Neste mês de junho o Compacto.Rec traz o HIP HOP do grupo Julgamento, que é de Belo Horizonte e tem conquistado lugar de destaque no rap mineiro.
O Grupo & O Disco
Julgamento é formado por: Roger Deff, Ricardo HD, Voz Khumallo (vocais), Tobias e Giffoni (DJS), Helder Araújo (guitarra), Gusmão (bateria) e Luiz Prestes (baixo). Sua marca é atitude urbana e subversiva do hip-hop somada a letras engajadas e referencias musicais diversas, resultam em um verdadeiro petardo sonoro. “Ritmo e poesia em sua mais pura expressão”, como o próprio grupo se define.
O CD de estreia “No Foco do CAOS” (2008) foi apontado como um dos principais lançamentos do gênero em Belo Horizonte. O álbum foi produzido por Sérgio Giffoni e conta com as participações de expoentes importantes do cenário como Nathy Faria, Dokttor Bhu e Kiko Ianni.
2011 marca a chegada do novo trabalho do Julgamento, o EP “Muito Além”, também produzido por Giffoni. O novo trabalho apresenta uma sonoridade ainda mais orgânica, rompendo fronteiras e expandindo o universo musical do grupo, como fica claro na última frase da música de abertura “muito além do que se possa imaginar”, e que agora é lançado pelo Compacto.Rec e pela Fora do Eixo Discos!
A valorização humana e as questões sociais ainda são temáticas recorrentes nas letras do grupo, bem como sua relação intrínseca com o hip-hop e tudo o que essa cultura representa. Ao longo da sua trajetória, o Julgamento participou de eventos importantes como o Conexão Vivo, Eletrônika, Transborda, Festival Garimpo, entre outros, além de ter dividido o palco com alguns dos principais nomes do cenário nacional como Marku Ribas, Macaco Bong e B Negão.
O Compacto.Rec
O Compacto.Rec é um projeto de lançamento mensal de álbuns virtuais em rede, com o objetivo de estimular a circulação e distribuição de bandas da cena independente latino americana. O trabalho é uma realização do circuito Fora do Eixo, uma rede de trabalhos colaborativos e os agentes que integram a equipe são oriundos dos mais distintos lugares do país que, através da internet, trabalham em conjunto executando toda a pré-produção do Compacto.Rec: uma compilação com músicas, letras, release, fotos, vídeo, banners e avatares, divulgados em todos os veículos de comunicação integrados a rede.
Desde 2007 o Compacto vem trazendo lançamentos diversificados em muitos aspectos e principalmente em estilo musical, agrupando um rico acervo cultural que atrai visitantes de todo o Brasil. Só em 2009 foram mais de vinte mil downloads no ano. Já passaram pelo site bandas renomadas como Porcas Borboletas, Nevilton, Diego e o Sindicato, o rapper Linha Dura e outros. Em outubro de 2010, o Compacto.Rec expandiu mais uma vez suas fronteiras com o primeiro lançamento internacional, o álbum “YYY” da banda Falsos Conejos de Buenos Aires (ARG), além de ter sido recentemente contemplado pela Bolsa Funarte de Reflexão Crítica e Produção Cultural para Internet. Já em 2011, o projeto começou o ano com Os Barcos, lançando em seguida as bandas Cidadão Comum, Maglore, Os Rélpis e Sertanilia. E em julho será lançada a Edição especial Compacto.Rec Funarte.
acesse e veja mais: http://compactorec.foradoeixo.org.br/
Como Roberto Carlos, nós não andamos na contramão, mas paramos nela. Então, depois de olhar com atenção para as coisas que fogem do óbvio e vão contra a corrente, incorporamos o melhor e seguimos adiante. É isso que RC fez ao se apropriar, na década de 1960, de alguns elementos da contracultura em uma música que servia às massas; e é isso que continuou fazendo, deixando a Jovem Guarda pra lá e revelando-se puramente romântico quando a revolta se tornava clichê. Ao nosso Elvis Presley, o Rei Roberto Carlos, pela ocasião de seus 70 anos, oferecemos esta edição da NOIZE repleta de conteúdo sobre Vossa Majestade. Temos muito a homenagear, e muito a aprender, com o Braga que virou Rei. Ornamentamos a edição com a tropicaliente Cibelle, o adrenalizante Groezrock Festival, na Bélgica, mais Coachella e muchas cosas más. Para ler de lambreta.
