Grito Rock procura produtores para edição 2011

Ação do Circuito Fora do Eixo realizará o maior festival colaborativo da América Latina, ultrapassando a marca das 80 cidades
 
 

O Circuito Fora do Eixo lança a Campanha “Faça sua cidade gritar também! Promova o maior festival integrado da América Latina”, voltada à conexão de mais produtores para o desenvolvimento criativo da edição em diferentes cidades da América Latina. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas online entre 26 de Novembro e 11  de Dezembro.

O Grito Rock é um festival que acontece durante o Carnaval em várias cidades simultâneamente, com o foco na promoção de artistas independentes. Em 2011, o festival acontecerá de 25 de Fevereiro a 28  de março.

O projeto conectou em 2010 mais de 80 pontos, apresentou 500 bandas independentes, gerou a série Grito Doc – documentário colaborativo com 17 episódios distribuídos semanalmente pela Internet, e ainda desenvolveu as Campanhas Hospedagem Solidária e Transmita o seu Grito, ampliando ainda mais o seu público, que foi em torno de 50 mil pessoas espalhadas por todo o país.

 Para a nona edição, a continuidade das campanhas já implantadas se fazem presentes, com a inserção de mais pontos produtores e mais cidades, inclusive espalhadas por toda América Latina, formando assim uma grande teia de trocas solidárias e conhecimento em prol da produção do maior festival em rede do mundo!

Os produtores selecionados contarão, a partir de dezembro de 2010, com a plataforma Toque no Brasil para facilitar a curadoria do seu Grito Rock, bastando a criação do seu perfil e a disponibilização de seu evento no TNB para os artistas se inscreverem.

Para participar é simples, basta ler o regulamento, preencher o formulário e estar disposto a integrar a Equipe do Projeto. Mais informações no site gritorock.com.br .

 

Dúvidas, mais informações e entrevistas em gritorock2011@foradoeixo.org.br

 


PORTAL NAGULHA SURGE PARA MOSTRAR

A NOVA MÚSICA BRASILEIRA



Estréia em versão beta, no dia 22/02 próximo, segunda-feira, o portal de música e culturaNagulha. Iniciativa quer ser referência para a informação e discussão sobre a nova música jovem produzida no Brasil.

 

Na história da música pop, as publicações sempre jogaram um papel fundamental na consolidação de nomes e tendências. Mas a crise da indústria fonográfica e o avanço da internet mudaram drasticamente o cenário na última década. As publicações em papel (incluindo os cadernos culturais dos grandes jornais e revistas) sofrem com a perda de anunciantes, ao mesmo tempo em que seu cada vez menor espaço editorial não consegue dar conta de um cenário progressivamente mais horizontalizado, acelerado e diverso. Ou seja, um momento de crise comercial mas, principalmente, de grande exuberância cultural.

 

É essa riqueza de produção, o surgimento de bandas e artistas muito promissores vindos de todas as localidades, mesmo (ou principalmente) de regiões sem muita tradição na música e na cultura pop, como o norte e o centro-oeste, que só uma revista eletrônica como oNagulha pode abordar com consistência.

 

O editor executivo do NagulhaAnderson Foca, aproveita sua experiência à frente do site Do Sol, ligado ao festival e à casa noturna do mesmo nome, para desenvolver ferramentas como a ágil cobertura audiovisual dos shows e festivais mais empolgantes, gravações exclusivas em áudio e outras novidades, otimizando na cobertura os recursos tecnológicos disponíveis.

 

Foca recrutou em Natal o webmaster e jornalista Marlos Ápyus para desenvolver o site. Na frente editorial, foram escolhidos dois nomes expressivos: os jornalistas de música Alex Antunes e Bruno Nogueira. O paulista Alex é veterano de publicações musicais e culturais, tendo passado como editor ou crítico pela Bizz, Rolling Stone, General, Folha Ilustrada, Veja e outras. O pernambucano Bruno é da nova geração, doutorando na área de música e redes sociais, e vem escrevendo para veículos importantes do Nordeste e acompanhando de perto a produção independente.

 

Financiador inicial da iniciativa, o circuito Fora do Eixo espera do Nagulha uma interface entre a enorme movimentação da cena independente, com seus festivais, coletivos e bandas de crescente reconhecimento, e um enorme público novo a ser conquistado no país. “Essa é a nova música brasileira”, diz Pablo Capilé, do Espaço Cubo de Cuiabá e da direção nacional do circuito. “Já passamos a fase de consolidação da rede independente. Agora o importante é conquistar com essas novíssimas expressões artísticas as lacunas que a crise da indústria fonográfica e da grande mídia deixaram”.


