Cobertura Festival Grito Rock Maceió 2011

A Introdução

 

 

Dia 25 de fevereiro, prévia carnavalesca em Maceió, no histórico bairro do Jaraguá e também dia de Rock, graças à parceria entre o Coletivo Popfuzz, jaraguá Folia a Prefeitura Municipal. Fazendo pela segunda vez o Festival Grito Rock, considerado o maior festival integrado do mundo, e que acontece em toda América Latina, foi apresentada uma alternativa em meio à folia do Jaraguá. Este que vos escreve não só compareceu ao evento como ajudou na organização, mas antes, primeiramente, aqui vai uma pequena fábula para vocês.

 

Planant no Grito Rock Maceió 2011 (por Gabriel Passos)


A Fábula

 

 

Era uma vez um ensaio que acabou já tarde, às 24h do dia 24 (quinta-feira). O vagabundo de bom coração foi convencido, já que estava sem carro, pelo vagabundo de mau coração a passar no bar e tomar uma cervejinha. Relutou contra isso, mas no final das contas aceitou. Chegando lá estavam três pessoas conhecidas em uma mesa que logo convidaram os vagabundos a sentar. Lá estavam a bailarina, a fada e a princesa, todas bebendo e jogando conversa fora. Os vagabundos sentaram e começaram a beber, e a beber, e a beber. Quando deu 1h30, o vagabundo de bom coração começou a se preocupar, e a bailarina, a fada e a princesa deram sinais de que também queriam ir. O vagabundo de mau coração relutou e pediu mais meia-hora. As pessoas da mesa resolveram ir e o vagabundo de mau coração disse que iria pagar uma dose de tequila para o bom, antes de partirem. Tomada a tequila, eles avistaram uma doce bruxa boa do norte que estava sozinha em uma mesa. Encantados pela sua presença, depois de muita conversa entre si e com a coragem dada pela tequila, eles resolveram convidar a bruxa boa do norte a sentar-se com eles na mesa, o que foi aceito por ela. Os três sorridentes conversaram até 3h30 da manhã e o vagabundo de bom coração foi dormir às 4h da manhã quase esquecendo que às 7h devia estar de pé para trabalhar o dia inteiro.

 

Moral da história: Tequila nunca deixa você ir embora.

FIM

 

A Cobertura

 

 

Às 7h30 da manhã, desperto para começar os trabalhos. O primeiro deles era pegar uma bateria para começar a maratona de organização. Após enfrentar 1h de transito na avenida principal do Jacintinho, chego à praça Marcilio Diaz, encontro o meu caro Lueba e ficamos esperando a CEAL vir instalar a energia para usarmos no palco. O pessoal do som já se encontra no local e começam a descarregar o equipamento. Hora de voltarmos pra casa para o almoço e um pequeno descanso para voltarmos à praça.

 

 

Comecinho de tarde chego à praça, apenas eu, o pessoal do som, alguns ambulantes que já começam a se organizar para a noite do Jaraguá Folia. Alguns nóias e mendigos bêbados nos fazem companhia. Francis, Caíque e Nando chegam, assim como Gabriel, nosso “estagiário” e grande apresentador da noite (haha).

 

 

A primeira banda da noite, a maceioense Eek, chega pra passar o som e logo em seguida abrir o festival. Às 18h40, está tudo pronto para começar o show, algumas pessoas já se encontram no local e a Eek começa sua apresentação. De uma só vez eles jogam as músicas mais pesadas da banda para o público, rock com força, mesclado a guitarra bluezeira e a voz suave do vocalista Diogo. Depois da porrada, nas cinco primeiras músicas, eles acalmam e exibem ao público suas músicas mais baladas para os presentes curtirem na boa, atentos às bonitas melodias. Fecharam o show com a minha música preferida deles, a Radiohead fase Pablo Honey, “Chegando ao fim”.

 

Eek (por Gabriel Passos)

 

Encerrado o show da Eek, chega hora dos arapiraquenses da Rei Bulldog, mesma hora em que sou escalado para fazer o pior trabalho do dia, enfrentar o trânsito do Jaraguá e de toda parte baixa para buscar duas bandas visitantes, Planant (RN) e Voyeur (PE).

