Por Rodolfo Lima
Coletivo Popfuzz
A primeira parceria do ano de 2012 entre o Coletivo Popfuzz, Cine Sesi Maceió e o Sirva-se aconteceu nessa última sexta-feira (03). O evento denominado Noite dos Malditos contou com a participação do cineastra catarinense de horror, Petter Baiestorf, além da apresentação de duas bandas, Necronomicon e Imprensa Anônima. Leia Mais
No dia 08 de outubro, o Banga vai ser palco do muitíssimo aguardado show de lançamento do disco “Majéstico Ser”, da banda de rock alternativo alagoana, Radium. A abertura do show fica por conta do alt/folk dos sergipanos da Road To Joy, que tocam pela primeira vez em Maceió e tiveram o seu EP “Nature” lançado pela Popfuzz Records, em agosto desse ano.
Por: Caíque Guimarães
Já tinha uns 2 meses que o Jofran, nobre camarada do Coletivo Estação (Sousa-PB), havia chamado nosso lindo e talentoso designer Pablo Perez Sanches (Chicano Boy) para ministrar uma oficina intitulada “Identidade Visual na Nova Música Independente” e também ajudar na instalação da exposição “A Estética da Nova Música Independente”, e desde o começo já tinha falado pra ele que iria junto.
Conheci nosso nobre amigo no Congresso Nordeste Fora do Eixo em João Pessoa em Julho deste mesmo ano e já tinha falado que queria conhecer a cidade dos dinossauros (ou cidade sorriso) e quando soube do convite já garanti presença acompanhando o Chicano Boy. Tempos passaram e percebi que poderia também somar nas oficinas ministrando algo sobre selo independente. Uns ajustes aqui, umas consultas, ajudas amigas alí e a oficina estava pronta pra Sousa também!
Isso não poderia ficar melhor, até que, minha banda foi convidada pra tocar no Bulldozer Fest dos mosters coyotes em Mossoró (RN). Acabei fazendo umas ligações e o decidido foi: Gravar um EP com 4 músicas no Dosol (Natal), tocar em Mossoró e no último dia apresentar a oficina em Sousa e tocar novamente com a banda. Parecia um sonho e todos estavam empolgadíssimos com a idéia. Acabou que, por ironia do destino, nosso baixista adquiriu o vírus da dengue pela segunda vez poucos dias antes de viajarmos. Foi ruim pra todo mundo ouvir aquela notícia, parte por preocupação com a saúde do cara, parte pela tristeza por perdermos essa mini-tour e a oportunidade de gravar nosso 1º e tão sonhado EP.
Precisei de algumas horas pra absorver o que tinha acontecido, logo fiz umas ligações e me reprogramei pra viagem pro sertão paraibano. Fomos, eu e Pablito comprar as passagens na quarta feira. Só havia ônibus da empresa Guanabara, a passagem custava 100 pila por cabeça, só ia até Pombal (cidade vizinha) e a viagem tinha duração de 10 horas! além de que só conseguimos vagas nas ultimas cadeiras, aquelas que ficam bem ao lado do banheiro.
Várias paradas durante a viagem: Arco Verde, Garanhuns, Patos…E logo (pelo menos pra mim que dormi a viagem toda com o auxílio de um Dramin!) chegamos a Pombal onde fomos interceptados pelo motorista da D-20 que nos levaria até nosso destino. Esperamos nosso nobre amigo alguns minutos e nos dividimos em 2 motos (sendo uma delas um moto-taxi) para chegar até a casa onde ficamos hospedados. O cara tava de mudança e parte da mobília ainda não estava lá, o que não mudou em nada o conforto que tivemos nas nossas dormidas.
