Lançamento do primeiro álbum da banda Radium e Road To Joy (SE) no Banga Bar

No dia 08 de outubro, o Banga vai ser palco do muitíssimo aguardado show de lançamento do disco “Majéstico Ser”, da banda de rock alternativo alagoana, Radium. A abertura do show fica por conta do alt/folk dos sergipanos da Road To Joy, que tocam pela primeira vez em Maceió e tiveram o seu EP “Nature” lançado pela Popfuzz Records, em agosto desse ano.

Leia.

“O punk não morreu, foi você que envelheceu”, grita Delmiro Gouveia

Foto por Sandro Júnior

Por Rodolfo Lima

Coletivo Popfuzz

No dia 10 de setembro de 2011 fui com minha banda, Dad fucked and the mad skunks, tocar no sertão alagoano, mais precisamente na cidade de Delmiro Gouveia, à 280 km de Maceió. O evento que fomos chamados pra tocar se chamava “Grito dos excluídos”, estava sendo organizado pelo coletivo libertário delmirense (Colide) e iam se apresentar quase 10 bandas, dentre grupos de Delmiro, Maceió, Bahia e Sergipe!

Vamos voltar para o dia 09 de setembro para começarmos nossa história:

Na tarde de sexta-feira (09) sou informado que a van para o show do dia seguinte sairá às 8h da manhã, estranhei pelo fato de sair tão cedo, apesar da viagem de 4h, chegaríamos na hora do almoço lá! Enfim, beleza! Como eu não presto e querendo me livrar da consciência de um dia chato, fui beber!

Chego em casa 4h da manhã, embriagado e vou dormir. Às 7h da manhã de pé, ainda bêbado, tomo café da manhã e vou até a praça V2 onde a van irá sair. Chegando lá falo para o meu perceiro, Dudu, que ainda estou bem bêbado do dia anterior e ele me faz uma proposta: “Então, quer continuar bêbado?” De imediato eu respondo que sim! Então, como diriam os americanos, “all downhill from here”, ou seja, ladeira abaixo!

Aos poucos a galera vai chegando, nossa banda, os amigos punks que iam com a gente curtir em Delmiro e os parceiros da Misantropia, instituição do punk rock alagoano que também vai tocar no show.

Duas horinhas de atraso, a van chega à praça, organização para que os instrumentos e mochilas caibam e vamos pegar a estrada.

São 10h da manhã, eu estou completamente bêbado para tocar em um show que só vai rolar lá para às 00h! Que falta de responsabilidade, noção e que vontade de auto-destruição, hein? Pois é, foda-se!

Acho que as duas primeiras horas de viagem eu só fiz comer, larica muito bem matada (chips, biscoito, sandubinha…). Qualquer parada era aproveitada pelos fumantes, pelos  de bexiga frouxa e pelos cachaçeiros! Cervejinha no ônibus, cedida pelos misantropos, Júnior e Sandney (sandney, sandney!).

Quatro horas de van, dentre cochilos, gritaria, cervejas, brincadeiras pesadas e som alto. Chegamos ao destino lá pelas 14h da tarde! Encontramos os organizadores Michel e Pablo do coletivo Colide e nos dirigimos ao local do show, no bairro do Bom sossego!

Um bar, um quintal, uma mesa de sinuca, uma árvore e um mini palco, é aqui onde vai rolar o rock! Como o bar do show ainda não estava funcionando, vamos procurar um lugar perto pra comprarmos algumas cervejas! O bar que achamos é cheio de sinucas e definitivamente não é ventilado (Delmiro é quente pra caralho!). Somos muito bem recebidos no bar e descobrimos que os bêbados de Delmiro são muito carinhosos (haha). Um cara de camisa preta, boné, umas tatoos toscas e um olho furado nos chama no canto! Ele diz que é de banda, que curtia muito punk rock e aproveitou para pedir pra o Caique pagar uma cerveja pra ele (haha)! Massa, hein?

Dentro da van de novo em direção aos cânions, uns 20 minutos e estamos lá! Paramos a van, temos que continuar a pé por uma ladeira e o meu único pensamento é a subida na volta (cansaço as vezes dá as caras).

Foto por Luís Eduardo

Chegamos lá embaixo, que lugar bonito, tipo um vale com um rio de água cristalina, com pedras e mato construindo os arredores. Subimos um pouco por uma trilhazinha e estamos na parte de tomar banho. Todo mundo vai pra água e tudo que eu consigo pensar é o quanto é bom ter uma banda de rock! Você sair de casa num sábado numa van cheia de amigos loucos, chegar numa cidade nova e quando você realiza, está num lugar lindo, com uma natureza belíssima e tudo que você tem que fazer mais tarde é tocar rock pra um bocado de gente parecida com você!

Foto por Luís Eduardo

Depois do banho é até fácil encarar a subida, conversando e vendo a paisagem. Entro na van e vamos voltar para o show!

Um banhozinho no chuveirão, troco de roupa e vamos caçar alguma comida! Só porque alguém me convence a não esperar a janta que os caras iam levar. Chegamos em um restaurante à beira da estrada e a moça nos explica que custa 8 reais e você pode comer o quanto quiser! Bem, vamos lá! É aqui que a história fica tensa, assim que avisto uma buchada! Eu, como um bom apreciador da comida nordestina, adoro uma buchada! Então repito meu prato, quase três vezes com aquela deliciosa “inocente” bomba de gordura, calorias e típica da gastronomia guerreira do sertão!

Cheio de mais para viver, voltamos para o show, aproveito pra cochilar um pouco, onde logo sou acordado pelo Hélio que me chama pra ir expelir nossas jantas (eca!).

Monstromorgue por Bruno Ritir

Tudo certo, o show começa, a primeira banda a subir no palco é a delmirense, Monstromorgue de Pablo, Michel e outros membros do Colide! A Monstromorgue faz grindcore sujo, pesado  e rápido! Como o próprio Pablo falou: “Isso aqui é grindcore do sertão alagoano”. Cerca de 60 rockeiros batiam cabeça ao som do grupo, alguns bêbados que encontramos no bar de tarde, também já se encontravam lá! Mais pessoas começam a chegar, vans de Paulo Afonso (BA) e Canidé do São Francisco (SE), afinal Delmiro Gouveia consegue fazer fronteira com Bahia, Sergipe e Pernambuco de uma só vez. Se encontram agora no show mais ou menos umas 100 pessoas, muitos rockeiros!

Coação por Bruno Ritir

A próxima banda a entrar no palco é de hardcore punk, de Paulo Afonso e se chama Coação! O grupo é contagiante, faz todo mundo pogar que nem louco, uma instiga que fazia tempo que eu não via em um show, coisa bonita! O show rola e a gente “gera” com cerveja, pitú etc. O dinheiro da cerveja acaba, mas a pitú é de graça! É dificil, rapaz!

Somos informados que vamos ser a quarta banda, depois nos falam que vamos ser a quinta, fico só pensando o meu estado quando começar o show!

Hatend por Bruno Ritir

O terceiro show da noite é dos baianos de Paulo Afonso da Hatend. Metal! Guitarra, baixo, bateria, teclado, a galera faz os rockeiros baterem cabeça ao som de um death/thrash metal! Eu não gostei da banda, mas teve muita gente que curtiu e com certeza o velho bêbado de cabelão, camisa florida aberta, gostou! Esse cara figura, bangueou muito, fora que ele já havia tocado assobios inusitados, sem convite, na banda anterior enquanto berrava aos céus a palavra mágica: “Rock n roll”.

Ataque Cardíaco por Bruno Ritir

O Ataque Cardíaco sobe ao palco, banda do Michel, um dos organizadores do evento. O grupo é um espécie de F.Y.P delmirense. Power trio violento, tocando um hardcore punk rápido, agressivo que me agradou bastante! Os caras já lançaram splits e várias demos, inclusive por selos gringos. Michel também tem seu próprio selo, denominado Dorxdexbarriga records que tem 22 lançamentos de forma totalmente independente, inclusive já tendo lançado bandas da Romênia, República Tcheca entre outros lugares!

Dad fucked and the mad skunks por Bruno Ritir

Não sei que horas são, só sei que é hora de subir no palco. Tudo montado, a Dad fucked and the mad skunks, começa o show e a galera parece está gostando. A gente está muito feliz de tocar ali pra aquele monte de rockeiro doido que poga sem parar! O resultado do show foram dois joelhos cortados, uma testa machucada e muita alegria!

Resistir por Sandro Júnior

Depois de deixarmos o palco esgotados, várias pessoas vêem falar com a gente, de Delmiro, Paulo Afonso, Canidé etc. Biuriful! A banda Resistir, companheira nossa aqui de Maceió, entra no palco e eu preciso ir atrás de água ou cerveja, não aguento mais ver pitú na minha frente! Água, cerveja e vamos ver o resto do show! A Resistir faz um show divertido, mostrando seu grindcore reggae tosco e parece animar os presentes rockistas doidos.

Misantropia por Sandro Júnior

Sai a Resistir, entra a Misantropia! Todos ali presentes parecem ser fãs da banda, está que existe desde 1991 e é um importante nome na cena punk nordestina. Roda pulsante, todo mundo indo a loucura, show punk em Delmiro é bonito de mais de se ver!

Depois do explosivo show da Misantropia, eu não tenho mais a minima idéia onde estou, sou mais um bêbado louco como tantos ali naquele show de rock! Inclusive, menção honrosa ao mudinho figura que estava completamente embriagado “falando” com todo mundo ali.

Lembro de ouvir uma banda tocando Raul Seixas da forma mais tosca que já vi na minha vida, com certeza devia ser a tal cover punk de Raul, Maluco Beleza.

Minha consciência retorna e alguém diz que vamos voltar pra Maceió, a principio íamos dormir lá, mas depois acharam melhor voltarmos depois do show!

