
Eles surgiram a pouco tempo mas já causaram uma ótima impressão na cena, em 2010. Com um nome que chama atenção, a ‘Nothing Is Impossible, Charlie’ segue com otimismo e muitos planos para esse ano. Nesta entrevista, o vocalista Ivã Soares e o guitarrista Woulthamberg Rodrigues falam sobre o tocar em teatro, Dashboard Confessional, Maionese 6, gravação e sobre a cena de Maceió.
www.myspace.com/nadaeimpossivelcarlos
www.twitter.com/NIICharlie
k diz:
Eu sei que é meio paia perguntar isso, mas qual é a ideia por trás do nome da banda? Tem algo a ver com a proposta de vocês?
Ivã diz:
Na verdade, não. Nothing Is Impossible Charlie é uma frase de um filme que caracteriza a conquista de algo impossível de modo doce e infantil e simples. O que caracteriza a banda, nada mais é do que a simplicidade e a vontade de fazer um som agradável com o toque suave de um vocal feminino que até agora é algo em desenvolvimento.
[c=2]w[/c]oulthamberg. diz:
Não diria uma idéia por trás do nome! Talvez até sobre a proposta por ser uma passagem de um filme que a banda gosta, “A Fantástica Fábrica de Chocolate”, e a forma que a gente cria as músicas e tal! É meio Nothing is impossible, Charlie! Sempre acontece quando eu digo pro Ivã: Esse tempo é estranho! E ele me responde: É, mas eu quero ele assim! E continua e no final de tudo fica ótimo!
Ivã diz:
Mas que vai dar um resultado legal. É como eu digo ao Berg, A NiiC me deixa tranquilo no meio de tanto estresse de faculdade do dia-a-dia, porque ali, com meus amigos, eu crio e relaxo! Aí que vem a parte boa, é que é a diversão e a amizade que alimentam o negócio.
[c=2]w[/c]oulthamberg. diz:
Também tem as misturas de gênero nas músicas.
k diz:
Que lindo =) Próxima pergunta: Como surgiu a ideia de formar a banda?
Ivã diz:
aushiuahushaiuhsuias
Eu tinha feito a música Smell of Your Breath no começo, sozinho em casa e gravei no PC no clima de férias. Fui criando e criando e criando. Deu que eu falei com o Thiago para marcar no estúdio com dois amigos nossos para ver se a música tinha uma sonoridade quando tocada em conjunto de bom grado e ficou boa, aí eu fiz Never Go Away.
[c=2]w[/c]oulthamberg. diz:
Sempre chamava o Ivã pra tocar cover de Dashboard Cofessional e esse tipo de música! Ai um dia (03/01/2010), o Ivã veio almoçar na minha casa e me mostrou Smell of Your Breath e Never Go Away! Músicas que ele já tinha tocado com o Thiago, Matheus e o Lusca em estúdio! Ai eu fiquei super empolgado e acabamos compondo Maybe I’ll Change!
Ivã diz:
Inspirado em uma relação amorosa complicada de um amigo. E foi aí que entrou o Berg. Na mesma semana fui na casa dele mostrar minhas produções e daí saiu a empolgação de formar algo mais consistente.
k diz:
Maybe I’ll Change é minha preferida =)
Ivã diz:
Maybe I´ll Change foi uma música feita aleatoriamente em 30 min. de fim de tarde.
[c=2]w[/c]oulthamberg. diz:
Aí conversamos e entramos em um acordo de colocarmos essas músicas em produções mais elaboradas e em um ambiente de amizade mesmo! Foi quando entrou o Pablo e já a idéia de por a Beatriz no vocal.
Ivã diz:
É desse poder de criatividade que eu falo, que nos faz sentir bem em contato
[c=2]w[/c]oulthamberg. diz:
Engraçado que foi a época que mais produzimos. Foram coisa de, sei lá, doze músicas em dois meses no máximo.
Ivã diz:
Foi. Hoje estamos com quase 20 músicas que se “coçam” por uma gravação e produção.
[c=2]w[/c]oulthamberg. diz:
Eu acho que já passaram das vinte, na verdade, só que tem muita música que ficou engavetada.
Ivã diz:
Um projeto na gaveta!
k diz:
Como funciona o método de composição? Assim, de modo geral.
[c=2]w[/c]oulthamberg. diz:
Ivã é uma máquina de melodias, sério! Estilo máquina de refrigerante que a gente coloca moeda e pega a bebida. Nele a gente coloca a ideia e ele entrega a melodia, mais ou menos assim. Ai faz: Vamos fazer uma música tipo a banda “X”. Ai o Ivã já pega qualquer instrumento e faz.
