábito de chegar a shows nesse horario (feio pra mim), e chegando lá notei a presença de poucas pessoas, talvez pelo fato do evento ter sido realizado no lado de fora da casa e o espaço ser muito grande. Já no palco se encontrava a banda de abertura, Além de nós, uma banda de covers da noite maceioense. O grupo é entrosado, perfeito para animar festas (o que já fazem). Acho que tocaram apenas uma música própria, pelo menos que eu tenha visto. Deveriam ter aproveitado esse show para divulgar suas canções próprias, o que não aconteceu e permaneceram deslocados no evento, já que as outras bandas eram autorais. Por sinal, se não me engano, alguns dos membros da banda tocavam numa banda chamada HDCP, que faziam um som bem próximo do Silverchair, mas pelo jeito isso é passado.

 

Enquanto o Além de Nós tocava e mais pessoas chegavam ao evento, aproveitei pra tomar um bocado de breja na promoção de duas cervas por três reais, que só duraria até as 19h. Tristeza. A banquinha estava tendo boa aceitação do público, que comprou bastante CDs, principalmente o dos donos da festa, a Eek.

 

Mr. Freeze

 

Chegava a hora da segunda banda da noite. Esse show me chamou a atenção porque se tratava da Mr. Freeze, uma banda que já tem uns dez anos de estrada por aqui e pensava que havia acabado. Aquela formação “regional rock” no palco me deixou curioso, porque já tinha visto vários shows da banda e até conheço o baterista, Rodrigo Tuba, desde pivete. A banda começou e nas primeiras músicas pude notar algo que viria a me soar estranho até o final do show. Explico. Alguns membros da Mr. Freeze hoje fazem parte do fenômeno da noite maceioense Los Borachos Enamorados, que brinca com a música brega e faz muito sucesso. O problema é que o vocalista me pareceu com muitos trejeitos dessa sua outra banda (Los Borachos), o que por muitas vezes me soou como um vocalista de forró estilizado e uma banda “mangue” por trás. Não sei se é a nova intenção da banda. Pra mim, e acredito que para muitos outros, soou um bocado bizarro essa parada. No entanto, boa parte do público se divertiu com apresentação, fazendo a galera chegar perto do palco e dançar.

 

Enquanto eles tocavam, eu aproveitei pra “smokar” com alguns broders que não encontrava há um tempo e ficar de boa pra o último show.

 

A Eek começa o seu show disparando rock direto, com a pegada blues inconfundível do guitarrista Wagner, e o vocal suave do Diogo, mais pop e que me agrada muito. A banda nesse show me deixou muito feliz, pois passaram longe do rock mais influenciado por Los Hermanos que me parecia ter no começo. Tá mais rock, com músicas bastante pesadas (uma que é quase stoner) e outras evidências que me lembraram bastante Pearl Jam. O baterista Kristoffer parecia se divertir como nunca tocando. Por sinal, todos os integrantes pareciam está se divertindo muito tocando, e isso anima qualquer público. E foi o que eles fizeram durante quase duas horas de apresentação.

 

Parabéns pra Eek, pelo show e por lançar mais um CD de música rock autoral nesse Estado de Alagoas, estamos sempre precisando de mais lançamentos como esse. Espero que eles tenham tido um saldo positivo com o evento.

Só pra lembrar que esse domingo (12) eles, a Eek, irão tocar em Arapiraca no evento da Popfuzz, que ainda terá Leões de Minerva (RN) e Rei Bulldog, realizado na Praça Ceci Cunha, de grátis, cabeça.

 

Paix!

 Rodolfo Lima

Bi-campeão do Torneio Anual de Dupla de Volley de Garagem do Ed. Betânia e agregados, 1997/1998.

II Tour NE – Episódio 5: Maceió

Por marconalesso

Video por Marco Nalesso | Amerê Coletivo
Texto por Alexandre Avelar | Coletivo Palafita e Minibox Lunar


 

Viagem surreal II, a vingança!

Parece que nossas previsões de duração das viagens são sempre frustradas. Na verdade, além da legislação não permitir, a van tá muito pesada pra andar rápido, ainda mais puxando a carrocinha com a bagagem/equipamento.

As expectativas são as melhores: sempre quisemos tocar à beira-mar. E ao pôr-do-sol. Hoje vamos realizar os dois desejos de uma vez!

