Prévias com shows, oficinas, mostras e palestras prometem movimentar Alagoas antes mesmo do início do festival
E começa a contagem regressiva para o maior festival de rock de Alagoas, o Festival Maionese 6. Mas para quê esperar até os dias 28 e 29 de maio para conferir muita música de qualidade, se podemos antecipar um pouco do que o fim de maio reserva? É por isso que, para esta sexta edição, além das apresentações principais, os alagoanos poderão conferir prévias temáticas que prometem esquentar a cena da música local.
A primeira delas acontece já na próxima sexta-feira, dia 14, no Galpão Desmaio. Além da apresentação das bandas Duvet, Slowdrop, Clandestinos e Before I Die, o público poderá conferir a exibição de vídeos do festival e do Coletivo Popfuzz. Os shows terão início a partir das 20h, sob o preço de R$ 5, a serem vendidos na hora do evento.
Já no dia 16, em comemoração ao Dia do Gari, está marcada uma visita ao aterro sanitário de Maceió, situado no bairro do Benedito Bentes, seguida de um ciclo de palestras com representantes do Instituto do Meio Ambiente do Estado de Alagoas (IMA) e da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh). A ação, realizada em parceria com o Centro Acadêmico do Curso de Biologia da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), visa fomentar uma das bandeiras do evento, a sustentabilidade. A programação conta ainda com oficinas temáticas e, como não poderia deixar de ser, muita música ao som da banda La Polícia , Boas Sementes e do DJ Yellow Bar.
As prévias seguem no dia 20, com a Noite Folk, comandada por Marcelo Cabral Acústico, Black Jeans My Dear, Mario the Alencar e Old School Friends e muito mais. Já no dia 22, o evento inova ao abrir o DESmaio para um duelo de bandas, que promete animar a sexta-feira maceioense.
E como a ideia é integrar, o município de Arapiraca também não podia ficar de fora da programação de prévias. Enquanto as bandas duelam em Maceió, as bandas Bianca, Coisa Linda Sound System, Subproduto de Rock e My Midi Valentine, prometem fazer com que o público da capital do agreste alagoano não fique parado. A programação tem continuidade nos dias 21, com o Dia do Vinil, e no dia 23, com a 2ª Mostra de Artes Livres e Psicodelia.
Para Nando Magalhães, um dos produtores do evento, as prévias servirão para dar um aperitivo para aqueles esperam ansiosos pelo início do Maionese 6. “As atividades que marcam o início do festival vão mexer bastante com a cena da música alagoana e mostrará, para quem for conferir, que vai valer a pena aguardar pelo início do Festival”, assegura.
Dia 19 de Abril de 2010 votação foi finalizada, foram 2.791 votos no total. Como já tinha sido divulgado aqui no site, as 2 bandas mais votadas vão fazer parte do Maionese 6 nos dias 28 e 29 de maio. As bandas escolhidas por voto popular foram:
Bonança – 644 votos
O sonho existe desde a infância: tocar com os amigos numa banda de Rock.
O tempo foi passando e alguns foram se conhecendo da rua, da escola, da faculdade e – como não poderia faltar – das farras. Em 2005, seis amigos juntam-se para tocar músicas cover: o bom golpe para aquele domingo chato.
Em meio á animação dos encontros surgiram também várias “tempestades” que foram passando com o tempo enquanto a reunião de amigos aos fins de semana crescia cada vez mais. Surge ali uma banda.
Até que em 2008, finalmente vem a BONANÇA. Hoje, somos oito amigos e estamos em fase de produção do nosso primeiro álbum: “Com o tempo vem”.
O som transita por vários estilos da história da música brasileira tendo uma maior ênfase no rock clássico/alternativo com influências que vão de Pixinguinha, Chico Buarque a Los hermanos e The Strokes.