Subo na van, ela anda alguns metros, tudo começa rodar muito forte e eu já sabia o que ia acontecer. Peço pra parar a van e vou vomitar (é campeão, parabéns!). O acontecido se repete mais duas vezes e a sensação de querer morrer é iminente quando se está as 4h da manhã vomitando atrás de uma van no meio de uma estrada no maior breu! Pois é, passar o dia bebendo e à noite comer buchada a noite não vai te fazer bem! Vai por mim, boy!

Apago, acordo na praia da avenida, umas 8h da manhã! Acabou, chegamos! É hora de ir pra casa dormir, ter saudade de Delmiro e seu rock puro, inocente e cru!

Como já falei mais ou menos antes, acho que pouquissímas coisas na vida são tão divertidas quanto ter uma banda de rock, talvez ser um astronauta chegue perto! Enquanto eu tiver minha banda, o rock, as coisas serão suportáveis, as coisas estarão boas! Os outros caminhos da nossa vida podem não andar tão bem, mas se você tem o rock, é como se ele estivesse te falando: “Ei, não se preocupe, continua, está tudo bem!” Essa viagem definitivamente me mostrou isso!

Paix e keep the faith!

Rodolfo Lima

(Rockeiro desde 1995)

Cobertura Popfuzz Festival Maionese 2011 (parte 3)


Por: Rodolfo Lima

Coletivo Popfuzz

Sábado, dia 14, segundo dia de Maionese:

Foto de João Schwartz

Acordo às nove horas, ligo para o Lueba e pergunto: “E ai, 11h é pra deixar o Jair e a banda no aeroporto, né?”. Lueba – “Não, 13h! A gente se encontra no hotel, o vôo é mais tarde”. Notícia maravilhosa, eu poderia dormir mais umas horinhas, mas, quem disse? Não consigo, acordo e vou para o computador ver as pendências. Sei que o dia vai ser cheio de vai e vem de carro.

 

Descanso um pouco, como alguma coisa e vou em direção ao hotel. Chegando lá encontro Lueba e Caíque. Precisaríamos de três carros devido aos instrumentos e a quantidade de pessoas na banda, não queríamos arriscar cinco pessoas até o aeroporto dessa vez.

 

Instrumentos todos no carro do Caíque, ainda bem! Seguimos até o aeroporto, no caminho todo posso ir conversando com o batera Mark e o guitarrista Guedes, do Jair Naves, os caras falam muito bem da estadia, do show e da recepção, o que me deixa muito feliz e é uma daquelas coisas que mostram que você ta fazendo ou pelo menos se esforçando pra fazer as coisas da maneira certa. Chegando ao aeroporto, presenteio o baterista, Mark, com uma camisa minha antiga do mais belo time das Alagoas: o Centro Sportivo Alagoano. Havíamos conversado bastante com a banda sobre futebol no dia anterior, o presente é recebido com muito gosto e o cara tira a camisa que estava e veste logo a do CSA! Pura alegria!

 

Despedidas feitas, é hora de passar na sede e conferir as correrias. Chegando lá, mal tenho tempo para sentar e a primeira banda de fora chega para recepção, os potiguares da Monster Coyote. Rapazes animados e gente boa que são já perguntam onde vende cerveja, o que gentilmente informamos (haha). Só que eu não podia ficar, era hora de trabalhar e ir direto para o Armazém Uzina. Estava eu informado que o Caique tinha ido pegar os “bons rapazes” do Merda, que a sergipana Renegades of Punk iria de táxi para o hotel e que o Lueba se encarregaria de recebê-los, já o Desalma (PE) só chegaria à noite, então precisava cuidar das correrias do show no local do festival.

 

No Armazém Uzina é só, leva caixa pra cá, leva pra lá, coloca mão no freezer mais gelado de todos os tempos. Risco de hipotermia de leve! Completando, saio pra comprar gelo e molho o banco e a mala do carro inteira, aquele cheiro lindo de mofo, enfim, loucura.

 

Belt (por Lucas Lisboa)

Subo pra resolver alguma coisa na sede, encontro os caras da Monster Coyote já meio chumbados e penso: “Ta tudo certo, então” e volto logo em seguida para o Jaraguá. Chegando lá, já se encontra no palco, a banda ganhadora do Maionese Q.I, onde o público pôde votar em uma banda local para abrir a segunda noite do Festival. A banda escolhida foi a Belt, por sinal banda do baterista da minha banda, Felipe lonheiro, peça boa. A banda faz um pop punk puxado para bandas como “Fall Out Boy e Blink 182”. A casa ainda tinha poucas pessoas, mas uma galera já amontoava na frente vendo o show dos meninos. O vocalista e guitarrista pocou a corda da guitarra logo nas primeiras músicas e decidiu ficar por isso mesmo, continuou só no vocal. Eu até gosto de Pop punk, mas acho que eles ainda precisam amadurecer as músicas, eles conseguem.

Necronomicon (por Lucas Lisboa)

Terminando o show da Belt no palco 1, já esperava no palco 2, a Necronomicon. Já havia escutado por alta, o disco homônimo dos caras, mas confesso que estava bastante curioso para o show. A banda é realmente o que clama ser, Rock setentista com bastante Doom clássico. Riffs pesados, lentos são disparados por uma tímida guitarrista, bateria certeira casada mito bem com o baixo ritimado que completa o Power trio. Destaque para a voz do baixista e vocalista, Pedro, rockeira até a alma!

Clandestinos (por Lucas Lisboa)

Depois da Necronomicon, deixar todo mundo impressionado no palco 1, era hora de assistir a atração mais destoante do segundo dia do festival, no palco 2, o grupo de rap, Clandestinos. Pra mim um festival quanto mais louco melhor, muitas bandas de estilos diferentes? Ótimo! Por outro lado estava um pouco preocupado que o público fosse um pouco mais intolerante com isso, mas não foi bem o que aconteceu. Muitas pessoas curtiram o show do Clandestinos, mesmo com danças desajeitadas do público, ou algo assim (hahaha), os rappers agradaram uma parte dos presentes, isso me deixa bastante feliz que as pessoas estejam perdendo seus preconceitos musicais.

Autopse (Luiz Rios)

Bem, os que não queriam ouvir outro som que não de guitarras altas e vocais gritados, puderam se deleitar com quem subia no Palco 2, a banda de metal Autopse. O grupo alagoano faz um som calcado em bandas como Sepultura, da qua inclusive tocaram uns dois covers, e Dark Enemy. A semelhança com o grupo de death metal, Dark Enemy, deve ser o fato de uma mulher no vocal fazer gutural e deixar os marmanjos boqui abertos e pensando: “eu sou uma garotinha de voz fininha”. Mais presença feminina nas baquetas da banda, excelente e agressiva baterista. A Autopse conseguiu colocar o Armazém pra pogar.

Renegades of Punk (Luiz Rios)

A primeira banda de fora do Estado se apresentaria no palco principal, se tratava dos sergipanos da Renegades of Punk. Segunda vez deles em Maceió e talvez a quinta da vocalista e guitarrista, Daniela (Lily Junkie, Triste Fim de Rosilene), que mantinha a presença na sequência de mulheres tocando em bandas no dia. O Renegades despejou seu punk rock de grande pegada garageira em todos os presentes. Gosto da banda porque eles parecem um Dead Kennedys mais garageiro com uma mina gritando. Muito massa!

Misantropia (por João Schwartz)

O punk rock continuaria na apresentação da banda de hardcore em mais tempo de atividade em Alagoas, a Misantropia. Intercalando entre assistir o show da grande banda e resolver pepinos com a casa devido a pequenas confusões na roda, que acarretaram em um estranhamento e nervosismo na equipe de organização da casa, não acostumados a shows de rock mais pesado; e desnecessários escândalos de entra e sai, levando a proibição de poder entrar e sair no local, não por parte da Popfuzz e sim por parte da produção do Armazém Uzina, o festival continuava rolando bem. A Misantropia proporcionou grandes rodas de pogo com seu hardcore clássico e discurso politizado em suas letras.

Outro destaque legal dessa segunda noite foram as banquinhas, em maior quantidade do que a noite anterior e diversos produtos, Vinil, cd, livros, gibis, bolsas, camisas, bonés, tudo que tem direito, chamaram muita atenção dos presentes.

Monster Coyote (por Geanne Cardoso)

A Misantropia se despede do Público e chega à hora dos stoners vindos direto de Mossoró (RN) da, Monster Coyote tocar o caos no Festival. Riffs pesados, baixo pesado e bateria pesada. Tudo pesado na Monster, mas aquele pesado propício para a chapação, na velocidade certa. Stoner to the boner como o próprio nome do disco sugere, muito Kyuss, Fu Manchu e até muito de Metallica. Showzão, só ouvi bons comentários.

Desalma (por João Schwartz)

No palco 2 estava pra começar um dos shows mais esperados da segunda noite, direto de Recife (PE), Desalma. Eu já tinha ouvido falar muito bem do show dos caras, também já tinha ouvido o Ep que me deixou bastante impressionado. O Desalma é Metal! É Death, é thrash e ainda consegue ser math! Death metal quebrado, paradas súbitas, mudanças de andamento e porrada, muita porrada! Deixou todo mundo de cara! Tanto que nem vi os head bangers baterem cabeça, apenas prestarem atenção (hahaha).