Serviço:

 

Lançamento do Portal Nagulha

Data: 22 de fevereiro, segunda-feira, meio-dia

Endereço: www.nagulha.com.br

ALAGOAS ELEGE UM DELEGADO DO CIRCUITO FORA DO EIXO PARA AS PRÉ-CONFERÊNCIA SETORIAIS DE MÚSICA!

 O Coletivo Popfuzz representou ontem o Circuito Fora do Eixo na Assembléia Setorial de Música-Alagoas, junto a Cooperativa da Música de Alagoas (COMUSA) e o Fórum Permanente de Música de Alagoas. O objetivo da assembléia era reunir os profissionais que atuam na determinada cadeia produtiva da música de Alagoas e eleger três representantes do estado para atuar na Pré-Conferência Setorial de Música, que será realizada até 28 de fevereiro de 2010.

Então como resultado da eleição conseguimos um representante do Coletivo, nosso membro Luiz Roberto Farias, como delegado e Luis Fernando Magalhães, como suplente. Os outros delegados definidos foram Sóstenes Lima e como suplente, Oscar, representantes da Comusa e Deyves e Basilío Sé, como representantes dos músicos da cadeia produtiva de música em Alagoas.   

O Coletivo esteve presente com representantes de vários núcleos e foi muito bem recebido pelos integrantes da Comusa, que enxergaram o Popfuzz como mais uma força para consolidar a cadeia da música em Alagoas. A Assembléia foi importante também para estabelecer contato com os músicos que já possuem uma carreira no estado, e também com produtores que trabalham na área da música.

“A música vem se organizando desde 2004 em Alagoas, nas questões políticas mais recentes. No início Rio e São Paulo deram o impulso e os músicos que não pertenciam ao eixo foram convidados a integrar esse rede, foi quando o Ministério da Cultura criou as Câmaras Setoriais de Cultura, que trabalharam intensamente nessa direção pensar na música enquanto força produtiva”, contou Sóstenes Lima, músico e membro da Comusa.

Porém, segundo Sóstenes, os músicos tinham necessidades mais imediatistas, vinda de um modelo neoliberal que já faz parte da cultura, foi assim preciso que se estimulasse o contato pessoal entre os músicos, que se reuniram para traçar planos de ação para a Cooperativa no estado.

Então veio essa necessidade de juntar as necessidades do coletivo com as ações realizadas pela Comusa, que abraçou nossas idéias e entusiasmo na busca pelo espaço e por aquecer a cena em Alagoas. Que esse seja só um dos primeiros passos para um maior intercâmbio com quem já faz parte da música em Alagoas há um certo tempo.

A Pré-Conferência Setorial de Música ainda vai ter as datas definidas pelo Ministério da Cultura e será realizada em Brasília-DF no mês de fevereiro de 2010. O Coletivo espera que as questões que envolvem direito autoral, participação em editais e a busca por uma economia solidária sejam debatidas com êxito.

 

Bruno Jaborandy 

Toque No Brasil recebe cerca de 500 inscrições em seu primeiro dia

 

O período de inscrições para o Grito Rock 2010 se estenderá até o dia 15 de janeiro. 






O Toque no Brasil registrou nesta terça, dia 05, mais de quinhentas inscrições de artistas e grupos musicais de todo o Brasil, dos mais diversos segmentos musicais, com vistas a garantir as vagas ofertadas pelo Grito Rock 2010 nas mais de setenta cidades integradas a rede do festival.

A data de inauguração foi marcada por uma verdadeira corrida tanto por parte dos artistas, quanto da equipe do TNB, já que o grande número de acessos gerou alguns problemas técnicos no sistema, movimentando, assim, e muito a equipe operacional do projeto e também uma vasta rede de colaboradores dispostos a contribuir com o sucesso da iniciativa. Durante todo o dia, mais de duzentos e-mails com dúvidas e sugestões dos usuários foram atendidos, e mais de cinquentas atendimentos onlines via chat ou skype foram realizados.