 

 

Consegui sair do Jaraguá, enfrento pequeno trânsito para chegar à Pajuçara, onde está hospedada a Planant. Aviso a eles que iremos em um só carro, porque o trânsito está um inferno. Todos a postos, passamos no bar Lopana para pegar a galera da Voyeur, que havia acabado de chegar à Maceió. Coitados, teriam que ir direto para o show. De volta ao carro com a Planant e o pessoal da Voyeur seguindo, fazemos um “arrudeio gigante”, em bom nordestinês, para arrumar um caminho que nos leve ao evento, já que tudo no Jaraguá já estava fechado, devido aos blocos. Depois de erros de entrada, conversas frustradas com guardas e muito stress, consigo deixar as bandas na Marcílio Dias. Chego stressado, cansado e já havia perdido o show da Rei Bulldog e dos potiguares da Camarones Orquestra Guitarristica. Por isso, agora os deixo com a descrição do show de ambas as bandas pelo ilustre Francis Silvestre:

 

Rei Bulldog ( por Leo Arcoverde)

 

“Rei Bulldog foi uma grata descoberta auditiva da noite. Por desleixo nunca tinha ouvido a banda (nem pessoalmente nem em gravação) e acabei gostando da apresentação. Pulando entre o rock alternativo e algumas músicas em clima folk, agradou bastante fazendo um som honesto e bastante interessante."

 

 

"A Camarones Orquestra Guitarrística entrou em palco despertando uma grande expectativa de diversão para quase todo o público que estava no evento. Já na passagem de som, algumas pessoas já estavam comentando do show passado e de como tinha sido divertido a experiência camaronística. E a banda correspondeu a toda a expectativa.

 

Camarones Orquestra Guitarrística (por Leo Arcoverde)

 

Já nos primeiros minutos de show, todos – mas todos de verdade – que estavam sentados na praça ou então dispersos pelo local, rapidamente se aglomeraram em frente ao palco pra dançar sob aquela surra de guitarras gostosa e "ixsperta". Fui perguntado umas quatro vezes pelo nome da banda e todas as vezes que eu dizia o nome falavam: "Muito foda ein!", e eu sorria. Uma dessas pessoas era uma senhora de aproximadamente uns 50 anos e a cara de alegria que ela fez ao me perguntar o nome foi uma coisa muito gratificante, realmente estava curtindo o show. Todos dança, todos ri e todos anima para os shows seguintes, definitivamente uma das melhores apresentações da noite, em que o rock comia solto na praça em meio de frevos e marchinhas de carnaval.”

 

A.S.U (por Gabriel Passos)

 

Já estava me servindo de cerveja e pizza quando sobe ao palco o rap alagoano do Anônimos da Sociedade Underground (A.S.U). Os caras mostraram mesmo pra que vieram, colocaram muita gente pra dançar, totalmente animados no palco, diretamente de Bervelly Bills City, como o próprio Will Grind, um dos MC’S, costuma falar. O DJ ASB fez um estrago nas Pick ups, os MC’S detonaram e ainda tiveram a moral de chamar dois caras pra dançar um break no palco, que pra mim foi o ponto alto do show. Parabéns A.S.U!

 

Planant (por Gabriel Passos)

 

Chega a hora da apresentação dos potiguares da Planant. Confesso que estava bastante curioso pra ver o show, pois o pouco que havia escutado do EP lançado da banda tinha me agradado bastante. Planant é assim: guitarra, baixo e bateria. Tudo bem tocado, divisões de vocais lindas do guitarrista e vocalista Rodrigo e da guitarrista Cris, e a cozinha baixo e bateria impecável. Dizem que eles remetem a U2, e realmente existe uma grande influência no som deles, mas dizendo de maneira sutil, não sou fã de U2. Posso dizer que a Planant é uma banda muito boa, rock alternativo de ótimas melodias e com um pezinho nos anos 80. O show conseguiu dividir opiniões: de um lado os bêbados que queriam só bater cabeça e, do  outro, a galera que ficou de olhos vidrados o show inteiro.