A revista Noize pode ser obtida através da banquinha Popfuzz, na compra de algum produto a revista vem de brinde! Pra sacar o nosso catálogo de produtos é só mandar um e-mail para popfuzzdistro@gmail.com
Por: Rodolfo Lima
É com muito orgulho que a Popfuzz Records juntamente ao selo Transfusão Noise Records lança o sensacional e esquisito disco “Transe Só”, do Hierofante Púrpura. O lançamento é o 14º do catálogo do selo Popfuzz de Maceió/AL, que acredita que a banda é uma das mais interessantes do atual cenário independente.
O Hierofante Púrpura vem lá do interior paulista, mas precisamente da cidade de Mogi das Cruzes, e foi formado em 2005. A banda é composta por Danilo Sevali (baixo, piano e voz), Gabriel Lima (Guitarra e voz) e Diogo Menichelli (bateria).
Talvez a explicação sagrada que os três sumos sacerdotes (é esse o siginificado da palavra hierofante) venham a nos mostrar é: “Toquem o que quiserem, meus filhos! Sejam esquisitos, sejam vocês!”. Porque na primeira audição a banda soa assim: estranha! Na segunda também! Provavelmente na terceira ainda vai ser estranha e assim por diante. Mas sabe aquele estranho bom? Estranhamente bonito, intenso! Isso ae! “Transe Só”, primeiro CD full do Hierofante Púrpura é psicodélico, é indie, é math, é rock e é muito bom mesmo!
Track a track:
Rosa frígida - O disco começa já com um dos momentos mais belos do álbum. A introdução de Rosa Frígida tem aquele clima delicado, com um arranjo de piano marcante, uma climatização que chega ao seu auge ao entrar os backing vocals, com guitarra e baixo mais altos e contínuos. O clima quase onírico é quebrado pela voz de Danilo, que nos primeiros versos já solta comportados gritos em relação aos posteriores que aparecerão no resto da música. O trio consegue mudar de ritmo pelo menos umas quatro vezes durante 5:38 da faixa, sem deixar de hipnotizar quem a escuta! Sem dúvida uma das melhores faixas do disco.
Hierofante Púrpura – Rosa Frígida by popfuzzrec
Areia no olho alheio - Começa com erros de gravações, deixados propositadamente. A diferença da primeira pra segunda faixa é deveras notável, os caras vão da bela canção desconstruída, forte e com alguns berros, para uma balada psicodélica nos violões e uma letra viajadona! Uma louca hippie balada psicodélica, num ótimo sentido, claro!
Hospital das curas - A mais longa do CD começa um tanto rock progressivo, guitarras bem encaixadas, teclado oitentista soando bem como um órgão. A música é daquelas que vai conquistando você, mesmo com toda vibe progressiva ela consegue ser moderna, não parece retro de maneira alguma e se compõe de dois momentos: o primeiro mais progressivo, Pink floydiano; e o segundo todo instrumental, mais experimental. Uma espécie de crossover entre o progressivo, o post rock e até o indie rock de bandas como Yo La Tengo e Pavement. Muito bem feita.
A carta que eu recebi do presidente - É pura psicodélia! Ecos, overdubs, backing vocals que parecem cantar um mantra, o único verso repetido “Deixa o mundo ser torto”. Com certeza o mundo do Hieorfante é torto! Torto, bonito, viajado e chamativo.
Amor te quero - começa um rockão reto, você pensa: Tá muito direto, tá esquisito! Ai que eles dão uma de Hierofante e quebram a música aos dois minutos e meio de canção. Belo timbre de guitarra nos momentos finais.
Não conte a ninguém ou mato você - Acho que a melhor maneira para definir essa música, ou melhor, de tentar decifrá-la, seria algo como se o Arnaldo Baptista fizesse uma canção com o Fugazi. Belas melodias, belo piano, uma letra hora espiritual, hora sentimental, com certeza essa emociona!
Sujeito sem brio (pianão) - como o parêntese diz, possui muito piano, mas está longe de ser uma balada. É um rock alternativo com algumas pausas e a presença em vários momentos da frase “beija a minha boca”! Piano e beijo devem combinar bem.
Tá tudo bem, tá legal – uma das que mais gosto do disco, me lembra bandas do selo americano Dischord, de Washington. Alguns gritos aqui, um baixo muito presente, bateria rítmica, uma baita música legal.