Ivã diz:
uhsuhaiuhsa
A gente escolhe uma banda que já exista e conseguimos fazer músicas no mesmo estilo só que com nossa cara sem nenhuma semelhança de “clonagem”. E o legal que falamos: “Vamos colar o estilo da banda X com o estilo da banda Y.” e sai algo mais original para a gente.
[c=2]w[/c]oulthamberg. diz:
Normalmente Ivã vem com o grosso. Ai é que entra a coletividade da banda. Thiago já chega junto pra colocar “purpurinas” na música.
Ivã diz:
A gente pensa em um assunto, que em 98% é mulher =X e sai algo
[c=2]w[/c]oulthamberg. diz:
Essa questão do assunto noventa e oito por cento ser mulher está começando a mudar, pelo menos a forma de ser elaborada, com a presença da Beatriz agora.
Ivã diz:
É, a presença da bia modificou muito. A banda ainda vai se apresentar. O que nós mostramos até agora foi 30% do potencial que existe, acredito eu! Precisamos trabalhar mais nas músicas, no vocal, em detalhes. Por isso falo que temos um grande projeto na gaveta esperando para ser trabalhado, o que demanda tempo de todos, inclusive de mim, que é um problemão shuahsasuia

[c=2]w[/c]oulthamberg. diz:
O processo de composição, criação e produção da banda é grande e muito forte. Só que existem mil contratempos. Meu trabalho e faculdade. Trabalho do Pablo. Horários do Thiago e Beatriz. E principalmente Ivã. Que faz medicina e consome muito dele. É algo que a gente entende e tal. E o período que é mais produtivo para todos da banda acaba sendo as férias.
k diz:
Massa! Próxima pergunta: Quais são suas influências musicais? Eu vi anunciarem um show da banda como ‘alt-country’, existe mesmo isso no som de vocês?
[c=2]w[/c]oulthamberg. diz:
Não acho que exista um estilo para definir a banda. Creio que fio dado esse “alt-country” por conta de duas músicas: Smell of the breath e Country song, mesmo que o folk e country sejam estilos muito fortes nas nossas influências. Mas influências mais tendenciosas e descaradas que eu vejo na proposta da banda vem de: John Mayer, Albert Hammond Jr, Little Joy, Magic Numbers, Beatles, Dashboard, Death Cab for Cutie, entre milhares de bandas.
Ivã diz:
auhsiahishausasa
Eu sempre quero colocar algo Folk no meio. Bright Eyes, para mim é algo que possa ter semelhança, mas com a presença da bia pode ser Magic Numbers. Gosto muito de John Mayer, Dashboard Confessional. Tenho meu gosto por Blink-182 reprimido pelo Berg =X
[c=2]w[/c]oulthamberg. diz:
Claro!
Como o meu Beatles e Pink Floyd também são reprimidos pelo Ivã. =)
k diz:
Massa. Próxima pergunta: E sobre cantar em inglês? Vocês pretendem manter isso ou não?
[c=2]w[/c]oulthamberg. diz:
Engraçado que tipo, em matérias que já saíram sobre a Nothing, sempre falaram que nós cantamos em inglês, espanhol e português. Só que tipo, nós só cantamos em inglês. Existe uma passagem em uma música que o Pablo cria um tipo de rap em espanhol que ninguém entende, mas nunca tínhamos feito nada em português.
Ivã diz:
Então… Eu, Ivã, quero fazer muitas músicas em português nessas férias mas, quanto mais tento, mais difícil fica, acho que acostumou. Mas o inglês me limita às vezes. É uma idéia, algo em português, mas tenho medo de perder originalidade. Quem tem mais esse dom é o Thiago, com o português.
[c=2]w[/c]oulthamberg. diz:
Até que com a volta da Beatriz, e algumas certas mudanças no estilo da banda foram feitas, em uma das músicas novas, um trecho em português que é cantado por ela.

k diz:
Entendi. Próxima pergunta: Qual foi o melhor show de vocês até hoje? Por quê?
Ivã diz:
MAIONESEEEEEEEEEE
100%
[c=2]w[/c]oulthamberg. diz:
Fizemos só três shows, mas quem foi para os três, provavelmente vai dividir da mesma opinião, junto com a banda, que o do Maionese foi o melhor, devido ao equipamento fornecido pelo evento. Não que os outros shows tenham sido péssimos, mas o que nos mais deu suporte foi o Maionese. Pode até parecer uma puxada de saco, mas é aquele lance de trabalhar com as pessoas certas.