 

Meia-noite é a hora que os incansáveis pernambucanos da Voyeur subiram no palco. O grupo estava disposto a colocar todo o público para dançar com seu electro rock. Guitarreira, programações eletrônicas, músicas divertidas e uma vocalista carismática animaram os presentes. O guitarrista Paulista não ficava atrás com o seu carisma de rockeiro glam sem androginia. Pura diversão!

 

Voyeur (por Gabriel Passos)

 

Encerrado o show da Voyeur, chega a vez dos alagoanos da Misantropia, para delírio dos punks presentes e que agora podem pogar como nunca. Escalados para encerrar o festival, a Misantropia, que possui 20 anos de estrada, fez algo inédito em sua trajetória, já que os caras nunca haviam tocado em um show público. Uma porrada atrás da outra, eles fizeram a alegria dos rockeiros e só posso dizer que o rock triunfa de novo.

 

Misantropia (por Luíz Rios)

 

Festival selado e correria pra desmontar as coisas, porque no outro dia tínhamos que estar em Arapiraca para organização do Grito Rock da Terra do Fumo. Lembrança que fica é do sorriso dos organizadores de terem conseguido mais uma vez colocar um palco de música independente em meio aos blocos de carnaval maceioenses. Nenhuma confusão registrada, apenas diversão, boa música e festa. Esperamos que tenha sido tão bom para o público quanto foi para nós envolvidos, e só sei que para o ano tem mais.     

 

 

 

Rodolfo Lima

 

Um das crianças figurantes do filme “O Sentido da Vida”, do Monty Phyton, na cena da música “Every Sperm is Sacred”

Nós só precisamos do primeiro rock do ano pra rachar sua cabeça

No dia 14 de janeiro, você leitor e fã de rock do Estado de Alagoas terá a oportunidade de ver uma das bandas mais energéticas e barulhentas do chamado rock independente brasileiro. Trazido pelo coletivo Popfuzz, diretamente de João Pessoa (PB) vem a zuada maravilhosa do Zefirina Bomba. Juntam-se a eles para o evento os alagoanos da Sticky Garden e da Baztian. O show acontece no Teatro Linda Mascarenhas, na Av.Fernandes Lima (ao lado do CEPA), a partir das 20h.

É segunda da banda vez na cidade de Maceió. A aconteceu na turnê Bandas Novas MTV no Nordeste, na qual se apresentaram juntos de Vanguart, Ecos Falsos, Daniel Beleza e Rock Rocket na casa de show Maikai (ahn?!? mentira!?!? é sério pow!). O Zefirina Bomba volta dessa vez com dois CDs lançados, Noisecoregroovecocoenvenenado, de 2005, e o recente “Nós só precisamos de 20 minutos pra rachar sua cabeça”, de 2010. Como a própria descrição do Myspace dos caras os descrevem: “Zefirina é uma banda da Paraíba que usa um violão todo fudido e faz um barulho desgraçado”. Na minha tentativa de defini-los, com muito menos criatividade do que os próprios, diria que eles tocam Garage Punk com pitadas de grunge, emulando Mudhoney, Nirvana, Stooges, Mc5, Sonics etc. tudo isso com um sotaque nordestino lindo e um grande barulho que sai de uma viola literalmente “fudida”, como descrito acima, distorcida a todo vapor, comandada por Ilsom, aliada ao baixo de Martim e a bateria de Guga.

Completando o show temos a velha conhecida dos eventos da Popfuzz, a Baztian, caracterizada pelo seu som influenciado pelo Indie Rock americano dos anos 90 e muito do Post Hardcore de Washington. Fechando o line-up, temos a novata Sticky Garden, ainda desconhecida no cenário alagoano, que é um power trio que soma influências do Garage Rock sessentista juntamente ao Punk Rock clássico dos Ramones e Sex pistols. O evento ainda contará com a discotecagem do DJ Belushi, tocando clássicos do Grunge, Garage e Punk Rock, fora a banquinha de CDs da Popfuzz e do rango vegan para matar a fome da geral. Tudo isso por R$ 5,00! Tu não xampras?

Pra conhecer o som: www.myspace.com/zefirinabomba
www.myspace.com/baztianbaztian
www.myspace.com/stickygarden

O quê? Zefirina Bomba (PB), Baztian e Sticky Garden
Quando? Dia 14 de janeiro (Sexta), ás 20h.
Aonde? Teatro Linda Mascarenhas (IZP), Avenida Fernandes Lima.
Quanto? R$ 5,00.