Qualquer um toca isso hoje em dia - Além do ótimo título, a canção é pura diversão. Um pouco de indie rock, um pouco de math, experimentações e o divertidíssimo verso “Eu roubo tudo mesmo, eu roubo, eu roubo”. Pra mim a mais divertida do disco!
Rainha do universo - Um blues rock’n’roll desconstruído que já poderia ser chamado de hierofonteano! O blues deles é assim, esquisito, torto e legal.
Discutindo – Linda canção, bem climatizada, cheia de vocais, melodia impecável que ganha ainda mais coração com os vocais de Ananda Lugubone. Cresce em um final rápido e explosivo! Músicão!
Casa - A última canção do disco é assim, deixe-me ver, uma psicodelia, um pouco arrastada, cheia de quedas e ascensões! Eu não sei ao certo se o vocalista Danilo fica repetindo ao final “Daime, daime, daime”, acho que não, mas as vezes soa como. Enfim, mesmo não tendo experimentado, acredito que o chá alucinógeno seja uma boa combinação para ouvir o som dos caras!
Hierofante Púrpura – Casa by popfuzzrec
Olha ai, um disco que tem tudo pra entrar nas listinhas de melhores discos nacionais deste ano. Eu mesmo não consigo parar de ouvir, se eu fosse você, baixava também e começaria a não conseguir parar de ouvir!
+ sobre Hierofante Púrpura:
www.hierofante.tnb.art.br
@hierofante_rock
http://www.facebook.com/hierofante.purpura
A cópia física também pode ser obtida através da Banquinha Popfuzz ou fazendo um pedido através do e-mail: popfuzzdistro@gmail.com
Acompanhe as novidades desse e outros lançamentos através de nosso twitter @popfuzzrec ou utilizando a hashtag #pfr014
O Compacto.Rec
O Compacto.Rec é um projeto de lançamento mensal de álbuns virtuais em rede, com o objetivo de estimular a circulação e distribuição de bandas da cena independente latino americana. O trabalho é uma realização do circuito Fora do Eixo, uma rede de trabalhos colaborativos e os agentes que integram a equipe são oriundos dos mais distintos lugares do país que, através da internet, trabalham em conjunto executando toda a pré-produção do Compacto.Rec: uma compilação com músicas, letras, release, fotos, vídeo, banners e avatares, divulgados em todos os veículos de comunicação integrados a rede.
Desde 2007 o Compacto vem trazendo lançamentos diversificados em muitos aspectos e principalmente em estilo musical, agrupando um rico acervo cultural que atrai visitantes de todo o Brasil. Só em 2009 foram mais de vinte mil downloads no ano. Já passaram pelo site bandas renomadas como Porcas Borboletas, Nevilton, Diego e o Sindicato, o rapper Linha Dura e outros. Em outubro de 2010, o Compacto.Rec expandiu mais uma vez suas fronteiras com o primeiro lançamento internacional, o álbum “YYY” da banda Falsos Conejos de Buenos Aires (ARG), além de ter sido recentemente contemplado pela Bolsa Funarte de Reflexão Crítica e Produção Cultural para Internet. Já em 2011, o projeto começou o ano com Os Barcos, lançando em seguida as bandas Cidadão Comum, Maglore e Os Rélpis. E em junho será lançada a Edição especial Compacto.Rec Funarte.
A Banda & O Disco
Sertanília é um grupo musical que busca uma sonoridade nova e o desafio de realizar a união do erudito à música popular do sertão. Composto por Aiace Felix (vocalista), Leilane dos Santos (violoncelo), Anderson Cunha (viola, violões e bandolim), Diogo Flórez (percussão) e Tainnã Chagas (percussão) foi formado em 2010 com a proposta de fazer música essencialmente brasileira, tendo o Sertão como tema; para tanto, recupera canções, poesias sobre o sertão, além de construir um trabalho autoral que faz referência direta a esse lugar e à sua gente.
O grupo lança agora pelo Compacto.Rec o seu álbum com mais uma música extra, “Pombinha do Céu”, essa que é uma música do Sertanília composta por Anderson Cunha e é um côco, ritmo tradicional do sertão, porém, traz alguns elementos de maracatu, o que dá um ar diferente e mais vigoroso. A letra fala da dor da separação e de um amor que se foi, mas ao mesmo tempo, lembra que quando é verdadeiro, o amor não tem casa nem dono. Nunca morre, mesmo com a distância. A música faz parte do disco do Sertanília em gravação e previsto pra ser lançado no segundo semestre..