O TNB mobilizou também agentes de outros veículos, a exemplo, o Portal Dosol – veículo potiguar que compõe o mix de atividades do coletivo do mesmo nome – que lançou na tarde desta terça uma espécie de tutorial de como se inscrever no TNB. Além dele, o kit de divulgação lançado também na tarde de hoje, foi elaborado 'a várias mãos', entre elas, as de membros dos coletivos Retomada (MG), Araribóia Rock (RJ), Goma Cultural (MG), Pegada (MG), Espaço Cubo (MT) e Interior Alternativo (RO).

Para Pablo Capilé, do Circuito Fora do Eixo – uma das realizadoras do projeto – as iniciativas refletem o princípio da colaboração, que é uma metas almejadas pelo TNB. "É incrivel como o conceito colaborativo está impregnado no mercado da música independente em nosso país. Todos contruíram com sugestões, força de trabalho e os artistas que demandaram instruções, o fizeram da forma mais cooperativa possível. Estamos muito satisfeitos com os resultados deste primeiro dia e com projeções excelentes em relação às inscrições para o Grito".

Conforme Capilé, a expectativa é que até o dia 15 – data final de inscrição para o Grito Rock 2010 – cerca de mil inscrições tenham sido efetivadas por artistas em todo o país.

Realizadores - O TNB é um projeto realizado a partir de uma parceria entre ABRAFIN (Associação Brasileira de Festivais Independentes), BM&A (Brasil Música & Artes – entidade conveniada à APEX), Circuito Fora do Eixo e Casas Associadas. Mais informações sobre os realizadores podem ser encontradas nos respectivos sites: www.abrafin.orgwww.bma.org.brforadoeixo.org.br ecasas-associadas.blogspot.com.


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Redes Sociais por Bruno Nogueira!


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Disseminação por redes sociais

Minha palestra / oficina na Feira Música Brasil. Não está 100% completo. Boa parte do que foi dito fica exclusivo para quem participou na hora

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A idéia de redes sociais é antiga. É anterior a própria internet. A rede é uma metáfora para observar padrões de conexão entre um grupo social. É uma estrutura social, formada por atores e suas conexões. No mundo offline, esse ator somos nós, o indivíduo e as pessoas que temos contato direto. No online, essa idéia de ator fica mais complexa. Passa a ser uma representação do individuo.

Essas representações são os blogs, os fotologs, nossa conta no twitter e no orkut. Porque é assim que nós conseguimos nos materializar dentro da internet. São nossos lugares de fala. E os blogs e fotologs são ferramentas que ajudam a construir nossa identidade na rede. São uma forma de narração do eu, porque quando estamos lá, estamos sempre falando e expondo a nós mesmos antes de qualquer coisa.

É preciso ser visto para existir no ciberespaço. A primeira grande diferença entre uma rede social offline e uma online, é que para que a gente se socialize na rede, a gente precisa ser visto.

Esses atores, ou suas representações, constituem uma rede social através dos laços que eles criam através de várias ferramentas. Podem ser laços associativos, como decidir ser amigo de alguém no Orkut ou trocar links no fotolog. Ou laços dialógicos, como conversar com alguém no MSN ou trocar scraps no Orkut. Laços que dependem da reação de outros atores. Ambos são laços de relação complexa. Afinal, não basta fazer parte de sua rede, tem gente que você vai se relacionar mais ou melhor que outras, pessoas que tem amizade mais antiga, etc.

Vale lembrar que, apesar de estarmos falando em online e offline, a rede não é definida pelo suporte. Redes não existem só em um mundo. A rede está no indivíduo. Nós carregamos nossas relações para onde vamos. Algumas dessas relações você ativa só quando está online, mas isso pode ter impacto ainda maior na sua vida offline e vice-versa. Basta pensar nos namoros a distância. É um laço forte entre dois atores, de forte impacto offline, mas que é ativado pela internet ou pelo telefone.

Nessa relação entre atores, através de laços na rede, tem ainda o que nós chamamos de capital social. Esse é um debate mais complexo. Basicamente, entre várias coisas, diz também que algumas pessoas são mais influentes em determinados contextos. E estar ligado a essas pessoas te permite estar ligado a várias outras. São o que chamamos de “hubs”, que por sua vez permitem a formação de comunidades dentro das redes sociais. Quando a gente assume que um grupo é formado “pelos amigos de Pedro”, estamos reconhecendo essa formação social e que Pedro é um hub. Conhecer ele te permite conhecer os amigos dele.

