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Para aqueles que ajudaram o rock, nós os saudamos com o 1º bootleg do Maionese 2011

Como diz o Jair Naves na música Silenciosa: “Passou, acabou…”, mas é só por esse ano. Depois de 4 meses colhendo informações e frutos do maionese e o saldo foi mais do que positivo. Foram 2 dias de shows, com 20 bandas, 6 exposições, 10 banquinhas e tudo isso graças a vocês que compareceram ao festival.

O coletivo Popfuzz vem do fundo do coração agradecer a todos vocês que compareceram, prestigiaram e curtiram essa edição do Festival Maionese. Afinal vocês são o combustivel que nos faz querer cada vez mais correr e movimentar a cidade.

E como agradecimento estaremos disponibilizando a cada 15 dias um bootleg dos shows que aconteceram no evento. Tudo isso pra que vocês (e nós) possamos relembrar as noites mágicas que foram as noites do Festival Maionese 2011.

O primeiro bootleg que está disponibilizado é do Jair Naves, compositor e cantor nascido em Araguari (nome do EP da tour) que executou um dos (senão o) mais comoventes e tocantes shows do evento. Ex-frontman do Ludovic, Jair Naves em sua banda solo explora um som mais calcado no folk rock com letras introspectivas e voltadas para suas experiências de vida. O EP Araguari foi lançado em fevereiro de 2010 foi considerado um dos melhores lançamentos independentes pela crítica especializada. Mais um presentinho pra vocês.

No fim deste post vem uma carta aberta a todos os que nos ajudaram a construir e executar esse sonho que é realizar o Festival Maionese. Nós do Coletivo Popfuzz gostariamos de dizer: MUITO OBRIGADO MESMO!

 

Carta de Agradecimento

Jair Naves – Ao Vivo – Festival Maionese (2011)

A estrada para alegria por uma trilha no meio do mato: Conheça Road to Joy e seu Nature EP, o mais novo rosto do folk brasileiro, mais um lançamento Popfuzz Records

Por: Rodolfo Lima

Coletivo Popfuzz


O mais novo lançamento da Popfuzz records vem do nosso Estado vizinho, Sergipe, mais precisamente da sua capital, Aracaju, o Road to Joy, com o EP, Nature.

O RTJ, teve seu nome extraido de uma música de um dos grandes nomes do Alt/folk dos anos 00’s, o genial Bright eyes. E assim como a banda de Conor Oberst, eles fazem folk indie sim, senhor!

O primeiro lançamento do grupo, Nature, realmente faz alusões sonoras e líricas a natureza durante todo o disco. Sons inusitados de grilos, sons ambientes do mato, viram arranjos junto aos violões, baixo, bateria, teclado e dentre os inúmeros instrumentos usados no EP.

Gustavo Machado, Ítalo Nascimento e Sabrina Porto, cantam em inglês e soam como um grupo folk vindo do Texas, do Nebraska, de Kentucky, ou, porque não, de Sergipe! O mundo pós moderno pode nos proporcionar isso, a internet que aproximou as culturas e o mais importante, nos possibilita ter um contato mais direto, fácil, com o tão amado rock de todas as épocas e lugares (em rock leia-se música, se quiser. Para os caretas!).

Então, o Road to Joy pega o alt/folk do Bright eyes, Wilco, Belle and Sebastian;  junto a os grandes mestres Bob dylan, Neil Young e até dão uma passeada pelo psicodélico mais acústico na praia daqueles meninos os… Beatles o nome? é isso mesmo? Para dar formato ao seu belo som.

Logo na primeira música, Wildflower, dá pra notar o cuidado com os arranjos, com as vozes que se completam muito bem de Gustavo e Sabrina. Tudo bem encaixado, bem tocado, uma canção com muito primor, grande abertura!