Por quê? Porque, é Rock!

Coisa Linda lança Rochedo de Penedo na internet

                           

BAIXE AQUI no Banco de Cultura o lançamento online de Rochedo de Penedo, terceiro disco da banda alagoana Coisa Linda Sound System.

Rochedo de Penedo é o terceiro trabalho dos alagoanos Coisa Linda Sound System, grupo formado pelo compositor Marcelo Cabral (voz/baixo/guitarra), o guitarrista e produtor Aldo Jones (guitarra/programações/efeitos), músico e produtor Dinho Zampier (teclado/programações/ efeitos) e o baterista Rodrigo Peixe.

O novo disco tem como paisagem de fundo o Rio São Francisco, suas histórias, sotaques e belezas no caminho “de Minas Gerais pro mar”, onde divide os Estados de Alagoas e Sergipe com suas águas. Apesar da temática do disco, a sonoridade não está pautada no regionalismo, mas em uma musicalidade pop, contemporânea e universal, em canções e temas instrumentais assinados por Cabral, Jones e Zampier, com exceção da balada Menina, de David Barros e Euson Fireman.

A diversidade é a principal marca das composições. O balanço groove na instrumental Grude, a balada folk O Velho, o break beat gritado de Ação Alien ou o petardo que dá nome ao disco, referência à cidade histórica de Penedo, localizada às margens do Rio São Francisco. Onde quer que mire, o Coisa Linda Sound System acerta no tempero e na medida.

Algumas participações especiais abrilhantam Rochedo de Penedo, como os cristalinos violões de João Paulo (Mopho) em O Velho e Menina. Já em Ciranda Dourada, Sergio Soffiatti (OBMJ), que também assina a mix da obra, dá uma palhinha no baixo, e o guitarrista Danilo Farias (Dubex), cai no reggae em Verdes. Fipa Vazquez, do duo eletrônico paulistano Minima, encontrou a batida e a sonoridade perfeita para Flor da Montanha, que abre o disco. A arte da capa, obra do artista gráfico pernambucano Adriano Marcusso, fecha Rochedo de Penedo com chave de ouro.

O show de lançamento do disco físico está previsto para acontecer neste verão em Alagoas.

Esta obra recebeu recursos do Edital de Apoio à Produção de CD da Secretaria de Estado da Cultura de Alagoas. Através do Fundo Estadual de Cultura, FDAC/Alagoas.

HISTÓRICO

A primeira empreitada fonográfica foi Marcelo Cabral e Trio Coisa Linda, de 2005, destacado pela mídia especializada nacional como uma boa surpresa de ares tropicalistas, que acompanhava a tendência de força criativa da música alagoana. Este trabalho contou com as participações especiais de Alvinho Cabral (Fino Coletivo) e Fernando Catatau (Cidadão Instigado).

Da Vida e do Mundo foi lançado em 2009. Neste trabalho a parceria entre Cabral e Jones rendeu um elogiadíssimo disco de rock, em composições simples, pop, com guitarras nervosas e elementos eletrônicos. Da Vida e do Mundo desfilou em diversas listas de melhores discos de 2009 em sites e blogs de música. O disco teve participações especiais de Wado e da cantora Cris Braun.

Entre 2009 e 2010 a banda se dividiu entre as gravações de Rochedo de Penedo e a Turnê Da Vida e do Mundo, que passou pelas cidades de São Paulo, Belo Horizonte, Aracaju, Maceió, Arapiraca, Barra de São Miguel e Recife.

Discografia:

Marcelo Cabral e Trio Coisa Linda (2005)
Da Vida e do Mundo (2009)
Rochedo de Penedo (2010)

CONTATO:
coisalindasoundsystem@gmail.com

Coisa Linda Sound System na internet:

Twitter
Canal Youtube
Flickr
Myspace Coisa Linda
Myspace Marcelo Cabral
Myspace Aldo Jones
Oi Novo Som
Conexão Vivo

DE NOVO NO FRONT!

