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Noite Fora do Eixo – 12 de Março

Agora contando com lugar fixo e periodicidade definida, através da produção e curadoria do Coletivo Popfuzz em parceria com Orákulo e Acaz Produções, neste fim de semana, dia 12 de Março as 23 hs, começa a primeira das muitas execuções do projeto NOITES FORA DO EIXO em Maceió, com apresentação das bandas dinG., Gato Negro (Arapiraca) e Dubex.

 

A dinG. (http://www.myspace.com/dingtones), com sua assinatura estilizada, apresenta seu pop ensolarado e jovem com pitadas de música eletrônica e com influências claras de Sublime e For Fun. Já considerada uma das mais novas promessas para música autoral local, nasceu em 2009 e é formada por integrantes já conhecidos na cena musical por seus outros projetos de Reggae e Hardcore: Diogo (guitarra e voz), Alex (baixo), Rodrigo (guitarra), Italo Bruno (bateria) e Bruno (sintetizador).

 


Vinda de Arapiraca, a Gato Negro (http://www.myspace.com/gatonegromusica) apresenta o seu pop rock macio, cheio de influências de Soul e MPB andando pelas viagens sonoras do Lô Borges e Jorge Ben. Aquele tipo de som descolado pra gente bonita dançar e curtir juntinho, com composições bem boladas e letras bem escritas. Formada por Wilson (Bateria), André (Baixo) e Paulo (Guitarra, Vocal) promete ótimos momentos musicais.

 

Por fim, Anderson Bambluck; (vocal), Danilo (guitarra), André Meira (baixo) e Walber Mendes (bateria) formam a Dubex (http://toquenobrasil.com.br/rede/walbergama/), banda que traz para o público maceoense composições com influências diretas do Dub, Reggae, Ragga, Rap e do Funk Masters. A banda foi formada em 2006 e tem grande aceitação tanto do público Reggae quanto na comunidade do Hiphop Alagoano.

NOITES FORA DO EIXO

 

As NOITES FORA DO EIXO acontecerão, em Maceió, todos os sábados no Orákulo trazendo o que há de melhor na música contemporânea local e nacional, trazendo em seu formato  de shows apresentações uma banda não local juntamente com duas locais. As Noites Fora do Eixo começaram como iniciativa de intercâmbio da produção musical entre os coletivos que formam o Circuito Fora do Eixo. Desde então, a rede cresceu e o projeto se multiplicou, alcançando 500 eventos por ano e promovendo a circulação constante de 1.500 artistas em todo o Brasil, possibilitando assim, o intercâmbio das mais variadas linguagens artísticas e vertentes produtivas da cultura a partir de uma perspectiva solidária.

 

Você que tem uma banda e sentiu vontade de participar das NOITES FORA DO EIXO – MACEIÓ poderá fazer sua inscrição no portal Toque no Brasil (http://toquenobrasil.com.br/).

 

Serviço:

O que: NOITE FORA DO EIXO com: dinG., Gato Negro (Arapiraca) e Dubex.

Onde: Orákulo Chopperia.

Quando: Sábado, dia 12 de Março, 23 horas.

Valor: R$10,00

Contatos: Caíque Guimarães 8709-9884/9925-9684

Entrevista com a Nothing is Impossible, Charlie!

Eles surgiram a pouco tempo mas já causaram uma ótima impressão na cena, em 2010. Com um nome que chama atenção, a ‘Nothing Is Impossible, Charlie’ segue com otimismo e muitos planos para esse ano. Nesta entrevista, o vocalista Ivã Soares e o guitarrista Woulthamberg Rodrigues falam sobre o tocar em teatro, Dashboard Confessional, Maionese 6, gravação e sobre a cena de Maceió.

www.myspace.com/nadaeimpossivelcarlos

www.twitter.com/NIICharlie

k diz:

Eu sei que é meio paia perguntar isso, mas qual é a ideia por trás do nome da banda? Tem algo a ver com a proposta de vocês?

Ivã diz:

Na verdade, não. Nothing Is Impossible Charlie é uma frase de um filme que caracteriza a conquista de algo impossível de modo doce e infantil e simples. O que caracteriza a banda, nada mais é do que a simplicidade e a vontade de fazer um som agradável com o toque suave de um vocal feminino que até agora é algo em desenvolvimento.

[c=2]w[/c]oulthamberg. diz:

Não diria uma idéia por trás do nome! Talvez até sobre a proposta por ser uma passagem de um filme que a banda gosta, “A Fantástica Fábrica de Chocolate”, e a forma que a gente cria as músicas e tal! É meio Nothing is impossible, Charlie! Sempre acontece quando eu digo pro Ivã: Esse tempo é estranho! E ele me responde: É, mas eu quero ele assim! E continua e no final de tudo fica ótimo!

Ivã diz:

Mas que vai dar um resultado legal. É como eu digo ao Berg, A NiiC  me deixa tranquilo no meio de tanto estresse de faculdade do dia-a-dia, porque ali, com meus amigos, eu crio e relaxo! Aí que vem a parte boa, é que é a diversão e a amizade que alimentam o negócio.

[c=2]w[/c]oulthamberg. diz:

Também tem as misturas de gênero nas músicas.

k diz:

Que lindo =) Próxima pergunta: Como surgiu a ideia de formar a banda?

Ivã diz:

aushiuahushaiuhsuias

Eu tinha feito a música Smell of Your Breath no começo, sozinho em casa e gravei no PC no clima de férias. Fui criando e criando e criando. Deu que eu falei com o Thiago para marcar no estúdio com dois amigos nossos para ver se a música tinha uma sonoridade quando tocada em conjunto de bom grado e ficou boa, aí eu fiz Never Go Away.

[c=2]w[/c]oulthamberg. diz:

Sempre chamava o  Ivã pra tocar cover de Dashboard Cofessional e esse tipo de música! Ai um dia  (03/01/2010), o Ivã veio almoçar na minha casa e me mostrou Smell of Your Breath e Never Go Away! Músicas que ele já tinha tocado com o Thiago, Matheus e o Lusca em estúdio! Ai eu fiquei super empolgado e acabamos compondo Maybe I’ll Change!

Ivã diz:

Inspirado em uma relação amorosa complicada de um amigo. E foi aí que entrou o Berg. Na mesma semana fui na casa dele mostrar minhas produções e daí saiu a empolgação de formar algo mais consistente.

k diz:

Maybe I’ll Change é minha preferida =)

Ivã diz:

Maybe I´ll Change foi uma música feita aleatoriamente em 30 min. de fim de tarde.

[c=2]w[/c]oulthamberg. diz:

Aí conversamos e entramos em um acordo de colocarmos essas músicas em produções mais elaboradas e em um ambiente de amizade mesmo! Foi quando entrou o Pablo e já a idéia de por a Beatriz no vocal.

Ivã diz:

É desse poder de criatividade que eu falo, que nos faz sentir bem em contato

[c=2]w[/c]oulthamberg. diz:

Engraçado que foi a época que mais produzimos. Foram coisa de, sei lá, doze músicas em dois meses no máximo.