Wildflower by roadtojoy

Summer sonnet começa com um ar lo-fi, alguns barulhos de rua, enquanto o violão rasteja um country que logo emula bandas clássicas do powerpop como o maravilhoso, Big star, isso sem perder a vêia folk. Bela canção rockeira!

Honeydew é uma balada lindinha com um pé no Wilco do grande Jeff Tweedy! Vocais que se cruzam, fluem muito bem com a música, um grilinho que empresta sua voz também e dá um charme mais bucólico ainda a música. Essa é pra ouvir ao ar livre, de preferência em um gramado, numa tarde agradável.

Señor Ariza, é a mais setentista do disco. Ótimos arranjos de guitarra, uma boa psicodelía, o vocal inspirado de Gustavo, também bela passagem vocal de Sabrina, onde a letra mescla inglês e espanhol! Baixo pulsante, piano, escaleta, bateria firme! A mais rock do disco, músicão!

Señor Ariza by roadtojoy

A última canção, The other side of the river, é aquela fofinha, cuti cuti do disco. Uma espécie de ukelele dita a música toda, depois unem-se ao ukelele, um teclado, um discreto xilofone e uma bonita divisão vocal. Acaba muito bem o disco, deixa aquele sorriso, aquele “ó, que lindo” e aquele “vou ouvir de novo!” no ar.


Download

Indispensável para os fãs de folk, indie, alt country e boa música em geral! Muito bom saber que o Estado de Sergipe vai muito bem de bandas. O Road to Joy, com o EP, Nature, dá uma bela lição de arranjos, boa execução de instrumentos e belas melodias! Baixa agora, pra você ver que eu não tô brincando!

Conheça mais sobre a banda:

http://www.roadtojoy.com.br/

Curta os caras no Facebook:

http://www.facebook.com/roadtojoyband

A cópia física também pode ser obtida através da  Banquinha Popfuzz ou fazendo um pedido através do e-mail: popfuzzdistro@gmail.com

Acompanhe as novidades desse e outros lançamentos através de nosso twitter @popfuzzrec ou utilizando a hashtag #pfr018

Popfuzz e Panan trazem Workshop de cinema pra você

Nos últimos meses o Coletivo Popfuzz firmou parceria com a Panan Filmes, estabelecendo assim uma maior ação audiovisual. E é com prazer que trazemos para o público alagoano a oficina audiovisual “Introdução à Prática Cinematográfica”, ministrada pela equipe da Panan Filmes e que acontecerá nos dias 26 (17-20h30), 27 (09-12h/14-17h) e 28 (09-12h/14-17h) de Agosto na sede do Coletivo Popfuzz, localizada no bairro do Feitosa.

O objetivo da oficina é que os interessados por cinema absorvam mais informações e que isso facilite o aprendizado. Serão aprofundados temas que vão desde a relação entre equipe de criação e equipe de execução até procedimentos de montagem, manutenção, entre outros. Confira então o conteúdo do workshop, abaixo:

  1. A relação entre a equipe de criação e a equipe de execução;
  2. A importância da linguagem técnico-artística em um set/locação;
  3. O Cinema e seu sistema universal de produção/criação/realização;
  4. Quem faz o que e quando recorrer a quem?;
  5. Medidas de segurança em um set/locação;
  6. Quais são os equipamentos de elétrica, maquinária e câmera?;
  7. Procedimentos para montagem, manutenção, guarda e recolhimento dos equipamentos de câmera, elétrica e maquinaria
As inscrições acontecem através do email popfuzzrec@gmail.com . Lembrando que as vagas são limitadas e que, para se inscrever, você deve mandar seu nome e telefone num email com o assunto “Inscrição – Workshop”. Corra! O cinema espera por você.
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Serviço:
O que: Oficina audiovisual “Introdução à Prática Cinematográfica”
Onde: Coletivo Popfuzz – Sede – Rua Elói Gomes, 93, Feitosa
Quando: 26, 27 e 28 de Agosto
Valor: Entrada franca (vagas limitadas)
Contato: popfuzzrec@gmail.com
SAIBA COMO CHEGAR:


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Contra tudo e contra todos ou Como o show do Versu2 e ASU me mostrou que adversidades estão aí para serem enfrentadas e vencidas

Por: Francis Silvestre

Foi suado, corrido e cheio de contratempos. Tinha tudo pra não dar certo, mas deu! Aliás, deu bastante certo. E definitivamentefoi o show mais raçudo e o mais alto show de Hip-Hop do ano.

