Lançamento Popfuzz: My MIDI Valentine – My MIDI EP (2010)
Escutar o duo de Arapiraca (AL) My Midi Valentine pode levar o ouvinte às tardes infinitas na frente dos super nintendos, mega drives e master systems da vida. Com os primos e amigos, cheios de besteira pra comer e fascínio pelos jogos. Nada mais aconselhável, para quem viveu esse tempo e gosta de nostalgia, do que (imagine se puder) ouvir músicas como aquelas, que muitas vezes podiam passar desapercebidas mas que todos sabiam de cor. Só que agora num formato pop, com canções construídas, letras inocentes e tudo da forma mais orgânica possível.
Composto por Marcos Cajueiro (guitarra, violão, baixo, sintetizadores) e Tales Maia (baixo, teclado, programações e bateria eletrônica), os multi-instrumentistas apresentam ao público seu novo registro – My MIDI Ep – com cinco músicas, lançado pelo selo e coletivo alagoano Popfuzz.
A apresentação é digna de trilha de jogos como F-Zero, Top Gear e Super Mario Bross. Instrumental e de nome ilegível, “çkrmçsahrm” nos remete claramente a uma das propostas da banda: a construção das trilhas de videogame.
Chegando à segunda faixa do EP, "Dreams with butterfly wings", podemos sentir a forte influência de technopop dos anos 80, como New Order, Depeche Mode e até Pet Shop Boys. Mas não precisa se assustar, a influência gamesística continua ali, e quando menos esperar você vai está dançando sem perceber
A terceira música, “The way it should be”, causa estranhamento pela mudança. Agora apenas um violão acompanha a voz melancólica de Marcos Cajueiro. No entanto, ao longo da canção os sintetizadores dão o ar da graça e deixam a balada com a inconfundível cara da banda.
Passando por "Endless skylines", é possível sentir a transição (ou mesmo o comportamento da música) que mais parece a ansiosa espera de estarmos lendo a história do jogo antes do duelo final.
Por último, na faixa "ILUVU", que com certeza é uma síntese muito bem feita do som da dupla, tudo está presente: as experimentações eletrônicas, os arranjos videogamesísticos, as letras quase-infantis e o apelo pop da banda. O final do Ep deixa aquela vontade de quero jogar de novo, talvez agora prestando mais atenção, ou vamos dizer assim, zerando o jogo com 100%.
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