Merda (por João Schwartz)

Último acorde dado pelo Desalma e já podia ouvir do palco 1 uma gravação vinda de um megafone que dizia: “Atenção galera do Merda, atenção galera do Merda”. Todo mundo pra frente do palco porque ia começar o show da “banda” mais esculachada do hardcore brasileiro, a com mais merchandising também, O Conjunto de Música Rock Merda. Confesso que fui um dos primeiros a correr pra lá, queria só ver o que Mozine e Cia iam fazer depois de terem bebido 20 Pitú colas, as quais haviam feito os rapazes enxerem os olhos quando vistas no isopor. O show foi um cacete atrás do outro, roda de pogo rolando solta e os caras tocando as suas canções lindas de forma tosca e instigante. Vários clássicos despejados: “Pára de chamar o merda pra tocar”; “Enfia seu próprio Piru no seu cu”, essa dedicada a aprovação da lei em prol da união Homoafetiva; Vida Fácil e até uma cover do Rei, também capixaba, Roberto Carlos. Só digo uma coisa: “Obrigado galera do Merda” (hahaha).

 

Quem tinha disposição e deveriam ter, ainda poderiam ver a instituição do Metal Alagoano, Morcegos, quebrar tudo no palco 2. A banda de metal mais antiga do Estado, fechava com chave de ouro, o Festival Maionese 2011. Infelizmente eu não pude ver o show dos caras por que fui levar bandas para o hotel e resolver as últimas broncas do Festival.

 

Volto ao Armazém Uzina, uma porrada de coisa pra desarrumar e arrumar mais espaço para colocar coisas no carro. Ainda sobrou forças pra tomar umas cervejas com os caras da Desalma e o incansável batera da Monster Coyote, Renan. Só figuras!

 

Quem acha que o Maionese acaba quando termina no último dia de show levanta a mão! Agora abaixe porque você errou! Domingo dia 15 de maio, o trabalho é bastante agradável no começo, ir pro francês com o Conjunto Merda e Desalma, ta beleza! Mesmo o meu cansaço sendo grande até pra praia. Tá tudo certo! Praia, mesmo que nublada, cervejinha, batata-frita e várias risadas. Destaque para a linda foto dos rapazes do Merda com o belo burro, Neymar.

 

15h da tarde, é hora de trazer os rapazes de volta para a sede para que pudessem relaxar até a hora do vôo. Na verdade eles queriam era beber e assistir a final do paulista (hahaha). O Desalma viaja assim que chega à sede. O Merda aliados ao nosso “ganhador” da promoção, Joãozinho Marcelo, bebem, assistem ao jogo, eu deito um pouco pra descansar, pois de noite ainda tem o aeroporto pra dar uma viajadinha. Deitado eu só escuto os rapazes chamando o nosso demoníaco (belo) mascote, Xis-Bacon, de lueba (hahahaha), não sei por que! Com direito até a musiquinha: “Luêbá-bá-bá-bá (cante com aquela melodia, capoeirá-rá-rá-rá”). Enfim, só sei que lá pras 18h e pouca os caras apagam nos colchões.

 

Acordam lá pras 22h e vamos eu e jorg deixar parte na rodoviária, parte no aeroporto. Missão cumprida, voltamos os dois relembrando já das histórias do Festival, do tanto de trabalho e lembrando que no outro dia ainda teríamos que passar no Armazém Uzina para pegarmos algumas tralhas que ficaram por lá.

 

O Festival Maionese foi um trabalho do caralho, me consumiu fisicamente, psicologicamente e de qualquer outro jeito possível. Foram meses de preparação e trabalho para a Popfuzz, mas no final das contas, tenho certeza e posso falar por todos, que valeu muito a pena. Poder ver que tudo deu certo, ter visto os shows memoráveis, a galera se divertindo e a pacata Maceió tendo uma porrada de shows e cultura independente desse jeito!

 

É isso, para o ano, é nóis de novo! Vai ser doidera, vai ser stress, vai ser maior e melhor, se tudo der certo! Breu, toda forma de arte tem que ter um pouco de atitude, um pouco de rock! Então, coloque rock na sua arte e tudo vai dar certo! Maionese 2011, foi rock!

 

FIM

 

Los 5 de la semana: Canções felizes de amor

Dando inicio a uma série de listas de assuntos dessa loucura do mundo pop (trocarei pra o mundo rock), toda semana você vai encontrar aqui a eleição de cinco coisinhas que talvez valem a pena enumerar. Decidi voltar a esse velho hábito “indiestico” por nostalgia e porque sempre achei uma boa maneira para falar sobre qualquer coisa em um formato pré-definido. Mas não se preocupem que prometo deixar meus textos ainda com escrita libertária e underground.

Sobre rock ou sobre amor, ou mesmo raios de sol

A nossa primeira listinha traz as cinco melhores músicas felizes de amor, ou seja, sobre relacionamentos que estão dando certo, que transmitem otimismo, apaixonadas e apaixonantes. Uma dica é para ler essa quando acordar, definitivamente essa é uma boa hora pra ler.

5 – Off my mind – Smoking Popes

Dando inicio à contagem, os ainda pouco conhecidos Smoking Popes fizeram nos anos 90 a declaração de amor em formato de música chamada “Off my Mind”. A canção trata daquela fixação de pensamento em alguém, assim como da importância do mundo criado pelo casal, aquele que só eles entendem. O personagem sugere, romanticamente, atos exagerados para ficar mais tempo com a sua querida. “Baby, I just can’t get you off my mind I’d hang out with you all the time if i didn’t have to work. Maybe i should think about giving that up too”. A voz do vocalista Josh Caterer se assemelha um pouco a do sentimental amargurado Morrissey, com uma grande dramaticidade, mas a música é uma declaração de amor onde tudo está bem. Já o instrumental passeia entre o powerpop e um pouco de punk rock. A letra ainda apresenta mais declarações românticas, como ”Baby, you’re all that I need to live and I got so much to give Let’s throw the world away”. Em seus versos finais, ela entra ainda mais no exagero e com pedidos de “nunca me deixe”: “Baby, now you are the only thing that every morning brings, so don’t let me down”. Brega? pode até ser, mas você sabe que essas breguices existem, todos os exageros também e isso serve de inspiração para músicas pop.

07 off my mind by Rodolfo Lima

http://letras.terra.com.br/smoking-popes/215584/

4 – Wouldn’t it be Nice – Beach Boys

Sei que é a música mais conhecida dessa lista, mas acho que não teria como ficar de fora de uma lista de canções felizes de amores. Os Beach Boys fizeram, no seu lendário Pet Sounds de 1967, essa obra prima do amor inocente e otimista. Logo nos primeiros versos Brian Wilson canta: “Wouldn’t it be nice if we were older/ then we wouldn’t have to wait so long/ and wouldn’t it be nice to live together/ in the kind of world where we belong”. Os vocais característicos da banda estão todos lá, assim como toda sonoridade pop sessentista. A letra continua dissertando sobre um casal mais novo que só sonha em se casar logo e viver junto, podendo passar cada vez mais tempo juntos. “Maybe if we think and wish and hope and pray/ it might come true baby./ Then there wouldn’t be a single thing we couldn’t do/ We could be married and then we’d be happy and wouldn’t it be nice”. Esse casal jovem sonhando e fazendo planos para o futuro é um dos pontos mais altos de doçura da música pop de todos os tempos. A música não por coincidência é trilha de vários filmes de comédia romântica e também não por coincidência entra em qualquer lista das grandes canções de amor. ponto.

Beach Boys – Wouldn’t It Be Nice by junnamatsuda
http://letras.terra.com.br/beach-boys/3426/

3 - Nothing with you – Descendents

Diferindo um pouco das canções e letras acima e trazendo para coisas pequenas do cotidiano, os punks do Descendents, conhecidos por abordarem bastante o assunto relacionamento em suas letras, colocaram em seu último disco (Cool to be you) uma obra prima do amor simples. “Nothing with you”, trata apenas da vontade do personagem de não fazer “nada” com a namorada, mostrando o conceito de “nada” como ficar em casa sentado na sala, assistindo TV. Versos como: “Doing nothing having fun, off to bed to get things done. I’m not lazy, I’m in love”. E a indentificação chega a ser imediata  para um entusiasta de séries na parte: “Mad About You at dinnertime, Seinfeld, Simpsons, So-Called Life. Seen the reruns 20 million times”. Musicalmente ela é um típico clássico dos Descendents, com guitarra pulsante e arranjos rápidos; baixo corrido; bateria com pegada dos Ramones e o vocal inconfundível de Milo Auckerman. Na letra ainda cabe espaço para declarações como “Nothing is really fun when you’re not there” e a reclamação contra aqueles que querem impedir que ele passe o dia inteiro em casa com o seu amor, seja o trabalho ou qualquer outra coisa: “People knock on my door, ringing my phone telling me the things i gotta get done today, to satisfy them, but what about me? Lately I’ve been wishing i was brain dead, no responsibilities in my head today. Baby let’s see what’s on the TV”.

Músicas assim que nos lembra daqueles dias bons que apenas ficamos de bobeira em casa sendo um casal, vivendo no mundo da porta pra dentro e que às vezes contam tanto quanto uma grande aventura apaixonada.

Descendents, The – Nothing With You by Rodolfo Lima

http://letras.terra.com.br/descendents/323645/

2 – I don’t want control f you – Teenage Fanclub

Sei que o Teenage Fanclub poderia entrar nesse texto facilmente com as cinco músicas da lista, os escoceses têm a boa mania de escrever suas canções pops de temática amorosa de forma bonita e esperançosa. Sendo assim foi dificil escolher uma, mas optei por “I don’t want control of you”, do disco Songs from Northen Britain, como o segundo lugar na lista. Além da melodia impecável “teenageana” que já valeria  a lembrança, a canção fala sobre um personagem que tenta ao longo de toda a história convencer sua metade que não possui o mínimo interesse em tomá-la como posse ou de forma mesquinha. não tem como não se derreter com os primeiros versos: “I don’t want control of you, doesn’t matter to me. The very heart and soul of you are places I wanna see”. Ali já se encontra a essência da canção, onde mais essas palavras poderiam ser ditas que não em uma canção pop? Seguimos para um refrão de pura fofura: “Everyday I look in a different face. Feelings getting stronger with every embrace”. Só quem está apaixonado para ver vários rostos na mesma pessoa, sempre sendo uma novidade para que nunca perca a graça. Vemos a não aceitação de estagnar o sentimento nos versos “Don’t want this love to stay the same. Growing with every year”. e no último verso “I want this love to stay the same. Growing with every year”, a conotação muda, só para ele afirmar que quer tudo do jeito que está, crescendo cada vez mais. Muito auto-explicativa, não precisava nem comentar nada, mas não poderia escolher outra.