DE NOVO NO FRONT
EVENTO NO TEATRO LINDA MASCARENHAS APRESENTA
NOVAS BANDAS DA CENA ROCK ALAGOANA

 

Quem curte boa música gosta de conhecer novos artistas, ouvir novas canções e assistir ao um bom show. Com o objetivo de apresentar novidades da cena roqueira alagoana, o projeto De Novo no Front promove quatro apresentações imperdíveis no próximo dia 22 de outubro, a partir das 20h, no Teatro Linda Mascarenhas do Instituto Zumbi dos Palmares, no Farol (vizinho ao Cepa).

 

A programação traz o rock pós-punk do Kaddish, a guitar band Cross the Breeze, o som alternativo do Fiat 147 e a estreia do rock and roll cheio de groove do Messias Elétrico (Aru coelho Léo & Pedro). Entre as bandas, Coelho DJ solta um set que alterna clássicos e novidades do rock alternativo, com músicas que vão de Velvet Underground a Franz Ferdinand e de The Who a Amy Winehouse.

 

Tudo isso com um ingresso baratinho – só R$ 5 (cinco reais) –, num local confortável e com o som na medida, para uma noite vibrante e repleta de gente bacana e antenada.

 

Confira quem é quem na programação:

KADDISH

Banda formada pelo professor de Química Eduardo Callado (guitarra e voz) e alguns de seus alunos, como David Moorish (guitarra e voz), Davis Sampaio (bateria) e Mário Alencar (baixo), o Kaddish tem composições autorais de sonoridade vigorosa, que remete aos grupos da cena pós-punk inglesa dos anos 80 e 90, como Joy Division, The Fall e The Primitives, além de agregar influências contemporâneas como The Editors e The Strokes.

Além de exibir uma pegada roqueira em canções cantadas em inglês e em português, a banda busca promover a integração entre gerações e melhorar as condições de convivência entre professor e alunos dentro e fora dos colégios. Ou seja, uma sonzeira vigorosa revestida por uma causa nobre.

 

 

FIAT 147

O nome inusitado indica que vem coisa diferente por aí. Formada no início de 2010 pelo vocalista Rodrigo Cardoso, a banda é um verdadeiro encontro de amigos que buscam um espaço no cenário local e reúne Victor Peixoto (baixo e backing vocais) Bruno Lopez (teclado) e Mapho (guitarra solo). O eclético som do Fiat 147 vai do reggae de Bob Marley ao pop nacional de Skank e o rock dos Titãs.

 

 

CROSS THE BREEZE

A junção bem dosada entre ruído e melodia gera a sonoridade bem particular dessa banda que já nasce sob a chancela do coletivo alagoano Popfuzz – o mesmo que organiza o Festival Maionese. Com o nome tirado de uma música do Sonic Youth, a Cross The Breeze diz muito sobre sua sonoridade na referência que a batiza. Formada por Kayê Holanda (bateria e vocal), Pablo Perez (baixo) e Smhir Garcia (guitarra), o trio promove o resgate da sonoridade suja e rasgada das boas guitar bands, como Jesus and Mary Chain, My Bloody Valentine e Slowdive.

MESSIAS ELÉTRICO

A banda estreante do evento é a que possui os integrantes mais veteranos, com músicos que atuaram em bandas como Mopho e Santo Samba, como Alessandro Aru (baixo e vocal), Leonardo Luiz (teclados) e Fernando Coelho (bateria). Na linha de frente, o jovem e talentoso guitarrista Pedro Ivo, que também assume os vocais principais, completa o Messias Elétrico, que busca resgatar uma combinação musical que há tempos havia sendo esquecida: a combinação entre rock e groove. Com nítidas influências de ícones dos anos 60 e 70, a banda joga balanço no meio das guitarras, em músicas ganchudas, melódicas e com arranjos bem trabalhados.

 

SERVIÇO

O quê: De Novo no Front – shows com as bandas Kaddish, Fiat 147, Cross the Breeze e Messias Elétrico. Participação especial de Coelho DJ

Onde e quando: No Espaço Cultural Linda Mascarenhas, no dia 22 de outubro, a partir as 21 horas.

Ingresso: R$ 5

Informações: 8813-7442

 

Release por Callado e Coelho

Debate(SP), Morra Tentando e Baztian no Jungle!