Chegamos ao Centro Cultural Banco do Nordeste e fomos logos surpreendidos com um grafite grandão de um dinossauro na parede lateral do espaço. Entramos e fomos conhecendo o pessoal: Fabiana, Gil, Natarajan, Aborige, Kleberson entre outros que não recordo o nome, mas que nos trataram muito bem em todos os momentos que estávamos lá. O espaço é bem grande, com 2 bibliotecas, uma virtual com acesso grátis a internet e outra física com gibiteca e cinemateca, auditório, sala de teatro, espaço pra exposições e dois camarins. Ficamos em um deles algumas horas programando onde cada peça iria ser exposta. Todas as noites o auditório recebeu artistas da música regional e popular que ficava lotado e cheio de vida durante as apresentações.
O massa de Sousa é que todo mundo (não tô brincando) é ator, poeta, músico, compositor ou se relaciona de alguma forma com a cultura local. Pra vocês terem uma idéia, o dono do restaurante onde almoçamos todos os dias que estivemos por lá era poeta e ator (se não estiver enganado) e tinha o principal blog da cidade com várias partes sobre cultura, lazer, saúde, política e esporte.
Estávamos nos sentindo em casa naquela cidade quente e cheia de motos circulantes. Gastamos muitas horas de correria pra exposição: Planejando, desenhando, batendo prego, pedindo material pra galera, baixando clipes pra rolar durante a mostra. A noite sempre rolava aquela cervejinha esperta e muitos momentos de trocas de experiências.
Pablo foi o primeiro a apresentar sua oficina, ainda no centro cultural, as 2 da tarde do sábadão. Cerca de 20 pessoas compareceram ao auditório e ouviram durante umas 4 horas nosso querido artista falando sobre o processo criativo do design, sempre linkando com a música. Mostrou Cases de artistas que também eram designers, artistas que não eram designers mas faziam suas obras, obras feitas conjuntamente utilizando o exemplo do núcleo de poéticas visuais do Fora do Eixo e no final pra fechar com chave de ouro rolou uma prática! As bandas escolhidas pro show que ia rolar em Sousa no Calçadão eram: Road to Joy (SE), Coisa Linda Sound System (AL), Constantina (MG) e Planant (RN). Deixamos os cds rolando, várias canetas e giz de cera de diversas cores pra galera trabalhar a vontade. No final foram 3 cartazes diferentes com temáticas próprias que poderiam muito bem ser finalizados e utilizados fácil fácil em um show.
Acabando a oficina, fomos logo correndo pra exposição que aconteceria no corredor ao lado, últimos toques e mais correria pra imprimir alguns zines da Spermental e da Café Gelado, zine produzido pelo Sena (ou Seninha pros íntimos), compilando textos de vários autores sousences – Trouxemos 1 cópia do Zine pra xerocar, quem tiver afim só avisar! Foram expostos cartazes de shows, vinis, cds (todos com formatos novos, nenhum deles era naquele formato clássico de caixinha de acrílico), camisetas, ecobag e adesivos, além de um mural que a galera poderia colocar o que bem entendesse e uma ilustra irada do Pablo. Umas 30 pessoas assinaram o livro de visitas da exposição que vai ficar instalada no espaço durante 1 mês. Jovens, colegiais, senhoras e um bebezinho lindo puderam ver todas aquelas peças de diversos cantos do país e conhecer mais sobre cultura independente.
No domingo foi minha vez de apresentar a oficina “Criação, Gestão e Distribuição em um Selo Independente”. Desta vez o espaço escolhido foi o Ponto de Cultura Estação, local bem legal que também serve como estúdio de ensaios e ponto de encontro pra reuniões e sessões de cinema do cineclube local. Cerca de 15 pessoas compareceram a oficina que durou pouco mais de 2 horas e tratou do tema traçando um histórico dos selos independentes no mundo, no brasil e contando a experiência obtida através da Popfuzz Records. Como surgiu e como foi aprimorado durante os 5 anos de existência. No final cada participante pode escolher 1 disco do selo pra levar pra casa.