Chegamos em Maceió e fomos recebidos pelo Coletivo Popfuzz. Imediatamente nos levaram pra almoçar. Normal, o curioso é que ao lado do restaurante tinha um cara ouvindo Roberto Villar no ultimo volume! Pra quem não sabe, Villar é um dos caras mais conhecidos (especialmente na região Norte) do brega, e é influência nossa. Mais que isso, tem uma citação, hehe. Shhhh, num conta pra ninguém!

Depois de amendoim cozido e bastante comida, seguimos pro local do show, um palco montado na beira da praia, um projeto da prefeitura. Passamos som e tocamos em seguida, de tardinha! Espero que o microfone não tenha ficado com cheiro de frango assado. Mais tarde soubemos que Wado, o grande cantor e compositor Alagoano, contribuiu pro sucesso do empreendimento e pro casamento dele (evento) com a turnê Fora do Eixo Nordeste. Fica registrado aqui o abraço pro Wado!

Maninho, esse foi um forte candidato a melhor show da turnê. Bem, mas ainda não estamos nem na metade. Já os Neviltons tiveram mais público que nós, mas não tiveram o pôr-do-sol. Troca justa. Show deles não fugiu à regra, contagiante. Um mergulho no mar de Maceió depois de guardar as tralhas, pra comemorar!

Enxarcados, seguimos pra um albergue simpatissíssimo, o Plano B. Denominação sugestiva, mas até injusta. Nível de plano A, pra mim.

Aproveitamos que o evento foi cedo, pra reunir com o Popfuzz. Iniciamos na (chiquérrima) Creperia que patrocinou nossa janta, mas seguimos pra terminar na calçada, do lado do supermercado 24h da cidade, sem barulho! Fiquei muito contente de conhecer os Popfuzzes. São super gente boa, comprometidos e na pilha de fazer as coisas acontecerem. Parabéns pra eles! Nos sentimos em casa.

Originalmente Postado em: http://foradoeixotour.wordpress.com/2010/04/22/ii-tour-ne-episodio-5-maceio/

Mistura fina (Cobertura da Sirva-se)

Depois da primeira e bem sucedida turnê Fora do Eixo pelo Nordeste com as bandas Burro Morto, Macaco Bong e Porcas Borboletas, foi a vez das revelações Mini Box Lunar e Nevilton fazerem as malas e darem um giro pela região. O projeto que conta com a produção local do coletivo PopFuzz, recebeu o apoio importante da Fundação Municipal de Ação Cultural (FMAC), que trouxe para a programação do Maceió Viva Cultura as duas bandas e mais uma alagoana de Blues e, de quebra, com a participação de um norte-americano. Uma mistura e tanto.

Pouco depois da 16h30, uma das bandas mais comentadas do atual cenário musical brasileiro subiu ao palco. A Mini Box Lunar chegou a Maceió com a pompa de ser considerada pela revista Rolling Stone brasileira, como “a grande revelação do pop amazônico” e ser sempre comentada pelo jornalista e figurão dos festivais independentes, Alex Antunes, como uma das bandas novas mais interessantes.

Como o próprio Nevilton diria mais tarde, a Mini Box Lunar é uma “coisa linda de Deus”. A banda que vem do Amapá trouxe para a praia de Jatiúca toda a psicodelia da floresta Amazônica misturada com os ritmos nortistas do Brasil. A proximidade com o Pará, também está presente no caldeirão sonoro da turma. É brega, folk, tropicália, rock progressivo, bossa nova e country music. Pode procurar, tudo está lá!

Não sou muito bom de fazer analogias, mas a impressão que eu tive depois do show da Mini Box Lunar é que a banda seria uma espécie de Patu Fu do Norte. Sendo que ao contrário do grupo mineiro, eles teriam não uma, mas duas Fernandas Takais…

 

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Saiba como foi a Passagem da Camarones Orquestra Guitarrística aqui em Alagoas

Aqui em Maceió?

Dá um saque no Artigo da Sirva-se:

"A noite era atípica por que há muito tempo não se via um final de semana tão agitado quanto este em Maceió. Shows em todos os dias do final de semana, festas simultâneas, festival de teatro, peças gratuitas, tudo isso numa cidade onde o público alternativo – digamos assim – apesar de tudo, ainda está em formação. A presença do público era duvidosa. E não é que o pessoal apareceu?