Ivã diz:

Foi. Hoje estamos com quase 20 músicas que se “coçam” por uma gravação e produção.

[c=2]w[/c]oulthamberg. diz:

Eu acho que já passaram das vinte, na verdade, só que tem muita música que ficou engavetada.

Ivã diz:

Um projeto na gaveta!

k diz:

Como funciona o método de composição? Assim, de modo geral.

[c=2]w[/c]oulthamberg. diz:

Ivã é uma máquina de melodias, sério! Estilo máquina de refrigerante que a gente coloca moeda e pega a bebida. Nele a gente coloca a ideia e ele entrega a melodia, mais ou menos assim. Ai faz: Vamos fazer uma música tipo a banda “X”. Ai o Ivã já pega qualquer instrumento e faz.

Ivã diz:

uhsuhaiuhsa

A gente escolhe uma banda que já exista e conseguimos fazer músicas no mesmo estilo só que com nossa cara sem nenhuma semelhança de “clonagem”. E o legal que falamos: “Vamos colar o estilo da banda X com o estilo da banda Y.” e sai algo mais original para a gente.

[c=2]w[/c]oulthamberg. diz:

Normalmente Ivã vem com o grosso. Ai é que entra a coletividade da banda. Thiago já chega junto pra colocar “purpurinas” na música.

Ivã diz:

A gente pensa em um assunto, que em 98% é mulher =X e sai algo

[c=2]w[/c]oulthamberg. diz:

Essa questão do assunto noventa e oito por cento ser mulher está começando a mudar, pelo menos a forma de ser elaborada, com a presença da Beatriz agora.

Ivã diz:

É, a presença da bia modificou muito. A banda ainda vai se apresentar. O que nós mostramos até agora foi 30% do potencial que existe, acredito eu! Precisamos trabalhar mais nas músicas, no vocal, em detalhes. Por isso falo que temos um grande projeto na gaveta esperando para ser trabalhado, o que demanda tempo de todos, inclusive de mim, que é um problemão shuahsasuia

[c=2]w[/c]oulthamberg. diz:

O processo de composição, criação e produção da banda é grande e muito forte. Só que existem mil contratempos. Meu trabalho e faculdade. Trabalho do Pablo. Horários do Thiago e Beatriz. E principalmente Ivã. Que faz medicina e consome muito dele. É algo que a gente entende e tal. E o período que é mais produtivo para todos da banda acaba sendo as férias.

k diz:

Massa! Próxima pergunta: Quais são suas influências musicais? Eu vi anunciarem um show da banda como ‘alt-country’, existe mesmo isso no som de vocês?

[c=2]w[/c]oulthamberg. diz:

Não acho que exista um estilo para definir a banda. Creio que fio dado esse “alt-country” por conta de duas músicas: Smell of the breath e Country song, mesmo que o folk e country sejam estilos muito fortes nas nossas influências. Mas influências mais tendenciosas e descaradas que eu vejo na proposta da banda vem de: John Mayer, Albert Hammond Jr, Little Joy, Magic Numbers, Beatles, Dashboard, Death Cab for Cutie, entre milhares de bandas.

Ivã diz:

auhsiahishausasa

Eu sempre quero colocar algo Folk no meio. Bright Eyes, para mim é algo que possa ter semelhança, mas com a presença da bia pode ser Magic Numbers. Gosto muito de John Mayer, Dashboard Confessional. Tenho meu gosto por Blink-182 reprimido pelo Berg =X

[c=2]w[/c]oulthamberg. diz:

Claro!

Como o meu Beatles e Pink Floyd também são reprimidos pelo Ivã. =)

k diz:

Massa. Próxima pergunta: E sobre cantar em inglês? Vocês pretendem manter isso ou não?

[c=2]w[/c]oulthamberg. diz:

Engraçado que tipo, em matérias que já saíram sobre a Nothing, sempre falaram que nós cantamos em inglês, espanhol e português. Só que tipo, nós só cantamos em inglês. Existe uma passagem em uma música que o Pablo cria um tipo de rap em espanhol que ninguém entende, mas nunca tínhamos feito nada em português.

Ivã diz:

Então… Eu, Ivã, quero fazer muitas músicas em português nessas férias mas, quanto mais tento, mais difícil fica, acho que acostumou. Mas o inglês me limita às vezes. É uma idéia, algo em português, mas tenho medo de perder originalidade. Quem tem mais esse dom é o Thiago, com o português.

[c=2]w[/c]oulthamberg. diz:

Até que com a volta da Beatriz, e algumas certas mudanças no estilo da banda foram feitas, em uma das músicas novas, um trecho em português que é cantado por ela.

k diz:

Entendi. Próxima pergunta: Qual foi o melhor show de vocês até hoje? Por quê?

Ivã diz:

MAIONESEEEEEEEEEE

100%

[c=2]w[/c]oulthamberg. diz:

Fizemos só três shows, mas quem foi para os três, provavelmente vai dividir da mesma opinião, junto com a banda, que o do Maionese foi o melhor, devido ao equipamento fornecido pelo evento. Não que os outros shows tenham sido péssimos, mas o que nos mais deu suporte foi o Maionese. Pode até parecer uma puxada de saco, mas é aquele lance de trabalhar com as pessoas certas.

Ivã diz:

O som estava perfeito! Tava seguro em tocar e cantar. Para mim, tocar em teatro é um SACO e só fizemos 3 shows: 2 em teatro e 1 no Maionese. Tipo, eu prefiro entrar mais em contato com o público! Me sinto menos observado. No teatro estão todos te olhando, julgando cada detalhe, isso me deixa realmente nervoso. E o essencial é o equipamento!

[c=2]w[/c]oulthamberg. diz:

Tocar em teatro tira de certa forma a animação que o público poderia estar passando, principalmente pra banda nova, onde ninguém conhece as músicas que são em inglês. É um certo desafio pra NiiC, show em teatro, mas algo que a gente espera superar e tal.

Ivã diz:

Maionese foi 10

k diz:

Tô ligado. Próxima pergunta: vocês acham que o público corresponde a proposta da banda?

Ivã diz:

Mais ou menos! Talvez por causa do inglês, o que não me importa muito!  Vejo a banda como uma diversão absurda e uma terapia incontestável! Adequar ao público é ruim, prefiro manter a originalidade e expressão e quem gostar, ótimo!

[c=2]w[/c]oulthamberg. diz:

Muita gente fala que a banda é ótima, mas que seria melhor se fosse em português, mas tiveram várias pessoas que pensei nunca se agradar com o som da gente, que já veio falar que se tornou fã da gente. É legal e tal. A banda se formou com um único propósito: um grupo de grandes amigos fazendo música boa (no conceito da própria banda) pra se divertir.

Ivã diz:

Quem não gostar, paciência!

k diz:

Tipo o Marcelo Cabral, né? Ele pirou no show do Linda Mascarenhas.