04 I Don’t Want Control Of You by Rodolfo Lima

http://letras.terra.com.br/teenage-fanclub/76278/

1 – Sweet Avenue – Jets To Brazil

A grande vencedora é realmente aquela canção, por mais brega que seja, sobre o poder do amor. A letra descreve perfeitamente o enredo de um filme romântico: o cara isolado e introvertido que encontra a garota que vai fazer ele olhar pro mundo de forma diferente, fazê-lo viver de fato. “Now all these tastes improve through the view that comes with you like they handed me my life for the first time it felt right thank you for making me see there’s a life in me it was dying to get out”. Nada mais estilo “filme da sessão da tarde” que isso. Blake Swaszenbach, compositor e vocalista da banda (assim como de outra banda chamada Jawbreaker), é conhecido por escrever belas letras, mas sendo essa uma das raras exceções de otimismo na temática. Musicalmente falando ela apresenta todas as características de sua escrita musical. Sem um refrão ou um formato especifico, a música apenas se desenvolve junto a uma melodia que cria pequenas formas conforme vai fluindo com suas letras. Como não se apaixonar por uma música que contém singelas frases como “This Day could someday be our anniversary”, ou mesmo “Living by the hour I stopped for every flower”, ou então “Touching you I start to bloom. Alive with trains and passing ships soft and sweet upon your lips now I go oh wow”. Melhor parar por aqui, vai lá conferir a beleza dessa música de amor tão transformador.

11 – Sweet Avenue by Rodolfo Lima

http://letras.terra.com.br/jets-to-brazil/19900/

Então é isso, essa foi a minha primeira lista, gostaria de terminar esse texto com uma citação do grande, único, Jonathan Richman “ Só porque eu me sentia triste, não quer dizer que eu queria que os outros se sentissem como eu”.

 

Rodolfo Lima
Expulso do exército Espartano em VI a.c, floricultor desde então.

 

Nós só precisamos do primeiro rock do ano pra rachar sua cabeça

No dia 14 de janeiro, você leitor e fã de rock do Estado de Alagoas terá a oportunidade de ver uma das bandas mais energéticas e barulhentas do chamado rock independente brasileiro. Trazido pelo coletivo Popfuzz, diretamente de João Pessoa (PB) vem a zuada maravilhosa do Zefirina Bomba. Juntam-se a eles para o evento os alagoanos da Sticky Garden e da Baztian. O show acontece no Teatro Linda Mascarenhas, na Av.Fernandes Lima (ao lado do CEPA), a partir das 20h.

É segunda da banda vez na cidade de Maceió. A aconteceu na turnê Bandas Novas MTV no Nordeste, na qual se apresentaram juntos de Vanguart, Ecos Falsos, Daniel Beleza e Rock Rocket na casa de show Maikai (ahn?!? mentira!?!? é sério pow!). O Zefirina Bomba volta dessa vez com dois CDs lançados, Noisecoregroovecocoenvenenado, de 2005, e o recente “Nós só precisamos de 20 minutos pra rachar sua cabeça”, de 2010. Como a própria descrição do Myspace dos caras os descrevem: “Zefirina é uma banda da Paraíba que usa um violão todo fudido e faz um barulho desgraçado”. Na minha tentativa de defini-los, com muito menos criatividade do que os próprios, diria que eles tocam Garage Punk com pitadas de grunge, emulando Mudhoney, Nirvana, Stooges, Mc5, Sonics etc. tudo isso com um sotaque nordestino lindo e um grande barulho que sai de uma viola literalmente “fudida”, como descrito acima, distorcida a todo vapor, comandada por Ilsom, aliada ao baixo de Martim e a bateria de Guga.

Completando o show temos a velha conhecida dos eventos da Popfuzz, a Baztian, caracterizada pelo seu som influenciado pelo Indie Rock americano dos anos 90 e muito do Post Hardcore de Washington. Fechando o line-up, temos a novata Sticky Garden, ainda desconhecida no cenário alagoano, que é um power trio que soma influências do Garage Rock sessentista juntamente ao Punk Rock clássico dos Ramones e Sex pistols. O evento ainda contará com a discotecagem do DJ Belushi, tocando clássicos do Grunge, Garage e Punk Rock, fora a banquinha de CDs da Popfuzz e do rango vegan para matar a fome da geral. Tudo isso por R$ 5,00! Tu não xampras?

Pra conhecer o som: www.myspace.com/zefirinabomba
www.myspace.com/baztianbaztian
www.myspace.com/stickygarden

O quê? Zefirina Bomba (PB), Baztian e Sticky Garden
Quando? Dia 14 de janeiro (Sexta), ás 20h.
Aonde? Teatro Linda Mascarenhas (IZP), Avenida Fernandes Lima.
Quanto? R$ 5,00.

Por quê? Porque, é Rock!

Retrospectiva Popfuzz 2010

Ae galera que lê o site da popfuzz, final de ano/começo de ano sempre rola aquelas paradas de retrospectiva, melhores do ano, listas etc. A gente resolveu escrever os melhores eventos organizados pela galere aqui do Coletivo Popfuzz nesse ano de 2010, pra começar com o pé direito 2011 e com a chinfra sempre a frente.

Vamos começar pelo 5º evento eleito, porque começar pelo 1º tira toda a graça e o suspense, se bem que você pode usar a barra de rolagem e ver logo o primeiro, seu estraga vibe.


5º Lugar – Prévia Maionese Arapiraca

A segunda experiência do coletivo Popfuzz na cidade de Arapiraca (Grito Rock 2010 foi o primeiro) ganhou o quinto lugar por ter sido o primeiro evento fechado em Arapiraca, feito pelo coletivo. O show fez parte das Prévias do festival Maionese 2010, que aconteceram durante todo o mês de maio e com uma edição em Arapiraca. O evento aconteceu no anexo do Clube dos Fumicultores e o line-up contou com a maceioense Coisa Linda Sound System e as arapiraquenses My Midi Valentine, Bianca is not a girl e Sub Produto do Rock. Segundo relato dos comparsas de coletivo, o show ocorreu tudo bem e conseguiu passar do estranhamento do público no começo do a baile de dança ao decorrer do evento. Ponto para o público, para as bandas de Arapiraca e 5º lugar aqui.

4º Lugar – II Fora-do-Eixo Nordeste

No dia 18 de abril foi realizado o II Fora-do-eixo Nordeste Tour com as bandas Nevilton (PR) e Minibox Lunar (AP). Esse show foi bem importante porque conseguimos encaixar as bandas no projeto Maceió Viva Cultura, organizado pela Fundação Municipal de Ação Cultural. As bandas se apresentaram pela tarde, começo da noite. Eu e mais outros membros do Coletivo chegamos atrasados para o show e não vimos nenhuma das bandas, já que estávamos voltando do recife, onde ocorreu o Abril Pro rock e reuniões fora-do-eixo nordeste. Relatos dos amigos que participaram da organização de forma efetiva mostrou que o evento fluiu maravilhosamente bem. O público aleatório que só shows abertos proporcionam foram um dos pontos altos, fora a a grande apresentação das bandas. Mesmo tendo perdido o case de pedais um dia antes em Recife, o Nevilton fez um show super empolgante. O pôr-do-sol, boas bandas, o público curioso e a nossa bela praia deu o 4º lugar a II Fora-do-Eixo Nordeste Tour.

P.s: Esperamos que o projeto Maceió Viva Cultura retorne logo. O evento é muito importante para difundir a música na cidade.

3º Lugar – The Biggs no Jungle

O dia 17 de janeiro de 2010 ficou marcado como o último show realizado pela Popfuzz no antigo Jungle Music Bar, que ficava na Av. Comenador Leão, no Jaraguá. A Popfuzz trouxe junto da Fvm produções a banda paulista The Biggs, os sergipanos da The Baggios e mais os alagoanos da Misantropia e Baztian, para um domingo rockeiro. O evento também é lembrando por nós por conta de vários imprevistos, como um quase cancelamento do show devido a política sem sentido de não permitir apresentação de bandas Punks no recinto (caso da Misantropia), até o susto da falta de público que logo virou alegria ao vermos a casa cheia “de repente”. Tudo isso serviu para que a realização se tornasse uma verdadeira conquista. Depois de muito desenrolo, no final da noite levamos a “garota” pra casa e nos demos bem. Terceiro lugar pro Biggs na antiga Jungle.

P.s: Destaque para a primeira roda de pogo já feita no antigo Jungle!

2º lugar – Maionese.