O Sertanília dialoga, musicalmente, com as heranças musicais e literárias do sertão brasileiro, vasta região que compreende o Nordeste do Brasil, o Noroeste de Minas Gerais, o Sudoeste da Bahia e o Sul de Goiás, e compõe uma música inspirada em temas e motivos próprios do universo “sertanês”, buscando referências na música tradicional do sertão brasileiro, com privilégio para o uso de instrumentos de corda e percussão.
O Festival Maionese chega a sua sétima edição prometendo mais uma vez agitar Maceió no mês de maio. Dedicado a música independente, o evento acontecerá entre os dias 10 e 14 de maio, com ciclo de palestras e debates de 10 a 12 e shows nos dias 13 e 14. Os shows serão realizados no Armazém Uzina, no bairro do Jaraguá, e levarão aos palcos 20 bandas do cenário independente local e nacional.
Realizado pelo Coletivo Popfuzz – Ponto Fora do Eixo em Alagoas – o festival tem a tradição de presentear o público alagoano com as bandas mais diferenciadas do cenário independente. Esse ano não podia ser diferente e os dois dias de show são representados por grupos de indie, hardcore, metal, rap e reggae. Para conferir a programação é só ir aqui ó:
http://popfuzz.com.br/noticias/festival-maionese-2011/
Para garantir agora o seu ingresso e ainda pagar baratinho por ele é só fazer o seguinte:
Valores antecipados: R$ 20,00 (os dois dias); R$ 12,00 (um dia);
Nos pontos de venda: Estúdio Poker, Botequim Paulista e Marcelo Cursos.
Via internet:
Você poderá comprar o seu ingresso através do email festivalmaionese@gmail.com, seguindo essas instruções:
1. Envie um e-mail com o título “Ingresso Maionese 2011” contendo Nome, RG e telefone do responsável pela compra, e informando a quantidade de ingressos referentes a cada dia do festival que deseja adquirir.
2. Em seguida, responderemos o email com informações sobre a conta bancária a ser feito o depósito com o valor da compra.
3. Efetuado o depósito, envie o comprovante em anexo através do mesmo e-mail.
4. Por fim, enviaremos um código para retirada dos ingressos diretamente na bilheteria do festival.
5. No dia do evento, o responsável pela compra, mediante apresentação do código fornecido e documento de indentificação, poderá retirar os ingressos na bilheteria do festival.
6. Agora é só curtir o show!
Uma das campanhas lançadas pelo Festival Maionese 2011 é a Cobertura Colaborativa, onde os comunicadores interessados (não necessariamente jornalistas) podem se cadastrar para cobrir o festival e elaborar materiais para o mesmo, com textos, vídeos, fotos, áudio. Para participar é só mandar email para popfuzz.cultural@gmail.com com o titulo ‘Cobertura Colaborativa’, contendo seus dados e uma breve explicação sobre sua forma de participação na cobertura.
Quem quiser saber um pouco mais sobre “Cobertura Colaborativa” pode sacar esse texto aqui da Andressa Quadro: http://pt.scribd.com/doc/44361206/comofaz-cobertura-colaborativa
Quem vai?
O Partido da Cultura (PCult-AL) convida os agentes da cadeia produtiva da Cultura de Alagoas para uma reunião colaborativa. Como na última edição do "Rehab: Repensando Hábitos da Cultura Independente" esse encontro visa promover o debate e apontar soluções para questões pertinentes ao campo cultural no Estado, como autogestão de artistas, direitos autorais, reivindicação pela lei estadual de incentivo fiscal para a cultura, mídias livres, entre outros.
E evento será realizado no próximo dia 30 de Janeiro, às 14 horas, no Teatro Lindas Mascarenhas e será aberto a todos os interessados no tema. Dando continuidade as discussões já iniciadas no primeiro encontro, temos algumas pautas já inscritas:
- Ocupação dos Conselhos de Políticas Culturais
- Ocupação dos espaços de espetáculos Culturais
- Leis de Incentivo Fiscal de Alagoas (Municipal e Estadual)
- Integração junto aos meios de comunicação.
O que você acha que deve ser discutido? Mande a sua pauta! Comente nessa página ou contate-nos pelo Twitter.
Não foi na última reunião? Veja aqui o relato.