Nesses dois anos destinados ao foco no trabalho autoral a Bonança vem realizando ensaios periódicos, compondo e produzindo suas músicas próprias a fim de apresentar um trabalho com qualidade técnica e artística.
Os destaques principais na experiência de palco foram no FEMUFAL 2009 (Festival de Música da Ufal), Orákulo e The Jungle (Casas de show).
Vocal » Lima Netto / Guitarra » Samuel Zacarias / Guitarra » Hugo S. / Baixo » Thiago Oliveira / Bateria » Paulo Victor Zacarias / Sax » Artur Pontes / Trompete » Ailton Souto / Teclado » Jefferson Souto
Links: Myspace / Youtube / Orkut / Twitter / Letras / Download
Imprensa anônima – 507 votos
Contanto com Paulo Vitor e Cristiano nas guitarras, Tiago Rodrigues no baixo, Artur Alves na bateria e Felipe nos vocais. Depois de algumas mudanças de formação, Cristiano deixa e banda e Felipe assume a guitarra, e a banda se muda para Maceió no ano de 2005. O Imprensa Anônima tem influências principalmente de bandas das décadas de 80, 70 e 60.
O Imprensa busca manter seu repertório principalmente com músicas próprias, afim de divulgar um trabalho mais autoral fugindo de um repertorio quase que inteiramente de covers. Os temas das letras variam sobre críticas, prostituição, vida noturna, amores perdidos, cotidiano, drogas, juventude entre outros.
Com o passar do tempo a banda criou uma identidade, a partir de cada influencia peculiar que os membros possuem, conseguindo atingir seu ponto alto em suas apresentações ao vivo.
Felipe Verlaine » Guitarra, Teclado e Voz / Paulo Vitor » Guitarra e Violão / Tiago Anônimo » Baixo e Backing Vocals / Artur Alves » Bateria.
Banda retorna com novo trabalho no palco do Linda Mascarenhas
O quarteto de power pop Kaddish, liderado por Eduardo Callado, compositor, cantor e guitarrista do grupo, surgiu na cena rock de Maceió na primeira metade dos anos 00, mas rapidamente deu uma pausa nas atividades. De volta em 2010 com um novo EP, Celebration, o grupo trás canções como Sacred, Euforia e a faixa título, Celebration, com frases de guitarras marcadas e vocais que remetem aquela sonoridade situada entre as décadas de 80 e 90, como Jesus and Mary Chain, Joy Division ou The Stone Roses, algumas das influências do grupo.
A banda apresenta sua nova formação no lançamento do novo EP, em evento promovido pelo ColetivoPopfuzz no palco de Teatro Linda Mascarenhas. Dividem o palco com o Kaddish as bandas Nothing is Impossible Charlie e Baztian. Nos intervalos, discotecagem com Out Quitéria. Banquinha Popfuzz Discos e Comida Vegana/Vegetariana.
Serviço:
Onde: Teatro Linda Mascarenhas, Farol (ao lado do Cepa).
Ingressos: 5,00 R$
Data: 09/04/10 às 20:00h.
Por Daniel Hogrefe e José Luiz Rios
Fotos por Vanessa Mota
O Grito Rock, festival que acontece em diversas cidades do Brasil e em outros países da América do Sul, ganhou esse ano sua primeira edição em solo alagoano, e pra começar, o evento organizado pelo coletivo Popfuzz, teve sua estreia na capital do estado, Maceió.
O esquema funciona da seguinte forma: o Circuito Fora do Eixo, junto com a Abrafin e outros colaboradores, contribui na realização do evento, e a produção fica a cargo do pessoal dos coletivos locais. Para uma primeira vez, o evento foi bem estruturado e trazia bandas de diversos estilos. Boa parte da lista das bandas locais eram agregadas ao coletivo organizador do show, mas o que de fato surpreendeu foram bandas desconhecidas que vinham de fora, e puderam mostrar o seu corre diante de uma galera já em clima de carnaval, na praça Marcílio Dias, localizada no bairro histórico do Jaraguá.