Ivã diz:
O som estava perfeito! Tava seguro em tocar e cantar. Para mim, tocar em teatro é um SACO e só fizemos 3 shows: 2 em teatro e 1 no Maionese. Tipo, eu prefiro entrar mais em contato com o público! Me sinto menos observado. No teatro estão todos te olhando, julgando cada detalhe, isso me deixa realmente nervoso. E o essencial é o equipamento!
[c=2]w[/c]oulthamberg. diz:
Tocar em teatro tira de certa forma a animação que o público poderia estar passando, principalmente pra banda nova, onde ninguém conhece as músicas que são em inglês. É um certo desafio pra NiiC, show em teatro, mas algo que a gente espera superar e tal.
Ivã diz:
Maionese foi 10
k diz:
Tô ligado. Próxima pergunta: vocês acham que o público corresponde a proposta da banda?
Ivã diz:
Mais ou menos! Talvez por causa do inglês, o que não me importa muito! Vejo a banda como uma diversão absurda e uma terapia incontestável! Adequar ao público é ruim, prefiro manter a originalidade e expressão e quem gostar, ótimo!
[c=2]w[/c]oulthamberg. diz:
Muita gente fala que a banda é ótima, mas que seria melhor se fosse em português, mas tiveram várias pessoas que pensei nunca se agradar com o som da gente, que já veio falar que se tornou fã da gente. É legal e tal. A banda se formou com um único propósito: um grupo de grandes amigos fazendo música boa (no conceito da própria banda) pra se divertir.
Ivã diz:
Quem não gostar, paciência!

k diz:
Tipo o Marcelo Cabral, né? Ele pirou no show do Linda Mascarenhas.
[c=2]w[/c]oulthamberg. diz:
Foi! Marcelo Cabral do Coisa Linda Sound System é um forte exemplo. Ele viu o primeiro show da gente, escutou a banda no PureVolume e adorou muito.Teve algum evento que ele fez, que eu não lembro exatamente qual o nome agora, mas que quando eu cheguei, estava rolando a demo de Never Go Away, e no evento que a Popfuzz fez da noite folk, tive a sorte de ser convidado por ele pra tocar algumas músicas dele no show.
k diz:
Legal. Vamos pra próxima: Vocês estão gravando um EP, certo? Podem adiantar algo sobre ele?
Ivã diz:
Sim. A gravação do EP será nessas férias, pois teremos tempo para deixar tudo lindo com o iMac do Pablo e minha M-Audio Fastrack Pro. Vai dar para produzir algo bonito, mas demanda tempo e agora temos isso, tempo!
[c=2]w[/c]oulthamberg. diz:
Ainda não existe algo realmente concreto sobre o EP. A ideia é tentar gravar o máximo de música que pudermos com uma boa qualidade durante as férias, e no final das férias tentar lançar um EP. Já começamos uma “pré-produção” de duas músicas novas.
Ivã diz:
Isso, mas bemmmm experimental
haushuaihsiua
[c=2]w[/c]oulthamberg. diz:
Ficou mesmo pra ver o que poderíamos e conseguiríamos fazer, e o resultado foi super satisfatório, e agora que o Ivã comprou equipamento novo, vamos nos aprimorar e tentar gravar algo produtivo e de boa qualidade.
Ivã diz:
O problema até agora é gravação de bateria, mas vamos dar um jeito! Ou então gravar sem bateria por enquanto, algo acústico, acho válido! É algo que irá ser discutido com a banda ainda. A casa do Pablo será ninho da NiiC nessas férias. Vai sair coisa boa!
k diz:
Vai sim =) Próxima: Vocês, além da NIIC, tocam ou já tocaram em várias outras bandas. Ivã tocava baixo na Deslucro, Pablo tocava na Adrenaline, toca na Cross the Breeze, Thiago tocava na infelizmente finada Dom Pedriota e na longínqua Meikidicharque, Berg no Príncipe do Brega e no RC Club. O que vocês acham do momento atual da cena musical independente de Maceió?
[c=2]w[/c]oulthamberg. diz:
Bem! Não sou muito apto pra responder essa pergunta por ser muito chato com gosto musical, mas acho que tem muita coisa boa que não é valorizada. Da mesma forma que existe muita porcaria igual a outra que o povo faz muito alarde. Questão de amizade. Quanto mais amigos você tiver, mais famosa sua banda ruim em Maceió fica, mas isso não é algo generalizado! Existe sim muita banda boa! Eek está ai pra mostrar o que eu quero dizer.