Cheguei no Linda Mascarenhas as 19h horas e já estava rolando o debate entre os membros do Versu2, A.S.U e a galera presente no evento. Tinha muita gente, pra lá de 100 pessoas. Adentrei o recinto, conversei com uns conhecidos e me dirigi para a área do teatro. Chegando lá vi que apesar da acalorada conversa com o Rangel (Versu2) e Will Grind (A.S.U) a frente do debate, o papo rolava sem microfone. Falei com Gabriel Passos (Coletivo Popfuzz) e ele me falou que não tava rolando o debate com o microfone porque nessa semana roubaram o amplificador de PA do espaço via caixa do ar condicionado e que o Eduardo Callado (Coletivo Popfuzz) tinha ido lá na casa do Zazo providenciar o som.

Beleza, papo fluindo legal no debate e de repente BUM! Acabou a energia. “E agora ai comofas?”.

Os telefones celulares começam a acender lá dentro mesmo, improvisando uma iluminação e com pouco tempo todos acabam por sair da sala de teatro pra tomar um ar. Papo vai, papo vem, nada de luz e o Callado chega com o som. Mas agora que tinhamos som não tinhamos energia.

O público do hip-hop é muito fiel mesmo: geral ficou lá fora, esperando a energia voltar. O lance da fidelidade se torna mais aparente quando se nota que não tinha bar pra tomar cerva enquanto se espera a volta da energia e que até mesmo o posto em frente ao espaço estava fechado por causa do apagão. Curioso que além do apagão os celulares também ficaram loucos, ninguém conseguia fazer ligação. Eu já estava pensando que tinha ocorrido alguma catástrofe por aí e que ainda ninguém no local tinha sido informado (hahaha!)

Passados mais uns 40 minutos (com quase toda a galera que estava lá desde o inicio) a luz volta e todos se deslocam para sala esperar os shows. Montagem do equipamento sendo feita (com umas caixas gigantes), fãs tirando foto com o Versu2 e tudo parecia esta entrando no eixos. Mas novamente começou a rolar uma demora. “Porraé? Que que houve?”.

Fui lá falar com o Diogo Braz (vocalista e guitarrista da banda Eek e que estava dando um suporte pro evento) e fui informado a linha de energia do palco do Linda não suportava o equipamento de som que ia ser usado e que precisava providenciar outro cabo de força pra ligar em outra linha de energia lá do teatro.

E lá vai o Callado novamente na casa do Zazo, pegar o cabo de energia pra ligar o som. Mais uns 20 minutos e ele chega. “Massa! Agora rola!”.

Terminam de montar o equipo lá (som monstro, muito alto mesmo!! Não duvido nada conseguir chegar ao nível de altura do show do Dinosaur Jr.) e então o DjGug (Versu2) começa a soltar uns sons iradíssimos, o cara soltava pedra após pedra, só som nacional. Coisa Linda!

Som vai, som vem e nada de show. Treta novamente. A mesa de som do Versu2 não era compatível com os microfones lá do Linda Mascarenhas. “E aí?”. Corre daqui, corre dali, e então descubro que não tinha mais estabilizador disponível no espaço porque os dois que tinham foram queimados quando se estava tentando ligar o equipamento. A salvação era conseguir usar a mesa do teatro mesmo.

Problema sanado, começa o som.

