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entrevista - os nelsons

Mistura cosmopolita direto de Paulo Afonso.

por Morena Melo

Cobertura Colaborativa Grito Rock Maceió 2012

Os Nelsons fundem funk, rock, dub e samba; compõem a greggaetoneração que foge dos rótulos e prometem um show instigadíssimo no Grito Rock.

A banda formada há um ano em Paulo Afonso/BA aposta na união de gêneros para criar um som que dificilmente se definiria sob um rótulo único. Flertando com reggaeton, funk, rock e samba, Os Nelsons se apresentam sexta-feira (10) no Grito Rock Maceió, sábado (11) no Grito Rock Arapiraca e em Março no Grito Rock de Floresta, Pernambuco. Os meninos que curiosamente encaixam Nelson em seus nomes nos falaram sobre a cena independente de sua cidade natal Paulo Afonso, os planos para 2012, experimentações sonoras e muito mais. Confira!

(Morena Melo) Vocês fazem muitas experimentações sonoras, como rola o processo de composição da banda?

(Os Nelsons)”A gente acorda de ressaca e vai kayar, produz os beat’s, faz as letras e vai kayar” Trecho da música dia a dia inna babylon – Os Nelson’s

(MM) Geralmente sempre tem uma banda que te fez querer ter uma banda. Pra vocês, quais foram essas bandas?

(ON) Uskarafobia (banda de Paulo Afonso) e Chico Science. Queremos trazer a música de rua que ainda é vista com certo preconceito por ter nascido dentro das classes sociais mais baixas.

Os Nelsons (BA)

(MM) Quanto tempo tem a banda e qual a formação?

(ON) 1 ano de banda. Voz: Raoni Nelson Torres. Baixo: Vandeison Nelson Feitosa (Barataum). Guitarra: Rafa Nelson Dias. Dj: Mário Nelson Oliveira (papa)

(MM) Em tempos em que muito se comenta sobre liberação de arquivos na internet, vocês disponibilizaram o Ep e o álbum para download gratuito. Pra vocês qual o papel que essas plataformas livres cumprem pra divulgação e difusão do material da banda?

(ON) No início essa é a principal e mais barata maneira de divulgarmos o nosso trabalho, sabendo que um grande número de pessoas poderá ter acesso ao disco e Eps. Hoje em dia essas plataformas livres são fundamentais pra divulgação de bandas como a nossa que circulam pela cena independente.

(MM) Estamos no começo de 2012, quais os planos da banda pra esse ano?

(ON) Tocar, fumar, tocar e viajar

(MM) Hoje em dia com a internet a gente sabe que as fronteiras se tornaram muito mais suaves, é possível interagir com públicos e bandas de outras cidades com uma certa facilidade. Mas, para além da cena virtual, como é a cena local de vocês? Como funciona a movimentação em torno da música em Paulo Afonso?

(ON) O cenário é mal visto e muitas vezes incompreendido, fazemos parte de uma revolução definida como “nós mesmos produção”. Sabemos do potencial e da força musical que existe nesta cidade, só nos falta um pouco mais de apoio.

(MM) Quais as expectativas da banda pra o show em Maceió?

(ON) A expectativa é muito grande, é a primeira vez que tocaremos no Grito Rock e esperamos contagiar o público com nossa irreverência! Queremos que a galera beba, brinque e se divirta.

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