No próximo domingo, prepare-se para uma boa dose de experimentalismo, gritaria e rock em alto volume, com as bandas Debate, Morra Tentando e Baztian!

Vindo de São Paulo para terras maceioenses, a Debate promete um show intenso, com seu pós-hardcore esquizofrênico tocado com precisão matemática, aos moldes das bandas americanas Drive Like Jehu e At The Drive-In. A banda já tem muito tempo de estrada e é uma das precursoras do math rock no Brasil.

A Morra Tentando já é conhecida do público do underground de Maceió, eles vêm com um show baseado em seu EP lançado a pouco tempo, prometendo ser como sempre vem sendo: visceral, agressivo e gritado, mostrando uma faceta do hardcore alagoano que se distancia do estereótipo das bandas pós-Mutação, proporcionando um sopro de vitalidade na cena rock alagoana.

A Baztian é assumidamente rock anos 90. Influenciados pelo chamado guitar rock das bandas alternativas dessa época, a Baztian ganha mais fãs a cada apresentação, através de um show cativante, enérgico, distorcido e, ainda assim, melódico. Misturando uma pegada rock com uma entrega emocional passando por um grande apuro para melodias, a banda mostra suas composições bem trabalhadas através de um power trio afiado e entrosado.

Serviço:

O que: Popfuzz apresenta:

Debate (SP), Morra Tentando e Baztian.

Onde: The Jungle, antigo Paintball do bairro de Cruz das Almas.

Quando: Domingo, dia 12 de setembro.

Preço: 5 dinheiros.

Debate (SP)

Formado em 2004 na cidade de São Paulo, o Debate originalmente contou com
Ian Dolabella no baixo, Richard Ribeiro na bateria e Sérgio Ugeda nos vocais
e guitarra. A música recalculava (em prol de uma abordagem vísceral e
minuciosamente composta) punk-rock nas referências mais intensas e
improváveis possíveis. Imaginar o The Clash em ritmos quebrados do Hermeto
Pascoal com uma voz fina esganiçada pautada pelo Helmet com letras abstratas
em português é uma das muitas descrições possíveis.

Em 2005 Ian foi substituído por Marcelo Mandaji. Mais de 150 shows foram
realizados no Brasil (com participações nos principais festivais como
Coquetel Molotov, Goiânia Noise Festival e Calango) e exterior (duas turnês
nos EUA com apresentações no SXSW e CMJ) até 2007. Em 2008 uma nova turnê
norte-americana foi realizada já sem Marcelo e Richard na segunda
participação no SXSW e mais duas semanas de shows entre Boston, NYC e
Chicago. Sérgio reformou completamente a banda desta vez como um quarteto
(com diferentes bateristas) trabalhando agora uma abordagem completamente
diferente – o que inclui, para começar, um piano na formação. Durante os
últimos três anos a banda esteve paralisada iniciando o que pode se chamar
de um novo “processo estético” em composições ora com arranjos orquestrais,
ora apenas com voz e violão e por fim com a estética já conhecida de muitos
quebrando todo o possível dentro de 3 minutos.

Em Setembro de 2010 a banda inicia sua nova fase de apresentações em uma
turnê passando por 10 capitais brasileiras.

www.myspace.com/debatebate
www.soundcloud.com/debatebate
Download EP 1 (2006): www.4shared.com/file/gU7vnDYo/ElRocha2006EP.html
Download EP 2 (2007): www.4shared.com/file/3dRnTyWg/MagpieCage2007EP.html
Contato: Sérgio Ugeda | (11) 7670-2538 | (11) 5084-9464 |
debateb@gmail.com

Datas:

08/09 Belo Horizonte @ Bordello
09/09 Vitória da Conquista @ Viela Sebo Café
10/09 Camaçari (local a confirmar)
11/09 Salvador @ The Dubliners Irish Pub (Matinê)
12/09 Maceió @ Bronx
13/09 Natal – Gravação @ DO SOL TV
15/09 Mossoró @ Centro Cultural Quintura
16/09 Campina Grande @ (local a confirmar)
17/09 Recife @ Pátio de São Pedro – Coquetel Molotov
18/09 Natal @ Do Sol (Matinê) + João Pessoa @ Mundo (Noite)
19/09 Aracajú @ Capitão Cook
23/09 Anacruz @ Esp. Comunitário Pântano Revida
24/09 Vitória @ Fradinhos
25/09 Rio de Janeiro @ Audio Rebel