Oficina dada, algumas trocas de materiais com o pessoal do Coletivo Estação e logo pegamos uma caroninha pra Pombal para podermos embarcar na nossa longa viagem de volta. Chegamos em paz e descansados e com a certeza de que a troca de tecnologias e experiências com Sousa e outros locais será intensa daqui pra frente. Agradecemos aqui publicamente a todo pessoal que conhecemos e nos recebeu mais do que bem, em especial ao Jofran Jesus Cristo di Carvalho que esteve em todos os momentos dando o suporte pra que tudo acontecesse da melhor maneira possível. Esperamos voltar mais vezes e recebe-los aqui em Maceió seja pro que for.
Coletivo Estação: http://www.facebook.com/profile.php?id=100002817192409
Vamos voltar para o dia 09 de setembro para começarmos nossa história:
Na tarde de sexta-feira (09) sou informado que a van para o show do dia seguinte sairá às 8h da manhã, estranhei pelo fato de sair tão cedo, apesar da viagem de 4h, chegaríamos na hora do almoço lá! Enfim, beleza! Como eu não presto e querendo me livrar da consciência de um dia chato, fui beber!
Chego em casa 4h da manhã, embriagado e vou dormir. Às 7h da manhã de pé, ainda bêbado, tomo café da manhã e vou até a praça V2 onde a van irá sair. Chegando lá falo para o meu perceiro, Dudu, que ainda estou bem bêbado do dia anterior e ele me faz uma proposta: “Então, quer continuar bêbado?” De imediato eu respondo que sim! Então, como diriam os americanos, “all downhill from here”, ou seja, ladeira abaixo!
Aos poucos a galera vai chegando, nossa banda, os amigos punks que iam com a gente curtir em Delmiro e os parceiros da Misantropia, instituição do punk rock alagoano que também vai tocar no show.
Duas horinhas de atraso, a van chega à praça, organização para que os instrumentos e mochilas caibam e vamos pegar a estrada.
São 10h da manhã, eu estou completamente bêbado para tocar em um show que só vai rolar lá para às 00h! Que falta de responsabilidade, noção e que vontade de auto-destruição, hein? Pois é, foda-se!
Acho que as duas primeiras horas de viagem eu só fiz comer, larica muito bem matada (chips, biscoito, sandubinha…). Qualquer parada era aproveitada pelos fumantes, pelos de bexiga frouxa e pelos cachaçeiros! Cervejinha no ônibus, cedida pelos misantropos, Júnior e Sandney (sandney, sandney!).
Quatro horas de van, dentre cochilos, gritaria, cervejas, brincadeiras pesadas e som alto. Chegamos ao destino lá pelas 14h da tarde! Encontramos os organizadores Michel e Pablo do coletivo Colide e nos dirigimos ao local do show, no bairro do Bom sossego!
Um bar, um quintal, uma mesa de sinuca, uma árvore e um mini palco, é aqui onde vai rolar o rock! Como o bar do show ainda não estava funcionando, vamos procurar um lugar perto pra comprarmos algumas cervejas! O bar que achamos é cheio de sinucas e definitivamente não é ventilado (Delmiro é quente pra caralho!). Somos muito bem recebidos no bar e descobrimos que os bêbados de Delmiro são muito carinhosos (haha). Um cara de camisa preta, boné, umas tatoos toscas e um olho furado nos chama no canto! Ele diz que é de banda, que curtia muito punk rock e aproveitou para pedir pra o Caique pagar uma cerveja pra ele (haha)! Massa, hein?
Dentro da van de novo em direção aos cânions, uns 20 minutos e estamos lá! Paramos a van, temos que continuar a pé por uma ladeira e o meu único pensamento é a subida na volta (cansaço as vezes dá as caras).
Foto por Luís Eduardo
Chegamos lá embaixo, que lugar bonito, tipo um vale com um rio de água cristalina, com pedras e mato construindo os arredores. Subimos um pouco por uma trilhazinha e estamos na parte de tomar banho. Todo mundo vai pra água e tudo que eu consigo pensar é o quanto é bom ter uma banda de rock! Você sair de casa num sábado numa van cheia de amigos loucos, chegar numa cidade nova e quando você realiza, está num lugar lindo, com uma natureza belíssima e tudo que você tem que fazer mais tarde é tocar rock pra um bocado de gente parecida com você!