[c=2]w[/c]oulthamberg. diz:

Foi! Marcelo Cabral do Coisa Linda Sound System é um forte exemplo. Ele viu o primeiro show da gente, escutou a banda no PureVolume e adorou muito.Teve algum evento que ele fez, que eu não lembro exatamente qual o nome agora, mas que quando eu cheguei, estava rolando a demo de Never Go Away, e no evento que a Popfuzz fez da noite folk, tive a sorte de ser convidado por ele pra tocar algumas músicas dele no show.

k diz:

Legal. Vamos pra próxima: Vocês estão gravando um EP, certo? Podem adiantar algo sobre ele?

Ivã diz:

Sim. A gravação do EP será nessas férias, pois teremos tempo para deixar tudo lindo com o iMac do Pablo e minha M-Audio Fastrack Pro. Vai dar para produzir algo bonito, mas demanda tempo e agora temos isso, tempo!

[c=2]w[/c]oulthamberg. diz:

Ainda não existe algo realmente concreto sobre o EP. A ideia é tentar gravar o máximo de música que pudermos com uma boa qualidade durante as férias, e no final das férias tentar lançar um EP. Já começamos uma “pré-produção” de duas músicas novas.

Ivã diz:

Isso, mas bemmmm experimental

haushuaihsiua

[c=2]w[/c]oulthamberg. diz:

Ficou mesmo pra ver o que poderíamos e conseguiríamos fazer, e o resultado foi super satisfatório, e agora que o Ivã comprou equipamento novo, vamos nos aprimorar e tentar gravar algo produtivo e de boa qualidade.

Ivã diz:

O problema até agora é gravação de bateria, mas vamos dar um jeito! Ou então gravar sem bateria por enquanto, algo acústico, acho válido! É algo que irá ser discutido com a banda ainda. A casa do Pablo será ninho da NiiC nessas férias. Vai sair coisa boa!

k diz:

Vai sim =) Próxima: Vocês, além da NIIC, tocam ou já tocaram em várias outras bandas. Ivã tocava baixo na Deslucro, Pablo tocava na Adrenaline, toca na Cross the Breeze, Thiago tocava na infelizmente finada Dom Pedriota e na longínqua Meikidicharque, Berg no Príncipe do Brega e no RC Club. O que vocês acham do momento atual da cena musical independente de Maceió?

[c=2]w[/c]oulthamberg. diz:

Bem! Não sou muito apto pra responder essa pergunta por ser muito chato com gosto musical, mas acho que tem muita coisa boa que não é valorizada. Da mesma forma que existe muita porcaria igual a outra que o povo faz muito alarde. Questão de amizade. Quanto mais amigos você tiver, mais famosa sua banda ruim em Maceió fica, mas isso não é algo generalizado! Existe sim muita banda boa! Eek está ai pra mostrar o que eu quero dizer.

Ivã diz:

A grande lembrança que eu vou ter da minha juventude em Maceió será: Estúdio Poker shausuihahdhaiuhsiuasa. Vamos falar um pouco do Saulinho, que é o pai das bandas independentes de Maceió.

k diz:

Pode crer, pra mim também, vei.

[c=2]w[/c]oulthamberg. diz:

Eek é pra mim uma das melhores bandas de Maceió e é pouco valorizada. Antes de dois mil e dez, a Eek não era ninguém pra Maceió. Não que hoje em dia seja muita coisa, mas porque não dão o devido valor.

Ivã diz:

Isso. Acho que, no momento atual, a Eek é o melhor que temos.

[c=2]w[/c]oulthamberg. diz:

Vejo bandas hoje que em menos de cinco meses já tem fã clube com camisa, adesivo, tocando em rádio e não passam de cópias baratas. É melhor o Ivã falar um pouco mais, porque senão vou acabar citando nomes e sendo mais odiado que o normal.

Ivã diz:

Uashiausauidhuiahushaoidahusihas

k diz:

huahuahuahua

Ivã diz:

O quadro da música independente tem seus ramos em Maceió que estão indo bem, tirando o gosto pessoal pelo estilo. Vejo o Never Say Die Juliet fazendo sucesso no seu ramo musical, por exemplo, com gravação de clipes e etc. de qualidade.

Ivã diz:

A Deslucro, que eu participei, está em ascensão. Bandas como a N4J têm qualidade no seu ramo musical. Acho que todos nós precisamos de gravações, de tempo para trabalhar as músicas, diminuir os ensaios e investir em gravação, de algum modo. Esse é o modo de por a música no mundo, a marca registrada! Problema de Maceió é muito ensaio e pouca gravação!

k diz:

Muito bem colocado. Berg, mais alguma coisa?

[c=2]w[/c]oulthamberg. diz:

O cara pode puxar o saco também? Mas é puxando o saco e falando a verdade. Porque assim… Antigamente a cena alagoana era bastante hardcore devido a falecida Fábrica 86, mas hoje quem movimenta digamos de oitenta à noventa por cento da cena alagoana é a Popfuzz.

Ivã diz:

É verdade.

[c=2]w[/c]oulthamberg. diz:

Mesmo já sendo ativa na época da Fábrica 86. Mas hoje em dia com um pulso mais firme. E a Popfuzz hoje em dia, que trouxe a cena independente à tona. Que por mais que hoje em dia seja como na Fábrica, ir pra um show onde sempre tocam as mesmas bandas, que tocam as mesmas músicas usando praticamente as mesmas roupas, a Popfuzz trouxe o diferencial, o inusitado (lembrando daquela banda com aquele cara tosco e irado! Joey Hooker (Johnny Hooker), algo assim. que foi FODA) o diferencial. Fazendo o Maionese com diversos tipos de “tribos”.

Ivã diz:

Acho interessante o trabalho da Popfuzz!  Poderiam investir em um bar, em uma nova loja, sei lá, na Bovespa, mas não, tiram tempo para desenvolver projetos interessantes que destacam os invisíveis: bandas independentes! Continuem assim! Nosso apoio vocês têm =)

k diz:

Aproveitando o embalo, recomendem alguma(s) banda(s) de Alagoas que vocês acham que vale a pena a galere conhecer.

[c=2]w[/c]oulthamberg. diz:

Eek! Sem duvida alguma. Nothing is impossible, Charlie também. Ótima banda para a galera poder conehcer. ;P

Ivã diz:

Eek ajushauisuasasaus. Tem algo pronto para mostrar. NiiC tem que chegar no seu CD, como a Eek para poder ganhar asas .

[c=2]w[/c]oulthamberg. diz:

Projeto Sonho também é uma banda bem interessante de se conhecer. E pra quem gosta de distorções, tem a Cross the Breeze que provavelmente estará lançando seu EP em janeiro.

Ivã diz:

Sim, muito mesmo. Projeto Sonho é ótimo. DAD FUCKEDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDD and the MAD SKUNKSSSSSSSSS é mtooooooooooooooooooooooo IRADO.

[c=2]w[/c]oulthamberg. diz:

Baztian!

Ivã diz:

Gosto muito mesmo, já falei para o Berg da qualidade internacional que tem a banda Neon Night Riders.É muito bem gravado e trabalhado, perfeito para publicação. Adoro o som dos caras, e saber que é daqui dá uma satisfação enorme.

k diz:

Por fim, o que vocês planejam pra 2011?

Ivã diz:

Gravar! Investir em gravação de qualidade =)

[c=2]w[/c]oulthamberg. diz:

Gravar, produzir, shows e diversão.

