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Circuito Fora Do Eixo Lança Concurso De Valores

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Móveis Coloniais de Acaju no Grito Rock RJ

 

 

O Circuito Fora do Eixo sela a parceira feita com a ONU (Organização das Nações Unidas), com o concurso Valores Fora do Eixo, que tem por objetivo promover os valores enunciados na Carta de Princípios do Circuito Fora do Eixo em consonância com a campanha Mostre Seu Valor do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).




A escolha de "valores de vida" surgiu após a campanha Brasil Ponto a Ponto, que escutou mais de meio milhão de brasileiros para definir o tema do Relatório de Desenvolvimento Humano Nacional 2009/2010. Valores de vida são valores humanos quando praticados, tais como respeito, responsabilidade, tolerância, convivência pacífica, entre outros.




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Público do Festival Calango(MT)






A proposta visa a diversidade de segmentos artísticos, sendo possível concorrer nas categorias Música, Literatura, Artes Visuais, Audiovisual ou Outros. O concurso se estende além das fronteiras nacionais. Poderão ser inscritos projetos em português e espanhol, dando continuidade ao diálogo que o CFE vem estabelecendo nas Américas do Sul e Central.




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Arte em pôsteres no Festival Fora do Eixo RJ


 




A Comissão Julgadora será composta por jurados indicados pela Organização do Concurso Valores Fora do Eixo, sendo estes representantes do PNUD, CFE e profissionais de reconhecida atuação em cada categoria.


Os selecionados receberão vasta exposição através de mecanismos como veiculação através de outros parceiros do PNUD no relatório de Desenvolvimento Humano, Divulgação de destaque no site oficial do Concurso (valores.foradoeixo.org.br) e no site oficial da campanha Mostre Seu Valor (www.mostreseuvalor.org.br), Veiculação na Mostra Itinerante Valores Fora do Eixo, que passarão em no mínimo 5 festivais do Circuito Fora do Eixo, entre setembro e dezembro 2010: Calango, Jambolada, Varadouro, Transborda e Macondo Circus, Hospedagem e alimentação nos festivais onde se realizarem a Mostra Itinerante Valores Fora do Eixo. No caso do audiovisual, ingressarão no catálogo do Clube de Cinema Fora do Eixo e serão veiculados em cineclubes que integram toda a rede de AV do CFE.

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Artes Visuais no Festival Varadouro(AC)














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Festival Jambolada(MG)






CONCURSO 



O Concurso 
Valores Fora do Eixo é uma realização do Circuito Fora do Eixo e tem como parceiro o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). O Concurso Valores Fora do Eixo tem por objetivo promover os valores enunciados na Carta de Princípios do Circuito Fora do Eixo em consonância com a campanha Mostre Seu Valor do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

 



INSCRIÇÃO

As inscrições estarão abertas de 14 de julho de 2010 até 28 de agosto de 2010. O candidato deverá preencher a ficha de inscrição disponível no endereçowww.valores.foradoeixo.org.br, e após preencher a ficha, deverá enviar os anexos para o email mostreseuvalor@foradoeixo.org.br, até às 23h59 de Brasília (DF) da data de encerramento referida.



O Regulamento ficará à disposição dos interessados no portalwww.valores.foradoeixo.org.br e nos endereços ali indicados.





OBSERVATÓRIO FORA DO EIXO 



O lançamento do concurso será na segunda feira, 19/07, durante o Observatório Fora do Eixo, com a presença de Flávio Comin pelo PNUD e Pablo Capilé, do CFE.



O Observatório Fora do Eixo é uma frente gestora da rede de coletivos culturais independentes do país chamado Circuito Fora do Eixo.  O principal intuito do Observatório é aprimorar os princípios norteadores do Circuito através de suas frentes gestoras, possibilitando o desenvolvimento cada vez maior dos trabalhos concebidos em rede.



O programa será transmitido segunda feira, 19/07, às 19h pela rede social (foradoeixo.org.br) e pelo twitter (@foradoeixo). Mais informaçõeswww.valores.foradoeixo.org.br







PRÓXIMOS PROJETOS



Posterior ao prêmio já existem outros projetos agendados através da parceria de cooperação entre Circuito Fora do Eixo e PNUD. São eles: Realização da campanha 'Stand Up' através do projeto de 'Noites Fora do Eixo Temáticas'; Elaboração de um selo de valores, e veiculação em materiais gráficos do CFE; Distribuição de mídias da campanha 'Mostre Seu Valor' em festivais realizados por coletivos do Circuito Fora do Eixo.







CIRCUITO FORA DO EIXO

 

Miniatura do item Circo Voador, no Festival Fora do Eixo RJ



O Circuito Fora do Eixo é uma rede colaborativa e descentralizada de trabalho constituída por coletivos de cultura espalhados pelo Brasil, pautados nos princípios da economia solidária, do associativismo e do cooperativismo, da divulgação, da formação e intercâmbio entre redes sociais, do respeito à diversidade, à pluralidade e às identidades culturais, do empoderamento dos sujeitos e alcance da autonomia quanto às formas de gestão e participação em processos sócio-culturais, do estímulo à autoralidade, à criatividade, à inovação e à renovação, da democratização quanto ao desenvolvimento, uso e compartilhamento de tecnologias livres aplicadas às expressões culturais e da sustentabilidade pautada no uso de tecnologias sociais. Mais informações na rede socialwww.foradoeixo.org.br.

 

 

Sirva-se completa seis meses no ar e celebra cultura urbana


Vanessa Mota

 

A Sirva-se vai sair do ciberespaço e ocupar a galeria Na Casa para comemorar seus seis meses de existência. O evento, promovido pela própria equipe, mistura elementos e estilos para a criação de um ambiente plural, focando em diversas linguagens de expressão urbana.