Depois do banho é até fácil encarar a subida, conversando e vendo a paisagem. Entro na van e vamos voltar para o show!
Um banhozinho no chuveirão, troco de roupa e vamos caçar alguma comida! Só porque alguém me convence a não esperar a janta que os caras iam levar. Chegamos em um restaurante à beira da estrada e a moça nos explica que custa 8 reais e você pode comer o quanto quiser! Bem, vamos lá! É aqui que a história fica tensa, assim que avisto uma buchada! Eu, como um bom apreciador da comida nordestina, adoro uma buchada! Então repito meu prato, quase três vezes com aquela deliciosa “inocente” bomba de gordura, calorias e típica da gastronomia guerreira do sertão!
Cheio de mais para viver, voltamos para o show, aproveito pra cochilar um pouco, onde logo sou acordado pelo Hélio que me chama pra ir expelir nossas jantas (eca!).
Tudo certo, o show começa, a primeira banda a subir no palco é a delmirense, Monstromorgue de Pablo, Michel e outros membros do Colide! A Monstromorgue faz grindcore sujo, pesado e rápido! Como o próprio Pablo falou: “Isso aqui é grindcore do sertão alagoano”. Cerca de 60 rockeiros batiam cabeça ao som do grupo, alguns bêbados que encontramos no bar de tarde, também já se encontravam lá! Mais pessoas começam a chegar, vans de Paulo Afonso (BA) e Canidé do São Francisco (SE), afinal Delmiro Gouveia consegue fazer fronteira com Bahia, Sergipe e Pernambuco de uma só vez. Se encontram agora no show mais ou menos umas 100 pessoas, muitos rockeiros!
Coação por Bruno Ritir
A próxima banda a entrar no palco é de hardcore punk, de Paulo Afonso e se chama Coação! O grupo é contagiante, faz todo mundo pogar que nem louco, uma instiga que fazia tempo que eu não via em um show, coisa bonita! O show rola e a gente “gera” com cerveja, pitú etc. O dinheiro da cerveja acaba, mas a pitú é de graça! É dificil, rapaz!
Somos informados que vamos ser a quarta banda, depois nos falam que vamos ser a quinta, fico só pensando o meu estado quando começar o show!
O terceiro show da noite é dos baianos de Paulo Afonso da Hatend. Metal! Guitarra, baixo, bateria, teclado, a galera faz os rockeiros baterem cabeça ao som de um death/thrash metal! Eu não gostei da banda, mas teve muita gente que curtiu e com certeza o velho bêbado de cabelão, camisa florida aberta, gostou! Esse cara figura, bangueou muito, fora que ele já havia tocado assobios inusitados, sem convite, na banda anterior enquanto berrava aos céus a palavra mágica: “Rock n roll”.
O Ataque Cardíaco sobe ao palco, banda do Michel, um dos organizadores do evento. O grupo é um espécie de F.Y.P delmirense. Power trio violento, tocando um hardcore punk rápido, agressivo que me agradou bastante! Os caras já lançaram splits e várias demos, inclusive por selos gringos. Michel também tem seu próprio selo, denominado Dorxdexbarriga records que tem 22 lançamentos de forma totalmente independente, inclusive já tendo lançado bandas da Romênia, República Tcheca entre outros lugares!
Dad fucked and the mad skunks por Bruno Ritir
Não sei que horas são, só sei que é hora de subir no palco. Tudo montado, a Dad fucked and the mad skunks, começa o show e a galera parece está gostando. A gente está muito feliz de tocar ali pra aquele monte de rockeiro doido que poga sem parar! O resultado do show foram dois joelhos cortados, uma testa machucada e muita alegria!