Noite Fora do Eixo: 30 de Abril

E ai galere muderna, jovem, linda e saudável! Ainda estão sem saber onde vão curtxir o último fim de semana do mês de abril? Então tenho uma belissima notícia pra vocês:

É com muito orgulho e malemolência que vos informo que neste dia 30 de abril estará pousando uma das mais interessantes bandas de rock instrumental nacional, a Aeromoças e Tenistas Russas , juntamente com o melhor da discotecagem nacional promovido pelo projeto Independencia ou Marte (conhecida como Indie or Mars por você seus/suas hipsters lind@s), ambas diretamente de sampa juntamente com a já querida e conhecida local Baztian, para o que será uma das melhores vibes auditivas, vulgo show, do primeiro semestre. 

………

A Aeromoças e Tenistas Russas já surpreende pelo nome. Comassim Aeromoças e Tenistas Russas? Que raio de bandas é essa? Comofas? Calma coleguinha, já te explico: A banda é rock instrumental pra dançar. Exato, instrumental pra dançar! Segura o queixo ai brother.

Formada em 2007 na cidade de São Carlos (SP), a Aeromoças e Tenistas Russas (posso abreviar pra A&TR?) é dançante, cheia de ginga e com um som incrivelmente contagiante. Imagina se o Macaco Bong tivesse usado seu bong não num clube de rock, mas numa praia, cheia de gatinhas, com drinks, tudo isso numa vibe bem smooth…tudo numa nice, numa tranquila, numa boa. – Ôpa, desce ai um Alexander ai garçon!
Misturando Funk, Acid Jazz, Swing e Rock posso te garantir meu amigo, a vibe é super jóia! Coisa fina mesmo!
baztian por Michel Rios
Baztian (por Michel Rios)
Na mesma noite a Baztian vem destilando o seu rock puramente energético. Misturando influências do Indie Rock (que na minha época chamavamos de guitar haha!) juntamente com o post-hardcore noventista, a banda promete fazer um show memorável. Como sempre faz. É rock, suor, lagrimas e um bando de caba lindo no palco tocando (opa!) e colocando o esqueleto pra balançar!

Por fim, e não menos importante, Temos a discotecagem do projeto Independência ou Marte. Misturando beats e samples em remixes memoráveis, os caras aportam na nossa linda sereia mostrando o que há de mais moderno e descolado na noite paulistana. É pra geral perder a linha sem a dança da motinha. Também vinda diretamente de São Carlos (SP). Podemos definir o som dos caras em duas palavras: VIBE LOCA!

Então é isso ai, mais uma vez, a Noite Fora do Eixo, trás pra galere um show imperdível e eu só tenho a dizer uma coisa: Beijunda e curtam a noitxe no próximo sábado no Orákulo, a partir das 23h, por 10 reais! Porque meu caro Watson, essa promete vum!

Cadê seu Deus agora?

Para conhecer:

http://www.myspace.com/aeromocasetenistasrussas
http://www.myspace.com/baztianbaztian
http://www.myspace.com/indieormars
Serviço:

O que: NOITE FORA DO EIXO com: Aeromoças e Tenistas Russas (SP), Baztian + Discotecagem Independência ou Marte (SP)

Onde: Orákulo Chopperia.

Quando: Sábado, dia 30 de Abril, 23 horas.

Valor: R$10,00

Contato: Caíque Guimarães 8709-9884 / 9925-9684

 

Abre alas que o Grito Rock Maceió 2011 chegou

Por Rodolfo Lima

Assessoria de comunicação Popfuzz

O Grito Rock Maceió 2011, evento que leva música independente para as prévias carnavalescas da capital, acontece no dia 25 de fevereiro (sexta-feira), na praça, Marcilio Diaz, no bairro do Jaraguá. Este ano, o festival conta com sete atrações musicais, dentre alagoanas e de fora do Estado. São elas: Anônimos da Sociedade Underground, Misantropia, Eek, Rei Bulldog, Camarones Orquestra Guitarristica (RN), Voyeur (PE) e Planant (RN).

A banda Voyeur de Recife (por Guilherme Andriani)

O Grito Rock é uma produção do Circuito Fora do Eixo em conjunto com os coletivos locais, e conta com parceria das Casas Associadas e apoio Toque no Brasil. O Festival é filiado à Associação Brasileira de Festivais Independentes – Abrafin. Em Maceió, é produzido pelo Coletivo Popfuzz. O evento faz parte da programação do Jaraguá Folia e conta com apoio da Prefeitura de Maceió.

Apostando mais uma vez na diversidade de estilos musicais, o Grito Rock Maceió 2011 conseguiu diversificar ainda mais em 2011. Filhos da terra, a Misantropia, com seu punk rock politizado e de quase 20 anos de história, é uma das atrações que prometem animar os “rockeiros foliões” presentes. O grupo está laçando seu primeiro disco completo, denominado “Simples e direto”. Também com disco lançado recentemente, a banda Eek, continuará mostrando seu rock com belas melodias, já apresentado em shows de lançamento do CD “Fantasia de equilibrista” por Alagoas, mas dessa vez em um evento aberto e com maior público.

A banda Maceioense Eek

Anônimos da Sociedade Underground (A.S.U) é o nome do grupo de RAP maceioense que vem para diversificar ainda mais o evento, e fazer o público dançar enquanto escuta as idéias de conscientização dos Mc’s Will Grind e Allan FDC. De fora da capital, representando o interior e mais especificamente a cidade de Arapiraca, vem a Rei Bulldog. Com EP lançado no ano passado e shows no interior e em Maceió, os caras fazem um som com influências sessentistas, aliado ao rock moderno de bandas como Strokes e Artic Monkeys.

Os Anônimos da Sociedade Underground

A primeira banda de fora de Alagoas vem diretamente do nosso estado vizinho, Pernambuco. O power trio Voyeur faz rock com música eletrônica, com o intuito de realmente fazer dançar. Assumidamente Electro, o trio recifense tem um EP lançado, chamado Little/Sexy/Love, e já tocou em importantes festivais independentes brasileiros, como a Feira da Música de Fortaleza (CE) e o No Ar Coquetel Molotov (PE).

Planant (RN)

As duas últimas atrações são do Rio Grande do Norte: Planant e Camarones Orquestra Guitarristica. A primeira debuta em terras alagoanas, já a segunda se apresentou em Maceió e Arapiraca no ano passado, agradando bastante ao público alagoano. A Planant começou em fevereiro de 2009, com integrantes oriundos de outras bandas locais. O quarteto toca um rock alternativo com pitadas de pop muito bem executado. O grupo não esconde sua ambição, e talvez tenha sido isso o que chamou a atenção de tantas pessoas em tão pouco tempo de existência.

A última atração do Grito Rock Maceió é a Camarones Orquestra Guitarristica, que percorreu o país inteiro no ano passado, fazendo quase 80 shows. O grupo de rock instrumental tem dois EPs e um CD lançado, e já se prepara para lançar seu segundo CD completo, intitulado “Espionagem Industrial”, além de programar uma turnê ainda maior em 2011, passando por outros países da América Latina.