Como disse antes, redes são metáforas estruturais. E quando essas relações são formadas na internet costumam ter três topologias básicas. A primeira é a rede distribuída, onde os nós tem mais ou menos a mesma quantidade de conexões, sem relações de hierarquia. A segunda é a centralizada, onde um nó – um ator – centraliza a maior parte das conexões. E, por fim, a descentralizada, que tem vários grupos de pequenos nós centrais. O interessante de conhecer esses desenhos é entender como uma informação circula em cada tipo de rede.

Mas, em termos mais práticos, como isso funciona para quem trabalha com música?

As redes sociais, como eu expliquei mais cedo, lembram muito o que nós entendemos por cadeia produtiva. A cadeia produtiva, como a gente já sabe, é exatamente um conjunto de nós. De atores que se relacionam, através de ferramentas, uns com os outros com um foco específico. O desse caso é fazer a música circular.

Estar na cadeia produtiva é, portanto, fazer parte de uma rede social. É ter essa consciência que somos atores, que nos manifestamos de várias formas, seja cantando, produzindo, ajustando o som do palco ou escrevendo sobre música em um jornal, e que estamos constantemente interagindo.

No Brasil, nossa cadeia produtiva em clima de “Feira da Música”, “business” e “networking” tem uma rachadura bem grave, principalmente no que diz respeito ao artista independente, dificilmente percebido por ele. O artista não sabe quem é seu público. Basta ler os projetos enviados para editais públicos. Todos eles pedem para que seja dito quem é o público alvo do artista. Uma boa parte diz que o público alvo são produtores, outros músicos e jornalistas. Uma parte ainda maior diz que seu público alvo é de “milhares de pessoas”. E, quase todos, concordam que é “impossível” saber hoje em dia quantas pessoas vão ouvir sua música.

Não é impossível saber quantas pessoas escutam sua música. O medo de responder vem do medo de que seja preciso atingir uma massa para ser aprovado. Quando nunca foi exatamente assim. Se você tem um trabalho e já se apresentou algumas vezes, então é certo que as pessoas já estão ouvindo e você já tem um público. Você precisa encontrar seu público e saber onde eles estão se manifestando.

Quantas pessoas, por exemplo, tem em sua comunidade? Esse é seu público. São pessoas que, de certo modo, tem interesse em comprar seu disco e/ou pagar ingresso para assistir seu show. E essa é uma base de quantas pessoas você consegue atingir espontaneamente agora. O objetivo é sempre aumentar esse número. E a regra é nunca, nunca, nunca esquecer que ele existe.

Existe um erro clássico, cometido por oito de cada de dez pessoas que trabalham com música e se maravilham com o orkut e outras redes sociais. O erro vem do fato que, ao entrar lá, percebemos que os produtores estão lá e outros músicos estão lá. Então é comum já chegar enchendo o saco de tal pessoa achando que isso vai te trazer algum retorno para seu trabalho. Mas só que o público também está lá. O público. Aquelas pessoas que dão dinheiro para comprar seu disco e pagam ingresso para ver seu show. As pessoas que amam sua música.

Numa rede de músicos, você é apenas um ator sem força. Na rede da sua música, você é um motivo para que as pessoas se conectem. E é isso que a música faz. Ela é um motivo para nos encontrarmos e nos socializarmos. Nossas amizades e decisões quase sempre são decididas com base na música. Frequente a comunidade de sua banda. Perceba quem é que está se manifestando, o que estão falando. Tente entender porque estão lá e não estão falando, se for o caso.

Se você tem uma pessoa que se manifesta sempre em sua comunidade, então você tem o pote de ouro no fim do arco-íris da música. Você tem um fã. Temos sempre que trazer essas pessoas para perto de nosso mundo. Dê sentido e valor as manifestações do público. Convide aquele cara que fala na sua comunidade para assistir um ensaio de sua banda. Acompanhar a gravação de um clipe. Dê um adesivo, disco, camisa, boné, o que quer que seja, que reconheça ele como ator de maior força em sua rede. Esse é o sentido da rede social.

Esse também é o sentido dos negócios criativos. Quem gosta mais de sua música, sempre vai querer ela em um formato especial e exclusivo. E hoje, quem tem bons casos de sucesso na venda de música, é quem conseguiu identificar seu público alvo. E ele está nessas redes, falando sobre você o tempo todo. Por exemplo, a banda Cérebro Eletrônico, de São Paulo, fez uma pesquisa com seu público e percebeu que a maioria deles preferem comprar um disco que baixar a música de graça, se for o disco deles.