Dentro da programação está a exibição do documentário (Not) Missing Memories, filme que conta a história de uma das bandas mais importantes do hardcore nacional, Garage Fuzz. Para animar a festa foram escalados os DJ Marceleza e Mar Lombrando, além do duo OutQuitéria. Haverá também uma exposição de fanzines e venda de comida vegetariana.

(Not) Missing Memories é um marco na história do hardcore nacional, pois apresenta a trajetória de 18 anos da banda Garage Fuzz. O filme foi lançado junto com o primeiro DVD ao vivo do grupo, Definitively Alive, no ano passado. Desde as bandas que cada músico tocava antes de montar o Garage Fuzz até os lançamentos nos Estados Unidos e Europa, bem como a turnê pela América Latina, tudo está registrado pelos próprios participantes da história, contada por quem viveu os nostálgicos tempos do hardcore no Brasil.

Fazendo a trilha sonora da noite três sessões de discotecagens passeiam por estilos diferentes. Abrindo a noite, Rodolfo Lima, alterego de Mar Lombrando e integrante das bandas Baztian e Dad Fucked and The Mad Skunks, toca o que de melhor, segundo ele, aconteceu na música jamaicana. Promessa de muito reggae, dub e ska.

Logo após, João Marcelo, ou Marceleza, vocalista da Morra Tentando, assume o controle e seleciona, basicamente, música urbana. Dialogando com diversos estilos, entre eles o rock, o hardcore, o rap e o hip hop.

Para fechar a noite, o duo OutQuitéria apresenta um set híbrido, mesclando o que rola dentro do pop comercial contemporâneo com música brasileira lado b e rock estrangeiro e nacional. Depois de abrirem a noite para o DJ Dolores, durante o carnaval de Recife, Herbert Loureiro e Rodrigo Gilbef apresentam a sua mistura sonora mais uma vez em Maceió.

A festa tem o apoio da Galeria Na Casa, do fanzine potiguar Lado R, da gravadora independente paulista Ideal Records e do coletivo maceioense Popfuzz.

SIRVA-SE – A Sirva-se é uma revista eletrônica de conteúdo cultural montado sobre uma plataforma de blog e que se preocupa com a arte independente e underground de Alagoas e de outros locais. A idéia do blog é trabalhar com várias formas de expressão e criação culturais, unindo em um mesmo espaço música, cinema, fotografia, grafite, teatro e produção cultural em geral.

 

Serviço

 

O quê? Festa Sirva-se seis meses no ar

Com? Exibição de (Not) Missing Memories

E? Discotecagem com DJ Mar Lombrando, DJ Marceleza e OutQuitéria

Quando? Dia 01 de Maio às 20h

Onde? Galeria NaCasa (Em frente ao Orákulo)

Quanto? R$ 3

Maiores informações: 9124-3653

Turnê Nacional de Culinária Vegana(VEGTOUR 2010)

Turnê Nacional de Culinária Vegana(VEGTOUR 2010):

O VegTour é um projeto que vem cruzando o país desde 2009 com o chef "Alan Chaves" que é um jovem cozinheiro vegano e há oito anos vem difundindo o veganismo no meio Cultural de Porto Alegre, se formou cozinheiro pelo SENAC. Ampliando sua iniciativa, cai na estrada para divulgar o vegetarianismo de forma simples e prática. Em parceria com a Sociedade Vegetariana Brasileira, o “ativista gastronômico” passará por cidades onde a organização tem representantes, além de diversos eventos paralelos onde Alan possa participar como cozinheiro. Com a idéia de que todo mundo pode cozinhar, a Veg Tour procura de uma maneira despretensiosa esclarecer a gastronomia vegana, demonstrando que uma alimentação 100% vegetal é simples e ao alcance de todos.


E este ano o VegTour vem inovando, pois Alan Chaves contará com a ajuda da chef Martha
Gonzalez, que estudou confeitaria no Instituto Profissional Diego Portales em Santiago no Chile, onde trabalha na única loja vegetariana da capital, chamada Arte Vegetal e também faz doces e salgados por encomenda, e também com a ajuda do fotógrafo Gabriel Soares, que é formado em Fotografia pela Faculdade ESPM ( Escola Superior de Propaganda e Marketing ). Busca-se assim, construir um evento que tem por objetivo receber e incentivar a culinária vegetariana no nosso estado. Dessa forma procuramos contribuir com o desenvolvimento de uma alimentação que vem crescendo cada vez mais, seja por questões de filosofia de vida ou por uma alimentação mais saudável. E a partir dessa experiência esperamos contribuir e fortalecer essa vertente no nosso meio cultural.


O evento ocorrerá no Café Kankum(Antigo Café Beagá) na Rua Lourenço Moreira da Silva nos dias 25 e 26 de março, sendo o primeiro dia a realização da Oficina e no segundo dia um jantar, mais apresentação de vídeo e uma mini demonstração de como fazer tempero em casa.

Para saber mais sobre a Tour acesse: http://cozinheirovidavegan.wordpress.com
Para ver fotos do evento de 2009 acesse:
http://www.flickr.com/photos/48444104@N05/sets/72157623641222404

ÚLTIMOS DIAS PARA INSCRIÇÃO DE ARTISTAS NO CONEXÃO VIVO 2010

 

Edital Conexão Vivo 2010 abre seleção nacional para escolher 50 artistas para se integrarem a rede de desenvolvimento do setor musical. As atividades presenciais serão realizadas em Minas, Bahia e Pará.