A responsabilidade de abrir a noite ficou com a dupla arapiraquense My Midi Valentine. A mistura de bases eletrônicas que lembram aquela época em que você ficava o dia inteiro jogando super-nintendo e vocais melancólicos é bem feita. O som sai redondinho, às vezes soa meio esquisito, mas acredito que o objetivo seja esse. O eletrorock pegou os foliões que estavam nas concentrações dos blocos meio de surpresa e, já que nessa hora a maior parte do público era formado por este povo. A apresentação dos caras careceu um pouco de calor humano, não por culpa deles, que ainda tocaram umas canções mais românticas pra dançar agarradinho. Com todo mundo já esquentando as baterias, e escutando uns frevos dos blocos de carnaval que desfilariam nesse mesmo dia pelas ruas do bairro histórico, eis que sobem ao palco quatro rapazes bem vestidos e com seus instrumentos em punho – menos o batera né!?
Eles formam a Sex On The Beach, vindos lá da Paraíba, mas com alguns integrantes alagoanos, e com um surf rock instrumental nervoso pra tocar, sons muito bem executados, bons arranjos de rock’n’roll e bom humor em algumas versões de clássicos do rock, além, é claro, de covers do “king of surfing guitar” Dick Dale. Som interessante e que prende a atenção. O público ainda parecia meio tímido e foi aí que começaram a surgir as performances dançantes de alguns populares que se encontravam um pouco acima do nível de álcool. Eles dançavam livremente e desimpedidos de qualquer rigor técnico na criação de seus passos, muitas vezes cômicos, mas ainda assim dançados com muito vigor. Destaque pro tiozinho de bigodão, camisa azul e short vermelho bom de rebolado que se mexia na frente do palco exatamente no ritmo da música. Com a atenção geral voltada pra essas figuras, os roqueiros pés de chumbo puderam começar a dançar sem medo de virar motivo de chacota. Entre uma banda e outra, rolava uma interação legal de uma forma geral. Tinha gente de bandas de fora conversando de boa com o pessoal da cidade, banquinha de CDs, alguns informativos e outras tranqueiras. Também era possível acompanhar um bloco e sua orquestra de frevo, trocar uma ideia com algum conhecido, enfim, a praça estava movimentada, e podia-se perceber uma boa variedade de público, o que foi uma das melhores coisas do evento, fazendo com que o rock extrapole um pouco as barreiras disso que chamamos de cena, misturando um pouco as coisas.
http://sirvase.net/blog/?p=585

Quando: 05 de fevereiro, às 17h
Onde: Praça Marcílio Dias, bairro do Jaraguá
Quanto: Gratuito/Aberto ao público
Bandas:
Gato Negro (Arapiraca)
My MIDI Valentine (Arapiraca)
Coisa Linda Sound System (Maceió)
Dad Fucked and the Mad Skunks (Maceió)
Caldo de Piaba (AC)
Pumping Engines (RN)
Sex On the Beach (PB)
Quando: 06 de Fevereiro, às 18h
Onde: Lago da Perucaba
Quanto: Gratuito/Aberto ao público
Bandas:
Senhora Rita (Arapiraca)
Subproduto de Rock (Arapiraca)
Cross The Breeze (Maceió)
Baztian (Maceió)
Caldo de Piaba (AC)
Pumping Engines (RN)
Post originalmente publicado em: http://sirvase.net/blog/?p=462
Por Victor de Almeida e Daniel Hogrefe
Fotos por Vanessa Mota
Após o sucesso da passagem por Maceió da banda sergipana Renegades of Punk, o coletivo Popfuzz e a FVM Produções Independentes uniram esforços mais uma vez para trazer à cidade o show da paulista The Biggs. O esquema era praticamente o mesmo, com duas bandas locais abrindo. Sendo que desta vez houve uma mudança de local, saindo do Café Kancun para o The Jungle e a inclusão da dupla conterrânea da Renegades, The Baggios.