Com muita ou pouca gente, a festa prometia. Para acompanhar a orquestra de guitarras foram escaladas três bandas locais para fazer as honras da casa. O surf-pop da Don Pedriota e as Tatuagens de Pipoca, o hardcore nervoso da Morra Tentando e o ska-alcoolatra-inconsequente da Dad Fucked and the Mad Skunks."

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Vê as Fotos que o Herbie (Estúdio Alba) Tirou  do show: www.flickr.com/photos/dosol/

E mais, vê ai o que o Foca (Camarones) escreveu sobre o show lá no DoSol: www.dosol.com.br/2010/03/21/como-foi-camarones-em-maceioal/

 

Em Arapiraca?

Vê o texto que o Rafael Rottembeatle fez sobre o show lá. Essa foi a nossa primeira (de muitas) parceirias com o Zuvido Coletivo, lá de Arapiraca. Dá um saque:

"O Local?

-Botequim Nabaxa!
 
E daí!?
-E Daí é que o primeiro evento realizado pelo Zuvido Coletivo em parceria com o Coletivo Popfuzz e o Circuito Fora do Eixo. Aconteceu assim, com promessa de chuva e com muita gente legal na expectativa para as apresentações.
 
Então, vamos a ele!
-O evento divulgado para as 16hrs da tarde de domingo causou inquietação ao atrasar por mais de uma hora. Mas como combinado, as bandas estavam lá e cumpriram muito bem o que lhe havia por fazer.
 
A Banda Arapiraquense Gato Negro abriu o evento por volta das 18hrs e não decepcionou. A Banda mostrou por que ganhou e ainda vem ganhando popularidade entre os apreciadores da boa musica, tocando na maior parte de sua apresentação musicas próprias e a pedidos cantando poucos e ótimos covers."
 
 

Agora o Post do Foca (Camarones) sobre o show de Arapiraca lá no site do DoSol:

Cobertura Grito Rock Arapiraca (Sirva-se)

 

Por Victor de Almeida

Fotos por Vanessa Mota

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Depois de levar muita gente à Praça Marcílio Dias, em Maceió, a organização pegou a estrada e levou o Festival para o interior. Arapiraca fica a, aproximadamente, 128 km da capital e já revelou para o país a Mopho, uma das maiores bandas de rock de Alagoas, mas hoje sofre de uma grande carência: shows que movimentem a cena rock da cidade.

Com o apoio do Circuito Fora do Eixo, da Associação Brasileira de Festivais Independentes (Abrafin) e com a realização do coletivo local Popfuzz, o Grito Rock prometia movimentar a prévia carnavalesca da turma que não curte se jogar no frevo, no axé ou na swingueira.

A última vez que fui a Arapiraca foi para acompanhar o primeiro show do Wado, durante o lançamento de Atlântico Negro. A cidade está muito bem arrumada e deu gosto de ver a organização dos espaços para receber eventos culturais. Diferentemente do show do Wado, que foi realizado na Praça Ceci Cunha, o palco do Grito Rock foi montado no Largo da Perucaba, complexo montado próximo à Lagoa de mesmo nome.

O ambiente era muito bom. Boa vista, ótima localização, um pouco afastado da confusão dos blocos carnavalescos, tudo isso acrescido ao friozinho da noite do Agreste alagoano. A noite prometia. As atrações eram: Subproduto de Rock, Senhora Rita, Baztian, Cross The Breeze, Caldo de Piaba e Pumping Engines.

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Por volta das 19h, a local Subproduto de Rock subiu ao palco e alternou composições próprias com alguns covers de Capital Inicial, Paralamas do Sucesso e Cazuza. O som entrava um pouco na linha das bandas citadas e do rock nacional na década de 1980, mas não sei se faltava um pouco de segurança no grupo ou se o repertório autoral era curto, mas o número excessivo de músicas de outros artistas prejudicou um pouco a apresentação.

Durante o festival aqui em Maceió, a conterrânea da Subproduto, a Gato Negro, fez um show totalmente autoral, mostrando uma boa vertente do pop rock genuinamente alagoano, feito em Arapiraca. Talvez a banda precise amadurecer um pouco e decidir investir mais neles mesmos.

