Coletivos culturais independentes de oito estados do Nordeste integrantes do Circuito Fora do Eixo, maior rede de coletivos do Brasil, se reúnem em João Pessoa de sexta (08) até domingo (10), no Espaço Cultural, no 2º Congresso Regional Nordeste Fora do Eixo. O encontro vai discutir eixos temáticos relacionados à sustentabilidade, música, comunicação, política, audiovisual, entre outros assuntos que permeiam o universo de produções independentes no país. Observadores também podem se credenciar.
A programação prevê grupos de discussão (GDs) diários abordando os eixos temáticos, além de grupos de trabalho (GTs) durante os quais serão aplicados os encaminhamentos produzidos pelos debates. O credenciamento é gratuito e será feito no primeiro dia, das 9h às 12h, no Auditório Verde do Espaço Cultural. Na sexta e no sábado, após o dia de trabalho, os participantes e o público que costuma frequentar o Centro Histórico da Capital poderão curtir no Espaço Mundo shows com as bandas Greyballoon (sexta) e Gauche (sábado), às 22h.
Participarão do Congresso os coletivos das cidades já integradas à rede do Circuito Fora do Eixo (CFE), além de outros coletivos de diversas cidades do interior nordestino que atualmente pleiteiam adesão ao CFE. Os objetivos são promover a qualificação artística e de gestão cultural da Regional Nordeste; fomentar a tecnologia social entre os coletivos, além de promover o intercâmbio e a troca de conhecimentos, serviços e tecnologias entre os coletivos da região e fomentar discussões de políticas públicas culturais.
O Congresso Regional antecede o 4º Congresso Fora do Eixo, encontro nacional que acontece em novembro, em São Carlos. O Circuito fora do Eixo foi formado em 2005 e hoje tem representações nos 26 estados brasileiros, no Distrito Federal, em três Países da América Central e um País da América do Sul, além do Brasil, somando 106 localidades, entre Pontos de Articulação Fora do Eixo, Pontos Parceiros, Pontos de Linguagem e Pontos Regionais.
O CFE é hoje a maior rede independente de discussão e produção de ações voltadas para o fortalecimento da cadeia produtiva da cultura no país. O Circuito se organiza em Regionais e a Nordeste envolve coletivos em oito estados da Região. O 2º Congresso Regional Nordeste Fora do Eixo acontece em João Pessoa organizado pelo Coletivo Mundo com o apoio da Funjope, Funesc, Teatro Ednaldo do Egypto e Sebrae.
Confira a programação completa:
08/07 (sexta-feira)
9h às12h – Credenciamento e recepção
Local: Auditório Verde
13h30 às 15h – Abertura do Congresso Fora do Eixo – Etapa Nordeste
Local: Sala Cine Digital
• Rodada de apresentação dos coletivos
• Metodologias e objetivo
15h às 19h
- Painel 1: O panorama atual e perspectivas de desenvolvimento do Circuito Fora do Eixo.
Palestrante: Pablo Capilé
- Painel 2: A Musica Fora do Eixo: Agencia Colaborativa e Hip Hop
Palestrante : Felipe Altenfelder
- Debate aberto aos coletivos
- Pcult
Mediação: Nando
- Relatório de mobilizações locais
- Expoideia
- Gestão do estímulo na equipe.
- PósTV
09/07 (sábado)
9h às 12h
-Debate entre coletivos: Sustentabilidade.
Mediação: Lueba
-Balanço do ultimo projeto feito em coletivo pela regional NE: Patrocinio BNB ao primeiro Congresso Regional NE FDE
-Moedas solidárias
-Tabela de serviços
-Formalização dos coletivos
-Envolvimento da regional na lista nacional do FDE : CARD
- Elaboração de projetos
- Desenvolvimento de projetos institucionais
- Abrir editais de vivências nos coletivos do NE
14h às 15h
- Apresentação do software Figgo
15h às 19h
Reunião de Gts simultâneos
Gt de Musica
- Fechamentos de rotas NE
- Noites Fora do Eixo
- Distro (Nivelamento, selos, produtos )
- Hospedagens
- Estrutura (som, local )
- Festivais Nordeste no segundo semestre 2012
- Hip Hop
Gt do Palco
- Fechamentos de rotas NE
- Cabaré Fora do Eixo
- Distro do Palco ( Nivelamento, produtos)
- Hospedagens
- Estrutura ( som, local )
- Ocupação nos Festivais Nordeste no segundo semestre 2012
Gt Clube de cinema
- Estrutura (som, local)
- Ocupação nos Festivais Nordeste no segundo semestre 2012
- Aproximação dos movimentos Cineclubistas nos coletivos
- Integrar atividades com outros núcleos, como o da Comunicação e Pcult (exemplo)
Gt Comunicação
- Divulgação das ações dos coletivos
- Frequência de reuniões
- Relatar a dificuldade dos coletivos nesta área
- Criar o hábito da relatorização, elaboração de conteúdo
- Entender a comunicação como parte do tripé essencial que esta pautado o FDE/ e o APL
- Planejamento de ações do segundo semestre
- Nomear responsáveis pela comunicação em cada coletivo
Gt Sustentabilidade
-Planejamento de acordo com os encaminhamentos feitos no GD
- Envolvimento no cardápio de serviços desenvolvido pelo Card
10/07 (domingo)
9h às 12h – GTs específicos (simultâneos)
(Fechamento dos relatórios finais dos Gts)
14h às 17h – GD: Plenária final
• Apresentação de resultados dos GTs e encaminhamentos para o IV Congresso Nacional Fora do Eixo
• Definição de coletivos indicados para adesão no Congresso Nacional
Por: Rodolfo Lima
Coletivo Popfuzz
Sábado, dia 14, segundo dia de Maionese:
Foto de João Schwartz
Acordo às nove horas, ligo para o Lueba e pergunto: “E ai, 11h é pra deixar o Jair e a banda no aeroporto, né?”. Lueba – “Não, 13h! A gente se encontra no hotel, o vôo é mais tarde”. Notícia maravilhosa, eu poderia dormir mais umas horinhas, mas, quem disse? Não consigo, acordo e vou para o computador ver as pendências. Sei que o dia vai ser cheio de vai e vem de carro.
Descanso um pouco, como alguma coisa e vou em direção ao hotel. Chegando lá encontro Lueba e Caíque. Precisaríamos de três carros devido aos instrumentos e a quantidade de pessoas na banda, não queríamos arriscar cinco pessoas até o aeroporto dessa vez.
Instrumentos todos no carro do Caíque, ainda bem! Seguimos até o aeroporto, no caminho todo posso ir conversando com o batera Mark e o guitarrista Guedes, do Jair Naves, os caras falam muito bem da estadia, do show e da recepção, o que me deixa muito feliz e é uma daquelas coisas que mostram que você ta fazendo ou pelo menos se esforçando pra fazer as coisas da maneira certa. Chegando ao aeroporto, presenteio o baterista, Mark, com uma camisa minha antiga do mais belo time das Alagoas: o Centro Sportivo Alagoano. Havíamos conversado bastante com a banda sobre futebol no dia anterior, o presente é recebido com muito gosto e o cara tira a camisa que estava e veste logo a do CSA! Pura alegria!