Para a parte alagoana do show, foram escaladas bandas de diferentes gerações, Baztian e Misantropia. A primeira foi formada após a recente dissolução da antiga banda de Caíque Guimarães, vocalista, chamada Jorg and The Cowboy Killers. A segunda, já faz parte da história do punk/hardcore de Maceió. Com 18 anos de estrada, um CD recém-lançado e novo baterista, a banda mostra que ainda tem gás para seguir em frente.
O show da Baztian surpreendeu. Quando falam que a banda é “meio que um grunge”, aparece o perigo de remeter às espelhadas no Nirvana, que fazem mais barulho do que tocam. Mas, nesse caso, realmente existe a referência, mas o som vai muito além disso.
As camisas de flanela estavam lá, mas o som deles é bem trabalhado, bem tocado e bem ensaiado. As linhas de baixo são muito boas e dão um bom groove pro som da banda, principalmente quando o drive está ligado. Embora pouquíssima gente conhecesse a banda, parece que eles conseguiram agradar o público. Pra fechar, mandaram uma versão dos Smiths e um coverzinho do Mudhoney.
Pausa nas bandas. Enquanto isso, a galera poderia curtir a discotecagem da dupla OutQuitéria, que, mesmo tocando pra dez pessoas, conseguia pular e dançar como se o ambiente estivesse lotado. Vale dizer que o pessoal que estava lá estava tão instigado quanto os dois. O som que rolava era bem eclético, alternando entre Lady Gaga e Catarina Dee Jah, Madonna e Jacksons 5. Boa pedida pra turma que curte a pista, a ferveção ou o bailinho!
Uma boa também foi o pessoal que levou o rango vegan para o Jungle. Hambúrgueres e kibes preparados sem nenhum produto de origem animal, vendidos a preço justo.
Já com o The Jungle mais cheio, os sergipanos do The Baggios subiram ao palco. A primeira coisa que chama atenção na banda é a falta de um baixista, mas depois que o show começa essa impressão se desfaz. Em alguns momentos era difícil acreditar que não havia um baixo ali, talvez escondido em algum lugar escuro do palco. O fato da guitarra estar ligada em dois amplificadores, um próprio pra o instrumento e o outro de baixo, ajudou a dar essa impressão.
O show deles é bem animado, caminhando entre blues e rock setentista cantado em português, por vezes lembrando bastante a dupla norte-americana White Stripes. Mas o fato é que os Baggios fazem um som instigante e cheio de energia do começo até o final. Se você ouvir um som deles e não gostar, vá a um show. Você vai ter outra impressão da banda!
Penúltima banda da noite, a Misantropia, fez o primeiro show com o novo baterista Ives, que já tocou em trocentas bandas daqui de Maceió, incluindo a Contra, e agora está substituindo Wagner. Vale dizer que o som ficou mais agressivo, mais forte, com algumas pegadas mais trabalhadas. Para quem acha que em banda de punk a bateria faz apenas a chamada “cozinha”, precisa ouvir essa nova formação. Quem é que precisa de microfone na bateria quando se tem um cara tocando com tanta força e vontade?
Tinha muita gente lá só pra ver o show deles, que, finalmente, lançaram seu primeiro cd há pouco tempo. Bom, nessa hora rolou algo que ainda não tínhamos imaginado que aconteceria dentro do The Jungle: uma roda! Sim, isso mesmo, várias pessoas, rodando em sentido horário e tudo mais, ao som dos clássicos da banda.
Pronto, chegou a vez da The Biggs, de São Paulo. O trio formado por duas meninas nas cordas e um cara na bateria fechou a noite com um show muito bom. Com músicas agressivas e rápidas, e outras não tão rápidas assim, mas com uma energia que pulava da banda pro público e vice-versa.