O palco mais rock das prévias carnavalescas de Maceió já está montado, agora é só comparecer pra conferir de perto as sete bandas que irão passar pelo festival!

Serviço:

O que? Grito Rock Maceió

Quando? 25/02/2011, a partir das 17h

Onde? Praça Marcílio Dias, Bairro do Jaraguá

Quanto? Porra nenhuma, é liberado pra geral!

 

Ouça:

Camarones:  www.myspace.com/camaronesorquestraguitarristica

Planant: http://www.myspace.com/planant

Voyeur: http://www.myspace.com/rockvoyeur

Misantropia: http://www.myspace.com/misantropia

A.S.U: http://www.myspace.com/anonimosdasociedade

Rei Bulldog: http://www.myspace.com/reibulldog

Eek: http://www.bandaeek.com/

She Are – A força autoral da música eletrônica

O selo alagoano Popfuzz Records inicia 2011 apresentando o primeiro traba­lho da banda She Are. Esse é o 11º lançamento do selo (clique aqui para ver o catálogo). A banda She Are integra o coletivo Popfuzz e teve sua origem na cidade de Arapiraca, agreste alagoano, em meados de 2009. Formada por: John Harisson (bateria), Emilio Lima (guitarra), Marcos Cajueiro (PC Keybo­ard) e Tales Maia (synths), o grupo surge com a proposta de construir uma sonoridade eletrônica mesclando breakbeat, trip hop, psytrance, 8 bit e indie pop(“retrospace beat”).

 

 

O EP virtual da banda, auto-intitulado, surpreende pela diversidade de timbres eletrônicos bem escolhidos, guitarras simples e distorcidas, e batidas que alternam a experimentação e o clima de pista total! As quatro faixas instrumentais do EP foram batizadas apenas como Beat 1, Beat 2, Beat 4 e Beat 8. Assim mesmo, sem muito detalhe para os títulos.  Foco na música. Vamos às faixas.


Beat 1 tem uma sonoridade vintage e umas linhas de baixo empolgantes que anunciam a batida quebrada e modesta, mas que cresce gradualmente para um final “todo mundo dançando” de dissonâncias eletrônicas. O segundo beat vem numa onda trip hop para depois cair num batidão com guitarradas na orelha, e uma seqüência de efeitos que criam umas atmosferas que em alguns momentos lembram o grande Daftpunk.  Beat 4 tem uma pegada mais rock e a faixa 8 chega com mais melodia, encerrando o EP com um clima lounge de acordes melancólicos.


Um bom conjunto de músicas é aquele que é bom para escutar dançando na balada, trabalhando em frente ao computador ou dirigindo sem pressa na estrada. Este EP do She Are vai bem nas três opções, e, se isso é só o começo, aguardamos os próximos beats dos caras.  

Por Marcelo Cabral

A Banda:

 

 


A She Are surgiu no final da década 00, a década do breakbeat underground em Arapiraca/AL. Em 1997, a Banda The Prodigy fez um show histórico na cidade alagoana, depois disso ela nunca mais seria a mesma. Esse show mudou completamente a cena musical. As bandas começaram a surgir. Casas cladestinas nasceram nos porões. O Power Metal – soberano na época – começou a dar lugar a uma nova musica eletrônica, que passou a influenciar bandas que foram surgindo em todo o estado de Alagoas, como Neon Night Riders e Kidnap K. Em 2009, 4 amigos que tocavam em bandas diferentes resolveram criar uma nova banda: She Are. Emilio lima (Ex -Engineers From Outer Space), John Baptista (Ex-Biker Fellas From Mars), Marcos Cajueiro (Ex-Last Lap Around The Sun) e Tales Maia (Ex-Space Loneliness) se juntaram para fazer “RETROSPACE BEAT”, estilo predominante nas festas arapiraquenses de musica eletrônica. A banda começou a tocar nos pubs da cidade e conquistou o público local. Agora, com seu EP, a banda parte para a conquista de outros públicos.    

 

DOWNLOAD

www.myspace.com/shearebr

www.popfuzz.com.br

Contato:

@marcos_cajueiro

(82) 8812-8334

marcoscajueirocajueiro@gmail.com

@tales_maia

(82) 88550019

Talesmaia@popfuzz.com.br

Inscreva sua banda no Grito Rock Maceió!

O prazo para a inscrição se encerra no dia 10 de Fevereiro.

Crescendo mais a cada ano, em 2011 o Grito Rock chega a sua nona edição com o impressionante número de mais de 130 cidades realizadoras , consolidando-se como o maior festival integrado das Américas.  O festival ultrapassa a fronteira da América Latina e será realizado em 10 países: Brasil, Argentina, Uruguai, Bolívia, Chile, Panamá, Costa Rica, Honduras e El Salvador.  A expectativa é que mais de 700 artistas se apresentem para um público de aproximadamente 200 mil pessoas.

A segunda edição do Grito Rock Maceió acontece no dia 25 de fevereiro, nas prévias de carnaval, na praça Marcilio Dias, no bairro do Jaraguá. Para a sua banda tocar é só entrar no site do Toque no Brasil e cadastrar seu grupo no portal. Assim, a sua banda pode ser uma das selecionadas para tocar em meio aos blocos carnavalescos e mandar seu som no palco mais rock do Jaraguá Folia.

O Grito Rock é uma produção do Circuito Fora do Eixo em conjunto com os coletivos e conta com parceria das Casas Associadas e apoio Toque no Brasil. O Festival é filiado à Associação Brasileira de Festivais Independentes – Abrafin. Em Maceió, o evento é produzido pelo Coletivo Popfuzz, integrando a programação do Jaraguá Folia.

Clique aqui e acesse o Grito Rock Maceió no Toque no Brasil e inscreva já a sua banda!

Você pode se inscrever também no Grito Rock Arapiraca 2011! Clica aqui ó!

 

Nós só precisamos do primeiro rock do ano pra rachar sua cabeça

No dia 14 de janeiro, você leitor e fã de rock do Estado de Alagoas terá a oportunidade de ver uma das bandas mais energéticas e barulhentas do chamado rock independente brasileiro. Trazido pelo coletivo Popfuzz, diretamente de João Pessoa (PB) vem a zuada maravilhosa do Zefirina Bomba. Juntam-se a eles para o evento os alagoanos da Sticky Garden e da Baztian. O show acontece no Teatro Linda Mascarenhas, na Av.Fernandes Lima (ao lado do CEPA), a partir das 20h.

É segunda da banda vez na cidade de Maceió. A aconteceu na turnê Bandas Novas MTV no Nordeste, na qual se apresentaram juntos de Vanguart, Ecos Falsos, Daniel Beleza e Rock Rocket na casa de show Maikai (ahn?!? mentira!?!? é sério pow!). O Zefirina Bomba volta dessa vez com dois CDs lançados, Noisecoregroovecocoenvenenado, de 2005, e o recente “Nós só precisamos de 20 minutos pra rachar sua cabeça”, de 2010. Como a própria descrição do Myspace dos caras os descrevem: “Zefirina é uma banda da Paraíba que usa um violão todo fudido e faz um barulho desgraçado”. Na minha tentativa de defini-los, com muito menos criatividade do que os próprios, diria que eles tocam Garage Punk com pitadas de grunge, emulando Mudhoney, Nirvana, Stooges, Mc5, Sonics etc. tudo isso com um sotaque nordestino lindo e um grande barulho que sai de uma viola literalmente “fudida”, como descrito acima, distorcida a todo vapor, comandada por Ilsom, aliada ao baixo de Martim e a bateria de Guga.

