A maior rede de coletivos culturais do país se prepara para a realização da 4ª edição do COFE
Começam hoje as inscrições para a Etapa Nacional do IV Congresso Fora do Eixo (COFE), o principal encontro presencial e deliberativo da maior rede de cultura livre da América Latina. Desde 2008, a rede se encontra anualmente para debater o desenvolvimento de seus processos, colher resultados e planejar os próximos passos. Esse ano, o Congresso promete discussões, mesas e vários debates dentro dos grupos de trabalhos sobre as frentes que fomentam a cena cultural do país.
O Congresso acontece de 14 a 20 de novembro, em São Carlos (SP), junto à 5ª edição do Festival Contato. A expectativa é que reúna mais de 1000 pessoas, entre membros de coletivos, pontos de linguagens, parceiros, imprensa e observadores. Agentes dos coletivos poderão usufruir da hospedagem solidária, que abrigará 4 pessoas por Ponto Fora do Eixo,1 pessoa por Ponto Parceiro e 1 pessoa por Ponto de Linguagem.
A ficha de inscrição você encontra no Diário Oficial do Fora do Eixo, ou na Wiki do Fora do Eixo.
Parceira da Popfuzz de longa data, a Sirva-se – blog de cultura alternativa, dessa vez colaborou na resenha de nosso mais novo lançamento.
Por: Luiz Rios
A Popfuzz Records acaba de soltar mais um material na rua, e o mais novo lançamento do selo é o CD Friend da banda potiguar Venice (que um dia já se chamou Venice Under Water). O material é fruto de uma parceria com outros selos independentes e foi viabilizado através do Projeto Incubadora Dosol, atividade de registro, produção e difusão de música que tem como objetivo auxiliar e dar suporte à bandas do Rio Grande do Norte, com etapas que vão desde a gravação do material, passando pela divulgação do trabalho e até inclusão da banda no circuito de shows.
Fruto de uma mudança e amadurecimento da banda, Friend expõe uma pegada rockeira bem consistente e apresenta ótimos elementos de um som diferenciado e com grande potencial.
Venice – Hyena by popfuzzrec
O álbum foi gravado no Estúdio Dosol, mixado e masterizado no Megafone Estúdio com produção da banda e co-produzido por Anderson Foca e traz oito músicas que apresentam um timbre de guitarra pra lá de característico, além de intercalar ótimo riffs com alguns solos curtos.
Um vocal centrado e com uma linha melódica que se adequa às canções criando um encaixe perfeito entre os refrões e demais trechos de cada música. Um som que com certeza deve agradar à fãs de Foo Fighters e bandas semelhantes.
Com uma ótima qualidade de gravação e vivendo talvez o melhor momento criativo a Venice, que possui cinco anos de carreira, apresenta um CD consistente e muito bem elaborado, que com certeza irá agradar a um bom número de pessoas além de fortalecer o cenário nordestino, mostrando que por aqui se produz música boa, de qualidade e muito sincera, sem deixar nada a desejar.
Venice – Half Dead by veniceuwater
Um belo CD que trás na capa e no encarte uma verdadeira declaração de amizade, através de fotos de diversos parceiros da banda, além dos próprios integrantes. Nada mais propício e adequado ao nome do álbum.
Agora só falta você mandar play no som e conferir esse novo trabalho dos caras.
Acompanhe os caras pelo Facebook: http://www.facebook.com/venicebr
A cópia física também pode ser obtida através da Banquinha Popfuzz ou fazendo um pedido através do e-mail: popfuzzdistro@gmail.com
Acompanhe as novidades desse e outros lançamentos através de nosso twitter @popfuzzrec ou utilizando a hashtag #pfr019
Por: Rodolfo Lima
Coletivo Popfuzz

O mais novo lançamento da Popfuzz records vem do nosso Estado vizinho, Sergipe, mais precisamente da sua capital, Aracaju, o Road to Joy, com o EP, Nature.
O RTJ, teve seu nome extraido de uma música de um dos grandes nomes do Alt/folk dos anos 00’s, o genial Bright eyes. E assim como a banda de Conor Oberst, eles fazem folk indie sim, senhor!