Depois de deixarmos o palco esgotados, várias pessoas vêem falar com a gente, de Delmiro, Paulo Afonso, Canidé etc. Biuriful! A banda Resistir, companheira nossa aqui de Maceió, entra no palco e eu preciso ir atrás de água ou cerveja, não aguento mais ver pitú na minha frente! Água, cerveja e vamos ver o resto do show! A Resistir faz um show divertido, mostrando seu grindcore reggae tosco e parece animar os presentes rockistas doidos.
Sai a Resistir, entra a Misantropia! Todos ali presentes parecem ser fãs da banda, está que existe desde 1991 e é um importante nome na cena punk nordestina. Roda pulsante, todo mundo indo a loucura, show punk em Delmiro é bonito de mais de se ver!
Depois do explosivo show da Misantropia, eu não tenho mais a minima idéia onde estou, sou mais um bêbado louco como tantos ali naquele show de rock! Inclusive, menção honrosa ao mudinho figura que estava completamente embriagado “falando” com todo mundo ali.
Lembro de ouvir uma banda tocando Raul Seixas da forma mais tosca que já vi na minha vida, com certeza devia ser a tal cover punk de Raul, Maluco Beleza.
Minha consciência retorna e alguém diz que vamos voltar pra Maceió, a principio íamos dormir lá, mas depois acharam melhor voltarmos depois do show!
Subo na van, ela anda alguns metros, tudo começa rodar muito forte e eu já sabia o que ia acontecer. Peço pra parar a van e vou vomitar (é campeão, parabéns!). O acontecido se repete mais duas vezes e a sensação de querer morrer é iminente quando se está as 4h da manhã vomitando atrás de uma van no meio de uma estrada no maior breu! Pois é, passar o dia bebendo e à noite comer buchada a noite não vai te fazer bem! Vai por mim, boy!
Apago, acordo na praia da avenida, umas 8h da manhã! Acabou, chegamos! É hora de ir pra casa dormir, ter saudade de Delmiro e seu rock puro, inocente e cru!
Como já falei mais ou menos antes, acho que pouquissímas coisas na vida são tão divertidas quanto ter uma banda de rock, talvez ser um astronauta chegue perto! Enquanto eu tiver minha banda, o rock, as coisas serão suportáveis, as coisas estarão boas! Os outros caminhos da nossa vida podem não andar tão bem, mas se você tem o rock, é como se ele estivesse te falando: “Ei, não se preocupe, continua, está tudo bem!” Essa viagem definitivamente me mostrou isso!
Paix e keep the faith!
Rodolfo Lima
(Rockeiro desde 1995)
fala, galera que ficou uma semana sem aula devido a ‘histórica’ ‘greve’ da ufal e restante da população terráquea!
esse post vai pra os dream-poppers, se é que essa palavra existe, provavelmente não. afinal, quem não curte um bom pop chapado cheio de reverb e delay, gravado com baixa fidelidade?
essa banda SLEEP? OVER é pra mim um dos melhores dream-pop recentes, se não o melhor, que escutei. menção honrosa ao A SUNNY DAY IN GLASGOW, que é mais antiga. além da música ser sensacional, essa banda tem umas capas bem bonitas de um jeito esquisito. além de um site extremamente bizarro
a banda, formada em 2010, eram 3 meninas de austin, texas (terra do explosions in the sky) mas antes da gravação do primeiro disco, duas sairam e só sobrou a stefanie franciotti, que faz os vocais e produz, o que torna o disco um trabalho solo. tá pra lançar em setembro o primeiro disco cheio, chamado FOREVER, pelo selo HIPPOS IN TANKS, em vinil 12 polegadas, 180 gramas que brilha no escuro hehe. esse selo também lançou um single 7″ limitado em 1000 cópias da música CASUAL DIAMOND. como boa banda lo-fi, lançou a primeira gravação em cassete pelo selo NIGHT PEOPLE, seguido por um split com a banda PURE X, também de austin, e um 7″ com uma capa NSFW bizarrinha
Romantic Streams by Sleep ? Over
recomendo muito baixar o FOREVER (baixe aqui) se você curte dream pop, pop psicodélico e afins. meu destaque vai pras músicas ROMANTIC STREAMS e CASUAL DIAMOND, essa última teve um clipe bem massa lançado semana passada, naquela vibe VHS adulterado com toques de ocultismo, meio bruxa de blair, curte aí:
Sleep ? Over – Casual Diamond (OFFICIAL VIDEO) from Christine Aprile on Vimeo.