 

 

O edital 2010 do Conexão Vivo cria a possibilidade de artistas de todo o país se inserirem em uma rede inédita de fomento à produção cultural. Será formado um time de 50 artistas que se apresentarão num circuito de shows e reflexões em 3 estados do país: Minas Gerais, Bahia e Pará. Além de percorrerem o Brasil, os escolhidos também poderão ter uma música na coletânea do programa e ganhar um videoclipe de animação para uma de suas faixas. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas entre os dias 11 e 22 de março pelo portal www.conexaovivo.com.br.

Serão escolhidos 46 artistas por curadoria especializada formada por representantes dos projetos que integram a rede Conexão Vivo e por profissionais de reconhecimento nacional. A curadoria utilizará critérios como respeito à diversidade cultural brasileira, a singularidade e o frescor das obras apresentadas, aspectos técnicos de execução (performance) e produção, conteúdo poético, ritmo, melodia e harmonia, além da trajetória artística e cidadã do artista.

O público também participa da escolha: 4 artistas serão escolhidos diretamente por meio do voto popular no portalwww.conexaovivo.com.br. A votação pode ser feita entre os dias 23 e 30 de março de 2010. O resultado final com os 50 selecionados será publicado até o dia 5 de abril de 2010.

Em 2009, o programa Conexão Vivo abriu edital para artistas de todo o país e contabilizou 1.666 inscrições de músicos de 23 estados.Realizou ações próprias em Minas, São Paulo e em Recife, essa última em parceria com a Funarte/MinC para realização do Circuito Off da Feira Música Brasil. Para 2010, são estimadas 2 mil inscrições.

O setor musical de Minas, Bahia e Pará, estados que vão receber o programa pela primeira vez, terão a oportunidade de se inscrever em editais específicos, que serão lançados em breve para atender outras ações complementares nessas regiões.


PROGRAMAÇÃO

O Conexão Vivo 2010 ofertará uma ampla programação de shows, seminários e oficinas, que entre os meses de abril e setembro percorrerá 11 cidades de Minas Gerais, Bahia e Pará, incluindo as capitais Belo Horizonte, Salvador e Belém, além da produção de CDs (físicos e virtuais), LPs e DVDs. O programa está dividido em 3 etapas em seu primeiro semestre. Na primeira, percorre as cidades mineiras de Belo Horizonte, Juiz de Fora, Ouro Preto e Uberaba. Na segunda, a programação segue para a Bahia e será realizada em Juazeiro, Vitória da Conquista, Ilhéus e Salvador. E finalizando o circuito, o Pará entra no roteiro do programa, com shows que vão passar por Marabá, Castanhal e Belém.

Durante a passagem do Conexão Vivo, as cidades de Belo Horizonte, Salvador e Belém vão receber, além dos shows, o Seminário Internacional Música e Movimento, encontro que reúne alguns dos principais agentes do meio cultural do país e debatedores internacionais para reflexões sobre a cadeia produtiva da música e os novos paradigmas do mercado. Já as cidades do interior dos estados receberão uma programação de oficinas de capacitação em diversos setores da cultura, de acordo com as necessidades de cada local. Para o segundo semestre, novas ações serão realizadas em outras cidades com uma nova programação.


CONEXÃO VIVO

Lançado em 2001, o programa surgiu com o objetivo de fortalecer a cadeia criativa e produtiva da música de Minas Gerais. Sua tecnologia de gestão compartilhada, inédita no Brasil, logo se amplificou e formou uma rede nacional que conta com artistas, público, produtores, gestores, jornalistas, diretores de festivais, casas de espetáculo e demais elos do cenário cultural. Colaborativa, a rede Conexão Vivo possibilita aos seus membros construir parcerias, trocar conhecimentos e expertises, além de participar de debates e cursos de capacitação sobre o cenário musical e o desenvolvimento de novos modelos de difusão e negócios. Mais ainda, permite ao conectados, autonomamente, remodelar os próprios destinos da rede, direcionando suas ações e recursos para atingir objetivos de interesse coletivo e que potencializem ainda mais os indivíduos dela participantes.

Desde sua primeira edição, passaram pelos palcos do Conexão Vivo 624 artistas brasileiros e convidados internacionais únicos. O projeto já produziu ou financiou mais de 250 mil CDs e DVDs individuais e coletivos. Em 9 anos, foram realizadas mais de 1500 atividades entre espetáculos, oficinas, debates e seminários, presenciadas por um público de 380 mil pessoas.


Diversidade - A edição 2009 reuniu 200 artistas, provenientes de 18 estados brasileiros e de mais 2 países: Portugal e Cuba. Apostando na singularidade e diversidade de estilos, o Conexão Vivo 2009 teve a participação de 47 artistas selecionados por edital, 39 patrocinados pela Vivo e 114 músicos convidados.

Alguns dos selecionados pelo edital 2009 foram: Burro Morto (PB), Madame Saatan (PA), Transmissor (MG), Ito Moreno (SP), Lucas Santanna (BA), Brasov (RJ) e Black Sonora (MG). Junto a eles, o Conexão Vivo viabilizou a produção de livros, CDs, DVDs, oficinas de capacitação, seminários e shows, além de patrocinar os trabalhos de artistas selecionados em leis de incentivo estaduais.


PORTAL

Em 2008 o site do Conexão Vivo se transformou em um portal 2.0 - plataforma online aberta para toda a comunidade do programa – no qual músicos podem divulgar seus trabalhos e potencializar suas parcerias com outros membros da rede. O portal (www.conexaovivo.com.br) tornou-se um veículo construído com a participação de toda a rede cultural, e, até o início do primeiro trimestre de 2010, contava com mais de 16 mil perfis cadastrados e 14 mil usuários ativos.

Além de oferecer conteúdo colaborativo, o portal do Conexão Vivo é a principal ferramenta que viabiliza o relacionamento entre músicos, público e os demais integrantes da rede e se transformará, em breve, numa exemplar ferramenta de negócios para os envolvidos.