Como talvez muitos já saibam, a “menina dos olhos” do coletivo Popfuzz sempre foi o Festival Maionese. Organizado a seis anos no mês de maio, todas as edições foram inesquecíveis, mas esse ano com certeza foi a mais ambiciosa e trabalhosa de todas. O Festival aconteceu pela primeira vez em dois dias, 28 e 29 de maio, com 20 bandas, sendo seis de fora do Estado, fora ainda o ciclo de palestras e pocket shows realizados entre os dias 24 a 28, e a prévia em Arapiraca. Então é claro que  maior show já organizado pelo Coletivo Popfuzz não poderia faltar na lista, mas ele não foi importante para nós só por sua grandeza. O festival foi responsável por nos proporcionar shows de bandas que dificilmente iríamos ver se apresentando em Maceió e que praticamente eram quase uma unanimidade para membros do coletivo, como é o caso dos paulistas da Pale Sunday, que nunca tinham tocado no Nordeste e se emocionaram ao ver várias pessoas cantando suas músicas (e a gente da Popfuzz se emocionou também, na hora do show todo mundo largou o trabalho e ficou grudado no palco). A realização pessoal também aconteceu por ter sido a primeira vez que o festival integrou vários estilos diferentes como o Rap, hardcore e o metal. E ainda a experiência de termos alugado um galpão para realizar shows que só foi feita por culpa do festival.

Tanto trabalho para organizar o festival não foi recompensado monetariamente e sim rockisticamente/culturalmente, que vale mais que barras de ouro e que valem mais que dinheiro. É segundo lugar pra eles Lombardi.

1º lugar – Grito Rock Maceió

O vencedor da nossa lista dos melhores shows de 2010 foi …..tchananan…….. o Grito Rock Maceió (eita, já tava lá em cima escrito, que suspense merda). O evento, que é realizado em todo o Brasil na época do carnaval, teve sua primeira edição em Alagoas no ano de 2010.

Feito na praça Macilio Diaz e inserido na programação do Jaraguá Folia, a prévia de carnaval super animada de Maceió, o Grito Rock fez possível escutar rock em meio a marchinhas, frevos e sambas dos blocos de carnaval. Sete bandas se apresentaram: Caldo de Piaba (AC), Pumping Engines (RN), Sex on the Beach (PB), Gato Negro, My Midi Valentine, Coisa Linda Sound System e Dad Fucked and the Mad Skunks. Nem a chuva durante o show do Caldo de Piaba espantou o público, nem os problemas técnicos com o som impediu banda alguma de se apresentar e nem o cansaço (no meu caso e de alguns) de ter chegado de viajem e ir diretamente tocar novamente tirou o ânimo de participar do evento. A praça Marcilio Diaz virou um baile de dança em certos momentos e a uma roda punk gigante em outros. A música alternativa se apresentou gratuitamente ao povo de Maceió e em plena festa carnavalesca. Sonho realizado. Claro que é primeiro, claro que ganhou, o rock venceu.

Essa foi a nossa listinha de retrospectiva, minha gente, espero que em 2011 o número de shows duplique e que o Rock, sinônimo para rap, reggae, jazz, samba, literatura, cinema, teatro, artes plásticas, chinfra e xampra, só cresça no nosso estado de Alagoas e no Brasil!

Rodolfo Lima

Vice campeão norte-nordeste peixinho dourado, 1995, no nado peito (esse é verdade, sério mesmo!)

COBERTURA DO SHOW DO DEBATE (SP)

 

No dia 12 de setembro de 2010, a banda paulistana Debate se apresentou em terras maceioenses pela primeira vez. Se você era uma das 30 pessoas que foram ao evento, realizado no The Jungle, na Cruz das almas, parabéns. Se você não foi, eu só lamento. Eu sou uma das 30 pessoas que foram! Nada mais óbvio, já que eu fui um dos loucos que teve a idéia de trazer a banda. Além da banda de São Paulo, também tocaram no show os punks alagoanos da Morra Tentando e a minha banda, Baztian. Então, vou-lhes falar como foi que sucedeu esse evento organizado por nós aqui da Popfuzz.

 

 

Estava eu em casa de bobeira na frente do computador quando minha janelinha do msn pisca, era um amigo da Bahia que me oferecia um show de uma banda chamada Debate, de São Paulo. O Debate era (ainda é) uma banda com fortes tendências Math, post hardcoreanas, da qual eu gostava (gosto) bastante. Fiquei bem interessado e joguei a  idéia para os meus parceiros de coletivo, que ficaram de estudar o caso. Eu e Caíque (vulgo Jorg) ficamos no “pé” da galera porque, como bons garotos, rockeiros e esquisitos, éramos e ainda somos entusiastas de marca maior do rock feito no meio-oeste americano. Pra aumentar mais o interesse descolei o contato com uma amiga que reside atualmente em São Paulo, que veio me falar que o Debate estava cheio de vontade de tocar na nossa bela cidade. Vontade vinda do guitarrista e vocalista Sérgio Ugeda, que ela encontrou por coincidência na terra da garoa dias antes da tour ser fechada.

 

 

Contato feito através de emails, e descobrimos que os caras iam trazer o som completo pra turnê. Ao dizer completo quero dizer tudo mesmo: bateria, amplificadores de baixo e de guitarra, microfone e até Pa’s. Sabendo disso e sabendo da situação do caixa do coletivo (rock é pra se arrombar), propusemos uma possibilidade das bandas de abertura utilizarem o som deles, possibilidade aceita tranquilamente por eles (essas coisas só acontecem no rock). Assim sendo, aconteceram as velhas adversidades que dessa vez foram lei de Murphy na cabeça. Confusão de datas, impressão de panfletos erradas, dificuldade para achar uma casa de show, viagens, vacilos. No fim, sobrevivemos.

 

 

Chegamos no domingo do evento, estava eu no nervosismo maior, dia chuvoso, as coisas já não tinham ido tão bem até ali, resolvi tomar uma cerveja (uma? hahaha) pra rebater o nervosismo, as horas passavam, estávamos esperando os caras da banda chegarem, pois só poderíamos montar um som quando tivéssemos um som, que era o deles. Isso tava tranquilo, o pior é que as horas passavam e ninguém queria que o show começasse tarde, mas o público também não chegava, ó céus! Os caras chegam e na maior raça montam o som geral. O público chega acanhadamente, alguns amigos e … mais alguns amigos. Sobe ao palco a Morra Tentando, banda de hardcore de responsa alagoana. Nervosos e melódicos, influenciados por Noção de Nada, Street Bulldogs, até os gringos, Hot Water Music e Dag Nasty. Joãozinho Marcelo, companheiro lost de noites ébrias da cidade, sempre botando pra fuder, mostrando que quem canta rock honesto é doido de verdade. Fora uma banda com instrumentistas que sabem tocar hardcore de verdade, sem frescura.

 

Nesta hora o nervosismo havia passado e eu estava apenas levemente embriagado e ansioso. Vou ficar um pouco na banquinha de discos, o som ambiente rolando por enquanto que os paulistas se ajeitam e regulam tudo no palco era da maior moral. Colocado por eles mesmo foram de Seaweed a dEUS, finesse. O público não aumenta, eu não to mais nem ai, me levanto e agora eu só quero ver o show do Debate. A banda surgiu em 2004 logo após a dissolução do seminal Diagonal, que no começo compunha 2/3 do Debate. Depois de excursionar Por vários lugares do Brasil e pelos E.U.A, inclusive tocando no festival South by southwest no Texas, tiveram um pequeno hiato e a banda voltou reformulada contando apenas como membro original, o vocalista e guitarrista já mencionado, Sergio Ugeda. Acompanhando ele, uma galera que pra mim é sensacional: Fernão Spadotto no baixo, Wagner Passos  no teclado e já conhecido de outros carnavais de alguns por ali, o sergipano residente em SP, Thiago Andrade, ou Babalu, que já passou por aqui no passado com bandas como Triste Fim de Rosilene, Perdeu a Língua e outras mais que me escapam no momento.

 

 

 

Então, começa o show e os caras simplesmente mandam uma hora de rock torto, desconstruído, depois construído, bonito, bem tocado e intenso. Velho, foi tipo: “Se Maomé não vai até Washington, Washington vai até Maomé”, e ainda com um jeitinho brasileiro. (desculpem-me os amigos muçulmanos sem senso de humor). Terminando com uma porrada digna e fugaziana.

 

Depois disso subiu pra tocar minha banda, a Baztian, tocamos seis músicas por causa da hora avançada pra um domingo. Os amigos agüentaram na frente do palco ainda, tiraram uma onda, falaram pra gente que foi legal, sei que eu é que não vou ficar falando muito do show da banda que eu toco porque é ridículo. Saca ai um dia que a gente for tocar.

 

Satisfeito estava, não importa se não tinha ninguém, não importa se deu dor de cabeça. Valeu à pena realizar essa gig. Vi um show de uma banda massa e além do mais os caras são muito gente fina. Ainda houve tempo de ir a um posto de conveniência tomar algumas cervas, com o figura gente boa, Sérgio e conversar várias coisas como: qual o melhor disco do Afgham Whigs?; Falar que o Built to Spill é muito foda; Ele se gaba sobre ter conhecido Ian Mackaye; O Shudder to think é sensacional e existem fãs brasileiros; promessas de trocas de figurinha futuras, nerdismo de quem ama música, sabe qual é? Pois é! Além de assuntos gerais, polêmicos e outros nem tanto.

 

Enfim, quem foi, foi. Quem não foi, não foi! E ainda é vacilão!

 

Paz, união e força, falou!

 

 

Rodolfo Lima

(Colega de crisma do Chico Anysio

Igreja de Santa Graça, turma de 1950.)

O declínio da civilização do centro-oeste (Emotional hardcore)


Qual é? Aqui estou eu mais uma vez neste site bolado da popfuzz para falar sobre um estilo do rock, mais especificamente do punk rock, mais especificamente do hardcore, mais especificamente do estilo mais cheio de preconceitos, picuinhas, complexos, pecados e contagiante também, por que não (ora bosta), o Emo (ai!).

Então antes de colocar pra fora o que este admirador leu e escutou sobre este flamigerado gênero do rock, vamos a nossa parte: o emo e eu (ui!)