Despedidas feitas, é hora de passar na sede e conferir as correrias. Chegando lá, mal tenho tempo para sentar e a primeira banda de fora chega para recepção, os potiguares da Monster Coyote. Rapazes animados e gente boa que são já perguntam onde vende cerveja, o que gentilmente informamos (haha). Só que eu não podia ficar, era hora de trabalhar e ir direto para o Armazém Uzina. Estava eu informado que o Caique tinha ido pegar os “bons rapazes” do Merda, que a sergipana Renegades of Punk iria de táxi para o hotel e que o Lueba se encarregaria de recebê-los, já o Desalma (PE) só chegaria à noite, então precisava cuidar das correrias do show no local do festival.
No Armazém Uzina é só, leva caixa pra cá, leva pra lá, coloca mão no freezer mais gelado de todos os tempos. Risco de hipotermia de leve! Completando, saio pra comprar gelo e molho o banco e a mala do carro inteira, aquele cheiro lindo de mofo, enfim, loucura.
Belt (por Lucas Lisboa)
Subo pra resolver alguma coisa na sede, encontro os caras da Monster Coyote já meio chumbados e penso: “Ta tudo certo, então” e volto logo em seguida para o Jaraguá. Chegando lá, já se encontra no palco, a banda ganhadora do Maionese Q.I, onde o público pôde votar em uma banda local para abrir a segunda noite do Festival. A banda escolhida foi a Belt, por sinal banda do baterista da minha banda, Felipe lonheiro, peça boa. A banda faz um pop punk puxado para bandas como “Fall Out Boy e Blink 182”. A casa ainda tinha poucas pessoas, mas uma galera já amontoava na frente vendo o show dos meninos. O vocalista e guitarrista pocou a corda da guitarra logo nas primeiras músicas e decidiu ficar por isso mesmo, continuou só no vocal. Eu até gosto de Pop punk, mas acho que eles ainda precisam amadurecer as músicas, eles conseguem.
Necronomicon (por Lucas Lisboa)
Terminando o show da Belt no palco 1, já esperava no palco 2, a Necronomicon. Já havia escutado por alta, o disco homônimo dos caras, mas confesso que estava bastante curioso para o show. A banda é realmente o que clama ser, Rock setentista com bastante Doom clássico. Riffs pesados, lentos são disparados por uma tímida guitarrista, bateria certeira casada mito bem com o baixo ritimado que completa o Power trio. Destaque para a voz do baixista e vocalista, Pedro, rockeira até a alma!
Clandestinos (por Lucas Lisboa)
Depois da Necronomicon, deixar todo mundo impressionado no palco 1, era hora de assistir a atração mais destoante do segundo dia do festival, no palco 2, o grupo de rap, Clandestinos. Pra mim um festival quanto mais louco melhor, muitas bandas de estilos diferentes? Ótimo! Por outro lado estava um pouco preocupado que o público fosse um pouco mais intolerante com isso, mas não foi bem o que aconteceu. Muitas pessoas curtiram o show do Clandestinos, mesmo com danças desajeitadas do público, ou algo assim (hahaha), os rappers agradaram uma parte dos presentes, isso me deixa bastante feliz que as pessoas estejam perdendo seus preconceitos musicais.
Autopse (Luiz Rios)
Bem, os que não queriam ouvir outro som que não de guitarras altas e vocais gritados, puderam se deleitar com quem subia no Palco 2, a banda de metal Autopse. O grupo alagoano faz um som calcado em bandas como Sepultura, da qua inclusive tocaram uns dois covers, e Dark Enemy. A semelhança com o grupo de death metal, Dark Enemy, deve ser o fato de uma mulher no vocal fazer gutural e deixar os marmanjos boqui abertos e pensando: “eu sou uma garotinha de voz fininha”. Mais presença feminina nas baquetas da banda, excelente e agressiva baterista. A Autopse conseguiu colocar o Armazém pra pogar.
Renegades of Punk (Luiz Rios)
A primeira banda de fora do Estado se apresentaria no palco principal, se tratava dos sergipanos da Renegades of Punk. Segunda vez deles em Maceió e talvez a quinta da vocalista e guitarrista, Daniela (Lily Junkie, Triste Fim de Rosilene), que mantinha a presença na sequência de mulheres tocando em bandas no dia. O Renegades despejou seu punk rock de grande pegada garageira em todos os presentes. Gosto da banda porque eles parecem um Dead Kennedys mais garageiro com uma mina gritando. Muito massa!
Misantropia (por João Schwartz)
O punk rock continuaria na apresentação da banda de hardcore em mais tempo de atividade em Alagoas, a Misantropia. Intercalando entre assistir o show da grande banda e resolver pepinos com a casa devido a pequenas confusões na roda, que acarretaram em um estranhamento e nervosismo na equipe de organização da casa, não acostumados a shows de rock mais pesado; e desnecessários escândalos de entra e sai, levando a proibição de poder entrar e sair no local, não por parte da Popfuzz e sim por parte da produção do Armazém Uzina, o festival continuava rolando bem. A Misantropia proporcionou grandes rodas de pogo com seu hardcore clássico e discurso politizado em suas letras.
Outro destaque legal dessa segunda noite foram as banquinhas, em maior quantidade do que a noite anterior e diversos produtos, Vinil, cd, livros, gibis, bolsas, camisas, bonés, tudo que tem direito, chamaram muita atenção dos presentes.
Monster Coyote (por Geanne Cardoso)
A Misantropia se despede do Público e chega à hora dos stoners vindos direto de Mossoró (RN) da, Monster Coyote tocar o caos no Festival. Riffs pesados, baixo pesado e bateria pesada. Tudo pesado na Monster, mas aquele pesado propício para a chapação, na velocidade certa. Stoner to the boner como o próprio nome do disco sugere, muito Kyuss, Fu Manchu e até muito de Metallica. Showzão, só ouvi bons comentários.
Desalma (por João Schwartz)
No palco 2 estava pra começar um dos shows mais esperados da segunda noite, direto de Recife (PE), Desalma. Eu já tinha ouvido falar muito bem do show dos caras, também já tinha ouvido o Ep que me deixou bastante impressionado. O Desalma é Metal! É Death, é thrash e ainda consegue ser math! Death metal quebrado, paradas súbitas, mudanças de andamento e porrada, muita porrada! Deixou todo mundo de cara! Tanto que nem vi os head bangers baterem cabeça, apenas prestarem atenção (hahaha).