O PCult é um movimento supra-partidário que busca uma mobilização de abrangência ampla e irrestrita a todo o campo cultural, que procura agrupar entidades, instâncias e foros de discussão e deliberação em torno de um debate sobre as políticas Culturais.
Conheça mais aqui: http://partidodacultura.blogspot.com/
Segue ai: @PCult_AL
Serviço:
Reunião do Partido da Cultura – Alagoas
Onde: Espaço Cultural Linda Mascarenhas
Data: 30 de Janeiro, às 14:00 Horas.
Evento Aberto.
O primeiro lançamento do Compacto.Rec em 2011 é a banda Os Barcos, de Vitória da Conquista – Bahia. Eles vêm embalados pela Tour Fora do Eixo intitulada “Novíssimos baianos”, a qual realizaram em dezembro de 2010, passando por importantes cidades de cinco estados do nordeste brasileiro no lançamento de seu primeiro álbum. O disco sai agora em versão virtual com músicas, letras, release, fotos, vídeo e banners, através do Compacto.Rec, trazendo o que a Bahia tem de melhor e mais promissor.
Sobre o Compacto.REC
O Compacto.Rec é um projeto de lançamento de compactos virtuais com o objetivo de estimular a difusão e distribuição de artistas e grupos atuantes na música independente no Brasil e América Latina.
O projeto é uma realização do Circuito Fora do Eixo, uma rede de trabalhos colaborativos concebida por produtores culturais das regiões centro-oeste, norte e sul no final de 2005. A rede se expandiu e conecta hoje mais de 65 coletivos em 26 estados do Brasil, tendo como principal característica a democratização da tecnologia desenvolvida, pautando suas ações por princípios de economia solidária.
O Compacto teve início em 2007, lançando bandas como Filomedusa e Bang Bang Babies e disponibilizando outros 5 discos na rede. Em 2009, passou a lançar também álbuns completos, gerando um total de mais de vinte mil downloads no ano. Bandas nacionalmente renomadas como a Porcas Borboletas (MG) e o rapper Linha Dura (MT) foram destaques nesse ano. Já em 2010 o projeto deu abertura para bandas novas, porém que apresentavam grande potencial de circulação, como a goiana Johnny Suxxx And the Fucking Boys, a paranaense Nevilton e a Coletânea Grito Rock 2010, que compilou gravações ao vivo (bootlegs) de artistas que circularam durante o festival. Ainda em 2010 o Compacto.Rec fez seu primeiro lançamento internacional, com o álbum “YYY” da banda argentina Falsos Conejos.
A Banda
O nome Os Barcos vem de uma alusão a um escrito de Fernando Pessoa a partir de uma antiga frase dos navegantes: “Navegar é Preciso; Viver não é preciso”, na qual Pessoa escreve que “Viver não é necessário; o que é necessário é criar”. Sendo assim, cada componente da banda é entendido como um barco em meio ao caos navegando em busca de um anti-adoecimento, uma espécie de movimento poético de linhas de fuga.
A banda vem atravessando seu melhor momento até então, realizando apresentações importantes pelo nordeste, participando de coletâneas musicais de alcance nacional e festivais. Em 2010, foi selecionada no edital da Conexão Vivo para se apresentar no Teatro Castro Alves (Sala do Coro) em Salvador, originando o primeiro material áudio-visual.
O Disco
Os Barcos lançam o seu primeiro CD com 12 canções autorais. As letras das músicas trazem conteúdos ora poéticos, ora existenciais, bem como encontros e relações do cotidiano que permitem de maneira simples e direta a expressão dos sentimentos. Trechos como “Homem feito de firmeza e mulher”, “Descartar as previsões, sincronizar dois corações”, “Dissolvendo a tristeza e de amor se torna mulher”, “Pra que esperar alguém que lhe convém?” dão um idéia de como são trabalhadas as letras nesse primeiro CD. As melodias e harmonias buscam compor uma sonoridade que transita pelas produções musicais dos anos 60 e se misturam com a musicalidade atual, buscando dessa maneira, formar um som característico da banda. As músicas sofrem direta e indiretamente influências dos Beatles, The Doors e Los Hermanos, além do Jazz/Rock.