tem também outro clipe, não menos esquisito mas não-oficial, pra bela música OUTERLIMITS, cheio de imagens sobrepostas dando uma sensação nostálgica de um verão psicodélico de algum tempo atrás.
Outerlimits from MEGABEATS on Vimeo.
that’s all, folks
baixe o disco e escute bem alto deitado no chão que vale a pena
começando aqui nos reinos da popfuzz essa coluna pra falar de músicas novas de bandas independentes
locais, nacionais e internacionais. mas não qualquer música independente, só as que passam por uma
curadoria feita por mim, ou seja, só músicas que eu gosto hahaha =)
Pra inaugurar: PURITY RING, uma dupla canadense bem nova. um produtor chamado corin roddick e a
vocalista megan james. eles lançaram em abril desse ano um single em 7 polegadas (compacto véio de
guerra) pelo selo transparent. no lado A ‘ungirthed’ e no lado B ‘lofticries’, duas musiquinhas pop
eletrônica esquisitas, com uma pegada meio hip hop esquizofrênico e um vocal feminino bem melódico e
agradável.
Ungirthed by PURITY RING
Lofticries by PURITY RING
esses dias eles uparam uma música nova chamada ‘belispeak’, que vai sair num compacto split em
outubro com a braids via fat possum, um selo cheio de coisa boa, como wavves e o mellowhype do
odd future. massa que o nome do selo é GAMBÁ GORDO!
a ‘belispeak’ segue na mesma vibe dos outros dois singles, ouvindo agora me lembra um lance meio
crunk psicodélico misturado com o (saudoso) postal service. sério, eu conseguiria imaginar o ben gibbard
cantando isso se ele fosse mais lokão malandro pimp.
Belispeak by PURITY RING
o tal corin roddick, produtor do purity ring, também é de uma banda massa chamada ‘gobble gobble‘
que se auto-intitula ‘future electro pop’, se liga nessa música.
é isso ae, té mais
Por: Francis Silvestre
Foi suado, corrido e cheio de contratempos. Tinha tudo pra não dar certo, mas deu! Aliás, deu bastante certo. E definitivamentefoi o show mais raçudo e o mais alto show de Hip-Hop do ano.
Cheguei no Linda Mascarenhas as 19h horas e já estava rolando o debate entre os membros do Versu2, A.S.U e a galera presente no evento. Tinha muita gente, pra lá de 100 pessoas. Adentrei o recinto, conversei com uns conhecidos e me dirigi para a área do teatro. Chegando lá vi que apesar da acalorada conversa com o Rangel (Versu2) e Will Grind (A.S.U) a frente do debate, o papo rolava sem microfone. Falei com Gabriel Passos (Coletivo Popfuzz) e ele me falou que não tava rolando o debate com o microfone porque nessa semana roubaram o amplificador de PA do espaço via caixa do ar condicionado e que o Eduardo Callado (Coletivo Popfuzz) tinha ido lá na casa do Zazo providenciar o som.
Beleza, papo fluindo legal no debate e de repente BUM! Acabou a energia. “E agora ai comofas?”.
Os telefones celulares começam a acender lá dentro mesmo, improvisando uma iluminação e com pouco tempo todos acabam por sair da sala de teatro pra tomar um ar. Papo vai, papo vem, nada de luz e o Callado chega com o som. Mas agora que tinhamos som não tinhamos energia.