O Show do Versu2 é de cima demais, muito massa mesmo! Presença de palco instigante, batidas fantásticas, o que empolgou bastante o público. Legal ver que a produção do Hip Hop nacional tá crescendo cada dia mais, e conseguindo variar o tema, saindo da linha política-social (o que também é muito bacana) partindo também para temas mais individuais, explorando assim a criatividade e mostrando a vivência de cada um, afinal a política somos nós.

Rola uma, duas e na terceira música: “Cade o som? Tudo para. De novo!”

Corre daqui, corre de lá e então os caras do Versu2 fazem uma coisa muito genial: como não tinha som então DECLAMARAM a letra da música que eles iam tocar na hora. Coisa linda, letra inteligentíssima, emocionante! (descobri que como sou aficionado mais pelas batidas do que pela letra, deixo passar muito fácil as letras de Hip-Hop).

Logo depois das duas letras declamadas de forma emocionante (com direito a salva de palmas e tudo mais) se descobre qual o problema: a tomada do cabo de energia havia sido desligada.

Liga a tomada e som na caixa.

ASU entra no palco e manda aquele show cheio de energia, como sempre. A música nova dos caras é muito boa! Letra politizada sobre o Beverly Bills City, batidinha venenosa com um sampler foda de música de faroeste! (Enio Morricone em show de Hip Hop!). Participação do Raboo da Clandestinos tocando “Escombros” (pra mim a música de hip hop mais legal já produzida na cidade) fechou a noite em grande estilo. Após isso vamos embora, rumo ao Kascão pra bater um ranguinho com a galera do Versu2 e, depois, casa.

Pois é, foi corrido, suado e estressante. Com tudo conspirando pra dar errado, enfrentando falta de som, de energia, de telefone, de cabo de som, de microfone em meio de show e tudo mais. Por isso que foi o show mais raçudo do ano por enquanto! E foi assim como o show do Versu2 e A.S.U me mostraram que adversidades estão ai pra serem enfrentadas e vencidas, em qualquer aspecto. É nóis!

Wednesday, Thursday Lie – Sin Ayuda trazendo um pouco dos anos 90 pro catálogo da Popfuzz em seu novo single

Por Al Schenkel (Blog Sussurros e Escarros)

Seguindo a combinação formulada no EP “Evergreen”, lançado no primeiro semestre deste ano e que, de forma sublime, alçou belas críticas por sua fusão coesa entre folk, alt-rock 90′s e psicodelia, o quarteto de Taubaté/São José dos Campos-SP, Sin Ayuda ressurge ao universo
dos bons sons para mais uma pérola lançada ao mundo.

Com o single “Wednesday, Thursday Lie”, a banda apresenta uma prévia do que será o disco de estréia intitulado “Noise Reminders”, com data prevista de lançamento para setembro de 2011, através do selo coletivo alagoano Popfuzz records.

A combinação homogênea entre ruídos, intimismo e lisergia aparecem em seu ápice total, e o que inicialmente vai ganhando vida entre vocais abafados e riffs de violão, rapidamente vem a tornar-se um verdadeiro fio desencapado, dando lugar a guitarras altas, bateria e baixo pulsantes, efeitos e microfonias certeiras, fazendo de “Wednesday, Thursday Lie” um carro-chefe de primeira linha para o aguardado lançamento da banda no segundo semestre deste ano.

Sin Ayuda – Wednesday, Thursday Lie by popfuzzrec

Sin Ayuda é:

Diego Xavier – Guitarra e Voz
Vinicius Pacheco – Guitarra/Violão e Voz
Ricardo Henrique – Bateria
Julito – Baixo

Mais em:

http://sinayuda.tnb.art.br/

http://tramavirtual.uol.com.br/sin_ayuda

www.myspace.com/sinayuda

@sinayuda

MY MIDI VALENTINE – ANGELICA BELLA

Por: Fernando Augusto Lopes (Floga-se)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Uma estrela pornô dos 1990, nascida na Hungria. Uma artista modesta e singular de Arapiraca. Uma dupla de etílicos criadores do nonsense, também de Alagoas, com um disco construído em temas 8-bit. Dessa mistura inusitada, saiu a impressionante “Angelica Bella”, o mais novo single do My Midi Valentine, que sai via Popfuzz Records.