Baixe o disco: www.compactorec.foradoeixo.org.br
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O Circuito Fora do Eixo lança a Campanha “Faça sua cidade gritar também! Promova o maior festival integrado da América Latina”, voltada à conexão de mais produtores para o desenvolvimento criativo da edição em diferentes cidades da América Latina. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas online entre 26 de Novembro e 11 de Dezembro.
O Grito Rock é um festival que acontece durante o Carnaval em várias cidades simultâneamente, com o foco na promoção de artistas independentes. Em 2011, o festival acontecerá de 25 de Fevereiro a 28 de março.
O projeto conectou em 2010 mais de 80 pontos, apresentou 500 bandas independentes, gerou a série Grito Doc – documentário colaborativo com 17 episódios distribuídos semanalmente pela Internet, e ainda desenvolveu as Campanhas Hospedagem Solidária e Transmita o seu Grito, ampliando ainda mais o seu público, que foi em torno de 50 mil pessoas espalhadas por todo o país.
Para a nona edição, a continuidade das campanhas já implantadas se fazem presentes, com a inserção de mais pontos produtores e mais cidades, inclusive espalhadas por toda América Latina, formando assim uma grande teia de trocas solidárias e conhecimento em prol da produção do maior festival em rede do mundo!
Os produtores selecionados contarão, a partir de dezembro de 2010, com a plataforma Toque no Brasil para facilitar a curadoria do seu Grito Rock, bastando a criação do seu perfil e a disponibilização de seu evento no TNB para os artistas se inscreverem.
Para participar é simples, basta ler o regulamento, preencher o formulário e estar disposto a integrar a Equipe do Projeto. Mais informações no site gritorock.com.br .
Dúvidas, mais informações e entrevistas em gritorock2011@foradoeixo.org.br
Nunca se ouviu tanta música. Se há uma crise na indústria fonográfica, o mesmo não pode ser dito sobre a cultura musical em seu sentido mais amplo. Ao lado do consumo dos MP3players, dos acessos às plataformas de disponibilização de músicas on-line (como MySpace e Last.FM), dos dispositivos de downloads (como E-Mule e torrents) e dos sons automotivos; as turnês continuam em alta, a venda de artefatos tecnológicos como home theaters, instrumentos musicais e aparelhos de reprodução sonora de alta qualidade continuam marcando parte do “mercado musical”, isso sem falar na melhoria dos sistemas de reprodução sonora dos computadores pessoais.
Diante desse panorama, o 1º Encontro Nacional de Pesquisadores em Comunicação e Música (COMÚSICA) pretende discutir a música popular massiva em suas especificidades midiáticas, destacando lógicas econômicas, sensibilidades, formatos culturais e tecnologias e suas interrelações.
O evento será realizado entre os dias 01 e 03 de dezembro, no auditório do Sesc Poço, com entrada franca, e deve interessar a estudantes, pesquisadores, músicos, jornalistas e produtores culturais e a todo fã de música em geral.
A programação contempla pesquisadores e acadêmicos de importantes instituições de ensino do País, como Simone Pereira de Sá, da Universidade Federal Fluminense (UFF), Felipe Trotta, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Eduardo Vicente, da Universidade de São Paulo (USP), e Micael Herschmann, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), além de Ronaldo Bispo, da UFAL. A coordenação do COMÚSICA é do professor Jeder Janotti (UFAL/UFPE) – confira o tema das palestras logo abaixo.
No dia 03 de dezembro, o COMÚSICA abre espaço para a apresentação dos trabalhos de outros pesquisadores selecionados, com temas que vão dos gêneros à formação de cenas musicais e da cadeia produtiva da música aos novos atores da indústria musical.
Para participar do COMÚSICA basta acessar o endereço eletrônico www.comusica.com.br e realizar a inscrição, que é gratuita.