Completando o show temos a velha conhecida dos eventos da Popfuzz, a Baztian, caracterizada pelo seu som influenciado pelo Indie Rock americano dos anos 90 e muito do Post Hardcore de Washington. Fechando o line-up, temos a novata Sticky Garden, ainda desconhecida no cenário alagoano, que é um power trio que soma influências do Garage Rock sessentista juntamente ao Punk Rock clássico dos Ramones e Sex pistols. O evento ainda contará com a discotecagem do DJ Belushi, tocando clássicos do Grunge, Garage e Punk Rock, fora a banquinha de CDs da Popfuzz e do rango vegan para matar a fome da geral. Tudo isso por R$ 5,00! Tu não xampras?

Pra conhecer o som: www.myspace.com/zefirinabomba
www.myspace.com/baztianbaztian
www.myspace.com/stickygarden

O quê? Zefirina Bomba (PB), Baztian e Sticky Garden
Quando? Dia 14 de janeiro (Sexta), ás 20h.
Aonde? Teatro Linda Mascarenhas (IZP), Avenida Fernandes Lima.
Quanto? R$ 5,00.

Por quê? Porque, é Rock!

Compacto.REC lança a banda baiana OS BARCOS

O primeiro lançamento do Compacto.Rec em 2011 é a banda Os Barcos, de Vitória da Conquista – Bahia. Eles vêm embalados pela Tour Fora do Eixo intitulada “Novíssimos baianos”, a qual realizaram em dezembro de 2010, passando por importantes cidades de cinco estados do nordeste brasileiro no lançamento de seu  primeiro álbum. O disco sai agora em versão virtual com músicas, letras, release, fotos, vídeo e banners, através do Compacto.Rec, trazendo o que a Bahia tem de melhor e mais promissor.

Sobre o Compacto.REC

O Compacto.Rec é um projeto de lançamento de compactos virtuais com o objetivo de estimular a difusão e distribuição de artistas e grupos atuantes na música independente no Brasil e América Latina.

O projeto é uma realização do Circuito Fora do Eixo, uma rede de trabalhos colaborativos concebida por produtores culturais das regiões centro-oeste, norte e sul no final de 2005. A rede se expandiu e conecta hoje mais de 65 coletivos em 26 estados do Brasil, tendo como principal característica a democratização da tecnologia desenvolvida, pautando suas ações por princípios de economia solidária.

O Compacto teve início em 2007, lançando bandas como Filomedusa e Bang Bang Babies e disponibilizando outros 5 discos na rede. Em 2009, passou a lançar também álbuns completos, gerando um total de mais de vinte mil downloads no ano. Bandas nacionalmente renomadas como a Porcas Borboletas (MG) e o rapper Linha Dura (MT) foram destaques nesse ano. Já em 2010 o projeto deu abertura para bandas novas, porém que apresentavam grande potencial de circulação, como a goiana Johnny Suxxx And the Fucking Boys, a paranaense Nevilton e a Coletânea Grito Rock 2010, que compilou gravações ao vivo (bootlegs) de artistas que circularam durante o festival. Ainda em 2010 o Compacto.Rec fez seu primeiro lançamento internacional, com o álbum “YYY” da banda argentina Falsos Conejos.

A Banda

O nome Os Barcos vem de uma alusão a um escrito de Fernando Pessoa a partir de uma antiga frase dos navegantes: “Navegar é Preciso; Viver não é preciso”, na qual Pessoa escreve que “Viver não é necessário; o que é necessário é criar”. Sendo assim, cada componente da banda é entendido como um barco em meio ao caos navegando em busca de um anti-adoecimento, uma espécie de movimento poético de linhas de fuga.

A banda vem atravessando seu melhor momento até então, realizando apresentações importantes pelo nordeste, participando de coletâneas musicais de alcance nacional e festivais. Em 2010, foi selecionada no edital da Conexão Vivo para se apresentar no Teatro Castro Alves (Sala do Coro) em Salvador, originando o primeiro material áudio-visual.

O Disco

Os Barcos lançam o seu primeiro CD com 12 canções autorais. As letras das músicas trazem conteúdos ora poéticos, ora existenciais, bem como encontros e relações do cotidiano que permitem de maneira simples e direta a expressão dos sentimentos. Trechos como “Homem feito de firmeza e mulher”, “Descartar as previsões, sincronizar dois corações”, “Dissolvendo a tristeza e de amor se torna mulher”, “Pra que esperar alguém que lhe convém?” dão um idéia de como são trabalhadas as letras nesse primeiro CD. As melodias e harmonias buscam compor uma sonoridade que transita pelas produções musicais dos anos 60 e se misturam com a musicalidade atual, buscando dessa maneira, formar um som característico da banda. As músicas sofrem direta e indiretamente influências dos Beatles, The Doors e Los Hermanos, além do Jazz/Rock.

Baixe o disco: www.compactorec.foradoeixo.org.br

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Retrospectiva Popfuzz 2010

Ae galera que lê o site da popfuzz, final de ano/começo de ano sempre rola aquelas paradas de retrospectiva, melhores do ano, listas etc. A gente resolveu escrever os melhores eventos organizados pela galere aqui do Coletivo Popfuzz nesse ano de 2010, pra começar com o pé direito 2011 e com a chinfra sempre a frente.

Vamos começar pelo 5º evento eleito, porque começar pelo 1º tira toda a graça e o suspense, se bem que você pode usar a barra de rolagem e ver logo o primeiro, seu estraga vibe.


5º Lugar – Prévia Maionese Arapiraca

A segunda experiência do coletivo Popfuzz na cidade de Arapiraca (Grito Rock 2010 foi o primeiro) ganhou o quinto lugar por ter sido o primeiro evento fechado em Arapiraca, feito pelo coletivo. O show fez parte das Prévias do festival Maionese 2010, que aconteceram durante todo o mês de maio e com uma edição em Arapiraca. O evento aconteceu no anexo do Clube dos Fumicultores e o line-up contou com a maceioense Coisa Linda Sound System e as arapiraquenses My Midi Valentine, Bianca is not a girl e Sub Produto do Rock. Segundo relato dos comparsas de coletivo, o show ocorreu tudo bem e conseguiu passar do estranhamento do público no começo do a baile de dança ao decorrer do evento. Ponto para o público, para as bandas de Arapiraca e 5º lugar aqui.