Conexão Vivo – Edital 2010
Inscrições abertas para artistas brasileiros
Até 21 de março de 2010
Mais informações
www.conexaovivo.com.br

Conheça um pouco mais a banda Camarones Orquestra Guitarrística

CAMARONES ORQUESTRA GUITARRÍSTICA FAZ TOUR PELO NORDESTE
Banda inicia série de nove shows com duas apresentações em Natal

A banda instrumental potiguar Camarones Orquestra Guitarrística começou no último sábado, dia 13 de março, uma extensa agenda de shows pelo Nordeste. As duas primeiras datas foram em Natal, uma no Centro Cultural Dosol na Ribeira junto com o Tesla Orquestra, Planant e o Cemitério de Elefantes e outra com o Sonic Jr. no Sancho Pub em Ponta Negra.

Além das datas potiguares o Camarones Orquestra Guitarrística atravessa o Nordeste descendo em shows diários. O grupo se apresenta em sequência em Campina Grande (PB), João Pessoa (PB), Maceió (AL), Arapiraca (AL),Aracajú (SE), Salvador (BA) e Camaçari (BA). “Essa é só um primeira de uma série de shows que vamos fazer esse ano, temos mais tours marcadas pelo Centro-oeste e Sudeste em maio. Também deveremos cumprir agenda sulamericana e pelo Sul do país no segundo semestre”, avisa Ana Morena, baixista do grupo.

Um dos mais curiosos detalhes da agenda da banda instrumental potiguar está no fato de que os shows não são focados apenas nas capitais. Com exceção de Sergipe, todos os estados receberão pelo menos um show em cidades do interior. “É uma maneira de cumprirmos uma agenda maior e descobrir outros mercados, o interior sempre dá ótimo retorno para gente. Já é quase que uma obrigação nossa agendar nossas tours dessa maneira”, avisa Léo Martinez, guitarrista da banda. Essa não é a primeira vez que a banda interioriza suas atividades. No ano passado o Camarones promoveu shows pelo sertão nordestino fazendo eventos em sete cidades da Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará.

O Camarones Orquestra Guitarrística também vem sendo convidado a se apresentar em muitos dos melhores festivais do país. Só no primeiro semestre a banda toca no Abril Pro Rock (PE), Bananada (GO) e Festival Goma (BH). Confira todas as datas da tour:

Sábado, dia 13/03, 17h: CCDoSol – Natal/RN
Sábado, dia 13/03, 22h: Sancho Pub – Natal/RN
Quinta, dia 18/03, 22h: Bronx Bar – Campina Grande/PB
Sexta, dia 19/03, 22h: Espaço Mundo – João Pessoa/PB
Sábado, dia 20/03, 22h: Café Kankun, Maceió/AL
Domingo, dia 21/03, 18h: Na Baxa, Arapiraca/AL
Segunda, dia 22/03, 18h: Rua da Cultural – Aracaju/SE
Sexta, dia 26/03, 22h: Boomerangue, Salvador/BA
Sábado, dia 27/03, 22h: Bar de Cássia, Camaçari/BA

Só lembrando que aqui eles vão tocar junto com as bandas: Dad Fucked and The Mad Skunks, Dom Pedriota e as Tatuagens de Pipoca, Morra Tentando.
Ouça a banda:

http://www.myspace.com/camaronesorquestraguitarristica

Veja a banda:

http://www.youtube.com/watch?v=mIN0_RBXAtA

Camarones Orquestra Guitarrística toca em Maceió e Arapiraca

Coletivo Popfuzz traz turnê da banda potiguar a Alagoas

A banda Camarones Orquestra Guitarrística, de Natal/RN, apresenta o show de sua turnê no Café Kancun em Maceió e no Botequim NaBaxa em Arapicaraca, nos dias 20 e 21 de Março respectivamente. Os eventos são produzidos pelo Coletivo Popfuzz e integram a agenda nacional de eventos do Circuito Fora do Eixo.

O rock instrumental do grupo tem um pé na surf music, com arranjos centrados nas guitarras, como o nome da banda sugere, de pegada bem marcante. No mês da mulher, nada mais adequado que assistir a uma banda que conta com duas presenças femininas em sua formação. Os Camarones são Karina Monteiro (guitarra), Ana Morena (baixo), Anderson Foca (teclados/efeitos), Leo Martinez (guitarra) e Xandi Rocha (bateria). O grupo é uma das atrações do Abril pro Rock deste ano e tem uma agenda cheia de shows em todo o país para 2010. O primeiro registro da banda pode ser conferido no EP Tudojunto (2008).

As banda locais Dad Fucked and the Mad Skunks e Don Pedriota e as Tatuagens de Pipoca dividem o palco do Café Kancun com o Camarones Orquestra em Maceió. Em Arapiraca, sobem também ao palco as bandas Gato Negro e Rei Bulldog.

Serviço:

Maceió 20/03

Local: Café Kancun (antigo Beagá) Rua Valdo Omena, 332, Ponta Verde – Próximo a Praça do Skate.

Horário: 20:00h.

Preço: 5,00 R$

Arapiraca 21/03

Local: Botequim NaBaxa. Lago da Perucaba.

Horário: 17:00h.

Preço: 3,00 R$

Contato: (82) 9973-8036

 


PORTAL NAGULHA SURGE PARA MOSTRAR

A NOVA MÚSICA BRASILEIRA



Estréia em versão beta, no dia 22/02 próximo, segunda-feira, o portal de música e culturaNagulha. Iniciativa quer ser referência para a informação e discussão sobre a nova música jovem produzida no Brasil.

