Coletivo Popfuzz
“Procurados e Armados: manipuladores de palavras com rimas”. É esse o título do 1º disco lançado pelo A.S.U. que, desde 2010, tem o objetivo de chegar ao número simbólico de 500 discos vendidos. Depois de dois anos de muito suor, instiga e muito carisma da parte dos integrantes, eis que o grande dia chegou. E foi neste Abril de 2012, em pleno outono imperceptível nordestino, que a tão esperada e respeitada marca de 500 CDs foi batida, o que tornou o mês mais do que especial para a dupla e motivou a realização deste post.

Lançamento: 18/04/2011
Artista: Sin Ayuda
Local de Origem: Taubaté – SP
Popfuzz Records
EP Virtual e Físico (CD-R)
R$5,00
“…um EP que abre com ambient dance e fecha com folk low-fi sem necessariamente te levar de um lugar para o outro, faz você estar em todos ao mesmo tempo.” – Marcos Cajueiro

Lançamento: 31/01/11
Artista: She Are
Local de Origem: Arapiraca – AL
Popfuzz Records
EP Virtual e Físico (CD-R)
Preço: R$5,00
“O She Are surgiu em 2009 e os quatro são amigos, abnegados e potentes motores da produção musical local, com suas bandas, seus shows, festas e, principalmente, o que é mais relevante, o selo-coletivo Popfuzz.
Mais importante do que a música que o She Are faz é o que a banda representa: movimento. Se for possível descer do pedestal, o pessoal do Sudeste teria que reverenciar o que o coletivo Popfuzz faz. Tudo na garra, na unha, na vontade, na criatividade: de fato, faz uma cena se movimentar e repercutir.
E ainda tem a música, que não é ruim – e também fará você se movimentar, com as batidas nas alturas. A banda chama o que eles fazem de retrospace beat. Pra entender, são elementos trip hop e 8 bit buscando a união com o indie pop. É música eletrônica pra dançar – as músicas clamam um remix ixxxperto -, é música eletrônica pra contemplar.
Entretanto, é óbvio que se você quiser entender mesmo, é preciso ouvir. São apenas quatro canções (com títulos que se elevam em progressão geométrica): tem algo pras pistas, tem algo ideal para trilha sonora de um filme de suspense, tem algo para quem gosta de guitarras….
Não sei exatamente se é uma brincadeira, um exercício sonoro que tem prazo de validade ou um manifesto que sublinha a liberdade de expressão musical. De qualquer forma, o She Are já deu seu recado.” – Floga-se
Lançamento: 07/12/10
Artista: Bad Rec Project
Local de Origem: Maceió – AL
Popfuzz Records/Transfusão Noise Records
CD Virtual e Físico (CD-R)
R$5,00
“Lo-fi feito com carinho e cuidado, com referências que vão do grunge de Seattle ao Hardcore nacional — passando por tudo que é indie rock produzido na década de 90 —, o álbum levou um ano pra ficar pronto. É uma evolução natural do trabalho autoral de Caíque, com 20 músicas recheadas de barulhos, escaletas, guitarras e tecladinhos. Além de coisas fora do lugar, que acabam sendo um diferencial positivo — tornando o som mais humano e dando um toque de inocência à obra. A Pack of Cigarettes for the Midnight Trap é um apanhado de influências, recortes de uma mente inquieta e pedaços de uma mesma vida, traduzidos em acordes e letras. Trabalho de um cara sozinho, tocando e gravando no seu quarto durante horas, adicionando detalhes e camadas, costurando os pedaços da sua vida uns nos outros, conversando e se entendendo através da forma como ele melhor se expressa: a música.” – Daniel Hogrefe / Sirva-se
“A julgar pelo trabalho anterior, o disco A Pack Of Cigarettes For The Midnight Trap, do Bad Rec Project, projeto de um homem só feito em casa pelo Caique Guimarães, mostra uma bela evolução, do lo-fi para algumas experimentações sutis, como uso de sintetizadores, efeitos eletrônicos e guitarras, isso é claro, sem perder a essência folk que registrara no EP homônimo.
A primeira música, 1 minute to midnight, soa estranha, é uma introdução feita numa espécie de cavaquinho e do nada, absolutamente do nada, surge um ruído alto e que pode soar perturbador para o ouvinte menos atento. Da Midnight Trap é a faixa mais agressiva do álbum. Com um vocal bem áspero e rasgado, a música segue o raciocínio de experimentações sutis. Aos poucos, o disco vai se acalmando, as faixas a seguir vão fazendo menos barulho e flertando com o lo-fi característico da Bad Rec Project e algumas vezes com o indie rock.
Dream of Sharks é a faixa mais estranha do álbum (e no bom sentido). Um violão simples de fundo e um vocal bem eletrônico, da um ar de desespero, da parte de quem canta. Outra faixa que vale ser destacada por seu lado experimental, é a Normal, seguindo a estética da Dream of Sharks, só que com um violão bem mais agressivo, a música transmite uma sensação indescritível ao ouvinte. Meio torta, meio estranha. Talvez seja a melhor maneira de rotulá-la.