4º Lugar – II Fora-do-Eixo Nordeste

No dia 18 de abril foi realizado o II Fora-do-eixo Nordeste Tour com as bandas Nevilton (PR) e Minibox Lunar (AP). Esse show foi bem importante porque conseguimos encaixar as bandas no projeto Maceió Viva Cultura, organizado pela Fundação Municipal de Ação Cultural. As bandas se apresentaram pela tarde, começo da noite. Eu e mais outros membros do Coletivo chegamos atrasados para o show e não vimos nenhuma das bandas, já que estávamos voltando do recife, onde ocorreu o Abril Pro rock e reuniões fora-do-eixo nordeste. Relatos dos amigos que participaram da organização de forma efetiva mostrou que o evento fluiu maravilhosamente bem. O público aleatório que só shows abertos proporcionam foram um dos pontos altos, fora a a grande apresentação das bandas. Mesmo tendo perdido o case de pedais um dia antes em Recife, o Nevilton fez um show super empolgante. O pôr-do-sol, boas bandas, o público curioso e a nossa bela praia deu o 4º lugar a II Fora-do-Eixo Nordeste Tour.

P.s: Esperamos que o projeto Maceió Viva Cultura retorne logo. O evento é muito importante para difundir a música na cidade.

3º Lugar – The Biggs no Jungle

O dia 17 de janeiro de 2010 ficou marcado como o último show realizado pela Popfuzz no antigo Jungle Music Bar, que ficava na Av. Comenador Leão, no Jaraguá. A Popfuzz trouxe junto da Fvm produções a banda paulista The Biggs, os sergipanos da The Baggios e mais os alagoanos da Misantropia e Baztian, para um domingo rockeiro. O evento também é lembrando por nós por conta de vários imprevistos, como um quase cancelamento do show devido a política sem sentido de não permitir apresentação de bandas Punks no recinto (caso da Misantropia), até o susto da falta de público que logo virou alegria ao vermos a casa cheia “de repente”. Tudo isso serviu para que a realização se tornasse uma verdadeira conquista. Depois de muito desenrolo, no final da noite levamos a “garota” pra casa e nos demos bem. Terceiro lugar pro Biggs na antiga Jungle.

P.s: Destaque para a primeira roda de pogo já feita no antigo Jungle!

2º lugar – Maionese.

Como talvez muitos já saibam, a “menina dos olhos” do coletivo Popfuzz sempre foi o Festival Maionese. Organizado a seis anos no mês de maio, todas as edições foram inesquecíveis, mas esse ano com certeza foi a mais ambiciosa e trabalhosa de todas. O Festival aconteceu pela primeira vez em dois dias, 28 e 29 de maio, com 20 bandas, sendo seis de fora do Estado, fora ainda o ciclo de palestras e pocket shows realizados entre os dias 24 a 28, e a prévia em Arapiraca. Então é claro que  maior show já organizado pelo Coletivo Popfuzz não poderia faltar na lista, mas ele não foi importante para nós só por sua grandeza. O festival foi responsável por nos proporcionar shows de bandas que dificilmente iríamos ver se apresentando em Maceió e que praticamente eram quase uma unanimidade para membros do coletivo, como é o caso dos paulistas da Pale Sunday, que nunca tinham tocado no Nordeste e se emocionaram ao ver várias pessoas cantando suas músicas (e a gente da Popfuzz se emocionou também, na hora do show todo mundo largou o trabalho e ficou grudado no palco). A realização pessoal também aconteceu por ter sido a primeira vez que o festival integrou vários estilos diferentes como o Rap, hardcore e o metal. E ainda a experiência de termos alugado um galpão para realizar shows que só foi feita por culpa do festival.

Tanto trabalho para organizar o festival não foi recompensado monetariamente e sim rockisticamente/culturalmente, que vale mais que barras de ouro e que valem mais que dinheiro. É segundo lugar pra eles Lombardi.

1º lugar – Grito Rock Maceió

O vencedor da nossa lista dos melhores shows de 2010 foi …..tchananan…….. o Grito Rock Maceió (eita, já tava lá em cima escrito, que suspense merda). O evento, que é realizado em todo o Brasil na época do carnaval, teve sua primeira edição em Alagoas no ano de 2010.

Feito na praça Macilio Diaz e inserido na programação do Jaraguá Folia, a prévia de carnaval super animada de Maceió, o Grito Rock fez possível escutar rock em meio a marchinhas, frevos e sambas dos blocos de carnaval. Sete bandas se apresentaram: Caldo de Piaba (AC), Pumping Engines (RN), Sex on the Beach (PB), Gato Negro, My Midi Valentine, Coisa Linda Sound System e Dad Fucked and the Mad Skunks. Nem a chuva durante o show do Caldo de Piaba espantou o público, nem os problemas técnicos com o som impediu banda alguma de se apresentar e nem o cansaço (no meu caso e de alguns) de ter chegado de viajem e ir diretamente tocar novamente tirou o ânimo de participar do evento. A praça Marcilio Diaz virou um baile de dança em certos momentos e a uma roda punk gigante em outros. A música alternativa se apresentou gratuitamente ao povo de Maceió e em plena festa carnavalesca. Sonho realizado. Claro que é primeiro, claro que ganhou, o rock venceu.

Essa foi a nossa listinha de retrospectiva, minha gente, espero que em 2011 o número de shows duplique e que o Rock, sinônimo para rap, reggae, jazz, samba, literatura, cinema, teatro, artes plásticas, chinfra e xampra, só cresça no nosso estado de Alagoas e no Brasil!

Rodolfo Lima

Vice campeão norte-nordeste peixinho dourado, 1995, no nado peito (esse é verdade, sério mesmo!)

A 1ª Reunião Colaborativa e o Nascimento do PCult_AL

A proposta era muito simples: repensar os hábitos da cultura independente alagoana. Essa foi a idéia base da “Rehab”, primeira reunião colaborativa convocada pelo Coletivo Popfuzz.

 

Realizada nesse domingo (19) como parte da programação do Afina Alagoas, uma iniciativa do Instituto Zumbi dos Palmares que visa debater e fomentar a profissionalização da produção musical alagoana, a reunião tinha como principal objetivo extrair um diagnóstico de quais são as maiores demandas locais no campo da cultura, e pensar as formas de  solucionar cada problema exposto pelos agentes culturais presentes.

Tivemos representantes de vários setores atuantes no campo: membros de coletivos, bandas, acadêmicos, atores, comunicadores e a equipe do próprio IZP. Uma das primeiras coisas que notamos nesse primeiro momento foi o quanto, todos nós, mesmo que atuando de forma completamente diferente, tínhamos problemas idênticos e que aquele seria o espaço para juntarmos esforços e tramarmos soluções para os problemas que já se estendiam no nosso estado há vários anos.

Visualizamos isso perfeitamente quando entramos na primeira pauta: a lei de incentivo fiscal. Não sabíamos disso, mas já existiam movimentações de aglutinação política para a aprovação dessa lei, o que andava acontecendo é que justamente esses movimentos não se comunicavam, não sabiam sequer da existência um do outro.  Essas convergências de opinião só aumentaram quando começamos a conversar sobre o papel crucial dos conselhos de cultura nesse processo de construção e empoderamento das políticas culturais, ou mesmo da ocupação dos espaços públicos e privados para realização de eventos culturais no estado de Alagoas.