O primeiro lançamento do grupo, Nature, realmente faz alusões sonoras e líricas a natureza durante todo o disco. Sons inusitados de grilos, sons ambientes do mato, viram arranjos junto aos violões, baixo, bateria, teclado e dentre os inúmeros instrumentos usados no EP.
Gustavo Machado, Ítalo Nascimento e Sabrina Porto, cantam em inglês e soam como um grupo folk vindo do Texas, do Nebraska, de Kentucky, ou, porque não, de Sergipe! O mundo pós moderno pode nos proporcionar isso, a internet que aproximou as culturas e o mais importante, nos possibilita ter um contato mais direto, fácil, com o tão amado rock de todas as épocas e lugares (em rock leia-se música, se quiser. Para os caretas!).
Então, o Road to Joy pega o alt/folk do Bright eyes, Wilco, Belle and Sebastian; junto a os grandes mestres Bob dylan, Neil Young e até dão uma passeada pelo psicodélico mais acústico na praia daqueles meninos os… Beatles o nome? é isso mesmo? Para dar formato ao seu belo som.
Logo na primeira música, Wildflower, dá pra notar o cuidado com os arranjos, com as vozes que se completam muito bem de Gustavo e Sabrina. Tudo bem encaixado, bem tocado, uma canção com muito primor, grande abertura!
Summer sonnet começa com um ar lo-fi, alguns barulhos de rua, enquanto o violão rasteja um country que logo emula bandas clássicas do powerpop como o maravilhoso, Big star, isso sem perder a vêia folk. Bela canção rockeira!
Honeydew é uma balada lindinha com um pé no Wilco do grande Jeff Tweedy! Vocais que se cruzam, fluem muito bem com a música, um grilinho que empresta sua voz também e dá um charme mais bucólico ainda a música. Essa é pra ouvir ao ar livre, de preferência em um gramado, numa tarde agradável.
Señor Ariza, é a mais setentista do disco. Ótimos arranjos de guitarra, uma boa psicodelía, o vocal inspirado de Gustavo, também bela passagem vocal de Sabrina, onde a letra mescla inglês e espanhol! Baixo pulsante, piano, escaleta, bateria firme! A mais rock do disco, músicão!
A última canção, The other side of the river, é aquela fofinha, cuti cuti do disco. Uma espécie de ukelele dita a música toda, depois unem-se ao ukelele, um teclado, um discreto xilofone e uma bonita divisão vocal. Acaba muito bem o disco, deixa aquele sorriso, aquele “ó, que lindo” e aquele “vou ouvir de novo!” no ar.
Indispensável para os fãs de folk, indie, alt country e boa música em geral! Muito bom saber que o Estado de Sergipe vai muito bem de bandas. O Road to Joy, com o EP, Nature, dá uma bela lição de arranjos, boa execução de instrumentos e belas melodias! Baixa agora, pra você ver que eu não tô brincando!
Conheça mais sobre a banda:
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A Feira Música de Fortaleza é a feira de música mais representativa do Brasil. Esse fato é notório pela classe musical, considerando os mais diversos elos de sua cadeia produtiva e criativa. Mas não parece tão notório para certos parceiros que anunciam uma espécie de “quebra de contrato” cinco dias antes da realização deste evento de proporções grandiosas, em todos os sentidos.
A Feira da Música de Fortaleza (do Brasil) está na sua décima (10º) edição e conta com diversas atividades de formação, sócio ambientais, intercâmbio cultural, vitrine artística, negócios, exposições, cobertura, mídia, agregando todos os agentes protagonistas e público desse grande arranjo musical no Brasil, tornando o segmento mais sólido e ampliado. A Feira é gratuita, oportunizando a participação de toda sociedade.
Realizada pela primeira vez em 2002, a Feira da Música de Fortaleza acompanhou e participou de uma década intensa, de rápidas transformações na lógica do mercado musical. Sediou discussões que puseram em questão essa “lógica” e testemunhou o surgimento de outras maneiras de se encarar a música como negócio – sobretudo pela força da cultura digital. Este ano, na décima edição a Feira mantém o compromisso de levantar as principais discussões sobre esta cadeia produtiva da música, com conceito focado no homem como agente criador. Nas relações humanas que a música estabelece e nas realizações que propicia. Por outro lado, mantém seu potencial mercadológico – com a realização de mais uma feira de negócios, e promove shows com nomes emergentes e consolidados do circuito independente e com a preocupação ecológica tão necessária para o compromisso de sustentabilidade do planeta.