Embora boa parte das pessoas ali nem conhecesse a banda, as meninas não pararam quietas um instante. O trio tocou o repertório todo e ainda teve que repetir algumas músicas depois de insistentes pedidos do pessoal que estava mais na frente do palco.
Um parênteses aqui pra dizer outra coisa que chamou nossa atenção: pelo menos três pessoas vieram falar que estavam apaixonadas pela guitarrista Flávia, não sabemos se foi o efeito do álcool ou o adiantado da hora, mas achamos que o clima intimista e a proximidade da galera com a banda tenha contribuído para isso…
No final de tudo, fica aquela sensação de que as coisas em Maceió estão começando a melhorar. Parcerias inusitadas como a da Popfuzz com a FVM mostram que misturar as coisas, os estilos e as pessoas, é algo que só vem acrescentar e fortalecer a nossa incipiente cena alternativa. O que pareceu claro é o interesse do público, vontade de conhecer coisas novas. A galera tem se feito presente e possibilitando que iniciativas como essas.
A organização foi de primeira. Parabéns pra galera e que continue assim!
Confiram os vídeos do show no canal da SIRVA-SE no YouTube!
Sábado passado (09/01) foi realizado o Cena Ativa. Repleto de garotos carecas e meninas sem sobrancelha, o evento aconteceu no K-Fofo e contou com shows das bandas Dom Pedriota e as Tatuagens de Pipoca, Demodée e Dad Fucked and the Mad Skunks.
Logo no início do evento, a comissão de analistas econômicos do Coletivo Popfuzz fez um estudo dos preços das bebidas e, com base no teor alcóolico de cada uma, opiniou que o whisky seria a bebida indicada para investimentos seguros e rentáveis. Investimos pesado na bolsas de valores em ações do professor e acabamos a noite sem um real.
Mas voltando aos shows:
A primeira banda a subir no palco foi a Dom Pedriota. Já conhecidos no cenário local pela combinação Surf Music + Farda de Marinheiro, a banda animou o público com versões instrumentais de músicas dos mais variados estilos. Mas os garotos não ficaram calados o tempo todo, também teve espaço para músicas com vocal, incluindo um cover dos beatles. Quem sabe no carnaval eles troquem as roupas de marinheiro por umas fantasias mais coloridas e cantem umas marchinhas.
Em seguida aconteceu o show da Demodée, que era, pelo que percebi da reação do pessoal, a banda mais esperada da noite. Foi possível ver um bocado de gente cantando as músicas, o que é sempre legal pra uma banda. Por conta do vocal em português, muita gente para numa comparação fácil com o Los Hermanos, mas dá pra ver que a banda não segue o caminho dos barbudinhos, que diluíram quase todo o rock das suas canções. No meio do show foi anunciado que aquele era o último show do baixista e rolou aquela comoção entre a banda e os amigos.
Fechando a noite, com a casa esvaziando e o dinheiro do whisky já esvaziado, veio ao palco a Dad Fucked. Sou parcial pra falar da banda por que sou amigão dos caras, mas não dá pra negar que o show deles sempre é, no mínimo, animado. Mesmo sem dois integrantes (estavam viajando), a banda botou pra dançar o resto do pessoal que esperou o show, com seu ska, hardcore, raggae etc. Além das músicas, sobrou espaço pro Rodolfo (vocalista) falar que o amor é a coisa mais bonita que existe, e que cada um que tivesse alguém do seu lado que amasse, desse a essa pessoa o valor merecido. Podem até dizer que foi mensagem de vocalista bêbado para os bêbados da platéia (tipo eu), mas foi bonito e emocionou.
Fica os parabéns ao pessoal que promoveu o Cena Ativa pela iniciativa de realizar um show dedicado às bandas independentes alagoanas, e também pela ótima organização do evento. O Coletivo Popfuzz incentiva e apoia qualquer tipo de ação nesse sentido.