:: PALESTRAS ::
01 DE DEZEMBRO (ABERTURA) | 18h às 20h
Simone Pereira de Sá (UFF)
Isto não é Rádio: Plataformas Musicais, Sistemas de Recomendação e Redes Colaborativas
Jeder Janotti (UFAL/UFPE)
Dos Rótulos e das Cenas – Uma Viagem pelo Mercado dos Afetos Musicais
02 DE DEZEMBRO | 18h às 20h
Felipe Trotta (UFPE)
Cabra da Peste e um Caminhão de Raparigas: masculinidade forrozeira e identidade nordestina
Eduardo Vicente (USP)
Música ou Disco? A Questão dos Suportes e de sua Desmaterialização no Meio Musical
03 DE DEZEMBRO – 14h às 17h
Apresentação dos trabalhos selecionados
18h às 20h
Ronaldo Bispo (UFAL)
Música e Criação Coletiva: o Caso BLIP.FM
Micael Herschmann (UFRJ)
Música Independente Constroi uma Nova Era dos Festivais no Brasil
:: SOBRE OS PALESTRANTES ::
Jeder Janotti Jr. (UFAL/UFPE)
Doutor em Ciências da Comunicação pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (2002), com estágio de doutoramento na McGill University (Montreal, 2000), Jeder Janotti é atualmente professor adjunto da Universidade Federal de Alagoas e integrante do Programa de Pós-Graduação da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Bolsista em produtividade do CNPq, o pesquisador tem experiência na área de Comunicação e Mídia, com ênfase em Cultura Midiática, atuando principalmente nos seguintes temas: música popular massiva, estudos culturais, indústrias culturais e cultura midiática. É coordenador do grupo de pesquisa Mídia e Música Popular Massiva, financiado pelo CNPq e autor dos livros Aumenta que Isso Aí é Rock and Roll (2003, E-Papers) e Heavy Metal com Dendê (2005, E-Papers).
Simone Pereira de Sá (UFF)
Pós-doutora em Comunicação pela McGill University, de Montreal, no Canadá. É professora associada e coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal Fluminense (UFF). Pesquisadora do CNPq desde 2000, Simone vem desenvolvendo pesquisa sobre cibercultura, gêneros e cenas na música eletrônica do Brasil, discutindo, no momento, o papel dos sistemas de recomendação musical.
Micael Herschmann (UFRJ)
Graduado em História pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC/RJ) e com mestrado e doutorado em Comunicação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o pesquisador vem desenvolvendo a investigação intitulada "Indústria da música do Estado do Rio de Janeiro: perspectivas e desafios para os circuitos independentes do samba & choro, rock e seresta" (com apoio do CNPq e da FAPERJ). Nos últimos anos, vem trabalhando com os tópicos comunicação, cultura urbana, indústria da música e políticas públicas. É autor de vários ensaios, coletâneas e livros (individuais e em parceria), dentre os mais recentes destacam-se: Indústria da Música em Transição (Ed. Estação das Letras e das Cores, 2010); Comunicação e História – interfaces e novas abordagens (Ed. Mauad X, 2008); Lapa, cidade da música – desafios e perspectivas para o crescimento do Rio de Janeiro e da indústria da música independente nacional (Ed. Mauad X, 2007).
Felipe Trotta (UFPE)
Felipe Trotta é Doutor em Comunicação e Cultura (UFRJ, 2006) e Mestre em Musicologia (Unirio, 2001). Desde 2008, ocupa o cargo de vice-coordenador do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFPE, onde lidera o grupo de pesquisa Mídia e Música Popular, destinado ao estudo das estratégias de construção de identidade, legitimidade estética, e das disputas socioculturais no mercado de música. É também editor da revista E-Compós (Compós, Brasília) e vice-presidente da Seção Latino-Americana da IASPM (International Association for Study of Popular Music). É co-autor do livro Fora do eixo: indústria da música e mercado audiovisual no Nordeste (Ed. UFPE, 2010) e autor de O samba e suas fronteiras: pagode romântico e samba de raiz nos anos 1990 (Ed. UFRJ, no prelo).
Ronaldo Bispo (UFAL)
Professor adjunto do Departamento de Comunicação Social da UFAL, Ronaldo Bispo possui doutorado em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP). Tem experiência na área de Estética da Comunicação, com ênfase em Ciências Cognitivas, atuando principalmente nos seguintes temas: experiência estética e neurociências, formação do gosto, evolução cultural, recepção midiática, superação da dualidade cultura/biologia, relação sentimento/forma e arte/natureza.
Eduardo Vicente (USP)
Doutor em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo (USP), Eduardo Vicente tem experiência na área de Sociologia, com ênfase em Música Popular, atuando principalmente nos seguintes temas: música popular, indústria fonográfica, radiodifusão, tecnologias digitais e música brasileira.
Fonte: currículo Lattes/CNPq
:: SERVIÇO ::
1º COMÚSICA – Encontro Nacional Comunicação e Música
Local: auditório do Sesc Poço (Rua Pedro Paulino, 40, Poço).