Merda (por João Schwartz)
Último acorde dado pelo Desalma e já podia ouvir do palco 1 uma gravação vinda de um megafone que dizia: “Atenção galera do Merda, atenção galera do Merda”. Todo mundo pra frente do palco porque ia começar o show da “banda” mais esculachada do hardcore brasileiro, a com mais merchandising também, O Conjunto de Música Rock Merda. Confesso que fui um dos primeiros a correr pra lá, queria só ver o que Mozine e Cia iam fazer depois de terem bebido 20 Pitú colas, as quais haviam feito os rapazes enxerem os olhos quando vistas no isopor. O show foi um cacete atrás do outro, roda de pogo rolando solta e os caras tocando as suas canções lindas de forma tosca e instigante. Vários clássicos despejados: “Pára de chamar o merda pra tocar”; “Enfia seu próprio Piru no seu cu”, essa dedicada a aprovação da lei em prol da união Homoafetiva; Vida Fácil e até uma cover do Rei, também capixaba, Roberto Carlos. Só digo uma coisa: “Obrigado galera do Merda” (hahaha).
Quem tinha disposição e deveriam ter, ainda poderiam ver a instituição do Metal Alagoano, Morcegos, quebrar tudo no palco 2. A banda de metal mais antiga do Estado, fechava com chave de ouro, o Festival Maionese 2011. Infelizmente eu não pude ver o show dos caras por que fui levar bandas para o hotel e resolver as últimas broncas do Festival.
Volto ao Armazém Uzina, uma porrada de coisa pra desarrumar e arrumar mais espaço para colocar coisas no carro. Ainda sobrou forças pra tomar umas cervejas com os caras da Desalma e o incansável batera da Monster Coyote, Renan. Só figuras!
Quem acha que o Maionese acaba quando termina no último dia de show levanta a mão! Agora abaixe porque você errou! Domingo dia 15 de maio, o trabalho é bastante agradável no começo, ir pro francês com o Conjunto Merda e Desalma, ta beleza! Mesmo o meu cansaço sendo grande até pra praia. Tá tudo certo! Praia, mesmo que nublada, cervejinha, batata-frita e várias risadas. Destaque para a linda foto dos rapazes do Merda com o belo burro, Neymar.
15h da tarde, é hora de trazer os rapazes de volta para a sede para que pudessem relaxar até a hora do vôo. Na verdade eles queriam era beber e assistir a final do paulista (hahaha). O Desalma viaja assim que chega à sede. O Merda aliados ao nosso “ganhador” da promoção, Joãozinho Marcelo, bebem, assistem ao jogo, eu deito um pouco pra descansar, pois de noite ainda tem o aeroporto pra dar uma viajadinha. Deitado eu só escuto os rapazes chamando o nosso demoníaco (belo) mascote, Xis-Bacon, de lueba (hahahaha), não sei por que! Com direito até a musiquinha: “Luêbá-bá-bá-bá (cante com aquela melodia, capoeirá-rá-rá-rá”). Enfim, só sei que lá pras 18h e pouca os caras apagam nos colchões.
Acordam lá pras 22h e vamos eu e jorg deixar parte na rodoviária, parte no aeroporto. Missão cumprida, voltamos os dois relembrando já das histórias do Festival, do tanto de trabalho e lembrando que no outro dia ainda teríamos que passar no Armazém Uzina para pegarmos algumas tralhas que ficaram por lá.
O Festival Maionese foi um trabalho do caralho, me consumiu fisicamente, psicologicamente e de qualquer outro jeito possível. Foram meses de preparação e trabalho para a Popfuzz, mas no final das contas, tenho certeza e posso falar por todos, que valeu muito a pena. Poder ver que tudo deu certo, ter visto os shows memoráveis, a galera se divertindo e a pacata Maceió tendo uma porrada de shows e cultura independente desse jeito!
É isso, para o ano, é nóis de novo! Vai ser doidera, vai ser stress, vai ser maior e melhor, se tudo der certo! Breu, toda forma de arte tem que ter um pouco de atitude, um pouco de rock! Então, coloque rock na sua arte e tudo vai dar certo! Maionese 2011, foi rock!
FIM
Por: Rodolfo Lima
É com muito orgulho que a Popfuzz Records juntamente ao selo Transfusão Noise Records lança o sensacional e esquisito disco “Transe Só”, do Hierofante Púrpura. O lançamento é o 14º do catálogo do selo Popfuzz de Maceió/AL, que acredita que a banda é uma das mais interessantes do atual cenário independente.
O Hierofante Púrpura vem lá do interior paulista, mas precisamente da cidade de Mogi das Cruzes, e foi formado em 2005. A banda é composta por Danilo Sevali (baixo, piano e voz), Gabriel Lima (Guitarra e voz) e Diogo Menichelli (bateria).
Talvez a explicação sagrada que os três sumos sacerdotes (é esse o siginificado da palavra hierofante) venham a nos mostrar é: “Toquem o que quiserem, meus filhos! Sejam esquisitos, sejam vocês!”. Porque na primeira audição a banda soa assim: estranha! Na segunda também! Provavelmente na terceira ainda vai ser estranha e assim por diante. Mas sabe aquele estranho bom? Estranhamente bonito, intenso! Isso ae! “Transe Só”, primeiro CD full do Hierofante Púrpura é psicodélico, é indie, é math, é rock e é muito bom mesmo!
Track a track:
Rosa frígida - O disco começa já com um dos momentos mais belos do álbum. A introdução de Rosa Frígida tem aquele clima delicado, com um arranjo de piano marcante, uma climatização que chega ao seu auge ao entrar os backing vocals, com guitarra e baixo mais altos e contínuos. O clima quase onírico é quebrado pela voz de Danilo, que nos primeiros versos já solta comportados gritos em relação aos posteriores que aparecerão no resto da música. O trio consegue mudar de ritmo pelo menos umas quatro vezes durante 5:38 da faixa, sem deixar de hipnotizar quem a escuta! Sem dúvida uma das melhores faixas do disco.
Hierofante Púrpura – Rosa Frígida by popfuzzrec
Areia no olho alheio - Começa com erros de gravações, deixados propositadamente. A diferença da primeira pra segunda faixa é deveras notável, os caras vão da bela canção desconstruída, forte e com alguns berros, para uma balada psicodélica nos violões e uma letra viajadona! Uma louca hippie balada psicodélica, num ótimo sentido, claro!
Hospital das curas - A mais longa do CD começa um tanto rock progressivo, guitarras bem encaixadas, teclado oitentista soando bem como um órgão. A música é daquelas que vai conquistando você, mesmo com toda vibe progressiva ela consegue ser moderna, não parece retro de maneira alguma e se compõe de dois momentos: o primeiro mais progressivo, Pink floydiano; e o segundo todo instrumental, mais experimental. Uma espécie de crossover entre o progressivo, o post rock e até o indie rock de bandas como Yo La Tengo e Pavement. Muito bem feita.
A carta que eu recebi do presidente - É pura psicodélia! Ecos, overdubs, backing vocals que parecem cantar um mantra, o único verso repetido “Deixa o mundo ser torto”. Com certeza o mundo do Hieorfante é torto! Torto, bonito, viajado e chamativo.