Obs: O único fato lamentável do evento foi a conduta de um senhor chamado Marcos Cajueiro, que atirou um copo de whisky nos olhos do vocalista da Dad Fucked. quase causando a cegueira do rapaz. Qualquer notícia do paradeiro do meliante, enviem para coletivopopfuzz@googlegroups.
Texto: Lueba
Fotos: Joana Calheiros
O Coletivo Popfuzz e a FVM Produções apresentam no dia 17 de janeiro, domingo, o Primeiro Show do Ano, com as bandas The Biggs (SP), The Baggios (SE) e as alagoanas Misantropia e Baztian. O show vai rolar no The Jungle, às 18:00, e os ingressos ficam a R$ 5,00.
The Biggs é uma banda com cerca de dez anos de estrada e que tem uma ótima reputação no cenário underground brasileiro, tendo seu nome citado até na obra de Antônio Bivar, “O que é Punk”, primeiro livro a detalhar o movimento no Brasil. Flávia Biggs e Mayra Biggs, que se conheciam da banda Dominatrix, se juntaram a Brown Biggs e fazem um som hard rock com uma pegada punk garageira. É um power trio que soa muito poderoso.
The Baggios é um duo da cidade de São Cristóvão, em Sergipe, e faz um som inspirado no blues e no rock ‘n roll de Jimi Hendrix e de bandas mais contemporâneas como The Black Keys e Jon Spencer Blues Explosion. A formação da banda, guitarra e bateria, não é tão comum mas os músicos dão conta do recado.
Lenda do hardcore alagoano a banda Misantropia volta com um novo integrante na sua formação, após a saída do baterista Wagner. Quem assume as baquetas agora é Ives Toledo, que já fez parte das bandas General Zorg e Contra. O vocalista e guitarrista Sandney e o baixista Júnior já tocam juntos há quase 20 anos e para o show vão levar as letras políticas e o som rápido que o público alagoano conhece e admira.
Baztian é a nova empreitada de Caíque Guimarães, Rodolfo Lima e Alcyr Vergetti. Após a pausa nas atividades da Jorg and The Cowboy Killers, Caíque juntou-se aos dois músicos já conhecidos na cena indie alagoana e adicionou uma forte pegada grunge no som. Baztian soa melódico e agressivo, com guitarras trabalhadas, um vocal que canta e grita com igual habilidade, baixo distorcido e a bateria concisa de Rodolfo.
Vai rolar ainda lanche vegan, banquinha da Popfuzz, distribuição de fanzines e banca da loja da Flávia Biggs com camisetas e merch da banda. Para maior informações, acesse o www.popfuzz.com.br e o myspace das bandas: www.myspace.com/thebiggsrock e www.myspace.com/baggios.
Serviço:
O que: Popfuzz e FVM Produções apresentam o Primeiro Show do Ano, com as bandas:
The Biggs (SP), The Baggios (SE), Misantropia e Baztian.
Onde: The Jungle, Avenida Comendador Leão, 485
Quando: Domingo, dia 17 de janeiro
Contato: Caíque Guimarães, 9925.9684
Por Daniel Bento e José Luiz
Fotos por Vanessa Mota
É sempre bom poder ver que com a simples vontade de se organizar e agir, as coisas caminham. Essa ação organizada é o que constitui a base conceitual do Circuito Fora do Eixo, uma rede de coletivos espalhados pelo país, focada na cooperação mútua e que busca romper os limites de uma cena independente dispersa e sem grande interatividade.
A partir dessa idéia, o grupo realiza turnês com bandas que fazem parte do casting da agência, visando um trabalho em conjunto com o intuito de ampliar contatos e dar vazão ao que vem sendo produzido fora do esquema Rio – São Paulo, além de atrelar ao seu contexto diversas ações, como a idéia de economia solidária, na vontade de fortalecer os propósitos de uma transformação sócio-cultural com um direcionamento mais relacionado ao campo da arte.