  Em círculos

 Rodolfo Lima, 14 anos, estava eu ensaiando com a minha primeira banda de rock no começo do ano de 2001, minha amada "hostages of the milkway" a.k.a "spring dinosaurs" a.k.a *dad fucked and the mad skunks a.k.a *super amarelo, com meu broder, brodão do rock Gabriel Duarte (indiano safado) e o Gregory Arthur (maloqueiro). Enfim estava eu saindo do ensaio com minha turma do barulho quando me deparo com um cartaz de um show que ia acontecer naquela semana na nossa ensolarada Maceió, se não me engano as bandas eram: "Capslock" (hc melódico), "sleep out" (hc melódico) e "Wacky kids "(emocore). Emocore? O que porra é emocore? Enfim se emocore era wacky kids, legal, pois eu gostava do "wacky kids" assim como do Rivets, que se tornou depois. Os tempos passaram estava eu lendo uma showbizz velha de 90 e alguma coisa que comprei no alfarrábio (eu adorava comprar tudo que era usado, menos revista de putaria com pagina colada e essas parada bad vibe) estava eu folheando quando me deparo com uma matéria sobre o Sunny Day Real Estate, opa que legal, eu tinha um clipzinho deles gravado em vhs dos lado b’s e gostava muito da música. Daí me surge na matéria à palavra emocore. Emocore? De novo? Mas como cargas d’água? O que é que Sunny Day Real Estate tem a ver com a carioca Wacky kids? Mal sabia eu. Entrei em contato com uma banda chamada Dance Of Days. Pô, legal. Gostei. Comprei o cd. – “Essa banda é de emocore”, alguém falou. Rapaz as letras são bem poéticas, emotivas, emocore é isso mesmo.

Um ano depois, Blink 182 é emo (òòòòòò), MxPx é emo, No use for a name é emo. Oxe? Quer dizer que pop punk e hardcore melódico mudou de nome? Que frescura é essa? Porra!

Ai chegou uma tal de rufio que influenciava agora a galera toda. Aê, esse rufio é uma merda. Gosto não de emo. Pronto!

Com a chegada do maravilhoso mundo da internet na minha casa (atrasadíssimo) e com conversas com broders do hardcore que tavam por dentro já do estilo, eu resolvi ir atrás, porque afinal, se já havia visto o termo associado ao At The Drive-In, Trail of Dead e até o Fugazi. Porra, tô vacilando. Vale frisar que o mundo estava sendo dominado por franjas gigantes, maquiagens, um bolo de banda inspirada na parte mais pop do Cpm 22 e em Maceió era tipo a volta dos góticos do P7 com franja e roupa colorida. Mas ai eu descubro um mundo novo, várias bandas que tocam um hardcore cheio de quebradas, letras bonitas, vocal gritado e tudo underground pra caralho. Ai, eu um cara sensível, cheio de frustrações guardadas soltava a franga quando escutava essas bandas. Então vamo aê broderhood:

  

Novo amanhecer e “Proto–Emo”:

 Os punks influentes de Minnesota, Husker du

Os punks influentes de Minnesota, Husker du

Esssa é uma pequena introdução sobre o que em teoria influenciou o gênero musical digno de preconceito e tema desse artigo. Lá de Minnesota nos E.U.A vinham três caras que resolveram desacelerar e deixar menos político o seu hardcore, tratava-se do Husker Du. A banda possuía uma guitarra melódica, linhas de baixo bonitas e um vocal rasgado desesperado de seu vocalista e guitarrista, Bob Mould. Dois discos do grupo capturaram bem essa essência, Zen Arcade de 1984 e New Day rising de 1985. O grupo com músicas como: Broken home, broken heart; 59 times the pain; Never talking to you again; Masochism world caracterizavam bem a futura influência. Outra banda, dessa vez, vindo da Califórnia, o seminal grupo de punk rock americano, Descendents. Eles já adotavam o estilo “nerd” e suas letras sobre garotos desengonçados, amor, rejeição junto ao culto da não vontade de ser adulto, além de músicas mais elaboradas e quebradas que seriam de muita ajuda futura. Descendents parceiros e protegidos de uma banda peso pesado do punk rock americano dos anos 80, mesmo não sendo tão hardcore, o Minutemen mostrou aos punks que o punk rock podia ser bem tocado e misturado com jazz, country e o que desse na telha, emprestando a idéia do descompasso de suas músicas para todo o movimento que estava prestes a aparecer, mesmo tendo pouquissimas características sonoras do que viria a se tornar o emo.    

 

Dança dos dias e o verão da revolução:

Capa do primeiro e único disco do Embrace

 Capa do primeiro e único disco do Embrace

O gênero musical Emocore (Emotional Hardcore) surgiu no meio dos anos 80 em Washingtong D.C nos Estados Unidos, através de uma banda chamada Rites of Spring. O grupo era liderado por um menino posteriormente nada influente chamado Guy Piccioto, que tinha como colega baterista na bendita banda outro rapaz chamado Brendan Canty. Os dois rapazes cansados da agressividade do hardcore da época, das limitações e da obrigatoriedade dos assuntos políticos, pelo menos na capital do país, resolveram desacelerar o som, colocar mais guitarras melódicas, mais mudanças de ritmos e ter a liberdade de poder falar sobre suas incomodações internas, suas emoções guardadas de uma forma mais poética mesmo. O Rites of Spring, claro, esbarrou em um rapaz “fraco” e não influente do hardcore, que por sinal era quase um ídolo de Guy Piccioto. Estamos falando do rei do hardcore, Ian Mckaye. Ao ver apresentações da banda, shows catárdicos, cheios de energia, berros desesperados, emoções a flor da pele, Ian Mckaye se encantou pela banda, se ofereceu para produzir e os chamou para gravar o seu primeiro disco pelo seu selo Dischord Records. A influência da banda foi tanta no rei Mckaye que no mesmo ano em 85, ele formou a sua própria banda emo, o Embrace (vale frisar que o embrace foi a primeira a banda a ser referida como emotional hardcore pela imprensa). Esse verão de 85 teve seu nome batizado de Revolution Summer. Várias bandas seguiram essa nova linha do hardcore como: Dag nasty, Gray matter, Beefeater, Soulside e Fire Party (Essa última composta apenas por mulheres). Apesar do movimento ter sido tão influente, muitas dessas bandas já haviam acabado em 86, o Embrace acabou, o Gray matter também, o Rites of Spring se transformou no One Last Wish e logo após Guy Piccioto e Brendan Canty se uniram a Mckaye para formar a “besterinha” Fugazi. Mas o Revolution Summer havia plantado suas sementes, bandas como Nation of Ulysses que seguiu muito dos passos dos seus antecessores, mas ainda com um lado político muito presente. Essas sementes também atravessaram as fronteiras da capital americana pra dar frutos em outra freguesia.

 

Ainda há vida:

Still Life em ação

 Still Life em ação

No final dos anos 80 e começo dos 90, a segunda onda emo era formada pelas bandas influenciadas pelo Revolution Summer e também especificamente pela “besteirinha” já citada chamada Fugazi. O movimento atingiu outros Estados americanos como Maryland, onde surgiam grupos como: Moss Icon, The Hated, Lungfish; e a Califórnia do: Still Life, Indian Summer, Drive Like Jehu, Fuel *(Menção honrosa para Mike Heinrsh). Além do Policy of 3 e um representante do berço (D.C.), o Hoover. Essa segunda onda se caracterizava agora por músicas com mais variações de tempo e de bandas como o Still Life que possuíam canções onde se construía um clima mais leve até chegar à catarse dos finais.

 

Tudo é como círculos e o nascimento do Screamo

 

Swing kids em uma de suas caoticas apresentações nos anos 90

 Swing kids em uma de suas caoticas apresentações nos anos 90

A Califórnia do começo dos anos 90 tinha mais uma fase ou onda para acrescentar ao estilo, agora bandas como: Honeywell, Heroin, Swing Kids, Antioch Arrow, Universal Order Of Armageddon. Além do hardcore de tempos quebrados, adicionaram a agressividade máxima as suas músicas, flertando com o noise, através de vocais exclusivamente gritados. A grande maioria dos grupos eram straight edge e vegetarianos. Era o nascimento do Screamo. O estilo desenvolvido na Califórnia venceu as barreiras e alcançou seguidores no Canadá como era o caso da obscura One Eyed God Prophecy, com todo o peso e agressividade mesclada ao metal e umas “parada” dark na real (rimou); e o Union of Uranus que possuía o mesmo estilo sem tanto a veia dark. Da metade pro final dos anos 90 o “screamo” continuou a agregar bandas como é o caso de: Saetia, Orchid, Circle Takes The Square, Hot Cross que mantiveram a chama acesa.

 

Nada parece bom

 Os reinventores do Sunny day real estate

Os reinventores do Sunny day real estate

Foi na metade dos anos 90 que o estilo experimentou mutações, uma nova safra de bandas começaram a mesclar o emocore com o rock alternativo e até música mais pop da época, um grupo da já quase acabada cena de Seattle, foi uma das primeiras bandas a experimentarem a união do emo com estilos como o indie rock, tratava-se do Sunny day real estate. O primeiro disco da banda “Diary” lançado em 94 pegou *bigu com o que rolava da cena de sua cidade sendo lançado pelo selo Sub Pop e alcançando “popularidade”. Agora o gênero se tornava mais conhecido nos E.U.A e no resto do mundo.  