Amor te quero - começa um rockão reto, você pensa: Tá muito direto, tá esquisito! Ai que eles dão uma de Hierofante e quebram a música aos dois minutos e meio de canção. Belo timbre de guitarra nos momentos finais.
Não conte a ninguém ou mato você - Acho que a melhor maneira para definir essa música, ou melhor, de tentar decifrá-la, seria algo como se o Arnaldo Baptista fizesse uma canção com o Fugazi. Belas melodias, belo piano, uma letra hora espiritual, hora sentimental, com certeza essa emociona!
Sujeito sem brio (pianão) - como o parêntese diz, possui muito piano, mas está longe de ser uma balada. É um rock alternativo com algumas pausas e a presença em vários momentos da frase “beija a minha boca”! Piano e beijo devem combinar bem.
Tá tudo bem, tá legal – uma das que mais gosto do disco, me lembra bandas do selo americano Dischord, de Washington. Alguns gritos aqui, um baixo muito presente, bateria rítmica, uma baita música legal.
Qualquer um toca isso hoje em dia - Além do ótimo título, a canção é pura diversão. Um pouco de indie rock, um pouco de math, experimentações e o divertidíssimo verso “Eu roubo tudo mesmo, eu roubo, eu roubo”. Pra mim a mais divertida do disco!
Rainha do universo - Um blues rock’n’roll desconstruído que já poderia ser chamado de hierofonteano! O blues deles é assim, esquisito, torto e legal.
Discutindo – Linda canção, bem climatizada, cheia de vocais, melodia impecável que ganha ainda mais coração com os vocais de Ananda Lugubone. Cresce em um final rápido e explosivo! Músicão!
Casa - A última canção do disco é assim, deixe-me ver, uma psicodelia, um pouco arrastada, cheia de quedas e ascensões! Eu não sei ao certo se o vocalista Danilo fica repetindo ao final “Daime, daime, daime”, acho que não, mas as vezes soa como. Enfim, mesmo não tendo experimentado, acredito que o chá alucinógeno seja uma boa combinação para ouvir o som dos caras!
Hierofante Púrpura – Casa by popfuzzrec
Olha ai, um disco que tem tudo pra entrar nas listinhas de melhores discos nacionais deste ano. Eu mesmo não consigo parar de ouvir, se eu fosse você, baixava também e começaria a não conseguir parar de ouvir!
+ sobre Hierofante Púrpura:
www.hierofante.tnb.art.br
@hierofante_rock
http://www.facebook.com/hierofante.purpura
A cópia física também pode ser obtida através da Banquinha Popfuzz ou fazendo um pedido através do e-mail: popfuzzdistro@gmail.com
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Chegando ao décimo terceiro lançamento, a POPFUZZ RECORDS mais uma vez expande seus horizontes e traz para o publico uma amostra do que melhor acontece no rock potiguar. Diretamente de Natal: PLANANT.
Nascida em 2009, a PLANANT possui membros já conhecidos da cena independente potiguar: Cris Botarelli (ex-Eletrobilhar e atual Talma&Gadelha), Fausto Luiz (ex-Barbiekill e Bandini), Lauro Kirsch (ex-Claudia’s Parachute, Dragsters e Venice Under Water) e o estreante Rodrigo Takeya no vocal e guitarra. Se valendo de uma sonoridade melódica e ao mesmo tempo rock and roll, a banda remete a “escola U2” de pop com influências do britpop e rock alternativo noventista yankee, ou seja, ambiências e riffs enérgicos que conquistam desde a primeira audição. Já participou de importantes festivais no nordeste como Dosol e diversas edições do Grito Rock (Recife, Natal, Arapiraca e Maceió). Com espaço garantido no lineup do Festival MADA 2011, a banda vem arrecadando elogios e fãs por todos os lugares por onde passam.
O lançamento do EP aconteceu no dia 13 de maio, dentro do maior evento alagoano de música independente, o Festival Maionese, que em 2011 completou 7 anos de edições ininterruptas, se solidificando entre os maiores festivais periódicos da região. O disco conta com 5 faixas que mostram um nível musical cheio de personalidade da banda. Tratando de temas como angustias e afeições, as letras maduras e poéticas são um show a parte.
Hidding From The Sun by popfuzzrec
Começando com o pé direito, a primeira música é a Hidding From The Sun, com ambiência e bela agressividade noventista que está sempre presente na banda. O backing vocal contraposto ao vocal principal destaca o refrão, mostrando versatilidade numa levada rítmica que gruda na mente. Logo depois vem When Walls Tumble Down, uma densa ‘balada-rock’ que para alguns pode lembrar Radiohead ou Sparta. Melancolia e guitarras distorcidas. Já em Sing For The Lousy Morning, a terceira música, pode-se escutar uma bela e madura peça no repertório da Planant. O vocal inspirado de Rodrigo surge quase como um pedido de socorro. Seguindo, em Lancaster Winds – que inicia com pessoas falando e sons de passos e inspirada bateria – logo notamos influência dos irlandeses do U2. A ambiência também ajuda a sincopar sua melodia noventista. Terminando com Spin (The Majestic One), canção de vocal agressivo e melódico, trazendo energia e uma presente linha de baixo que se encaixa perfeitamente em bons e agudos timbres de guitarra.
A cópia física também pode ser obtida através da Banquinha Popfuzz ou fazendo um pedido através do e-mail: popfuzzdistro@gmail.com
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Apoiadores recebem, em contrapartida, recompensas de acordo com a cota escolhida; Maceió está no roteiro, previsto para acontecer no final do mês de agosto
Desde o último sábado, dia 21 de maio, está disponível através da plataforma de financiamento colaborativa de projetos Catarse (www.catarse.me), projeto para quem deseja colaborar com a vinda da banda mineira Constantina ao Nordeste em agosto deste ano, para lançamento de seu quinto álbum, Haveno.
Em troca da colaboração, de acordo com as cotas dispostas pelo projeto, que visa atingir o total de R$ 6.000,00, são oferecidas recompensas, como cópias do novo CD, camisas, pôsteres e cortesias para o primeiro show da turnê, que acontecerá em Maceió, na terceira edição do Festival LAB, no dia 27 de agosto.
As recompensas serão enviadas após o término do projeto, se a meta for atingida no prazo divulgado – 19 de julho de 2011. Caso contrário, os colaboradores recebem o dinheiro de volta.
A turnê é um antigo sonho da banda, que planeja há algum tempo, porém ainda não teve como viabilizá-la devido ao grande número de integrantes da banda – atualmente, composta por sete músicos -, preço das passagens e custeio de toda a viagem, o que envolve o transporte entre Estados, hospedagem e alimentação.
O QUE É O CATARSE.ME
O site consiste na primeira plataforma brasileira de financiamento para projetos criativos. Através de um conceito conhecido como crowdfunding – que pode ser traduzido como financiamento pela multidão -, muito difundido fora do país, aposta na união entre realizadores e usuários, possibilitando a realização de projetos independentes através de micropatrocínios.