A partir daí começamos a compreender que precisávamos sistematizar essa relação que estávamos construindo, tanto para amarrar melhor os encaminhamentos, quanto pra potencializar a nossa comunicação, transformando isso em algo que vá nos acompanhar cotidianamente, para que possamos estar em contato e planejar ações com maior rapidez e maior frequência. O que poderia caracterizar e servir de referência para tudo isso que estávamos pensando? A reposta: O Partido da Cultura (PCult)!

Fizemos uma apresentação básica sobre o que é o Partido da Cultura e falamos do quanto ele tem se consolidado por todo o país. Não tínhamos em Alagoas nenhuma ação do Pcult e essa seria a oportunidade ideal de iniciarmos nossa entrada nessa rede de discussão sobre as políticas culturais brasileiras, de ingressarmos nesse campo político com um lastro que se estendia nacionalmente. Criamos a lista de emails, agendamos pautas para discussão online, agora é correr atrás.

Quem estiver com disposição para construir junto, pode entrar nessa lista de emails aqui.

Segue a gente no twitter: @PCult_AL

Quer saber mais sobre o Pcult? http://partidodacultura.blogspot.com/

Eek – Fantasia de Equilibrista

A Eek chama atenção por mostrar que música essencialmente pop não precisa ter medo de guitarra. Sem exagero algum, Fantasia de Equilibrista é um CD com um nível de produção que em muito excede o que se tem feito em Alagoas, mas a produção impecável torna-se um mero detalhe quando inserida no todo que é o álbum em si. As músicas extremamente bem compostas revelam a maturidade de Diogo Braz enquanto letrista e vocalista: os refrães são marcantes sem que haja sacrifício ao conteúdo das letras, o que é extremamente raro em música pop, e, ainda que existam ecos do fenômeno que é a influencia do Los Hermanos na estrutura da banda, a Eek não para aí e faz música com identidade própria, transitando com facilidade entre o Reggae, o Rock, o Pop e a MPB num sincretismo de estilos próprio da cena emergente de Alagoas.

As músicas do álbum caminham entre diversos estilos sem causar estranhamento, ao mesmo tempo, a solidão, a noção de temporalidade atrelada à vida urbana, relacionamentos e rotina amarram o conceito de Fantasia de Equilibrista, que com bons solos de guitarra (o de “Tempo”, por exemplo) revelam a qualidade e a versatilidade de Wagner Sampaio como guitarrista. Os músicos da Eek, aliás, são alguns dos melhores de Alagoas por si só (Christophe Lima e Leo Tarja-Preta são uma dupla tão afiada ao vivo quanto em estúdio), executando linhas melódicas e rítmicas pouco usuais que não deixam o álbum cair na mesmice.

Músicas pra se destacar: Paranóica, Tempo, Onde Quer Que Faça Sentido, Fantasia de Equilibrista, Calendários e Chegando ao Fim, que é uma das músicas mais tristes jamais produzidos no estado ensolarado das Alagoas.

Em poucas palavras, Fantasia de Equilibrista é um álbum original, surpreendente e autêntico, que tem tudo para ser um marco na história da música alternativa alagoana.

AFINA ALAGOAS – A música alagoana em destaque

Mínima Orquestra, lançamento de disco, debates e 24h de música alagoana na Educativa FM

 

 

Nos dias 17, 18 e 19 o Espaço Cultural Linda Mascarenhas promove uma série de ações culturais dentro do projeto Afina Alagoas, iniciativa do Instituto Zumbi dos Palmares em parceria com a Cooperativa da Música de Alagoas e o Sebrae. O objetivo é fomentar, debater e incentivar a profissionalização da produção musical alagoana.

 

No dia 17, sexta-feira, às 20h, Cris Braun e Toni Augusto apresentam o projeto Mínima Orquestra, que reúne música, luz, vídeo, performance, gastronomia, artes e humor, com os músicos usando tudo o que estiver ao alcance da vista e da mão.

 

Com cenário de Silvana Matos, imagens de Coelho, iluminação de Baboo e arranjos sonoros de Brebau, os músicos Cris Braun e Toni Augusto apresentam um repertório autoral e também recriações totalmente livres. Para o evento, recebem o guitarrista Gabriel Cerqueira como convidado especial e oferecem aos convidados uma combinação gastronômica inusitada: sanduíches especiais e champagne.

 

No sábado, dia 18, às 20h, o Linda Mascarenhas recebe a banda Coisa Linda Sound System, formada pelo compositor Marcelo Cabral (voz/baixo/guitarra), o guitarrista e produtor Aldo Jones (guitarra/programações/efeitos), o músico e produtor Dinho Zampier (teclado/programações/ efeitos) e o mais novo membro da banda, o baterista Felipe Gomes, que estréia neste show. A banda vai lançar seu terceiro disco, intitulado Rochedo de Penedo, e na ocasião apresentará pela primeira vez ao vivo o novo repertório ao público.

 

O disco tem como paisagem de fundo o Rio São Francisco, suas histórias, sotaques e belezas no caminho “de Minas Gerais pro mar”, onde divide os Estados de Alagoas e Sergipe com suas águas. Apesar da temática, a sonoridade não está pautada no regionalismo, mas em uma musicalidade pop, contemporânea e universal, em canções e temas instrumentais.

 

Repensando - já no domingo, dia 19, às 14h, o Afina Alagoas, através do Coletivo Popfuzz, convida os agentes da cadeia produtiva da música em Alagoas para a reunião colaborativa Rehab: Repensando Hábitos da Cultura Independente Alagoana, que visa promover o debate e apontar soluções para questões pertinentes à música independente do Estado, como autogestão de artistas, direitos autorais, reinvidicação pela lei estadual de incentivo fiscal para a cultura, mídias livres, entre outros.

 

Visando à integração dos participantes na formulação dos temas a serem debatidos, o Coletivo Popfuzz receberá sugestões de pauta por meio dos e-mails: lrbfarias@gmail.com e nandobgm@gmail.com. A reunião também será transmitida ao vivo pela internet, por meio do projeto Observatório Fora do Eixo, promovido pelo Circuito Forado Eixo (www.foradoeixo.org.br).

 

Além da reunião, haverá também, às 17h, uma gravação de especial ao vivo do programa Vida de Artista, diretamente do Linda Mascarenhas, que será exibido em seguida na TV Educativa.

 

Fechando esta edição do Afina Alagoas, no dia 19 será oferecido ao público, através da Rádio Educativa FM, 24 horas de programação musical com composições de artistas alagoanos.

 

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SERVIÇO

Projeto Afina Alagoas – A Música Alagoana em Destaque

 

Programação:

Dia 17, às 20h – Mínima Orquestra, com Cris Braun e Toni Augusto

Dia 18, às 20h – Lançamento do disco Rochedo de Penedo, da banda Coisa Linda Sound System

Dia 19 – 14h - Rehab: Repensando Hábitos da Cultura Independente Alagoana

17h - Programa “Vida de Artista” ao vivo (às 17h)

24h de programação musical local na Educativa FM

 

 ONDE: Espaço Cultural Linda Mascarenhas- IZP

Parceria: IZP/ COMUSA / SEBRAE- AL

Entrada franca