Em Maceió, o coletivo Popfuzz, foi recentemente associado a esse circuito, e hoje é o representante alagoano nessa rede cooperativa. Realizadores do Festival Maionese, o coletivo busca nesse contato, uma boa oportunidade de movimentar o cenário local, que ainda é muito carente de eventos alternativos, e expandir as fronteiras a partir do conceito explorado pelo Fora do Eixo.
A turnê, organizada por um aglomerado de coletivos nordestinos, trouxe em seu line up uma mistura muito boa, mostrando música produzida em diferentes partes do país, e contando ainda com o apoio direto de coletivos de outras regiões que também fazem parte do Circuito, criando uma interação que se mostra muito necessária e fomenta uma difusão de cultura no meio independente.
No roteiro, oito cidades a serem percorridas em oito dias pelas bandas Burro Morto (PB), Macaco Bong (MT) e Porcas Borboletas (MG). Maceió não ficou de fora e foi contemplada, na noite de ontem, com uma apresentação animada e de grande qualidade.
A encarregada de abrir o show foi a alagoana Cross The Breeze. O público e a banda ainda estavam meio tímidos, o que não trouxe tanta empolgação para a apresentação dos caras. O som é algo na linha de Sonic Youth, muito ruído e microfonia, mas sem a intensidade dos americanos. Tocaram ainda um pouco de Jesus and Mary Chain e deixaram a impressão de que ainda podem amadurecer bastante e talvez despontar como uma expoente local no estilo. A banda não fez feio, mas um pouco de presença de palco não faria mal a eles.
Os paraibanos da Burro Morto vieram logo depois, e apresentaram um som instrumental muito bem ensaiado e fortemente influenciado por ritmos brasileiros e africanos, misturados ao bom rock’n roll.
O resultado é algo bem dançante, que faz todo mundo começar a se mexer. O público chegou mais junto do palco e as coisas foram melhorando e esquentando, as luzes davam um clima meio psicodélico, completando o ambiente. A banda fez jus ao nome que já conseguiu conquistar no cenário nacional e demonstrou com competência que, ainda hoje, é possível criar e tocar um som com uma forte carga de elementos regionais, sem soar chata e repetitiva. Engraçado que depois de já rodar boa parte do Brasil só agora o Burro Morto veio tocar por aqui em Maceió, estado quase vizinho.
Dentro do show, ainda pudemos conferir de perto alguns temas que estarão no próximo disco deles. Com patrocínio do Projeto Pixinguinha, e com pinta de superprodução, o disco deve sair agora em fevereiro. É esperar para crer, mas que a parada tem tudo para firmar a banda no cenário da música contemporânea brasileira, com certeza tem!
Em seguida a apresentação mais performática da noite, que ficou por conta dos mineiros da Porcas Borboletas. Não pararam quietos enquanto tocavam. Os caras têm uma presença de palco altamente lisérgica, dançando, requebrando e se batendo, enfim, muito foda.
O destaque ficou por conta do percussionista, que lembrou de longe as performances dos caras do Slipknot, revirava o olho, fazendo “cara de doido” e se alternando entre o fundo e a frente do palco. Alguns ficaram se perguntando se ele sabia o que estava fazendo, e por incrível que pareça até quando ele raspava uma latinha de cerveja, ou batia um pedaço de metal arrancado sabe-se lá de onde, nos pratos e na bateria, a música fazia sentido e tudo se encaixava. Com letras que traduzem um pouco da ironia e do humor ácido dos integrantes, eles provocaram reações diversas no pessoal que estava presente. Gostando ou não do som, todos têm que admitir, os caras são bons e sabem fazer um show.
Pra encerrar a noite de maneira forte, chegou a vez da Macaco Bong, a banda que fez boa parte do pessoal que tava ali sair de casa. Logo na primeira música os caras já impressionaram. Alguns olhavam para o lado e percebiam que quem não estava dançando, estava olhando com cara de “abobado” para o palco, de boca aberta ou com um sorriso besta de orelha a orelha.