São aceitos projetos artísticos, que antes de ir ao ar, são submetidos à curadoria pela organização do site. Caso estejam de acordo com as normas estabelecidas, são disponibilizados para o público.
Rodolfo Lima
Coletivo Popfuzz
Parafraseando o grande Jair Naves, “Passou, acabou…”. O Festival Maionese 2011 acabou, mas deu certo e não foi nada silencioso. O público pôde curtir dois dias de música, arte independente e ainda três dias de palestras no festival mais tradicional de rock de Maceió. Para nós, organizadores do Festival, ele já tinha começado desde o ano passado, e durante as últimas semanas havia se tornado uma intensa correria diária para que tudo desse certo. Reuniões, inúmeros telefonemas, muitos, muitos e muitos e-mails, stress, nervosismo, ansiedade, poucas horas de sono e voilá! Está montado o Festival!
Leia abaixo como foi o festival segundo os meus olhos, cérebro e coração (eu dividi em três partes, porque… porque…porque sim, oras!):
Terça-feira (10/05/2011) – Acordo cedo precisando criar coragem para começar as atividades. Não a da cerveja, que eu tanto gosto, mas das pendências e preparativos do Maionese.
Me dirijo ao Feitosa, bairro da sede da Popfuzz, para começarmos as correrias para o início primeiro dia de palestras e debates do festival, que aconteceria no Teatro Linda Mascarenhas, com o Secretário de Cultura do Estado Osvaldo Viégas e a Presidenta da Fundação Municipal de Cultura Paula Sarmento, com o assunto Leis de Incentivo Fiscal no Estado de Alagoas.
Passo a tarde me comunicando com o pessoal da Cobertura Colaborativa e dirigindo pra lá e pra cá. Comprar bebidas, tintas, crachás, e várias outras coisinhas. Tomo um banho corrido e chego ao Linda às 19h em ponto. Os palestrantes já se encontravam no local e era esperada apenas a presença de mais público para começar o debate.
A palestra sobre leis de incentivo fiscal era muito importante para os músicos e produtores culturais terem a chance de conversar pessoalmente com os representantes dos órgãos públicos de cultura. Foi triste ver a presença de poucas pessoas no local, pois perderam uma boa oportunidade de entender, conversar e cobrar os direitos da cultura em Alagoas.
Encerrada a primeira noite de palestras, passamos no ilustre bar do Buda, no Feitosa, só pra tomar uma de leve e comer umas iguarias para carregar as baterias para a quarta-feira.
III Encontro de Blogueiros de Alagoas (por Leonardo Arcoverde)
Quarta-feira (11) – foi o dia das pendengas. Correria o dia inteiro e limpeza total da sede, difícil tarefa com o nosso deveras peralta cachorro, Xis bacon. Tarefa quase impossível realizada, organizações de última hora e uma goiaba para o jantar, realmente era um dia apressado, mas ao chegar ao, Linda Mascarenhas, às 19h30, pude ver muita gente reunida para o segundo dia do ciclo de palestras, que dessa vez era representado pelo III Encontro de Blogueiros de Alagoas (EBA).
O debate englobou assuntos variados como moda, música, literatura, software livre etc. Belo debate e que ainda teria o evento abrilhantado pelo show do talentoso rockeiro de músicas gravadas em baixa fidelidade Caíque Guimarães (a.k.a. Bad Rec Project).
Fato que me emputeceu foi o grande público do evento sair logo após o término da discussão, deixando com que a Bad Rec tocasse apenas para gatos pingados de uma outrora sala cheia. Triste, mas o show foi lindo, quem não ficou perdeu mesmo, me emocionei bastante.
Evento encerrado hora de ir pra casa descansar e se preparar para a quinta-feira, último dia de Palestras, que iria contar com a presença do coordenador geral do Circuito Fora-Do-Eixo, Pablo Capilé.
Quinta-feira (12) – Tanta coisa aconteceu nessa semana de maionese que, na hora de escrever este texto, dei por mim que realmente não lembro o que fiz na quinta-feira de manhã e tarde (não foram drogas, juro). A partir do momento que lembro, estava no carro preso no trânsito, apressado, levando nosso “presidente” Nando e o palestrante Pablo Capilé para o auditório do SEBRAE. A pressa ali no carro também vinha da vontade ou necessidade de pegar ainda o coffee break do evento, já que ninguém no carro tinha tido tempo pra jantar ou lanchar. Correria à parte, conseguimos pegar o bendito coffee e começar a palestra na hora certa.
Confesso que esperava mais pessoas no auditório, muitas pessoas tidas como interessadas não compareceram, devem ter suas razões. Enfim, o que importa é que os presentes estavam muito interessados e a palestra se tornou um grande bate-papo sobre cultura, política, mainstream x underground, tecnologia e tudo em prol da arte e da cultura brasileira.
Palestra/bate-papo finalizado, era hora de se organizar e cair à ficha geral que o outro dia era o primeiro dia de shows do Maionese, acuda!
Lembro de dirigir pra casa com o som topado, respirando fundo (por mais dramático que pareça) pensando: “Agora fudeu! O mundo pode acabar, mas esse maionese tem que ser foda…”
O músico mineiro Makely Ka se apresentará no próximo sábado, no Teatro de Arena, com seu mais novo trabalho intitulado Cavalo Motor. Esse show faz parte de um intercâmbio entre o mineiro e o músico paraibano, radicado em Alagoas, Naldinho, que fará uma participação junto com o também músico Deyves. A apresentação será às 20h com ingressos à venda no Teatro Deodoro a R$ 20,00 e R$ 10,00. O show conta com o apoio da Diretoria de Teatros do Estado de Alagoas (DITEAL).
Considerado um dos mais irrequietos criadores da cena mineira e um dos mais gravados de sua geração, o compositor Makely Ka lança seu segundo trabalho solo em turnê por quatro capitais nordestinas. Com show de lançamento em Belo Horizonte, Salvador, Maceió, Recife e Natal o projeto disponibiliza gratuitamente as músicas para plataformas móveis através de aplicativo no iTunes.
Makely propõe com este novo trabalho a elaboração de suas referências a partir da idéia-conceito de uma máquina rítmico-poética que seja capaz de encadear timbres eletro-acústicos com a pulsação cardiovascular e os sinais elétricos do sistema nervoso. Na sua máquina orgânico-sintética, o artista elabora suas influências mesclando elementos da tradição popular e oral do Nordeste com elementos da escola harmônica mineira. Nascido no Piauí e criado no interior de Minas Gerais, o artista trabalha a simbiose entre as diferentes culturas, condensadas na imagem poético-geográfica de um sertão-cerrado.