Para conseguirmos garantir a finalização das atividades da 10º Feira da Música de Fortaleza, uma das maiores iniciativas culturais para a sociedade brasileira, apostamos na contribuição colaborativa que mantém a força do protagonismo social!
Link do projeto no catarse: http://t.co/NORdlFK
Via: Quina Cultural
Nos últimos meses o Coletivo Popfuzz firmou parceria com a Panan Filmes, estabelecendo assim uma maior ação audiovisual. E é com prazer que trazemos para o público alagoano a oficina audiovisual “Introdução à Prática Cinematográfica”, ministrada pela equipe da Panan Filmes e que acontecerá nos dias 26 (17-20h30), 27 (09-12h/14-17h) e 28 (09-12h/14-17h) de Agosto na sede do Coletivo Popfuzz, localizada no bairro do Feitosa.
O objetivo da oficina é que os interessados por cinema absorvam mais informações e que isso facilite o aprendizado. Serão aprofundados temas que vão desde a relação entre equipe de criação e equipe de execução até procedimentos de montagem, manutenção, entre outros. Confira então o conteúdo do workshop, abaixo:
Experimentar novos sons. Essa sempre foi uma das premissas do Festival LAB. O evento que chega à sua terceira edição reúne no mesmo palco apostas e novas referências da música contemporânea brasileira. Este ano, a programação conta com shows de Herod Layne (SP), Hoping to Collide With (SP), Constantina (MG) e Wado (AL), comemorando os dez anos de lançamento do seu primeiro álbum, o “Manifesto da Arte Periférica”.
Formada em 2006, a Herod Layne já lançou dois álbuns e dois EPs pelo selo virtual Sinewave, referência no cena de post-rock brasileira. A banda participou, no ano de 2007, do concurso “Arnold Layne”, realizado pelo MySpace em parceria com David Gilmour (Pink Floyd), ficando em oitavo lugar mundial por votação popular. Após uma turnê realizada no Canadá, em 2009, participando do tradicional festival Canadian Music Week, o quarteto traz a Maceió o show de seu novo disco “Absentia”, lançado em 2010.
Também vinda de São Paulo, a Hoping to Collide With lançou um EP de apenas três canções, em 2008, e já figurou em diversos festivais em seu estado, entre eles as duas primeiras edições do Sinewave Festival e o Extravaganza, realizado em Sorocaba. Atualmente, o grupo está no processo de finalização do primeiro álbum – ainda sem título definido – que tem previsão de lançamento para setembro deste ano. Durante o Festival LAB, o público alagoano poderá ver o quarteto paulista apresentando músicas que passeiam entre o post-rock, o folk e o rock progressivo.
O Constantina é uma banda singular dentro do cenário da nova música instrumental brasileira. Atuando desde 2003, a banda Constantina possui uma trajetória sólida no circuito de música independente nacional. Com uma estética minimalista e delicada, o grupo tem figurado como uma das bandas mais interessantes da nova safra do rock instrumental. Em março de 2011, o Constantina foi convidado a participar do Festival South by Southwest (SXSW). O evento, conhecido por ser um dos maiores festivais de música independente do mundo, contou nessa 25ª edição com nomes conhecidos, como The Strokes, Man Man, Foo Fighters, Joan of Arc e Cold War Kids. O show dos mineiros em Maceió marca o lançamento oficial do quinto disco da banda, “Haveno”.
E para fechar a programação, o Festival LAB recebe um show histórico. Wado comemora os dez anos de lançamento de seu primeiro disco, “Manifesto da Arte Periférica”. É a partir do álbum de estreia, lançado em 2001, que Wado começa a ser reconhecido em outros estados do Brasil, destacando-se em muitas listas como o melhor do ano. Devido à repercussão do disco, chegou a ser apontado como o “futuro da MPB” por muitos jornalistas e críticos de música. Após o “Manifesto”, o cantor construiu uma sólida discografia com o lançamento de outros quatro álbuns – “Cinema Auditivo” (2002), “Farsa do Samba Nublado” (2004), “Terceiro Mundo Festivo” (2008) e “Atlântico Negro” (2009). Atualmente, dedica-se ao processo de finalização de seu sexto disco, “Samba 808”, que tem previsão de lançamento para ainda este ano.