Angelica Bella é a tal atriz pornô húngara (veja o site oficial aqui). Ela serviu de inspiração pra primeira amostra de uma virada no som do MMV, a dupla alagoana. “Angelica Bella” é uma volta da banda ao som mais orgânico que Marcos Cajueiro fazia lá em 2006: “gravei o ’3 Songs To MIDInight’, nosso primeiro EP, em 2006. Só eu e o Nando (Don Gizmo). Depois desse EP, o Nando deixou a banda e fiquei gravando músicas avulsas sozinho. Daí, o Tales Maia entrou, juntamos algumas canções dessas e lançamos o “My Midi” EP (2010), que acabou sendo uma coletânea dessas músicas que gravei sozinho”, relembra Marcos.

A volta ao orgânico é algo natural, de acordo com Tales Maia: “a verdade é que nunca fomos de ouvir muito músicas 8-bit e coisas do tipo. A ideia da banda usar esses sons era mais a representação da infância nos videogames e tal”.

Eis, então, que surgiram violão, trompete e escaleta (no caso específico do single “Angelica Bella”), além de guitarras, baixo, trompetes, teclado e mais escaletas e violões pra compor todo o próximo disco, que levará o nome de “The Fall Of Mesbla”, terá quatorze canções e será lançado ainda em 2011.

Há também um outro “instrumento” que Tales faz questão de acrescentar nessa receita e que não poderia ser mais orgânico: “muito amor”.

Amor e sexo se misturam, como nos primeiros versos da canção: “queen queen queen/of all my sins/it seems seems seems/that love offers no choice/when you dream/about the only one/that makes you doubt/your own, own, own, own heart”. Tal como se misturam os instrumentos orgânicos, aqueles que requerem pele, toque, suor, paixão; com as programações, algo mais rápido, pulverizante, quase científico, mas arrebatador na mesma medida.

O My Midi Valentine traduziu essa dualidade de uma maneira divertida e afortunada, que lembra, em muitas passagens, acredite, o Midlake. “As nossas influências em geral são Super Amarelo, Flaming Lips, Grandaddy, Beulah, Pavement, Wilco, Pink Floyd”, revela Tales, ressaltando que ele mesmo gosta muito de Midlake. Como se pode notar, todas são bandas orgânicas, mesmo aquelas com toques eletrônicos, como o Grandaddy.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

E como traduzir tudo isso, o amor e o sexo, o eletrônico e o orgânico, numa imagem que pudesse compor a capa do single? Aí é que entra o talento impressionante e singular da modesta Anny Garcia, de apenas 20 anos e estudante de Arquitetura e Urbanismo, na Federal de Alagoas (veja mais dos seus belos trabalhos aqui). Pra ela, seu trabalho é apenas hobby.

Anny pegou uma foto de Angelica Bella deitada na cama, fumando um cigarro, logo depois do “batente”, e transformou a imagem numa aquarela surpreendente, que remete àquelas capas de pulp fiction, misturando lascívia com diversão inocente, e sexo barato com idolatria adolescente.

“Tales me enviou a música e disse: ‘Angelica Bella é uma atriz do soft pornô’. Joguei o nome dela no Google, aí você já imagina, né? Com base numa foto, fiz uma aquarela e mesclei as ‘angelicas’. Gostei do resultado porque não dá pra saber qual é qual e, por fim, coloquei o parque de diversão, que fica a critério da imaginação masculina”, diz Anny, rindo.

E por fim, resume com precisão a música: “acho a música muito leve e fofa. Gosto muito do trecho ‘sunbeam, beam becomes my morning alarm’. Fala de ‘imaginação’ sem ser vulgar”.