Ivã diz:
A grande lembrança que eu vou ter da minha juventude em Maceió será: Estúdio Poker shausuihahdhaiuhsiuasa. Vamos falar um pouco do Saulinho, que é o pai das bandas independentes de Maceió.
k diz:
Pode crer, pra mim também, vei.
[c=2]w[/c]oulthamberg. diz:
Eek é pra mim uma das melhores bandas de Maceió e é pouco valorizada. Antes de dois mil e dez, a Eek não era ninguém pra Maceió. Não que hoje em dia seja muita coisa, mas porque não dão o devido valor.
Ivã diz:
Isso. Acho que, no momento atual, a Eek é o melhor que temos.
[c=2]w[/c]oulthamberg. diz:
Vejo bandas hoje que em menos de cinco meses já tem fã clube com camisa, adesivo, tocando em rádio e não passam de cópias baratas. É melhor o Ivã falar um pouco mais, porque senão vou acabar citando nomes e sendo mais odiado que o normal.
Ivã diz:
Uashiausauidhuiahushaoidahusihas
k diz:
huahuahuahua
Ivã diz:
O quadro da música independente tem seus ramos em Maceió que estão indo bem, tirando o gosto pessoal pelo estilo. Vejo o Never Say Die Juliet fazendo sucesso no seu ramo musical, por exemplo, com gravação de clipes e etc. de qualidade.
Ivã diz:
A Deslucro, que eu participei, está em ascensão. Bandas como a N4J têm qualidade no seu ramo musical. Acho que todos nós precisamos de gravações, de tempo para trabalhar as músicas, diminuir os ensaios e investir em gravação, de algum modo. Esse é o modo de por a música no mundo, a marca registrada! Problema de Maceió é muito ensaio e pouca gravação!
k diz:
Muito bem colocado. Berg, mais alguma coisa?
[c=2]w[/c]oulthamberg. diz:
O cara pode puxar o saco também? Mas é puxando o saco e falando a verdade. Porque assim… Antigamente a cena alagoana era bastante hardcore devido a falecida Fábrica 86, mas hoje quem movimenta digamos de oitenta à noventa por cento da cena alagoana é a Popfuzz.
Ivã diz:
É verdade.
[c=2]w[/c]oulthamberg. diz:
Mesmo já sendo ativa na época da Fábrica 86. Mas hoje em dia com um pulso mais firme. E a Popfuzz hoje em dia, que trouxe a cena independente à tona. Que por mais que hoje em dia seja como na Fábrica, ir pra um show onde sempre tocam as mesmas bandas, que tocam as mesmas músicas usando praticamente as mesmas roupas, a Popfuzz trouxe o diferencial, o inusitado (lembrando daquela banda com aquele cara tosco e irado! Joey Hooker (Johnny Hooker), algo assim. que foi FODA) o diferencial. Fazendo o Maionese com diversos tipos de “tribos”.
Ivã diz:
Acho interessante o trabalho da Popfuzz! Poderiam investir em um bar, em uma nova loja, sei lá, na Bovespa, mas não, tiram tempo para desenvolver projetos interessantes que destacam os invisíveis: bandas independentes! Continuem assim! Nosso apoio vocês têm =)
k diz:
Aproveitando o embalo, recomendem alguma(s) banda(s) de Alagoas que vocês acham que vale a pena a galere conhecer.
[c=2]w[/c]oulthamberg. diz:
Eek! Sem duvida alguma. Nothing is impossible, Charlie também. Ótima banda para a galera poder conehcer. ;P
Ivã diz:
Eek ajushauisuasasaus. Tem algo pronto para mostrar. NiiC tem que chegar no seu CD, como a Eek para poder ganhar asas .
[c=2]w[/c]oulthamberg. diz:
Projeto Sonho também é uma banda bem interessante de se conhecer. E pra quem gosta de distorções, tem a Cross the Breeze que provavelmente estará lançando seu EP em janeiro.
Ivã diz:
Sim, muito mesmo. Projeto Sonho é ótimo. DAD FUCKEDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDD and the MAD SKUNKSSSSSSSSS é mtooooooooooooooooooooooo IRADO.
[c=2]w[/c]oulthamberg. diz:
Baztian!
Ivã diz:
Gosto muito mesmo, já falei para o Berg da qualidade internacional que tem a banda Neon Night Riders.É muito bem gravado e trabalhado, perfeito para publicação. Adoro o som dos caras, e saber que é daqui dá uma satisfação enorme.

k diz:
Por fim, o que vocês planejam pra 2011?
Ivã diz:
Gravar! Investir em gravação de qualidade =)
[c=2]w[/c]oulthamberg. diz:
Gravar, produzir, shows e diversão.