O público do hip-hop é muito fiel mesmo: geral ficou lá fora, esperando a energia voltar. O lance da fidelidade se torna mais aparente quando se nota que não tinha bar pra tomar cerva enquanto se espera a volta da energia e que até mesmo o posto em frente ao espaço estava fechado por causa do apagão. Curioso que além do apagão os celulares também ficaram loucos, ninguém conseguia fazer ligação. Eu já estava pensando que tinha ocorrido alguma catástrofe por aí e que ainda ninguém no local tinha sido informado (hahaha!)
Passados mais uns 40 minutos (com quase toda a galera que estava lá desde o inicio) a luz volta e todos se deslocam para sala esperar os shows. Montagem do equipamento sendo feita (com umas caixas gigantes), fãs tirando foto com o Versu2 e tudo parecia esta entrando no eixos. Mas novamente começou a rolar uma demora. “Porraé? Que que houve?”.
Fui lá falar com o Diogo Braz (vocalista e guitarrista da banda Eek e que estava dando um suporte pro evento) e fui informado a linha de energia do palco do Linda não suportava o equipamento de som que ia ser usado e que precisava providenciar outro cabo de força pra ligar em outra linha de energia lá do teatro.
E lá vai o Callado novamente na casa do Zazo, pegar o cabo de energia pra ligar o som. Mais uns 20 minutos e ele chega. “Massa! Agora rola!”.
Terminam de montar o equipo lá (som monstro, muito alto mesmo!! Não duvido nada conseguir chegar ao nível de altura do show do Dinosaur Jr.) e então o DjGug (Versu2) começa a soltar uns sons iradíssimos, o cara soltava pedra após pedra, só som nacional. Coisa Linda!
Som vai, som vem e nada de show. Treta novamente. A mesa de som do Versu2 não era compatível com os microfones lá do Linda Mascarenhas. “E aí?”. Corre daqui, corre dali, e então descubro que não tinha mais estabilizador disponível no espaço porque os dois que tinham foram queimados quando se estava tentando ligar o equipamento. A salvação era conseguir usar a mesa do teatro mesmo.
Problema sanado, começa o som.
O Show do Versu2 é de cima demais, muito massa mesmo! Presença de palco instigante, batidas fantásticas, o que empolgou bastante o público. Legal ver que a produção do Hip Hop nacional tá crescendo cada dia mais, e conseguindo variar o tema, saindo da linha política-social (o que também é muito bacana) partindo também para temas mais individuais, explorando assim a criatividade e mostrando a vivência de cada um, afinal a política somos nós.
Rola uma, duas e na terceira música: “Cade o som? Tudo para. De novo!”
Corre daqui, corre de lá e então os caras do Versu2 fazem uma coisa muito genial: como não tinha som então DECLAMARAM a letra da música que eles iam tocar na hora. Coisa linda, letra inteligentíssima, emocionante! (descobri que como sou aficionado mais pelas batidas do que pela letra, deixo passar muito fácil as letras de Hip-Hop).
Logo depois das duas letras declamadas de forma emocionante (com direito a salva de palmas e tudo mais) se descobre qual o problema: a tomada do cabo de energia havia sido desligada.
Liga a tomada e som na caixa.
ASU entra no palco e manda aquele show cheio de energia, como sempre. A música nova dos caras é muito boa! Letra politizada sobre o Beverly Bills City, batidinha venenosa com um sampler foda de música de faroeste! (Enio Morricone em show de Hip Hop!). Participação do Raboo da Clandestinos tocando “Escombros” (pra mim a música de hip hop mais legal já produzida na cidade) fechou a noite em grande estilo. Após isso vamos embora, rumo ao Kascão pra bater um ranguinho com a galera do Versu2 e, depois, casa.
Pois é, foi corrido, suado e estressante. Com tudo conspirando pra dar errado, enfrentando falta de som, de energia, de telefone, de cabo de som, de microfone em meio de show e tudo mais. Por isso que foi o show mais raçudo do ano por enquanto! E foi assim como o show do Versu2 e A.S.U me mostraram que adversidades estão ai pra serem enfrentadas e vencidas, em qualquer aspecto. É nóis!