Para Makely Ka, utilizar os aplicativos para download em plataformas móveis é uma forma de criar uma nova interlocução com o público. Após o download, os usuários terão acesso não só às primeiras quatro faixas inéditas de Cavalo Motor, mas também às faixas do CD Autófago (álbum anterior lançado por Makely), às letras das músicas, ficha técnica, vídeos e textos publicados sobre o trabalho do artista. Além disso, o usuário também terá acesso à Rádio, espaço que disponibiliza as faixas de mais de uma centena de composições suas gravadas por outros artistas. Com o aplicativo, o público poderá também acessar as redes sociais e o site oficial do músico. A cada música finalizada o aplicativo será atualizado até completar o álbum com as doze faixas previstas.
Acompanhado de seus violões e uma pegada vigorosa, mesclando sua verve crítica com muito humor e despojamento, o artista vai fazer um show solo com participação de convidados em cada cidade. Em BH recebeu a cantora Titane. No show de Salvador, Makely contará com a participação especial da cantora Cláudia Cunha. Em Maceió quem sobe no palco são os cantores e compositores Naldinho e Deyves. Em Recife o artista receberá a cantora e compositora Alessandra Leão. Em Natal será acompanhado pelo músico Paulo Sarkis e pelo compositor Esso.
Serviço:
Show Cavalo Motor, de Makely Ka
Participação: Naldinho e Deyves
Data: 28/5/11 (Sábado)
Horário: 20h
Local: Teatro de Arena Sérgio Cardoso
Endereço: Praça Marechal Deodoro s/nº – Centro
Ingresso: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia entrada)
Tel: (82) 3315-5665/5656
Através de votação via orkut, tivemos no último dia 30 a vencedora do QI do Maionese 2011: Belt. Banda jovem e já bem conhecida do público alagoano, ela abre o segundo dia do festival (14/05). Via MSN, conversei nesta segunda-feira (02/05) com Jorge Lima, guitarrista da banda, que estava na companhia do Cláudio (vocal/guitarra) e juntos responderam as perguntas que resultaram na entrevista que você vê abaixo:
Gabriel Passos – Vamos começar de uma forma bem clichê mesmo. Quem é a Belt e qual a sua história?
Jorge e Cláudio – A Belt é Cláudio (Gordo) nos vocais e guitarra, Jorge na guitarra, Kobe (Tomás) no baixo, Guilherme nos teclados e Felipe (Lip) na bateria. O projeto da banda foi iniciado quando eu (Jorge) e o Gordo nos conhecemos nos tempos de colégio, e nos juntamos pra fazer músicas próprias. Depois fomos conhecendo pessoas que gostaram do nosso trabalho e resolveram se juntar a nós. Depois de algumas mudanças na formaçao, essa é aBelt.
GP – Qual a origem do nome “Belt” ?
J/C – Nós pegamos as iniciais de pessoas que nos apoiaram muito no inicio da banda, que estavam sempre nos ensaios e tal. Bruna, Estranho, Laura e Thamires - BELT.
GP – Como vocês classificam o som da banda? Quais são as maiores influências?
J/C – Cara, essa é difícil… A gente classifica apenas como rock, mas nao seguimos um estilo definido. A gente prefere nao ficar presos a um rótulo pra fazer musica. Simplesmente criamos. Quanto às maiores influencias, decididamente Fall Out Boy e Blink 182, mas a gente coloca na musica referencias do que a gente costuma ouvir, independente de ser Maria Rita, AC/DC ou Fresno. De uma forma mais simples, tudo o que a gente gosta serve de influência.
GP – Como é o processo de composições de vocês? Quem compõe?
J/C – As composiçoes são minhas e do Gordo. Geralmente acontece assim: Um dos dois vem com um trecho de melodia, mostra pra o outro e, se nós dois curtirmos, trabalhamos juntos na musica.
GP – No mês passado vocês disponibilizaram um trecho de “Nociva”, música nova que vocês estão gravando. O que está vindo por aí e como andam as gravações?
J/C – Pretendemos continuar as gravações nesses próximos meses para lançar um EP com 5 ou 6 músicas e também, se possível, fazer um show de divulgação. Semana que vem, inclusive, estaremos gravando mais uma música.
GP – Vocês acabaram de ganhar o QI e tocarão no segundo dia do Maionese 2011. O que esperam do festival?
J/C – Estamos muito empolgados com esse evento, já faz um tempo que queríamos tocar no Maionese, e essa oportunidade surgiu agora. Esperamos fazer um ótimo show.
Para conferir o som da banda é só acessar o MySpace deles. E, claro, comparecer ao Maionese 2011 e sacar ao vivo. Long live to rock n’ roll! =)
Gabriel Passos
Confira a programação completa:
Dia 10/05:
Encontro PCult: Debate sobre Leis de Incentivo Fiscal no Estado de Alagoas
Hora: 19h às 21h
Local: Teatro Linda Mascarenhas (ao lado do CEPA), Av. Fernandes Lima, nº 1.047, Farol
Convidados: Secretaria de Estado da Cultura-SECULT, Fundação Municipal de Ação Cultural-FMAC, Cooperativa de Músicos de Alagoas-COMUSA, Instituito Zumbi dos Palmares-IZP
Pocket Show - Bad Rec Project
Hora: 21h30
Local: Teatro Linda Mascarenhas (ao lado do CEPA), Av. Fernandes Lima, nº 1.047, Farol
Apresentação: projeto solo de Caíque Guimarães, integrante das bandas Baztian e Dad Fucked and The Mad Skunks. Conheça mais sobre o projeto em http://popfuzz.com.br/catalogo/bad-rec-project/
Dia 11/05:
EBA – Encontro de Blogueiros Alagoanos
Hora: 19h às 22h
Local: Teatro Linda Mascarenhas (ao lado do CEPA), Av. Fernandes Lima, nº 1.047, Farol
Palestras:
“Por uma blogosfera participativa: da centralidade de links às ações centradas no coletivo”
por Ronaldo F. Araújo (Cibercultura Alagoana; Ciberalagoas; UFAL)
19h40: “Internet, política e dados abertos”
por Alexandre Fleming (Blog do Fleming; IFAL)
20h20: “Sirva-se: cultura alternativa na era da informação”
por Luiz Rios (Sirvase.net)
21h00: “Não é grátis, é (software) livre”
por Felipe Luciani (Militante do software livre)
Dia 12/05
18 horas: Coffe Break
Palestra: Novos modelos colaborativos de gestão cultural: oportunidades e desafios do trabalho em rede
Horário: 19h às 22h
Local: Sala de treinamento da Sede do SEBRAE/AL (ao lado da TRANSPAL), Rua Dr. Marinho de Gusmão, 46 Centro
Palestrante: Pablo Capilé (Fora do Eixo, PCult, Abrafin, Casas Associadas)
Sobre a Palestra:
A palestra abordará o desenvolvimento das práticas de gestão cultural, passando de um modelo puramente comercial para um modelo colaborativo, organizado em rede e com finalidades que ultrapassam simplesmente o intuito lucrativo. Na oportunidade, será tratado do caso concreto do Circuito Fora do Eixo e mais especificamente da recente instalação da sede do circuito em São Paulo/SP, na chamada Casa Fora do Eixo, que inaugura uma nova fase no modelo de gestão do circuito.