Festival LAB – O Festival LAB nasceu, em 2009, com a proposta de apresentar ao público alagoano novas tendências sonoras, com ênfase no que de novo está sendo produzido na música contemporânea. O evento já reuniu em palcos alagoanos nomes como Labirinto (SP), Projeto Lise (MG), A Banda de Joseph Tourton (PE), Julia Says (PE), Neon Night Riders (AL) e Projeto Sonho (AL).
Em 2011, o festival será realizado no Armazém Uzina, no dia 27 de agosto, a partir das 21h. Os ingressos custam R$ 15 (antecipado) e R$ 20 (na hora). Os pontos de venda são o Estúdio Poker e Botequim Paulista.
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SERVIÇO
O que? III Edição do Festival LAB de Música Contemporânea
Quando? 27 de agosto, a partir das 21h
Onde? Armazém Uzina (Rua Sá e Albuquerque, 367, Jaraguá)
Quem? Atrações divulgadas até agora: Herod Layne (SP), Constantina (MG), Hoping to Collide With (SP) e Wado (AL)
Quanto? R$ 15 (antecipado – no Botequim Paulista e no Estúdio Poker), R$ 20 (na bilheteria)
Maiores informações: (82) 9124-3653

Por: Rodolfo lima
Coletivo Popfuzz
Foi avisado a mim que os ilustres bebedores de cerveja da Monster Coyote iam chegar na bela Maceió, na tarde da sexta-feira, dia 15. Na noite do mesmo dia de chegada já tinha a certeza que iria encontra-los para uma grande sessão de estrago de fígado. Sentado em uma mesa do meu querido Botequim Paulista, espero os rapazes chegarem. Kalyl, Amilton e Renan chegam no recinto, confraternização, abraços, conversas e dali em diante excessiva chapação. Os caras haviam tocado no dia anterior na cidade de Floresta em Pernambuco, que segundo os caras foi muito bom e continha uma galera sedenta por rock. Sem contar que os rapazes haviam dirigido mais de 1000 km, de Mossoró (RN), sua terra natal, até aquela cidade pequena cidade de Floresta.

Sábado (16) o dia começa ensolarado e eu em casa ressacado. Segundo relatos, na sede da Popfuzz, já rolava galeto, cerveja e rock!Biuriful! Me dirijo a sede pela tarde para a semanal reunião do coletivo. Os Coyotesers dão uma saída, não sei pra onde foram, e a reunião prossegue. Duas horas depois, encerrada a reunião e hora de dá uma passada em casa pra comer e etc. porque de noite tinha mais esbórnia. Devidamente embriagado, vindo de uma festa de aniversário, encontro os malditos jovens Coyotes no Anexo bar. Muitas risadas, conversas “sérias”, bebidas e horas depois me encontro no Palato com eles e a sede incontrolável. O dia amanhece e é hora de se mandar.
Domingo encontro os caras apenas na hora do almoço pois devido a uma urgência, não tão urgência familiar, não poderia assistir ao jogo do Brasil com a galera. Depois de um cansativo dia, estou em casa quase dormindo quando o Caique me liga e diz: “E ai, vai amanhã com a Monster pra Aracaju?” – Eu: “Oxe, vamo lá”.
Segunda-feira, acordo arrumo a mochila e breu! Estou pronto pra sair! Viajar na belíssima caminhonete Monster Coyote é uma maravilha para os fumantes e um pesadelo para algum não-fumante, por sorte todos na caminhonete fumavam pra caralho e a viagem foi feliz, com vários acidentes envolvendo brasas de cigarro, um delicioso almoço na estrada e quase testemunhas de acidentes.
Aracaju está nublada e o GPS está louco mas conseguimos chegar na novíssima sede do Coletivo Virote. Fomos recebidos pelo guitarrista da banda Mamutes e membro morador da casa do coletivo, Morcego. Apresentações, conversas e já fomos comprar umas cervas pra criar aquele clima pré show legal! Muito metal no som, conversa de sobre rock e a linda laje da sede do Virote, jóia!