Existe, literalmente, centenas de sites que funcionam como redes sociais. Cada marca que tenta se firmar hoje, na internet, tenta fazer isso através de uma. Como a Oi FM, por exemplo, que lançou a Oi Novos Sons. Mas você não precisa se cadastrar no Hi5, Plaxo, LinkedIn, Palco MP3, nem toda santa rede que aparece em sua frente. Cada rede tem uma função. Descubra se ela funciona para você conhecendo como ela funciona e seus exemplos. O importante é você perceber que seu público está presente em todas elas.

Participar dessas redes, mesmo que ativamente, não é suficiente. Isso não isenta você de ter um site da banda, por exemplo. O site oficial é sua representação na rede. Pode ser um blog mesmo, dos mais simples, mas que seja um espaço que reuna todas essas manifestações que você faz online. Um espaço para agregar o conteúdo que é produzido por você e que é produzido também pelo público.

Esse é o ponto crucial dessa nossa conversa. Se o seu público existe, então é certo que ele já está produzindo conteúdo seu, mesmo que você não saiba. E ele não está fazendo isso porque é um desocupado com muito tempo livre. Ele faz isso por que ama sua música. Quem aqui já subiu no palco, com certeza já viu alguém no público levantar o celular e tirar uma foto, fazer um vídeo, tentar gravar uma música.

Não podemos chamar nenhuma manifestação de social se ela for uma comunicação unilateral. Precisamos criar diálogos com os outros atores da rede. Essas fotos e vídeos que o público faz nos shows vai parar nos perfis dele no Orkut, nos álbuns do Flickr. Assim como o que é dito nas comunidades do Orkut e no Twitter. É sempre legal comentar, responder, incorporar.

São essas coisas que geram capital social. Legitimar o esforço do público gera um constante feedback deles ao seu trabalho, porque quando eles verem que tem atenção, vão produzir cada vez mais. E quando isso acontece, você deixa ser um simples ator numa rede maior para se tornar o ponto central em sua própria rede social

Isso não é, de modo algum, um esforço solitário.A construção de sua rede é percebida pelas redes vizinhas. Enquanto você está criando uma boa relação com o público, sua rede passa a integrar com mais prestigio redes maiores. Você ganha legitimação pelo público / e não pela chatice.

Dos exemplos de sucesso, podemos tirar a lição de que hoje é muito mais proveitoso você oferecer boas experiências a partir de sua música, que simplesmente música. É o que tem feito o sucesso de bandas como Casuarina e o samba da Lapa, ou de grupos como o Macaco Bong e os coletivos Fora do Eixo. As apresentações dessas bandas sempre são um convite “venha fazer parte de nossa rede”.

Fazer isso sozinho é muito mais difícil, mas históricamente, a música nunca sobreviveu sozinha. E isso é algo que o mercado independente tem dificuldade em perceber. Faltam selos, faltam gravadoras, associações, coletivos, cooperativas. A maioria dos artistas estão sozinho, fazendo sua música e esperando que algo aconteça sozinho daí. Mas algo só vai acontecer com o esforço reunido desses artistas.

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Texto Originalmente postado em: http://www.popup.mus.br/2009/12/14/disseminacao-por-redes-sociais/

Mais Retorno 021 – Aquecimento da Tour!

No próximo domingo tem Tour Nordeste Fora do Eixo, em Maceió.

O Coletivo Popfuzz promove o evento, que acontece no The Jungle, a partir das 17 horas, com as bandas:

- Macaco Bong (MT)

- Porcas Borboletas (MG)

- Burro Morto (PB)

- Cross The Breeze (AL)

Tudo por apenas 5 reais.

Aqueça-se no nosso programa:

AUTORAMAS – Galera do Fundão
ROCKZ – Tô planejando

CHARLOTTE GAINSBOURG e BECK – Heaven Can Wait
ANIMAL COLLECTIVA – Summertime Clothes
VAMPIRE WEEKEND – White Sky

BURRO MORTO – Menarca
PORCAS BORBOLETAS – O Rato

MACACO BONG – Shift

Bom som!

Quer ouvir?

http://www.garageband.com/song?|pe1|WdjZPXLrvP2rYVe2ZGBhDg

Quer Baixar?

http://www.garageband.com/mp3/Mais_Retorno_021.mp3?|pe1|WdjZPXLrvP2rYVe2ZGBhDg

Originalmente Postado em: http://maisretorno.wordpress.com/2009/11/28/mais-retorno-020-no-ar/