Sobre o palestrante:
Pablo Capilé é coordenador de planejamento dos festivais Calango e Grito Rock e um dos fundadores do Espaço Cubo, instituto cultural cuiabano que desenvolve ações no campo da cultura em todo o Brasil; é sócio-fundador da associação Casas Associadas; é um dos articuladores do Circuito Fora do Eixo, rede que integra hoje dezenas de coletivos dedicados ao setor em todo o Brasil; foi vice-presidente da Associação Brasileira de Festivais Independentes-ABRAFIN; atualmente desenvolve suas atividades na Casa Fora Eixo São Paulo.
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*Para o encontro de blogueiros haverá inscrições e emissão de certificados para os participantes (aguardem o formulário para se inscreverem).
Lembrando que durante o #ebalagoas haverá divulgação dos melhores tweets que ajudaram a povoar a hashtag #coisadeblog. Ainda dá tempo para participar, basta expressar suas idéias e opiniões sobre “o papel dos blogs no seu cotidiano” e juntar-se a nós em um “twitaço” em prol da blogosfera onde queremos reunir as mais distintas considerações sobre o que significa para cada um de nós os atos de ‘escrever’, ‘ler’, ‘comentar’ e ‘divulgar’ postagens em blogs.
Rodolfo Lima
Coletivo Popfuzz
Pra deixar vocês já em ponto de bala para um dos shows mais aguardados do Maionese, tai a entrevista que eu fiz com o digníssimo senhor Fábio Mozine, guitarrista e vocalista do Conjunto de Música Rock Merda, que se apresenta no segundo dia do festival (14 de maio).
Mesmo eles pedindo pra não chamar o Merda pra tocar a gente chamou e pior, eles aceitaram. Saca ae, boy:
Entrevista com Fábio Mozine, guitarrista e vocalista do Merda.
RL – Fala um pouco sobre a história da banda, como surgiu e porque sentiram vontade de fazer um projeto que supostamente só iria gravar.
MOZINE – Surgiu da vontade de tocar guitarra (eu toco baixo nas outras bandas), na época do paulista tocar bateria e de fazer uma banda com meu amigo Japones, ele gosta muito de mim, e queria tocar comigo pra ficar bem perto de mim mais tempo.
RL – Lembro que há uns anos atrás era impossível ir a um show de punk
rock aqui em Maceió e não ter pelo menos umas 10 pessoas com camisa ou boné do
Merda. Vocês sempre capricharam no merchandising da banda, de onde vem o
cuidado nessa área?
MOZINE – Começou de zoeira mesmo, por achar engraçado pessoas usando roupas escrito merda, e porque, modesta e sinceramente, esse logotipo é foda, puta que pariu, muitas pessoas aqui no ES e em outros lugares usam o merch sem conhecer a banda.
RL – Vocês são de Vila Velha, que há um tempo virou sinônimo de
hardcore no Brasil. Existia uma cena punk na cidade antes de vocês (Merda,
Mukeka etc.) ou foram vocês mesmos os precursores?
MOZINE – Existia, mas de forma obscura, digo isso porque, você mesmo, que esta ai envolvido com varias paradas do hc, não conhece, imagina o grande publico ai num geral que não busca informação. Mas acho que foi a gente mesmo que levou o nome da cidade e não as bandas que existiam antes. De vila velha mesmo eu destaco o Harmonia Turbulenta. Na grande Vitória, existiam outras bandas mais antigas como o Ferida Exposta.
RL – Na turnê européia
com o Leptospirose vocês passaram por uma experiência bem desagradável,
retratada no livro “Guitarra e ossos quebrados” e no filme “Broken brazilian
bones”. Fala um pouco sobre o acidente pra quem não teve chance de ler ou
assistir ainda…
MOZINE – Filme horrível e triste por sinal. No sétimo ou oitavo show, numa manha com uma neblina digna de filme de terror, nosso motorista bateu na traseira de um caminhão parado na auto-estrada. Todos se machucaram, sendo que Binho Miranda ficou preso as ferragens e eu num movimento do acidente quebrei uma vértebra no pescoço. Por milagre Binho não perdeu seus pezinhos e por outro milagre maior ainda eu não tendo que ditar a resposta desse email aqui pra você, pois eu deveria estar deitado numa cama agora, igual à Aline Moraes naquela novela, mulher bonita demais.
RL – Sei que você já deve ter respondido essa pergunta mil vezes, mas
conta ai como foi à experiência como escritor com o livro “Una Gira em
Sudamerica com o conjunto de música rock merda”, que foi lançado pela o seu
selo, Läjä Records? Você sempre se amarrou em literatura?
MOZINE – Na verdade eu nem gosto de literatura e desde a época da escola que eu não tenho lido mais, porque não tem nenhuma professora me obrigando, mas até estou tentando voltar a ler, só pra não pegar mal e escrever uns livros e não ler, e porque eu quero escrever mais, falando nisso, já tem outro escrito, bem no esquema do primeiro, se chama cordel do fogo do diabo e conta a historia da tour do merda no nordeste, infelizmente ai ficou de fora né, pq já esta escrito! =/ Tenho a idéia de escrever outro chamado esdruxulamente falando, do qual já tenho uma noção de como vai ser e alguns textos, mas não consigo encontrar tempo pra me dedicar a isso de verdade mesmo, mas um dia sai.
RL – Falando em Läjä, há quanto tempo existe e como funciona o selo?
Quem trabalha nele etc.?
MOZINE – Eu trabalho sozinho cercado por uma rede de amigos que fazem freela pra mim, seja na parte de criação, distribuição, vendas diretas, idéias, conselhos, os quais eu chamo carinhosamente de escravos da minha senzala. O selo tem mais de 10 anos eu acho e funciona assim, tudo doido mesmo.
RL – Nessas turnês pela Europa,
América do Sul, Japão, qual foi à coisa mais louca que você viu? Do tipo que
você pensou: “Porra, ai já é demais pra mim!”
MOZINE – A gente vê coisa doida demais. No Chile ficamos numa micro cidade do interior numa casinha mega humilde do irmão do cara que levou a gente pra tocar, que por ventura, o cara mesmo não estava na cidade e ficamos na casa dum cara velho, que colhia feijão, acordamos e vimos aquelas tias doida catando feijão aos pés das Coordilheiras dos Andes, foi engraçado, no Japão comi carne de cavalo crua, sei lá, muita doidera, mas eu gostei de comer carne de cavalo.
RL – Como você vê a cena
independente nos últimos anos? Acha que está mais coletiva, mais organizada, ou
continua a mesma de dez anos atrás?
Acho que continua a mesma coisa, o que muda é a tecnologia em si, a informação, mas união em si, sonho, antigamente existia mais, hoje existe mais infroestrutura, celular, casa de show, marshal, etc.
RL – A Popfuzz e a Laja lançaram a promoção “Dia de Merda”, na qual o
ganhador irá passar um agradável dia na praia com vocês. Quem você gostaria que
ganhasse? Uma mulher, um cara muito fã ou o Henkeo? E Por quê?