É difícil de acreditar que só três pessoas consigam fazer um som tão denso e palpável como eles. Em alguns momentos, lembram as guitarradas de Jimi Hendrix sem vocal e de uma maneira muito mais visceral e intensa.
O trio parecia sentir a música e fazer com que todo mundo ali a sentisse da mesma forma, tudo muito honesto. As músicas do disco Artista Igual Pedreiro são exploradas ao máximo durante o show, com inserções de temas improvisados e mudança de pequenos detalhes. Algumas, como a última “Vamos dar mais uma” originalmente gravada em pouco mais de sete minutos, ao vivo passou dos dez.
Ainda apresentaram uma releitura do bom e velho Nirvana, ao passo que parecia que tinham “enfiado” o Kurt Cobain dentro da guitarra do sujeito, o instrumento cantava sem emitir palavras. O show foi bem extenso, mas o tempo passou sem se fazer notar.
Ao fim, ficou a sensação de que há tempos não acontecia um show bom como esse em Maceió e o pessoal da PopFuzz, que também estava lançando sua página na web ontem, ainda prometeu mais coisa pro ano que vem. Tomara que a parceria entre eles e o Fora do Eixo continue trazendo coisa boa pra cá.
Enfim, um evento bem organizado e com qualidade. Fica aqui o reconhecimento da Sirva-se ao esforço e a iniciativa do coletivo que viabilizou esse show. E que venham mais coisas do tipo, Maceió está precisando.
Para conferir os vídeos que fizemos no show, acesso nosso canal no youtube.
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Continuar movimentando a cena independente em Maceió. Esse é o objetivo do show que será realizado nessa sexta-feira (18) com a banda sergipana The Renegades of Punk e as bandas alagoanas Morra Tentando e Dad Fucked and The Mad Skunks. O evento é resultado de uma parceria dos coletivos Popfuzz e da FVM Produções e vai rolar no Café Kancum (Antigo Beagá Café), ás 18h e ao valor de R$ 5,00.
A FVM Produções, da qual alguns membros do Coletivo Revide participam ativamente, teve a iniciativa de trazer a banda sergipana para Maceió e fechou a parceria com o Coletivo Popfuzz para a realização do show. Ambos os coletivos vem atuando de forma pontual na realização de eventos e se uniram para fortalecer a cultura de coletivos em Maceió.
A banda The Renegades of Punk é formada por integrantes que fizeram parte de bandas importantes da cena hardcore de Sergipe, como Triste Fim de Rosilene, e faz um punk rock/hardcore com influência de bandas de garagem dos anos 60 e 70, o grupo bebe na fonte de bandas como Ramones, Dead Kennedys, Mercenárias e Karne Krua. A formação conta com Daniela (vocal e guitarra), Ivo (bateria e voz) e João Mário (baixo e vocal).
Os integrantes da Morra Tentando se definem como: “rockisistas por natureza, skateiros por instinto, amantes da vida, artistas por falta de opção e músicos por erudição”. Fazem um hardcore com letras em português e influência de bandas como Noção de Nada, A Sangue Frio, Boom Boom Kid, Garage Fuzz e Polara.
Dad Fucked and The Mad Skunks é uma banda querida pelo publico do hardcore alagoano e que já tem cerca de 5 anos de estrada. Após um hiato de quase um ano a banda volta, com dois integrantes novos, Bruno Jaborandy (baixo) e Felipe Gomes (bateria). Para o vocalista da banda, Rodolfo Lima, a banda é “hardcore, mas com uns trompetes”, e tem influências que vão do ska jamaicano ao hardcore de bandas como Nofx e Sublime.
O evento vai contar ainda com a banquinha Popfuzz, vendendo CDs das bandas locais e da Compacto Rec, ligada ao Circuito Fora do Eixo, além de distribuição gratuitas de fanzines.