 

Na história da música pop, as publicações sempre jogaram um papel fundamental na consolidação de nomes e tendências. Mas a crise da indústria fonográfica e o avanço da internet mudaram drasticamente o cenário na última década. As publicações em papel (incluindo os cadernos culturais dos grandes jornais e revistas) sofrem com a perda de anunciantes, ao mesmo tempo em que seu cada vez menor espaço editorial não consegue dar conta de um cenário progressivamente mais horizontalizado, acelerado e diverso. Ou seja, um momento de crise comercial mas, principalmente, de grande exuberância cultural.

 

É essa riqueza de produção, o surgimento de bandas e artistas muito promissores vindos de todas as localidades, mesmo (ou principalmente) de regiões sem muita tradição na música e na cultura pop, como o norte e o centro-oeste, que só uma revista eletrônica como oNagulha pode abordar com consistência.

 

O editor executivo do NagulhaAnderson Foca, aproveita sua experiência à frente do site Do Sol, ligado ao festival e à casa noturna do mesmo nome, para desenvolver ferramentas como a ágil cobertura audiovisual dos shows e festivais mais empolgantes, gravações exclusivas em áudio e outras novidades, otimizando na cobertura os recursos tecnológicos disponíveis.

 

Foca recrutou em Natal o webmaster e jornalista Marlos Ápyus para desenvolver o site. Na frente editorial, foram escolhidos dois nomes expressivos: os jornalistas de música Alex Antunes e Bruno Nogueira. O paulista Alex é veterano de publicações musicais e culturais, tendo passado como editor ou crítico pela Bizz, Rolling Stone, General, Folha Ilustrada, Veja e outras. O pernambucano Bruno é da nova geração, doutorando na área de música e redes sociais, e vem escrevendo para veículos importantes do Nordeste e acompanhando de perto a produção independente.

 

Financiador inicial da iniciativa, o circuito Fora do Eixo espera do Nagulha uma interface entre a enorme movimentação da cena independente, com seus festivais, coletivos e bandas de crescente reconhecimento, e um enorme público novo a ser conquistado no país. “Essa é a nova música brasileira”, diz Pablo Capilé, do Espaço Cubo de Cuiabá e da direção nacional do circuito. “Já passamos a fase de consolidação da rede independente. Agora o importante é conquistar com essas novíssimas expressões artísticas as lacunas que a crise da indústria fonográfica e da grande mídia deixaram”.


Serviço:

 

Lançamento do Portal Nagulha

Data: 22 de fevereiro, segunda-feira, meio-dia

Endereço: www.nagulha.com.br

A banda Coisa Linda Sound System, do Coletivo Popfuzz, está na final do Prêmio Uirapuru!

“A banda Coisa Linda Sound System, do Coletivo Popfuzz, está na final do Prêmio Uirapuru de Música Brasileira com o disco Da Vida e do Mundo, como melhor album de 2009. Votação popular até 28/02 na comunidade da Revista O Dilúvio no orkut:

http://www.orkut.com.br/Main#CommPollResults?cmm=1952782&pct=1264074904&pid=2086326737

O Prêmio Uirapuru é promovido todos os anos pela publicação gaúcha e revela os maiores destaques da música brasileira. Participe!”

Grito Rock Pernambuco recebe três bandas do Coletivo Popfuzz

Grupos se apresentam em Recife e Jaboatão dos Guararapes

 

Três bandas alagoanas vão participar do Grito Rock Recife e Jaboatão dos Guararapes, representando o catálogo do Coletivo Popfuzz!  As maceioenses Baztian, Coisa Linda Sound System e a arapiraquense My Midi Valentine se apresentam na edição pernambucana que esse ano promete ser a maior que a do ano passado.

 Os grupos Baztian e My Midi Valentine fazem show na Estação Cultural Senador José Emirio de Moraes, no bairro de Piedade em Jaboatão dos Guararapes, no dia 4 de fevereiro (quinta-feira). Já o ensolarado Coisa Linda Sound System, se apresenta no dia 06 de fevereiro (sábado) no Espaço Cultural Santo Amaro, no bairro de Santo Amaro.

 Para Caíque Guimarães, guitarrista e vocalista da Baztian, o melhor é poder conquistar público novo. “Pernambuco é um lugar onde a música é bem difundida, mesmo que alguém não vá ao show, vai ficar sabendo por outro pessoal que compareceu”. A Baztian realiza seu primeiro show fora de Alagoas e o terceiro na história da banda.

 

No caso da arapiraquense My midi Valentine, o duo ficou responsável pelos intervalos dos shows, tocando no segundo palco. “Tocar nos intervalos vai ser legal porque vamos participar do show em todos os momentos. Eu acredito também que o recomeçar do show traz aquele gás novo e retoma a atenção do público”, comenta Marcos Cajueiro, vocalista e multi-instrumentista do duo.

 SOBRE O TOQUE NO BRASIL

O convite para tocar no festival realizado em 70 cidades espalhadas pelo Brasil e em quatro cidades da América Latina, se deu através do site Toque no Brasil. Onde a banda se cadastrava nas cidades que tinha interesse em tocar e esperava as decisões dos organizadores. O site funciona como uma rede de contatos onde bandas do Brasil inteiro podem articular melhor seus shows. “Acho que o Toque no Brasil é um formato interessante e ainda muito novo. O Grito Rock 2010 é o primeiro evento cuja seleção dos artistas passa por aí, espero que outros festivais também usem este recurso e que a ferramenta se construa de forma colaborativa, como é a proposta do site”, afirma Marcelo Cabral, vocalista e baixista do Coisa Linda Sound System.

As três bandas além de tocar em Recife se apresentam também nas edições realizadas em Alagoas. As bandas Coisa Linda Sound System e My Midi Valentine se apresentam no Grito Rock Maceió, que acontece no dia 5 de fevereiro, na Praça Macilio Diaz no bairro de Jaraguá, a partir das 17h. Enquanto a Baztian toca no Grito Rock Arapiraca, que ocorre no dia 6 de fevereiro, na Praça Ceci Cunha, no centro.