Traveling Alone by Bus (I Hope You Understand) volta naquela pegada mais indie, mais sintetizador e lo-fi. Em compensação, The understanding part, é a música mais melódica de todo o disco. Daquelas que você imagina ouvindo quando está chovendo, um frio intenso e talvez acompanhado de algo ou alguém. Em suma, A Pack of Cigarettes For The Midnight Trap é um ótimo disco e mostra uma evolução muito grande em relação ao EP. Não é complexo de se ouvir, não requer ouvidos calejados de músicas tortas, nem nada disso, é só baixar, colocar pra tocar e viajar. Boa diversão a todos.” – _Zeke_Against_ / Alt Newspaper

Lançamento: 2010
Artista: Neon Night Riders
Local de Origem: Maceió – AL
Popfuzz Records/Sinewave
CD Virtual e Físico (CD-R)
R$5,00
“A Neon Night Riders faz do seu tempo a principal influência. Aliando ao rock a contemporaneidade da música eletrônica, o grupo passa longe dos regionalismos repetitivos e maçantes, mas dá uma nova cara à música alagoana. A falta de instrumentistas é suprida pela tecnologia. Baixo, bateria e teclados são programados, sequenciados e disparados ao vivo. Depois de lançarem digitalmente dois EPs – The Neon EP (2007) e Introductions for destroying yourself (2008) –, a dupla lança em 2010 The Neon Album, disco que compila o que de melhor foi feito nos dois primeiros trabalhos e apresenta músicas inéditas que dão novos rumos ao trabalho da Neon….Sem dúvida nenhuma, The Neon Album é uma das melhores coisas que vão acontecer em Alagoas em 2010. E, muito provavelmente, deve reverberar muito pelo Brasil a fora” – VICTOR DE ALMEIDA / LAB
“Com uma sonoridade original e personalidade musical em construção, o NNR é uma das mais refrescantes novidades da atual movimentação musical da capital alagoana” – FERNANDO COELHO / GAZETA DE ALAGOAS
“Echoes from bands such as M83, Arab Strap and The Jesus And Mary Chain can be felt in South Travelling by duo Neon Night Riders. The song infuses the synthpop, Britpop and shoegaze influences that are the hallmark of their work” – MEIO DESLIGADO / MUSIC ALIANCE PACT
“Com melodias prontas para viagens interplanetárias, tem de Alagoas esse Neon Night Riders, que poderia enganar fácil como banda gringa na escola do Muse” – TRAMA VIRTUAL
“Logo no início de The Neon Album, já vem a dobradinha “See The Sky” e “Disguise”, música que considero já uma das melhores do ano” – THE CRYSTAL LAKE
“The Neon Album sounds immediately like a lost classic from late 1980s, dreamt in a Berlin nightclub or a Manchester basement, reeking of the head-down, vapor-trailing noise-poppers like Ride and Swervedriver, especially on the appropriately titled album opener “See the Sky.” Drums thrash and guitars veer and dive – vocals are (probably thankfully) relegated to the background. (It’s fairly impossible to make out much of the lyrical content throughout, but I’m definitely wary of my rock-n-roll being populated by lyrics written by a dude for whom English is not his first language. And the whole album’s in English.) I think the best descriptor for how the record opens is simply “Zoom.” And visions of similar hyperspace getaways inevitably ramp up the anticipation….In fact, comparisons to Depeche Mode or New Order would be perfectly apt, with bright keyboards, deeply echoed bass, and immaculately processed guitars all recorded cleanly and economically – meaning there isn’t a lot of bleed or feedback. …But rock Neon Night Riders still do, and do well, especially on “New York Is Calling,” “Ghost of Mine,” and “Machines and Pilots.” Even on the synth-pop tunes, the drums (or drum machine, it’s hard to tell sometimes) charge hard, so there’s not a dull moment to be found. It’s funny how a band from Maceió, one of the furthest points East on Brazil’s coast, can sound so much like a European darkwave act. Now only if they drove the Knight Industries Two Thousand – that would make them even cooler.” – RYAN / CRITICAL MASSES
Lançamento: 2010
Artista: My MIDI Valentine
Local de Origem: Arapiraca – AL
Popfuzz Records
EP Virtual
“A banda se define como “nostálgica”, mas é preciso ir mais além. O My MIDI Valentine, alagoano de Arapiraca, não é apenas a banda-de-uma-sacada-só: ela faz um eletrônico-experimental de dar inveja aos pretendentes da gringolândia, com aqueles sintetizadores e baterias sob medida para jogos eletrônicos dos anos 1980 – e, claro, pra fazer música pras pistas. “My Midi EP”, com cinco músicas, saiu pela Popfuzz Records e é o segundo lançamento da banda. Dá pra animar um bom pedaço da festa com ele.” – Floga-se
Lançamento: 2009
Artista: Marcos Cajueiro
Local de Origem: Arapiraca – AL
Popfuzz Records
CD Virtual
“Sob influência da música ambiente e eletrônica, acaba de ser lançado “1000009”, de Marcos Cajueiro, mais conhecido pelo seu projeto de 8-bit My Midi Valentine. A primeira faixa, “je suis venu comme j’avais promis, adieu. Said the strings”, faz alusão ao quadro do pintor surrealista Yves Tanguy. No entanto, ao contrário do que essa referência pode sugerir, o trabalho tenta ao máximo deixa de lado o alto grau de abstração inerente à expressão artística musical. Na ausência de letras, os títulos das músicas guiam o ouvinte. num exercício de metalinguagem Os nomes das dez faixas são extramente descritivos em relação ao objeto que nominam, pois, ao invés de significar um sentimento ou uma experîência do artista, apenas dizem o que a música “é”. No entanto, essa metalinguagem aparece aqui de maneira peculiar, uma vez que não se trata de uma volta ao modelo clássico, do tipo “Sonata em Ré Menor”. Aqui, os conceitos musicais aparecem não como teorias ou regras que compõem a música, mas como elementos vivos, que nascem, dançam e até resolvem ir embora antes que a faixa termine. Exemplo disso é a já citada faixa que abre o cd, além das faixas “C#7 walking beteween C6 e C7?, “The birth of a Major Chord” e “A piano loop catching fairies”. No entanto, se você não está com paciência para prestar atenção no nascimento de um acorde ou em uma caça às fadas, coloque o cd pra tocar do mesmo jeito, porque, como disse Brian Eno, “Ambient Music must be able to accommodate many levels of listening attention without enforcing one in particular; it must be as ignorable as it is interesting”.”