De San Francisco o Jawbreaker trazia uma mistura com o pop punk e a banda foi responsável por influenciar grande parte das bandas que viriam no final dos anos 90’s começo dos 2000’s. Seu vocalista Blake Swarzenbach se tornou uma especie de herói do estilo. Na época existiam bandas como Texas is the reason, Sense Field, Samiam que também compartilhavam do pequeno sucesso alcançado pelo emo. Duas queridas e seminares para o estilo faziam história no underground vindo a se tornar icones do movimento. Em Chicago o Cap and Jazz com seus integrantes com faixa etária de no máximo 20 anos destruaiam tudo com sua mistura de emo, indie rock, pop punk e ritmos inusitados como bluegrass. Gravação Lo-fi, vocal engrolado e vamos dizer “desleixado” além do nome de seu único disco um tanto dificil “   Burritos, Inspiration Point, Fork Balloon Sports, Cards in the Spokes, Automatic Biographies, Kites, Kung Fu, Trophies, Banana Peels We've Slipped on and Egg Shells We've Tippy Toed Over”. O Cap and Jazz era uma banda atipica e possuia três heróis do movimento, Mike Kinsella, Tim Kinsella e Davey Von Bohlen. Os irmãos Kinsellas enveredaram pelo caminho mais experimental mas com muitos resquicios emo com as bandas: Joan of Arc e American football. Já Davey von Bohlen formou o Promisse Ring cujo o sub-título desse paragrafo foi batizado em homenagem ao primeiro disco da banda “nothing feels good” (como ficaria uma tradução dessa frase?).  

 

No Texas outra banda fazia história no estilo, o Mineral. A banda trazia como front man o então ainda não icone Cris Simpson. O quarteto usava guitarras gritantes e se assemelhavam com o emo do sunny day real estate. A voz melancolica de Simpson junto as suas letras poeticas e espirituais influenciaram inúmeras bandas que viriam depois. Com término da banda, Simpson montou o Gloria Record que seguiu passoas parecidos ao do Mineral mas um pouco mais pop.

 

 Alguma coisa sobre o que escrever pra casa

Garotos desajeitados do The Promise ring

Garotos desajeitados do The Promise ring

No final dos anos 90 o emo estava em todos os lugares da terra da liberdade e da obesidade, o meio-oeste americano tinha inúmeras bandas, nessa mesma época o estilo foi criando seus esteriotipos (esteriotipos diferentes do que vocês pensaram) óculos de grau aro grosso, extremamente sensivel e literario e, querendo ou não, letras um tanto degradativa às mulheres, no sentido que devido a grande maioria de bandas masculinas e a maior quantidade das músicas sendo sobre algum garoto maltratado por uma garota (saca?). O estilo só crescia com bandas como: Promise Ring, Braid, The Get Up Kids, Jimmy eat world, Christie Front Drive, Lifetime.

A influência mais hardcore continuava em bandas como Hot water music, Small Brown Bike, Dillinger Four. O lançamento de uma série de compilações denominada emo diaries pelo selo Deep Elm Records espalhava o som produzido pelas bandas e anualmente passavam pelas coletâneas: Samiam, The Movielife, Jimmy eat world, Apleseed Cast, Further Seems Forever. E cada vez mais o estilo ia ganhando fãs até que o inevitavel aconteceu. O selo vagrant records, um dos responsáveis pela popularização do estilo lançando inúmeros grupos como: Alkaline Trio, Hey Mercedes, Reggie and The Full Effect, Saves The Day e etc.

 

Minhas esperanças são tão altas que seu beijo pode me matar

  Finch

 Finch

No começo dos anos 2000 o bastante emergente gênero conseguiu estourar graças a alguns personagens: Jimmy eat World com seu disco Bleeding America; Dashboard Confessional com o albúm The Places you have come to fear the most e a febre que se deu em torno da banda, que chegou a gravar um acústico na Mtv americana e a possuir uma penca de fãs histéricas. Bandas como Saves the day, Finch e até mais antigas como o Thursday iam bem. Os grandes personagens desse estouro e a adoção da viadagem com Fall Out Boy, My Chemical Romance, The Used (eu gosto de the used hahahaha). Calças apertadas, maquiagem, androginia pura (hahahahaha), franjas gigantes e sei lá, ridicularidade mesmo.

 

Uma tesoura armada e o folk encontra o emo

 O imbativel At the drive - in

O imbativel At the drive-in

Ao mesmo tempo bandas com influencia do chamado real emo atingiam também o grande público. De El Paso, Texas, o avassalador At The Drive-In deixava seu legado por onde passava, criando sua futura lenda misturando Post hardcore, indie rock, soul. Também do Texas os locões do And You Will Know Us By The Trail Of Dead atingiam o mercado com seus resquicios do emo. De Omaha, Nebraska as influências do estilo encontravam o folk, o indie rock com a maturidade da dor das letras do Cursive. E o encontro perfeito entre a folk music, o country, com a tristeza das poesias e confissões, dos gritos do Bright Eyes. Liderado por um rapaz chamado Conor Oberst, os seus primeiros três discos se encaixam nessa loucura. Chegando até a formar uma banda em honra ao estilo denominada Desaparecidos. 

 

Emo no Brasil e a história que não tem fim

 Paulistas do Dance of days

Paulistas do Dance of days

Gosto de pensar em apenas algumas bandas quando falamos emo no Brasil. Primeiro porque nunca me aprofundei e deve ter muita coisa espalhada por ai que exigiria um trabalho de pesquisa mais bem elaborado e por sinal divertido de fazer.  

 Então:

De São Paulo no final dos anos 90 surge uma banda chamada Dance Of Days que trazia já em seu nome o título de uma música de um dos percussores, o Embrace. Dividiam a mesma ideologia com uma banda de país vizinho, o singular, impecável, os argentinos do Fun People (Um artiguinho sobre Fun People, Boom Boom Kid e Nekro vem por ai). Mas que trazia em suas músicas todo o lirismo e poesia que caracterizou o estilo. Partindo para o lado pesado do emo, ou o screamo, temos de Minas Gerais uma banda que lançou seu único registro ainda no final dos anos 1990, e pra mim o primeiro disco do gênero no Brasil, o fantástico Saddest Day, apesar dos caras serem totalmente contra serem chamados de emo. Venho aqui desde já pedir desculpas pelas nomenclaturas, mas neste artigo tenho minha liberdade de expressão e tudo isso escrito se baseia em impressões minhas como mero fã e admirador das bandas (então relaxe ae broders desde já). No Rio de Janeiro surgia a banda que influenciaria todos os mainstreams que vieram depois, o grande Noção de Nada, seminal banda do hardcore brasileiro. E pra fechar, a minha queridinha, a banda que pegou o Cap and Jazz, o Jawbreaker e misturou samba, indie rock, skate punk e tudo a parada para formar o sublime: Polara. Banda paulista de caracteristas emo e muito mais que isso (claro que será elaborado um artigo só sobre eles, mas no futuro com, se der tudo certo, vários depoimentos dos mesmos).

 

 Pergunta que não quer calar

 

Dedico esse espaço do artigo para colocar que tudo vem de algum lugar.

Porque a pederastia se instalou no emo, Rodolfo?

 Sagazes, idéia errada, vibe errada. O emo é melancolico e claro um pouco pessimista, bandas post-punk como The Cure, Bauhaus foram referencias para o estilo (cuidado). Por ser uma vertente do Punk rock também tinham a favor o Misfits (mais preto e maquiagem). Ai que alguém teve uma idéia (plin): Vamos usar maquiagem, vai dar uma estética maior e isso chama atenção.

Segunda idéia de girico: Precisamos de um corte de cabelo, afinal todo movimento precisa de um. Que tal franjas, é legal não agride o cabelo e é esteticamente bonito e descolado – Claro e quem tiver cabelo *pichau usa as maravilhas da escovinha, todo mundo de cabelo liso (mais artificial impossivel)

Sem querer querendo os meninos do Cap And Jazz lá em Chicago em 95 resolveram fazer uma música chamada Boys Kissing Boys (que nome perigoso não?) Talvez esse nome tenha ficado no subconsciente de alguém e ai eles pensaram: olha só nós devemos fazer isso, vamos seguir a cartilha dos mais velhos”. Agora vamos a minha teoria final do que é o emo dos anos 2000.

- Precisamos de algo que façam as mulheres enlouquecer, temos franjas, maquiagens, “somos sensiveis”, o que é que vamos fazer para chamar atenção de mais mulheres (no caso meninas de 15 anos. Eu espero). O que é que chama atenção, calça apertada e roupas coloridas ! Então … (leia abaixo)

O “emo” é o Glam metal. Renasceu. Maquiagem, calças apertadas, androginia (hahahaha muito gay essa palavra), só que ao invés de permamanente, alisamento. Não adianta disfarçar que a influência do metal dessas bandas novas é o Thrash metal ou o Death. É tudo Hair Metal, parem de querer enganar !!!

 Galera não tenha medo, vença os seus preconceitos, abra sua mente, se deixe levar, não julgue o livro pela capa, fume um brau. Escute Emocore, não adianta fugir das emoções – Ian Mackeye “O nome emotinal hardcore é ridiculo, porque o hardcore sempre teve emoção”.Você é um cara das emoções, se acalme. Se o Emilio gosta de emo, é totalmente Heterossexual gostar.    

 

 15 musiquinhas pra dá um saque:

 

Rites Of Spring – For want of

Embrace – dance of days

Nation Of Ulysses – Today I met the girl I’m going to marry

Honeywell – Abuse (achaí)

Still Life – Truth

Cap And Jazz – Que suerte

Sunny Day Real Estate – song for an angel

Mineral – Take the picture now

Jawbreaker – Boxcar

Promise Ring – Forget me

Samiam – Capsized

The Get Up Kids – Action and action 

Saetia – One dying wish

Dance Of Days – Se essas paredes falassem

Polara – Que eu não deixo pra depois

 

 Pra ser emo:

Não faça nada, por favor. Escute as bosta das músicas e pronto.

Mas ser fã de Smiths, gostar mais de literatura e ser um pouco mais sensível, não faz mal a ninguém.