 

Para mais informações acesse o: www.popfuzz.com.br e o twitter.com/brunojaborandy . 

3° OBSERVATÓRIO FORA DO EIXO

 

Formalização dos coletivos e ações para unificar e coletar dados dos trabalhos no centro da discussão

 

Criado a partir da necessidade de um núcleo voltado para pesquisas sobre os temas ligados à cultura independente, trabalhados pelo próprio movimento dentro do Circuito Fora do Eixo, o Observatório Fora do Eixo chega a sua terceira edição com o tema Formalização de Coletivos.

 

Usando a internet como base de seus trabalhos e na conexão com outros coletivos, esse observatório tem como objetivo orientar a estruturação dos coletivos, implementando uma moeda, coletando trabalhos desenvolvidos pelo Circuito, estimulando a troca de tecnologias sociais e promovendo mais uma frente gestora na rede.

 

A 3° edição do Observatório acontece entre os dias 27, 28 e 29 de janeiro na sala do Observatório Fora do Eixo a partir das 20h e será dividida em dois grupos: grupos de discussão (GD) e grupos de trabalho (GT). Os grupos de discussão tratarão dos temas de cunho jurídico, conceitos e teorias que envolvam a formalização e estruturação dos coletivos e modelos de organização.

Já os grupos de trabalho abordarão soluções e sugestões para a Sustentabilidade, com base na coleta dos dados das ações dos coletivos, tanto para a rede como suas próprias.

 

Mediados por membros do Circuito, os grupos de discussão receberão 3 convidados,  com duração de uma hora de exposição mais uma hora de discussão via MSN do Fora do Eixo, além da transmissão via Web Rádio Fora do Eixo. Os temas dos painéis são: As diferentes naturezas jurídicas, Modelos de organizações coletivas e Mecanismos de captação de recursos. Os mediadores recebem as perguntas via freenode e repassam aos convidados. Os grupos de trabalho tem início depois dos grupos de discussão, com duração de duas horas, segmentado em Apresentação do mapeamento dos CNPJ's do Circuito Fora do Eixo, Implementação da moeda complementar e Fundo Fora do Eixo.

 


27/01 – quarta-feira - 20h
GD – Mecanismos de captação de recursos (Editais Nacionais e Internacionais, Convênios, Leis de Incentivo)

GT – Fundo FDE

28/01 – quinta-feira – 20h
GD – As diferentes naturezas jurídicas (Cooperativas, Associações, Fundações, Oscip's, Micro empresas, etc)
Local: Catraia – Acre – evento presencial



GT – Apresentação do Mapeamentdo dos CNPJ's do FDE



29/01 – sexta-feira - 20h

GD – Modelos de organizações coletivas (conselhos municipais e movimentos sociais)



GT – Implementação da moeda complementar (CARD)

 


O 3° Observatório Fora do Eixo acontece entre os dias 27 e 29 de janeiro, a partir das 20h (horário de Brasilía).


Veja a programação completa e saiba como participar em www.observatorioforadoeixo.wordpress.com/

 

Sobre o Circuito Fora do Eixo:

É uma rede de trabalhos on line criada no fim de 2005 a fim de estimular a circulação de bandas, tecnologia de produção e produtos, com um esquema de trabalho colaborativo composto por mais de 40 coletivos, espalhados pelo país. Saiba mais em www.foradoeixo.org.br. Acompanhe também pela Web rádio no portal Fora do Eixo.

 

Vinheta:

 

http://www.youtube.com/user/webtvforadoeixo#p/a/u/0/p5JUJjoeVK4

Mais informações:


Massa Coletiva – Núcleo Cooperativo de Comunicação e Cultura

telefone 16 3412-7124

massacoletiva@gmail.com

www.massacoletiva.blogspot.com

 

Lumo Coletivo – Comunicação

Laura Morgado

telefone: 81 3361-8171

lauralumo@gmail.com

www.lumocoletivo.org.br

 

Coletivo Catraia

telefone: 68 9984-2692/ 9974-3616

catraiacard@gmail.com

coletivocatraia@hotmail.com

www.coletivocatraia.blogspot.com

 


O disco Da Vida e do Mundo, do Coisa Linda Sound System, está na final do prêmio UIRAPURU de Música Brasileira

 

O Prêmio UIRAPURU de Música Brasileira é promovido todos os anos pela revista gaúcha O Dilúvio, que escolhe através do voto popular em redes sociais como o Orkut os principais nomes da nova música brasileira em diversas categorias.
O novo disco do duo alagoano Coisa Linda Sound System, Da Vida e do Mundo, está na final do prêmio UIRAPURU de música brasileira. Acesse e vote na FINAL:

 
Para baixar o disco e conhecer o trabalho da banda, Da Vida e do Mundo está disponível para download no Banco de Cultura do site Overmundo no link http://www.overmundo.com.br/banco/da-vida-e-do-mundo-coisa-linda-sound-system 

As votações estão abertas até o dia 21/01.
 

 

 

 

Entrevista com Sandney Farias, Vocalista e Guitarrista da Misantropia!

 

Eu acredito que quem acompanhou a cena punk/hardcore do final dos anos 90, começo dos anos 00 viu alguns shows dessa banda. Era uma época em que se rendiam bons frutos e que contava com a presença engajada de pessoas que acreditavam ser possível realizar shows, muitas vezes colocando grana do próprio bolso para ver a coisa render. E com certeza muitas dessas pessoas que viram o show da banda sentiram sua força e sua presença. O nome dessa banda é Misantropia.

