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entrevista - morratentando

Seja Rockista ou Morra Tentando

por Rodolfo Lima

Coletivo Popfuzz

Dando continuidade as nossas entrevistas com bandas que vão se apresentar no Grito Rock Alagoas 2012, eu entrevistei meu chapa, José Luiz, o Buzugo para ele falar um pouco sobre a sua banda de hardcore Morra tentando que se apresenta no Grito Rock Palmeira dos Índios. Então apresento-vos o rock doido da Morra Tentando.


(Rodolfo Lima) Conta ae, pra quem ainda não conhece, um pouco da história da banda…

(Buzugo) A banda começou de uma tentativa do João Marcelo (vocal) e Daniel (ex-baixista) em montar um projeto de HC melódico, como não conseguiram uma galera firmeza pra tocar o trabalho pra frente, me convidaram e daí eu indiquei uns amigos que podiam tocar guitarra.

Em pouco tempo já estávamos produzindo nossas músicas e começando a ensaiar. Tomamos gosto pelo som e passamos a nos empenhar mais a fim de consolidar mesmo a banda. No início éramos 5, mas ainda no começo da caminhada, depois de algumas tocadas com essa formação, nos tornamos um quarteto e é assim até hoje.

A Morra Tentando é uma banda essencialmente de hardcore, mas o nosso som também agrega outros elementos do rock “tradicional” e outros estilos musicais.

(RL) É a primeira vez da banda em um Grito Rock, ainda mais na primeira edição em Palmeira dos Índios. Como estão as expectativas?

(BU) Sempre ficamos ansiosos quando vamos nos apresentar em outra cidade, principalmente porque vamos ter a oportunidade de mostrar nosso som à pessoas que, ou não conhecem a banda ou não tiveram a oportunidade de nos ver ao vivo. Isso é um muito importante pra quem faz música por prazer, é um contato que serve de estímulo pra gente continuar produzindo. Além do que o público do interior costuma se bem mais caloroso/receptivo do que o da capital.

(RL) Esse é o primeiro show depois da saída do Daniel. Conta um pouco mais sobre a saída dele e o novo baixista…

(BU) O Daniel, que era baixista da banda, precisou sair porque sentiu a necessidade de ir morar em São Paulo, principalmente por causa de trabalho, daí pensamos em parar, pois ele foi um dos idealizadores do projeto e peça fundamental em tudo da Morra Tentando, desde composições até nossas artes gráficas (logomarca, capa dos CDs, estampa de camiseta…).

No entanto vimos que sentiríamos uma grande falta de continuar produzindo pela Morra Tentando, dessa forma conversamos e vimos que o melhor era seguir em frente, inclusive com o apoio do Daniel. Com isso incluímos o Ismar no time, amigo nosso de longa data e que sempre participou da cena por aqui. O resultado tem sido muito bom e ele vem substituindo o Daniel à altura. Nossa primeira apresentação com essa nova formação vai ser mesmo nesse show em Palmeira dos Índios.

Morra Tentando por Herbet Loureiro


(RL) Vocês estão pra lançar um novo disco. Como foi o processo de gravação e pra quando está previsto o lançamento?

(BU) Quando o Daniel (Baixo) nos comunicou que estaria de mudança pra outra cidade, sentimos que aquela era a hora mais adequada pra voltarmos ao estúdio e assim selar um material que representasse talvez o último registro com o ele na banda. Marcamos 3 hrs de estúdio e descemos a lenha 100% ao vivo e sem ensaio (hehe)

Aproveitamos pra convidar um bróder nosso aqui da cidade pra tocar guitarra e escaleta em algumas faixas e expandir assim um pouco mais nossa proposta de som, já que nossas influências são muito abrangentes e queríamos apresentar um diferencial nesse segundo trabalho.
Agora estamos nos últimos ajustes e pretendemos lançar esse EP, no máximo até o começo de abril.

(RL) Você acha que existe uma grande diferença entre esse disco e o primeiro?

(BU) A proposta continua a mesma, fazer um som na mesma pegada, mas sempre tentando explorar coisas novas. A diferença existe sim, estamos um pouco mais encontrados e amadurecidos enquanto banda e isso influenciou na produção e execução das músicas, o que não quer dizer que nos tornamos complexos ou priorizamos virtuosidades, tocamos do jeito que gostamos, sem pensar muito no formato das músicas.

Esse EP está com a gravação melhor, mostra a banda um pouco mais agressiva e pesada e, além disso, traz umas composições em inglês, as letras estão mais cruas também, dentro de nossa proposta a parada tá bem diferente sim.

(RL) Como rolam as composições? Alguém chega com algo pronto ou é tudo feito a quatro mãos?

(BU) As letras quem geralmente escreve é o João Marcelo (vocal) e a parte da melodia construímos juntos no estúdio, meio que num esquema de Jam session. Fabian faz uma linha de guitarra, eu sugiro algumas levadas de bateria e o baixo sempre dá a pegada final, mas sempre um opinando também no instrumento do outro.

Depois vamos juntando as partes e montamos o som, daí Marcelo que tem que se virar pra poder encaixar a parte do vocal (hehe), nunca fazemos uma música já pensando nela pronta, simplesmente acontece.

(RL) A cena hardcore em Maceió era muito forte por parte de público dentre 2005/2006. Hoje em dia ela perdeu um pouco desse apelo “popular”. Como você acha que ela se encontra hoje em dia no Estado?

(BU) Procuro fugir do vício da nostalgia, que geralmente toma conta dos que já participam do
cenário a certo tempo, sendo assim prefiro olhar pra o presente e tentar me focar no que está sendo produzido.

Apesar das dificuldades, a cena do estado vem numa pegada legal, hoje as bandas gravam mais, trabalham prioritariamente com músicas próprias e a conexão entre Maceió e outras cidades do interior vem se fortalecendo, isso é o mais legal de tudo, porque passamos a conhecer coisas novas, mesmo que sejam de bandas que já existiam ha certo tempo.

(RL) O que você acha de festivais independentes como o Grito Rock?

(BU) Importantíssimos, pois são atividades como essa que ajudam a fortalecer o cenário independente, alavancar a circulação de bandas e informação, além de gerar um contato direto entre músicos e público, o que seria mais inibido se não fosse nesse formato. Os festivais hoje representam um importante canal de divulgação, aproximação e consolidação da cena.

(RL) Pra finalizar, manda um recado ai para os leitores…

(BU) Faça você mesmo!

Quem quiser conhecer mais da Morra Tentando, trocar uma ideia,
ou simplesmente entrar em contato, aguardamos novos amig@s!

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