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GRITO ROCK - ALAÍDENEGÃO

Música para dançar e pensar

por Morena Melo

Cobertura Colaborativa Grito Rock Maceió 2012

Eles se apresentam como uma banda nascida de uma fusão entre música, filosofia e baixarias; a liga deu certo e tem agradado público e crítica por onde passa. A banda Alaidenegão se apresentou na sexta-feira (10) no Grito Rock Maceió, nasceu no Amazonas, e já tocou em Roraima, no Pará e em Pernambuco. Nos próximos dias 16, 19 e 24 eles se apresentam nos Gritos Rock de Quixadá (CE), Cajazeiras (PB) e Vitória da Conquista (BA), respectivamente.

No balaio, a Alaidenegão carrega o brega, o rock, o carimbó e o que mais der na telha. A mistura é feita com violão, guitarra, efeitos, samples e voz (Davi Escobar), contrabaixo e voz (Agenor Vasconcelos), guitarra (Rafael dos Santos), trompete (Markito Rock) e bateria (Anastácio Jr).

Os meninos fazem parte dessa nova geração que não quer ter a música rotulada. Em 2010 finalizaram o segundo Ep, gravado em Pernambuco e intitulado “Uns todo mundo, outros tudo bem”. Alaidenegão é o tipo de raridade que consegue misturar música dançante com letras inteligentes. A galera da banda conversou com a gente sobre carreira, influências musicais e cenário independente. Vale à pena conferir!

(Morena Melo) Alaídenegão nasceu em Manaus e migrou para Olinda. Por que vocês resolveram migrar pra Pernambuco? A banda permanece em Olinda, ou voltou para Manaus?

(Alaídenegão) A banda passou uma temporada de 6 meses em Pernambuco, devido a dificuldade de encontrar espaços para divulgar o trabalho em Manaus,  após esse período esta experiência vivida em Olinda decidimos voltar para Manaus para tentar novamente divulgar o trabalho, dessa vez com o que aprendemos na viagem.

Alaídenegão Foto: Nathalia Brandão #colabora

(MM) Como vocês percebem a cena independente de Manaus? E a de Olinda?

(AN) Em Manaus ainda existe uma certa desarticulação entre as bandas, antes a situação para bandas como Alaídenegão era praticamente insustentável, na década de 90 muitas bandas conseguiram montar uma cena independente, apesar da falta de experiência, agora há uma nova geração formada tentando articular um cenário, apesar dos problemas que ocorrem com todos, como falta de apoio das casas noturnas, desinteresse do publico pelo trabalho autoral dentre outros problemas. Olinda sempre foi um pólo de cultura popular, após manguebeat consolidou-se como pólo exportador de musica alternativa.

(MM) Por que o carnaval de 2008 foi fértil pra vocês, como surgiu a ideia de criar a banda durante o carnaval?

(AN) Foi uma coincidência motarmos a banda durante o carnaval, havíamos terminado a faculdade e decidimos montar a banda…

(MM) O que vocês mais ouviam na época que a banda surgiu?

 (AN) Ouvíamos mundo livre, nação zumbi, Itamar Assunção dentre outros.

 (MM) O que vocês mais ouvem agora?

(AN) Hoje, graças a diversidade dos integrantes, ouvimos do Rock ao Samba, do Clássico ao Brega.

(MM) Vocês misturam brega, rock, samba e carimbó, assim como outras bandas do atual cenário independente, como, por exemplo, Do amor e Cidadão Instigado.  Vocês acreditam que as bandas que compõem a nova safra da música independente brasileira transitam com mais liberdade entre os gêneros musicais?

(AN) Sim, hoje em dia podemos entender que a variedade de estilos e gêneros enriquece o trabalho, o fato é que no Brasil sempre houve esta mistura cultural, é algo que pertence a nossa essência.

Alaídenegão Foto: Nathalia Brandão #colabora

(MM) Com um olhar atento dá pra perceber que vocês fazem um bom trabalho de divulgação nas redes sociais na internet . Twitter, Facebook, Myspace, Last.fm, Toque no Brasil, Youtube; quem administra tudo isso?

(AN) Nós administramos esta parte, para nós a divulgação pela internet  é fundamental, é uma forma de driblarmos o mainstream.

(MM) Quais os planos da Alaidenegão pra 2012?

(AN) Trabalhar cada vez mais para divulgar nosso trabalho, também pretendemos gravar um novo cd com as músicas que surgiram durante 2011 e que poderão surgir este ano.

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