Angelica, Anny, Tales e Marcos. Com esses personagens apareceu um dos mais impressionantes singles do ano. Com esses personagens, o destino parece querer dizer: a arte não escolhe profissionais ou amadores, paixão furiosa ou paixão fingida. A arte nasce da vontade de fazer dela a sua compreensão da vida, pra diminuir distâncias, pra aproximar opostos.

My Midi Valentine – Angelica Bella by popfuzzrec

Baixe o single aqui.

STONER TO THE BONER: Todo o peso da Monster Coyote no novo lançamento da Popfuzz Records

Por: Smhir Garcia


O mais novo lançamento da Popfuzz Records é um daqueles discos que vai te fazer querer correr num caminhão preto enorme de madrugada por cima de playgrounds, através de rodovias de madrugada fugindo da policia e coisas assim. O Monster Coyote vem de Mossoró com um som direto, cru e pesado, mais ou menos como se o Kyuss enfrentasse o Metallica e o High on Fire num ringue de lava caótico e cheio de poeira no meio de um deserto. Sobram riffs pesados e gritaria numa cadência extremamente propícia para se bater cabeça.

Monster Coyote botando pra arrombar no Festival Maionese 2011

STONER TO THE BONER é um disco exatamente assim, com a produção impecável e seríssimo candidato a um dos melhores discos do ano, injetando um sopro de novidade num cenário hard/heavy um tanto saturado pela nova onda metalcore/deathcore. É um disco bem coeso com referências mais voltadas ao lado metal do stoner rock (menos psicodelia, mais porrada na cara). Pra ter uma idéia, podemos destacar duas pedradas desse rochedo que é Stoner to the Boner:

Death Style abre o disco deixando bem claro desde cedo que a banda não veio pra brincar, jogando um riff em cima do outro e gritando como se não houvesse bondade no mundo. É o rock na sua melhor forma.

Monster Coyote – Death Style by popfuzzrec

Gravity 0-Eleven tem aquela vibe Boris Heavy Rocks, ou seja riffs mal-encarados se sobrepondo na melhor velocidade possivel pra se bater cabeça.

Monster Coyote – Gravity 0-Eleven by popfuzzrec

 

 

01. Death Style

02. Devil Road

03. Collapsed By Myself

04. Troublemaker

05. When I Cross That River

06. Gravity O-Eleven

07. Don’t Mess With The Wrong Man

 

 

Monster Coyote é:

Kalyl Lamarck – Baixo e Voz

Amilton Jr. – Guitarra e Voz

Renan Matos – Bateria

O disco foi produzido pela propria banda e por Anderson Foca. Gravado no Estúdio Dosol em Janeiro de 2011. Mixado e masterizado no Estúdio Megafone em Março de 2011 e distribuído pelos selos Popfuzz Recods, Dosol Netlabel, Xubba Musik e Ozium Records (Suécia).

 

Baixe o disco AQUI

 

Pra resumir, é o seguinte: Monster Coyote é uma banda foda, lançou um disco sensacional, recomendado pra quem gosta de encher a cara de cerveja com os amigos, viajar a qualquer hora do dia, bater cabeça, fugir da polícia, encher o saco dos vizinhos etc. Enfim, baixe, compre, vá aos shows: pra esse ep ser mais roqueiro só se deixasse o ambiente com cheiro de gasolina por onde passasse.

 

+ sobre Monster Coyote:

www.monstercoyote.tnb.art.br
@monstercoyote

http://www.facebook.com/pages/Monster-Coyote/170436346345239

A cópia física também pode ser obtida através da Banquinha Popfuzz ou fazendo um pedido através do e-mail: popfuzzdistro@gmail.com

Acompanhe as novidades desse e outros lançamentos através de nosso twitter @popfuzzrec ou utilizando a hashtag #pfr015

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