 

 

 

Misantropia é uma verdadeira instituição do hardcore alagoano, e por que não dizer? Do hardcore nacional, e o vocalista, guitarrista e compositor Sandney Farias e companheiros de banda continuam conseguindo fazer a coisa funcionar, há cerca de 18 anos.

 

Segue a entrevista com o indivíduo mais respeitado por quem acompanhou os shows da banda em Maceió, uma amostra de como ele pensa e de como suas idéias repercutem no som da banda. O tempo passou, os rostos ficaram diferentes, as barrigas cresceram mas a Misantropia não desacelerou, e continua dando uma verdadeira aula de hardcore para muita banda iniciante.

 

E você vai poder ver a banda voltar a ação no show de domingo, com um baterista novo, figura conhecida e admirada do hardcore alagoano, chamado Ives Toledo. O show de domingo conta ainda com as bandas The Biggs (SP), The Baggios (SE) e Baztian. Algumas palavras para você se instigar pra ir:

 

Bruno Jaborandy: Conta para a gente uma história resumida da Misantropia…

 

Sandney Farias: A Misantropia é uma banda que nasceu em junho de 1991 com o intuito de mudar o mundo. Não conseguimos mudá-lo, mas durante esse tempo de existência aprendemos muito, quebramos nossa cara várias vezes, fizemos várias amizades e descobrimos que fazer o que você gosta sem se preocupar com o retorno financeiro, com fama e/ou reconhecimento é algo que da um prazer imenso.Continuamos acreditando que a forma como nos relacionamos em sociedade e o sistema no qual vivemos precisar mudar, mas aprendemos que o esforço necessário para provocar essa mudança não virá apenas de acordes de guitarras e nem muito menos das palavras que pronunciamos. Um mundo livre, fraterno, baseado em princípios libertários e autogestionário exige uma evolução muito grande de cada ser que habita esse planeta, estamos nessa luta buscando evoluir enquanto indivíduos e a Misantropia é uma parte importante desse processo.

 

BJ:Vocês estão há quase 20 anos fazendo parte do underground alagoano. Qual a receita para continuar na atividade?

 

SF:Acredito que o segredo da longevidade da banda está associado à forma como a encaramos. A Misantropia é extremamente importante para nós, um meio pelo qual colocarmos para fora o que sentimos e nunca nos preocupamos demasiadamente com o dia de amanhã enquanto banda. Há um respeito muito grande entre os integrantes, independente dele estar na banda há 15 anos ou um dia, fazemos a coisa de coração e isso facilita a nossa caminhada. Dificuldades e problemas existem, mas preferimos focar naquilo que nos realiza.

 

BJ:A Misantropia é a banda mais importante para o hardcore alagoano, você sente que a banda influenciou o surgimento de novos grupos no estado?

 

SF:Com certeza somos a banda de hardcore alagoana que há mais tempo está na ativa, mas soa estranho para mim, e creio que para os outros integrantes, pensar que somos a mais importante dentro do cenário local. Tivemos e temos grandes bandas que fazem um som de qualidade na cena hardcore alagoana – não só nela, que foram e são importantes para que a coisa toda funcione e sobreviva.  Algumas pessoas que conhecemos e integrantes de bandas com as quais já tocamos nos falaram que a Misantropia era uma influência para elas. Ficamos felizes quando alguém nos fala isso, também ficamos um pouco sem jeito, mas entendo isso como um ciclo contínuo de retroalimentação. Fomos influenciados e motivados por outras bandas, por ideias e ideais, felizmente de alguma forma também participamos como um agente nesse ciclo.

 

BJ:Como era ser punk no começo da década de 90?

 

SF:Não era algo fácil, como creio que ainda não é hoje em dia. Uma coisa é você rasgar uma calça, colocar um moicano e sair dizendo que é punk, outra coisa é você "ser" punk – mas vou evitar analisar a questão pelo lado filosófico.

O que percebo hoje em dia é que usar um moicano ou ter uma banda já é algo que os pais acham bonitinho, aceitam e apóiam – não tenho nada contra isso e adoraria ter contado com o apoio de todos lá em casa. Na nossa época não era assim. Fora o Júnior, cuja mãe ajudava na hora de levantar o moicano, a maioria da galera já encontrava resistência dentro de casa. Passei muitos anos trocando poucas palavras com meu pai, sempre que ia cortar o cabelo ele fechava a cara para o meu lado. No colégio algumas pessoas me evitavam, como eu andava de coturno e com vários bottons alguns professores também me marcavam. A mãe de um amigo meu o proibiu de andar comigo, pois eu era má influencia, apesar de sermos amigos de infância e ela conhecer a minha família. Mas algumas pessoas também se aproximavam, porque de alguma forma o visual chamava a atenção. Havia um certo preconceito como ainda hoje há, só que acredito que o visual já se tornou lugar comum. Moicano, piercing e tatuagem já não assustam tanto quanto assustavam antigamente.

 

BJ:Que outras bandas que fizeram parte do hardcore alagoano você citaria como importantes para o movimento ?

 

SF:Vou responder a questão considerando a cena hardcore e não o movimento punk/anarquista. Não posso deixar de citar o Leprosário, creio que uma das primeiras bandas punks aqui de Alagoas – que teve o Nino do Discarga em uma de suas formações. Eles são contemporâneos da Karne Krua e fizeram parte de um grupo de pessoas que movimentaram muito a cena local na década de 80. Ainda tive a oportunidade de assistir a um show deles, também conheci e troquei ideais com o vocalista da banda. Sei que na época deles tivemos bandas como Ejaculação Precoce e Acracia. A Living in the Shit, praticamente começamos na mesma época, que tocava um hc bastante furioso e original é outra banda que deve ser citada. Não há como esquecer a clássica música deles Vivendo em Maceió. Temos também a Mental Problems de onde saíram o Marcelo e o Alvinho Cabral. Tem a Sinsinhor que foi/é uma banda que sempre batalhou muito também para se manter na ativa, que se não me engano gravou dois CDs e durante muito tempo organizou vários eventos na cidade. Mais recentemente, já do século atual, temos a Sleep Out, General Zorg, Full Line, Mutação e a Contra. O que acho interessante no caso da Contra é que além do som ela trouxe um lado ideológico, de organização e de movimentação muito forte que rendeu bons frutos, além de ter influenciado várias iniciativas que surgiram depois.