Lançamento: 2009
Artista: Black Jeans My Dear
Local de Origem: Maceió – AL
Popfuzz Records
EP Virtual
“Black jeans my dear é a fotografia perfeita de Bruno Jaborandy, ou melhor, a fotografia imperfeita dele, a real como a de todos nós. Bruno jaborandy foi integrante da banda alagoana Dynamis e atualmente toca no trio folk, Sessão do Suéter Rasgado. Aqui, nesse EP, acompanhado apenas de um violão, o Black Jeans My Dear, cantando em português e inglês, mostra o jeito de cantar, do tipo eu estou conversando com você, meu amigo, só que por alguma razão tem uma melodia nos acompanhando.
A escrita confessional, o real de quem vive seus “saudáveis” 20 e poucos anos, em uma rotina ou no escape dela. Tudo está lá nas músicas. Anseios, medos, raiva, sacanagem e mais. Esse cara escutou Bob Dylan e Johnny Cash, se apaixonou por Bright eyes e Dashboard Confessional e, definitivamente, descreve situações com uma facilidade ímpar.
Então inspirados, contemplem a beleza do dia-a-dia. Afinal existem inúmeras coisas a serem faladas e de vários modos que constam na nossa rotina. Volta e meia acaba por nos atingir. Ta aí uma das boas razões para sermos atingidos.”
04. Abyssal
05. Antiga
06. KM58
Lançamento: 2009
Artista: Don Gizmo
Local de Origem: Arapiraca – AL
Popfuzz Records
EP Virtual
“Esse é o primeiro EP do Don Gizmo, intitulado de Teste #1, projeto solo de Nando Magalhães. De acordo com o próprio, o trabalho sofre influências da música ambiente, post-rock e eletrônica. Rótulos à parte, as três músicas desse trabalho têm a presença marcante de teclados delicados e minimalistas, em contraste com elaborados efeitos eletrônicos que conferem um ar soturno e pesado ao som. Bom exemplo do resultado dessa contraposição é a música “Fallout”, que começa com um drone ao estilo Six Organs Of Admittance e acaba desaguando em um riff de teclado que lembra “The Album Leaf”. A qualidade desse primeiro EP da Don Gizmo rendeu inclusive menção no blog estrangeiro TheSirensSound, especializado em desbravar o melhor da produção underground na atualidade.”
Lançamento: 2009
Artista: Bad Rec Project
Local de Origem: Maceió – AL
Popfuzz Records/Transfusão Noise Records
EP Virtual
“Caique Guimarães ou o Bad rec project, é um filho de Maceió, AL e da inocência do rock. Em cada melodia recitada, em cada música é possível se notar a influência de audições que o conquistaram desde sua puberdade musical até o cada qual no seu qual, já to bem crescidinho, de hoje em dia. Rock lo-fi: guided by voices, noise addict. Grunge: Nirvana, Pearl Jam. Guitar: Dinosaur Jr., Built to spill. Hardcore: Garage fuzz, Street bulldogs. Isso misturado daquela maneira despretensiosa (saiu misturado por que ta dentro e ninguém tira) é um belo exemplo da inocência do rock, já mencionada. Então o Caique Guimarães com um projeto de músicas mal gravadas, coloca pra fora o quanto música, filme, bebida, nicotina, amor e a busca pelo preenchimento do vazio da vida precisam ser exaltados, para o bem ou para o mal. Ah! Já falei da inocência do rock? “ – Rodolfo Lima

Lançamento: 2008
Artista: Neon Night Riders
Local de Origem: Maceió – AL
Popfuzz Records
EP Virtual