 

 Alguns selos importantes:

Dischord Records

Jade Tree Records

Gravity Records

Vagrant Records

 

 1* – Esses já foram os nomes da minha primeira banda, não confundir com as atuais distintas.

2* – Alguém que tiver algo do Torches to rome se manifestar, por favor.

3* – Carona.

4* – Tuin, ruim.

 

Rodolfo Lima

 Papagaio de pirata do Francisco Cuoco

Indie Pop

Are You Scared To Get Happy - Original

Indie Pop

E ai rapaziada? Belezal? Então a partir de agora com o lançamento desse belo site da popfuzz, eu, serei um dos colunistas dessa parada. Escreverei sobre musica e o que bem entender afinal me deram carta branca. Pra começar nossa bela conversa eu vou falar um pouco sobre um estilo de música (talvez o maior estilo de *peganinguén do mundo) o indie pop a.k.a twee pop. Primeiramente quero explanar como entrei em contato com essa vertente do rock do índio e claro, como um “bom perdedor bunda mole”, me identifiquei.

Fudeu! Sou Twee!

Estava eu lá no auge da minha puberdade, no primeiro ano colegial, sempre solitário (leia-se sem companhia feminina) com os meus amigos do mal do colégio, quando um deles, João Paulo a.k.a Bunda, meu companheiro de rock indígena desde sempre, começou a chegar com umas parada “errada”. – “Meu irmão tem uma parada aê que eu tava lendo nos sites, que tem um estilo chamado indie pop. As bandas são massa, do tipo Belle and Sebastian assim, saca? Nos anos 80 na Inglaterra teve uma fita lançada pelo N.M.E chamada C86 que influenciou altas bandas, inclusive Teenage Fanclub, Belle and Sebastian.  Ta tudo no programa de rádio de internet do Kid Vinil com esse cara aqui chamado Gilberto Custódio (meu broder João Paulo era apaixonado por esse *cabeça aê na época). Então eu como um cara *bad ass que era, não tinha internet e gravei com um gravador de fitinha o programa pela caixa de som do computador. Passei a escutar aquilo e me apaixonei por aquele ritmo pop, feliz-triste e aquelas letras de garotos tímidos (peganinguén) e meninas bonitas (rapariga). Então eu vou falar da história desse estilo, pelo o que sei, e até hoje faz os *otáro achar que pertence a algum lugar.

Proto – Indie Pop e o começo do Twee

O indie pop teve seu inicio em bandas britânicas de post punk, como Josef K, Orange Juice, Television Personalities, uma banda chamada Smiths (aquela pô), nos fanzines de pequena circulação e nos pequenos selos musicais como rough trade e o postcard records na escócia. Em 1986 a revista musical inglesa N.M.E lançou um coletânea com novas bandas do cenário inglês, escocês, que pipocavam na época em fanzines e showszinhos minúsculos. Essa fita foi chamada de C-86 e nela tinham bandas como: The Pastels, Primal Scream (como as drogas mudam uma pessoa), Shop Assistents, Talulah Gosh (depois virou Heavenly), entre outras. Essas bandas da fita junto a outras bandas como Biff Bang Pow!, June Brides, St. Christopher, traziam guitarras denominadas “jangle”, com um som dedilhado característico de bandas dos anos 60 como o Birds, Raspberries, Big Star (saca M.r. Postman? Hard Days Night dos Beatles? Vindo pra os anos oitenta, a guitarra do Smiths, do R.E.M? Pronto !), isso mesclado a  melodias pop bonitas e suaves, mas sem perder a veia punk e *arrochando barulho.

A cena anorak

A fita chamou a atenção de jornalistas e uma galera que se identificava com as letras de teor “bonitinho”, as guitarras de maioria rickenbaker. Visualmente as calças jeans e os famosos anoraks que cunharam nome deste movimento indie podessa época, o anorak (escutar a música Anorak City do Another Suny Day). Ainda esteticamente falando devo mencionar os cabelinhos de cuia (aqueles cabelos de *menino amarelo). Vale frisar que a cena indie britânica, na época era essa. Esse era o alternativo dos anos 80.

Com influência dessa fita e dos fatores citados acima, começaram a surgir bandas seminais para o estilo, como Razorcuts, Bmx Bandits e todas as bandas do selo que catalisou bem essa época, o Sarah records. Para citar as bandas de mais prestígio deste selo estão: Another Sunny Day, Field Mice, The Wake, Orchid e etc. Essa cena underground britânica representou um grande auge para bandas independentes. Vários lançamentos e exposições de programas de rádio como o do lendário John Peel na BBC.

Migração para os E.U.A

Consolidado na Inglaterra e na Escócia, o Indie pop resolveu migrar para dois lugares em peso nos anos 80. Para os E.U.A e Oceania. Nos Estados Unidos foi encabeçado por um maloqueiro chamado Calvin Johnson que tinha uma banda de “garage rock” chamada Beat Happening. Só que o Beat Happening não era uma banda de “garage” comum, ela conseguia passar do vocal grave do menino Calvin, de guitarras sujas e muito barulho, para a suavidade da voz de Heather lewis e o grande apelo pop presente nas melodias. Calvin inspirado pelos selos punks que pipocavam na época fundou a K records que lançou todos os discos da banda e até hoje se mantém na ativa lançando hoje em dia bandas de vários estilos. Fato curioso é que o menino Kurt Cobain, tinha uma tatuagem de um K no braço, devido à K Records (Olhe aê rapaz, até o Kurt era Twee). Enfim algumas bandas começaram a aparecer fazendo um som pop com a estetica punk e suas melodias suaves, com letras “quase infantis” e todo esse “frufru”. Algumas bandas emergentes da cena na época: Blake Babes, Tiger Trap, Honeybunch, Black Tambourines e etc. Agora algo que eu não sei de onde porra surgiu, só a título de curiosidade, nos E.U.A chamam mais o indie pop de twee pop e esse termo surgiu e foi culminado lá.

Nova Zelândia

Outra migração pesada do estilo foi para a Oceania, mais precisamente para Nova Zelândia, onde bandas como The Clean, The Bats e The Chills surgiram e faziam parte de um selo que se tornou também marca carimbada do estilo nos anos 80, o Flying Nun Records.  O selo lançava bandas de todos os estilos na cidade de Dunedin na Nova Zelândia mas os grandes alcances nas paradas do país se deve e muito aos hits lançados em singles pela tríade citada acima.

Resistência (anos 90 e 2000)

Ao longo dos anos o indie pop passou pelos anos 90, com seus representantes “mor”em termos de sucesso, os escoseses do Belle and Sebastian e do Teenage Fanclub. Enquanto bandas americanas como Bunnygrunt e Rocketship mantinham o estilo vivo nos E.U.A. Na Oceania, mas especificamente na Austrália com Lucksmiths e Sloan. Alcançou cenas bem consolidadas na Espanha, Japão, Canadá etc. De uns anos pra cá dominou a Suécia que hoje em dia é o maior exportador de bandas de twee pop, o que se deve muito ao selo Labrador records (Acid house kings, Suburban kids with biblical names, Pelle Carlberg). Bandas novas do estilo ainda encontram clamor mundial, pelo menos no underground, como exemplos temos: Camera Obscura, Los Campesinos, Radio Dept, The Pains Of Being Pure At Heart (Essa em particular se assimilhando muito as bandas anoraks dos anos 80).

Brasil

No Brasil, o maior representante seria o Pale Sunday, banda de Jardinópolis/SP que pertenceu ao selo de indie pop americano Matinee records, onde lançou o EP “A Weekend With Jane”, o disco “Summertime” e o mais recente Shooting Star EP. Citando outras bandas desse nosso país de suor, cerveja e sacanagem, temos: os cariocas do Luisa Mandou Um Beijo, com letras em português e vocal feminino; a banda Magic Crayon do já citado Gilberto Custódio; o duo feminino paulista Zucchinies e os brasilienses do Postal Blue.

Pra finalizar eu queria salientar a todos que o indie pop é um estilo bonito e cheio de peculiaridades, sempre vai existir fãs e sempre vai existir uma cena. Ta ligado o metal? Pronto do mesmo jeito só que em infinita menor quantidade e com ideologias (hahahahha) diferentes.

15 Músicas pra dá um saque:

Velocity girl – Primal Scream

Sorry to embaressed you – Razorcuts

I’m in love with a girl who doesn’t know i exist – Another sunny day

Twee – Tullycraft

Crawl – The Pastels

My broken heart – Tiger Trap

If you need someone – Field Mice

Girl at the bus stop – Bmx Bandits

Indiam Summer – Beat Happening

Talulah Gosh – Talulah Gosh

I don’t wanna be friends with you – Shop Assistents

Our love is heavenly – Heavenly

Happy all the time – Flatmates

Room in your heart – Rosehips

After the after party – Lucksmiths

The girl with the sunny smile – Pale Sunday (Brasil)

Coletâneas:

NME C86

Take the subway to your suburb

Air balloon road a sarah records compilation

Shelter video compilation (Vídeo)

Seja Twee você também:

- Adore quadrinhos do Calvin and Hobbes

- Goste de punk rock. Mas só de Ramones, Buzzcoks e Undertones.

- Cultue selos independentes do estilo

- Use anorak

- Sempre fale a história do Kurt Cobain pra explicar porque você não é fresco.

- Use camisa de desenho animado

- Pegue menos muié

- Tenha orgulho de dizer que é twee (Twee As Fuck, Fuck Me I’m Twee)

Glossário:

Pega ninguén = Aquele que não tem relações carnais com frequência

Cabeça = Ser humano

Bad ass: Rodolfo Lima

Otáro: Iuuuu !! Otáro !!

Arrochando, do verbo arrochar: Colocar com força

Menino amarelo = Luis Fernando

Texto de: Rodolfo Lima

Deputado Estadual 2010