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Após a abertura, o trio Cross The Breeze assumiu a vez e surpreendeu geral. Tanto ao público, quanto ao coletivo organizador e a mim mesmo! Depois do último show meio morno que fizeram durante a etapa Maceió da Turnê Fora do Eixo, eles voltaram e fizeram um show vibrante no Largo da Perucaba.

Mais entrosados, os três usaram o ruído e o noise ao seu favor e colocaram boa parte do público de preto para cima, com um repertório inteiramente autoral. Coisa rara de se ver no cenário alagoano. O inusitado foi ver a galera se apertando e brigando pelas palhetas e baquetas dos músicos. Pois é, os meninos agora são rockstars na capital do Agreste.

 

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Cobertura Grito Rock Maceió (Sirva-se)

Por Daniel Hogrefe e José Luiz Rios

Fotos por Vanessa Mota

Grito Rock Maceió

O Grito Rock, festival que acontece em diversas cidades do Brasil e em outros países da América do Sul, ganhou esse ano sua primeira edição em solo alagoano, e pra começar, o evento organizado pelo coletivo Popfuzz, teve sua estreia na capital do estado, Maceió.

O esquema funciona da seguinte forma: o Circuito Fora do Eixo, junto com a Abrafin e outros colaboradores, contribui na realização do evento, e a produção fica a cargo do pessoal dos coletivos locais. Para uma primeira vez, o evento foi bem estruturado e trazia bandas de diversos estilos. Boa parte da lista das bandas locais eram agregadas ao coletivo organizador do show, mas o que de fato surpreendeu foram bandas desconhecidas que vinham de fora, e puderam mostrar o seu corre diante de uma galera já em clima de carnaval, na praça Marcílio Dias, localizada no bairro histórico do Jaraguá.

My Midi Valentine

 

A responsabilidade de abrir a noite ficou com a dupla arapiraquense My Midi Valentine. A mistura de bases eletrônicas que lembram aquela época em que você ficava o dia inteiro jogando super-nintendo e vocais melancólicos é bem feita. O som sai redondinho, às vezes soa meio esquisito, mas acredito que o objetivo seja esse. O eletrorock pegou os foliões que estavam nas concentrações dos blocos meio de surpresa e, já que nessa hora a maior parte do público era formado por este povo. A apresentação dos caras careceu um pouco de calor humano, não por culpa deles, que ainda tocaram umas canções mais românticas pra dançar agarradinho. Com todo mundo já esquentando as baterias, e escutando uns frevos dos blocos de carnaval que desfilariam nesse mesmo dia pelas ruas do bairro histórico, eis que sobem ao palco quatro rapazes bem vestidos e com seus instrumentos em punho – menos o batera né!?

Sex on the beach

Eles formam a Sex On The Beach, vindos lá da Paraíba, mas com alguns integrantes alagoanos, e com um surf rock instrumental nervoso pra tocar, sons muito bem executados, bons arranjos de rock’n’roll e bom humor em algumas versões de clássicos do rock, além, é claro, de covers do “king of surfing guitar” Dick Dale. Som interessante e que prende a atenção. O público ainda parecia meio tímido e foi aí que começaram a surgir as performances dançantes de alguns populares que se encontravam um pouco acima do nível de álcool. Eles dançavam livremente e desimpedidos de qualquer rigor técnico na criação de seus passos, muitas vezes cômicos, mas ainda assim dançados com muito vigor. Destaque pro tiozinho de bigodão, camisa azul e short vermelho bom de rebolado que se mexia na frente do palco exatamente no ritmo da música. Com a atenção geral voltada pra essas figuras, os roqueiros pés de chumbo puderam começar a dançar sem medo de virar motivo de chacota. Entre uma banda e outra, rolava uma interação legal de uma forma geral. Tinha gente de bandas de fora conversando de boa com o pessoal da cidade, banquinha de CDs, alguns informativos e outras tranqueiras. Também era possível acompanhar um bloco e sua orquestra de frevo, trocar uma ideia com algum conhecido, enfim, a praça estava movimentada, e podia-se perceber uma boa variedade de público, o que foi uma das melhores coisas do evento, fazendo com que o rock extrapole um pouco as barreiras disso que chamamos de cena, misturando um pouco as coisas.

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