MOZINE – O Henkeo, para a gente poder se saborear de beleza observando mais de perto a sua bela face.
RL – Pra fechar, é a primeira vez de vocês, pelo
menos com o Merda, em Maceió. O que os fãs maceioenses podem esperar do show
depois de tanta espera?
MOZINE – Espero que vocês possam se divertir ouvindo a nossa musica, porque se estamos nos disponibilizando pra ir tocar em sua cidade, vocês podem saber que não é por outro motivo que não seja para promover a nossa diversão também.
Formação atual dos caras, com Ricardo Lagarto – bateria e Júlio Cavalcante – baixo
O lançamento n° 12 da POPFUZZ RECORDS (veja aqui o catálogo completo) marca um momento histórico para o selo: pela primeira vez o material lançado não é de autoria de nenhum membro desta gangue alagoana. Evergreen é dos paulistanos da Sin Ayuda – Diego Xavier – guitarra e voz, Gustavo Athayde – baixo e voz, Lucas Mercial – guitarra e programações, Mario Gascó – bateria e Vinicius Pacheco – violão e voz – banda surgida em 2010 da fusão entre o projeto “roman’s field” (www.myspace.com/romatrip) e a banda Elísio (www.tramavirtual.com.br/elisio). Com foco nas melodias, psicodelismo, folk, rock, barulho e ambiência, toma aí: EVERGREEN! .
A abertura fica a cargo de Changes, nessa intro você tenta prever o EP: texturas, música ambiente com kick tipo o Ambient Works do Aphex, um pouco de noise, será que tem vocal? Daí vem a surpresa! A música se transforma em um folk-ambient-psicodélico com uma pegada vintage e um vocal sublimamente melódico. O caráter orgánico do diálogo violão + pads cria um climão soturno mostrando que a música ambiente sempre faz ótimas parceirias com o pop. Em seguida, a riffada Country House nos confirma que é de bons riffs que vive o rock. Na pegada mais enérgica do EP, o Riff segura os versos, os vocais ficam mais agressivos, a guitarra pega ar e tudo isso desemboca num refrão que quebra a música no meio com um bending lascivo. A proposta experimental + pop retorna em Chuva, pequena peça low-fi-psicodélica montada num sampler de chuva com todo charme das songs that are less than one minute low-fi GBV way of rock! Essas pequenas faixas têm o poder de ligar dinamicamente um álbum e é o que ela faz trazendo a última faixa. Acústica, com um belo lance de vocais, algumas gramas de reverb e ambiência, Again fecha Evergreen, um EP que abre com ambient dance e fecha com folk low-fi sem necessariamente te levar de um lugar para o outro, faz você estar em todos ao mesmo tempo. – Marcos Cajueiro
Você também pode adquir uma cópia do disco físico através da Banquinha Popfuzz ou fazendo um pedido através do e-mail: popfuzzdistro@gmail.com
@sinayuda no @GavetaoEstudio
Sin Ayuda Online
http://tramavirtual.uol.com.br/sin_ayuda
@sinayuda
Lembram do programa “Dia de Princesa”? que passava no SBT apresentado pelo Netinho do Negritude Jr? Pois então, a Popfuzz e a Läjä Rex resolveram dar uma revigorada nesse grande sucesso de crítica da TV Brasileira para realizar a promoção “Dia de Merda”.
Mas nem se anime, ninguém vai te maquiar, cortar seu cabelo ou te dar roupa nova. Vamos simplesmente te oferecer a oportunidade de passar um maravilhoso dia na praia com o Conjunto de Música Jovem Merda, que toca no Festival Maionese 2011! Nas palavras do glorioso empresário do ramo de música rock Fábio Mozine, dono da Laja Rex e integrante da banda: “será um dia de muita cachaça, farofa, caranguejo e merdas com a galera do merda”. Mal sabe ele que a vibe alagoana é siri.
Mas nem se anime de novo, o vencedor vai ter de rachar a cerveja, tiragosto e levar a banda até a praia no dia 15/05. Na verdade e essa promoção é só uma armada da Popfuzz pra arrumar alguém que leve o Merda pra passear um dia depois do show deles no Maionese, por que nós, da Popfuzz, estaremos muito cansados pra levar esses capixabas pro Francês, Guaxuma, Barra de São Miguel ou seja lá a praia escolhida.
Pra participar é só mandar uma frase boladona aí nos comentários explicando por que você quer passar um Dia de Merda! A melhor frase será escolhida como melhor frase, mas o vencedor será escolhido de acordo com a vontade sem critério da Popfuzz e do Merda! Confira adiante o regulamento completo da promoção!
REGULAMENTO – PROMOÇÃO “DIA DE MERDA”
1. Uma sensacional tarde com os 3 integrantes do conjunto de música jovem Merda na praia do Francês (ou outra, sei lá), em Maceió – AL, no dia 15 de maio, domingo!
2. Promoção válida apenas para maiores de 18 anos, ou menores acompanhados pelos pais ou que apresentarem carteirinha de estudante falsificada.
3. É proibido contato físico com os integrantes do conjunto de musica jovem Merda, tais como: olhares prolongados, espirros, aperto de mão, abraço, beijos (no rosto e de língua) e conjunção carnal que é conhecida entre os jovens como “SEXO”.
4. Kit Camarim do Merda para participar da promoção – R$ 600,00:
1 short azul do Conjunto de musica jovem Merda
1 short preto do Conjunto de musica jovem Merda
5 CDs do Conjunto de musica jovem Merda
1 DVD do Conjunto de musica jovem Merda
1 livro do Conjunto de musica jovem Merda
1 munhequeira do Conjunto de musica jovem Merda
1 adesivo do conjunto de musica jovem Merda
1 boné vermelho do Conjunto de musica jovem Merda
1 boné preto do Conjunto de musica jovem Merda
1 moleton do Conjunto de musica jovem Merda
1 camisa da tour do Conjunto de musica jovem Merda
1 camisa antiga do Conjunto de musica jovem Merda
2 seringas descartáveis
5. Não nos responsabilizamos por coma alcoólico, tendo o participante que pagar multa de 150 UFIRs e despesas com SAMU.
6. Não nos responsabilizamos pela contração de óbito, sendo os familiares do cadáver os responsáveis pela remoção e sepultamento.
7. Fotos:
R$ 1,00 digital
R$ 5,00 filme
R$ 10,00 polaroid
R$ 15,00 digital com efeito de Polaroid gerada pelo programa hipster “INSTAGRAM”
8. O participante da promoção deve permanecer pelo menos 30 cm distante dos integrantes do Merda ao tirar as fotos.
9. TODAS AS DESPESAS com bebidas e petiscos são por conta dos participantes, assim como as despesas dos integrantes do conjunto de musica jovem Merda.
10. Caso você fique bêbado, automaticamente teremos o direito de postar suas fotos na rede social de computadores conhecida como “ORKUT”.