 

BJ:Você tem acompanhado os documentários mais recentes sobre o punk/hardcore, como os brasileiros Botinada e Guidable, e os gringos, American Hardcore e Punk Attitude?

 

SF:Já assisti ao Botinada e ao American Hardcore, mas ainda não vi o Guidable e o Punk Attitude. É muito bom ver pessoas que estão na luta há tempos contando um pouco do que viveram e vivem. Outro dia até viajei na ideia de produzirmos algo que levantasse um pouco da história da cena local. Gostaria de saber por onde anda o pessoal do Leprosário e de outras tantas bandas que tocaram os primeiros acordes distorcidos aqui em Alagoas.

 

BJ:Você acompanha as notícias sobre política no Brasil e no mundo?

 

SF:Eu procuro me manter informado. Como trabalho com internet passo boa parte do tempo navegando e sempre estou atento as notícias. No entanto confesso que a política nacional e/ou mundial não são os meus assuntos prediletos, mas presto muita atenção ao que acontece ao meu redor.

Há muito tempo que eu não acredito nesse sistema, não acredito nos políticos e na sua preocupação com o nosso bem estar. Na realidade somos todos parte de uma grande engrenagem – como diria a banda Restos de Nada- somos todos escravos de uma balde de lixo – que sustenta tudo isso e que infelizmente ainda vai demorar muito para mudar.  Nós nos acostumamos com isso tudo, a enganarmos e sermos enganados. Infelizmente para boa parte da humanidade não é possível vivermos de uma forma diferente. Acomodamo-nos com a forma como vivemos há muito séculos e com a caixinha que já vem preparada para vivermos dentro dela.

 

BJ:O que você acha dos novos movimentos musicais e de estilo que surgiram se dizendo inspirados pelo punk, como o emo?

 

SF:Tenho uma fita de um show do Cólera na qual o Redson fala mais ou menos o seguinte: O nosso maior inimigo não são as pessoas que escutam um som diferente do nosso, eu concordo com ele. Há vários estilos musicais dos quais eu não gosto, várias bandas que eu acho uma porcaria mesmo elas se dizendo inspiradas pelo punk. O que faço é não escutar bandas cujo som eu não curto. Não gostar de um determinado estilo musical não significa que provavelmente não irei gostar das pessoas que curtem aquele estilo.

 

BJ:Qual a expectativa para o show do dia 17?

 

SF:Cara são as melhores possíveis. Será praticamente o nosso primeiro show com o Ives, ele tocou na despedida do Wagner no estúdio do Pedrinho, mas será realmente o primeiro show com ele.  Estamos ensaiando muito. Ontem, 07/01, ensaiamos quase duas horas para passar todos os sons e na semana que vem teremos mais uma maratona dessas. Vamos aproveitar também para divulgar nosso CD, afinal desde que o lançamos fizemos poucos shows. Além disso, estou muito feliz por ver novas iniciativas surgindo (Coletivo PopFuzz e FVM Produções), pessoas se organizando e fazendo as correrias. Sempre senti saudades dos tempos de Verde HC e ultimamente elas ficaram ainda maiores.

 

BJ:O que você acha da cultura de coletivos, que vem crescendo no Brasil?

 

SF:Quando fomos tocar em Recife no ano passado estava trocando ideias com um amigo nosso e falava a ele que deveríamos procurar fortalecer as nossas relações com base nas afinidades que temos, deixando de lado nossos pontos de divergência – afinal nem sempre vamos concordar em tudo. Acredito que os coletivos surgem a partir da afinidade existente entre os seus integrantes que procuram se agrupar visando uma maior capacidade de mobilização e organização. Sendo assim, quando as propostas desses grupos são positivas e construtivas, a disseminação e proliferação dessa cultura é algo que tende, na pior das hipóteses,  a gerar benefícios para os indivíduos que fazem parte do coletivo. Tenho percebido também que os diversos coletivos estão se integrando, unindo forças e aumentando ainda mais a capacidade de articulação. Raul Seixas já dizia: sonho que se sonha só é só um sonho que se sonha só, mas um sonho que se sonha junto é realidade.

 

BJ:Para terminar: que conselho você daria para um garoto que começou a ouvir hardcore e que conseguiu ganhar uma guitarra?

 

SF:Se eu estivesse no lugar desse garoto a primeira coisa que faria seria tentar tirar os sons das bandas que curto, aproveitaria também para ter umas aulas e aprender a tocar guitarra para não chegar aos 35 me achando um péssimo guitarrista. Mas o principal, o que está acima de tudo, é você procurar conhecer o que está por trás da ideia do som que você curte. Não sou um xiita do tipo que acha que todo som tem que passar uma mensagem séria, mas acredito que quando você se envolve com algo, quando você vai levantar uma bandeira ou falar que se insere em determinado contexto deve saber o que defende. É muito fácil falar frases feitas, ser um papagaio, reproduzir idéias, mas provocar mudanças é extremamente complicado. Para mudar o mundo ao seu redor é necessário viver uma revolução diária dentro de você. Como diz uma música nossa tocada poucas vezes: a revolução não é um show de hardcore.