Data e horários: entre 01 e 03 de dezembro. Abertura: 01 de dezembro, às 18h. No dia 02 de dezembro, às 18h e 03 de dezembro, a partir das 14h.
Inscrições: www.comusica.com.br
Entrada franca
Informações: www.comusica.com.br e pelo Twitter @co_musica
::
COMÚSICA
Realização: Laboratório de Análise Comunicacional da Música Popular Massiva, com apoio da UFAL, do programa de Pós-Graduação em Comunicação (PPGCOM/UFPE) e do CNPq.
Coordenação: Prof. Dr. Jeder Janotti Junior (jederjr@gmail.com)
Equipe de organização: Victor Pires, Suzana Dias, Morena Melo Dias, Taynara Cunha, José Luiz Rios, Lívia Calheiros e Laís Falcão.
Informações para imprensa: Fernando Coelho [fernando@gazetaweb.com - 8802-8201]
BAIXE AQUI no Banco de Cultura o lançamento online de Rochedo de Penedo, terceiro disco da banda alagoana Coisa Linda Sound System.
Rochedo de Penedo é o terceiro trabalho dos alagoanos Coisa Linda Sound System, grupo formado pelo compositor Marcelo Cabral (voz/baixo/guitarra), o guitarrista e produtor Aldo Jones (guitarra/programações/efeitos), músico e produtor Dinho Zampier (teclado/programações/ efeitos) e o baterista Rodrigo Peixe.
O novo disco tem como paisagem de fundo o Rio São Francisco, suas histórias, sotaques e belezas no caminho “de Minas Gerais pro mar”, onde divide os Estados de Alagoas e Sergipe com suas águas. Apesar da temática do disco, a sonoridade não está pautada no regionalismo, mas em uma musicalidade pop, contemporânea e universal, em canções e temas instrumentais assinados por Cabral, Jones e Zampier, com exceção da balada Menina, de David Barros e Euson Fireman.
A diversidade é a principal marca das composições. O balanço groove na instrumental Grude, a balada folk O Velho, o break beat gritado de Ação Alien ou o petardo que dá nome ao disco, referência à cidade histórica de Penedo, localizada às margens do Rio São Francisco. Onde quer que mire, o Coisa Linda Sound System acerta no tempero e na medida.
Algumas participações especiais abrilhantam Rochedo de Penedo, como os cristalinos violões de João Paulo (Mopho) em O Velho e Menina. Já em Ciranda Dourada, Sergio Soffiatti (OBMJ), que também assina a mix da obra, dá uma palhinha no baixo, e o guitarrista Danilo Farias (Dubex), cai no reggae em Verdes. Fipa Vazquez, do duo eletrônico paulistano Minima, encontrou a batida e a sonoridade perfeita para Flor da Montanha, que abre o disco. A arte da capa, obra do artista gráfico pernambucano Adriano Marcusso, fecha Rochedo de Penedo com chave de ouro.
O show de lançamento do disco físico está previsto para acontecer neste verão em Alagoas.
Esta obra recebeu recursos do Edital de Apoio à Produção de CD da Secretaria de Estado da Cultura de Alagoas. Através do Fundo Estadual de Cultura, FDAC/Alagoas.

HISTÓRICO
A primeira empreitada fonográfica foi Marcelo Cabral e Trio Coisa Linda, de 2005, destacado pela mídia especializada nacional como uma boa surpresa de ares tropicalistas, que acompanhava a tendência de força criativa da música alagoana. Este trabalho contou com as participações especiais de Alvinho Cabral (Fino Coletivo) e Fernando Catatau (Cidadão Instigado).
Da Vida e do Mundo foi lançado em 2009. Neste trabalho a parceria entre Cabral e Jones rendeu um elogiadíssimo disco de rock, em composições simples, pop, com guitarras nervosas e elementos eletrônicos. Da Vida e do Mundo desfilou em diversas listas de melhores discos de 2009 em sites e blogs de música. O disco teve participações especiais de Wado e da cantora Cris Braun.
Entre 2009 e 2010 a banda se dividiu entre as gravações de Rochedo de Penedo e a Turnê Da Vida e do Mundo, que passou pelas cidades de São Paulo, Belo Horizonte, Aracaju, Maceió, Arapiraca, Barra de São Miguel e Recife.
Discografia:
Marcelo Cabral e Trio Coisa Linda (2005)
Da Vida e do Mundo (2009)
Rochedo de Penedo (2010)
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