Os Reis da Cocada Preta

Firmes e fortes na crença de que o rock pode mudar as pessoas, fazer pensar
e agir diferente, Os Reis da Cocada Preta fizeram o pré-lançamento do seu
novo disco no dia 29 de julho, no Espaço Mundo, com pocket show para
convidados, lançamento do videoclipe de “Esse é o meu país”,
disponibilização do novo álbum do grupo na internet no endereço
www.myspace.com/osreisdacocadapreta, e já se preparam para o lançamento
oficial junto com uma tour nordeste para divulgação desse novo material. Nas
oito faixas, os caras deixam claro que matem a preocupação com questões
sociais e ambientais presentes em outros trabalhos, mas não conseguem
esconder a maturidade musical que reverbera por cada nova nota e poesia das
letras.

Na estrada desde 2006, a banda paraibana acaba de finalizar seu terceiro
trabalho, que, assim como o primeiro, leva apenas o nome do grupo, mas
demonstra uma nova fase que não foge do rock e chega para o público com um
estilo mais definido e encontrado. Com Jansen de Carvalho (Janz) no vocal e
guitarra, Felipe ‘Ceará’ no baixo, Diego Miranda na bateria e Valter Pedrosa
na guitarra, Os Reis viajaram do indie rock com inspiração no som
americanizado para se encontrar agora numa essência mais alternativa que
explora a musicalidade brasileira.

Jansen Carvalho, vocalista da banda e compositor da maioria das letras,
conta que no primeiro CD, lançado em 2007, estavam mais evidentes as
questões sociais e as temáticas que refletiam coisas que aconteciam na sua
vida, assim como no segundo trabalho, lançado em 2009. “Mas nesse novo CD
expressamos um amadurecimento tanto musicalmente quanto nas letras que
revelam uma preocupação em me colocar no lugar do outro e olhar as coisas de
uma perspectiva diferente”, explica Janz.

E pra quem acha que para fazer rock de verdade é preciso fugir de letras
profundas e apenas carregar no som e em músicas que falem de sexo e drogas,
Os Reis não se importam. Janz acredita que o rock ainda é capaz de mudar as
pessoas, de fazer pensar, agir, chorar, gritar, que seja, desde que desperte
sensações e incomode.

Seja em músicas como ‘Sr. Wheeler’, criada a partir de um vídeo que retrata
a neurose de pateta no transito, ou com a ‘Fingindo que eu não vi’ que fala
de como um cara enfrentou a perda da mãe quando tinha 10 anos, Os Reis
engrossam a cena alternativa do rock paraibano com muita energia e
sensibilidade.

“Não acho que só porque o que tocamos é rock que todas as músicas tem que
ter uma temática rebelde. O rock tem que fazer sentido na vida das pessoas,
temos a música de Renato Russo, de Cazuza para provar isso. Não me preocupa
se o que escrevo e canto é bonitinho demais pra ser rock. Me preocupo que
seja poético e transmita algo para quem escuta”, afirma Janz.

Nos quatro anos de estrada, a banda conquistou grande aceitação e
visibilidade pelo público que arrastava aos shows e pelo alcance de cada cd
ou clipe proporcionado pela internet. Em 2007, quando lançaram o primeiro
CD, alcançaram com o clipe ‘Monólogo sobre a mudança’ o ranking durante três
dias de vídeo mais visto no youtube e colecionaram mais de 20 mil acessos em
15 dias. Participaram dos festivais locais Aumenta que é Rock e Festival
Mundo, além do Nordeste Independete, em Natal, e da participação nas
Reuniões da Feira da Música. O último trabalho do grupo foi um EP lançado em
2009 chamado ‘De volta com meu eu’.

Assistam ao videoclipe da música “Esse é o meu país”, que ironiza a
situação política do Brasil em pleno ano de elieção presidencial:

Popfuzz e FVM Produções alcoolicamente apresentam:

E ai galere, cmoo adna o seu fgiado? Aeicta mias uma cevreja?

Não, você não está bêbado.

Em mais uma parceria da Popfuzz com o Coletivo FVM, no dia 24 de julho às 20hs no The Jungle acontece o evento mais alcoólico do mês na cidade, com as bandas Cerva Grátis (PB), Candeias Rock City (PE), Cross The Breeze, Reverter e discotecagem coletiva ao preço camarada de 5 dinheiros.

Vindo da Paraíba o power trio Cerva Grátis apresenta seu show altamente energético, com doses cavalares do mais puro rock inconseqüente e descolado com som calcado no blues/punk e garage. Gosta de Danko Jones, Forgotten Boys, Little Quail and The Mad Birds? Copo cheio.

Já de Pernambuco a Candeias Rock City, com seu rock urgentíssimo, vem dar as graças na terrinha mostrando que o glam continua mais vivo do que nunca, sendo aclamada como uma das melhores bandas do estilo no país. Jupiter Maçã, Hardcore Superstar e Hellacopters no mesmo copo. On the rocks.

 

 

Além das locais Cross The Breeze, atual a bastião local do noise pop, cheia de experimentações, microfonias e distorções seguindo a escola do Jesus and Mary Chain, e Reverter, abanda de HC Melódico com vocal intenso e letras que abordam sentimentos, com influências de colligere e entrefuego.

Agora sim você poderá ficar bêbado.

Serviço:

O que: Popfuzz e FVM Produções alcoolicamente apresentam:

Cerva Gratis (PB), Johnny Hooker e Candeias Rock City (PE), Cross The Breeze e Reverter.

Onde: The Jungle, antigo Paintball do bairro de Cruz das Almas.

Quando: Sábado, dia 24 de julho

Preço: 5 dinheiros.

Contato: Caíque Guimarães, 9925-9684.

 

Lançamento Popfuzz: My MIDI Valentine – My MIDI EP (2010)

Escutar o duo de Arapiraca (AL) My Midi Valentine pode levar o ouvinte às tardes infinitas na frente dos super nintendos, mega drives e master systems da vida. Com os primos e amigos, cheios de besteira pra comer e fascínio pelos jogos. Nada mais aconselhável, para quem viveu esse tempo e gosta de nostalgia, do que (imagine se puder) ouvir músicas como aquelas, que muitas vezes podiam passar desapercebidas mas que todos sabiam de cor. Só que agora num formato pop, com canções construídas, letras inocentes e tudo da forma mais orgânica possível.

Composto por Marcos Cajueiro (guitarra, violão, baixo, sintetizadores) e Tales Maia (baixo, teclado, programações e bateria eletrônica), os multi-instrumentistas apresentam ao público seu novo registro – My MIDI Ep – com cinco músicas, lançado pelo selo e coletivo alagoano Popfuzz.

A apresentação é digna de trilha de jogos como F-Zero, Top Gear e Super Mario Bross. Instrumental e de nome ilegível, “çkrmçsahrm” nos remete claramente a uma das propostas da banda: a construção das trilhas de videogame. 

Chegando à segunda faixa do EP, "Dreams with butterfly wings", podemos sentir a forte influência de technopop dos anos 80, como New Order, Depeche Mode e até Pet Shop Boys. Mas não precisa se assustar, a influência gamesística continua ali, e quando menos esperar você vai está dançando sem perceber

. 

A terceira música, “The way it should be”, causa estranhamento pela mudança. Agora apenas um violão acompanha a voz melancólica de Marcos Cajueiro. No entanto, ao longo da canção os sintetizadores dão o ar da graça e deixam a balada com a inconfundível cara da banda.

Passando por "Endless skylines", é possível sentir a transição (ou mesmo o comportamento da música) que mais parece a ansiosa espera de estarmos lendo a história do jogo antes do duelo final. 

Por último, na faixa "ILUVU", que com certeza é uma síntese muito bem feita do som da dupla, tudo está presente: as experimentações eletrônicas, os arranjos videogamesísticos, as letras quase-infantis e o apelo pop da banda. O final do Ep deixa aquela vontade de quero jogar de novo, talvez agora prestando mais atenção, ou vamos dizer assim, zerando o jogo com 100%.

Clique Aqui e baixo o novo Ep

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