Bom, o show da Monster Coyote ia ser às 19h30, primeira banda, da Rua da Cultura, evento onde eles iriam tocar! Camarada Rick, membro do coletivo, faz uma aparição breve, trocamos umas idéias, tudo certo! Hora de tomar um banho e se arrumar pra sair! Bonitos, cheirosos e rockeiros nos dirigimos até a Rua da Cultura. O clima de chuva imperava em toda Aracaju, no local ventava muito por ser na beira lagunar!
O palco da Rua da Cultura é gigante, bem bonito, a estrutura do local chama atenção, evento muito bem feito pela Secretaria de Cultura de Sergipe, importante frisar: de graça. Alagoas está precisando de algo assim!
Um pouco de atraso básico, bom pra gente, já que não se encontrava nenhum público até o momento, apenas uns hippies vendendo artesanato (hahaha), uns mendigo e uma ou outra pessoa sentada nos bares. Sentamos no bar pra beber um pouco, tomar um caldinho de feijão e etc. Os caras sobem no palco pra passar o som e já começar em seguida, eu e Caique, continuamos no bar. Venta pra caralho e começa a chover, as sombrinhas do bar não fazem efeito. Começamos a nos preparar pra fazer os vídeos, fotos e capturar o áudio do show.
Subimos no palco para montar as coisas, conseguimos sair da chuva e o show já vai começar. O público eram: hippies, mendigos e dez rockeiros que bravamente assistiriam o show embaixo do toldo da mesa de som.
Os caras começam o show disparando de cara uma música nova e o peso toma conta da rua da cultura! O som bom e os caras fazendo jus a qualidade do palco! Stoner to the boner como o próprio nome do ep dos caras afirma, uma pena o público não ter comparecido! Achei o show foda de cabo a rabo, Kalyl, Amilton e Renan mandando muito e tomando um conhaque, aconselhados por Rick! – “Rodolfo, que porra é isso que eu tô bebendo, boy?” grita Renan. – “Conhaque, boy!” grito eu!
Maravilha! Show encerrado, fotos tiradas, videos gravados e audio capturado, hora de dá um role e conferir as outras bandas. Ao confirmarmos que a banda toca covers de Nx Zero e Detonautas, sentimos que é hora de vazar e beber por Aracaju! Somos levados por Rick para o Bar do Carangueijo, boteco esperto com uma mesinha de sinuca que só vende cerveja de um litro! É nóis! Partida de sinuca, eu ganho (rá), algumas cervejas e hora de fazer uma boquinha no posto pra ir pra sede continuar as atividades até dormir! Chegamos na sede, já tem uma galera na laje, chegamos com algumas cervejas e vontade de continuar a bagaceira!
Confraternização, todo mundo louco, é hora de fazer uma entrevista com os Coyotes. Tentativa de entrevista louca que resultou até em uma queda minha em que eu mesmo me derrubei! Entrevista feita, a cerveja acabou no instante e é hora de dormir, deito no sofá, já era, cabou-se o homem!
Acordo com o Jorg me chamando: “Rodolfo, acorda, temos que agilizar!”. Abro os olhos com muita dificuldade coloco o óculos escuro e vou pro banheiro tomar aquele banho revigorante. Todos de banho tomado, vestidos, nos despedimos do pessoal e vamos almoçar no restaurante vegan, da Daniela do Renegades of punk, Om shanti. Chegamos no restaurante, ambiente calmo, todo arrumadinho, falamos com os donos Daniela e Ivo, ambos do renegades e vamos almoçar. Bucho cheio, é hora de pegar a estrada que temos que chegar às 16h em Maceió, para os caras darem uma entrevista para Tv Educativa. A viagem de volta é ressacada e divertida.
Chegamos em Maceió em cima da hora, 16h, vamos direto para o Linda Mascarenhas onde vai rolar a entrevista com a Monster Coyote para o programa Vida de Artista. Câmeras a postos, a simpática apresentadora Gal conversa com os rapazes que se mostram tímidos mas dispostos. A entrevista rola muito bem e é a primeira dada pelos caras para uma Tv aberta!
Entrevista feita, hora de irmos pra sede da Popfuzz descansar um pouco que de noite tinha festa e eu e Caique ainda tínhamos ensaio às 20h! Depois de um ensaio difícil, voltamos pra sede onde já rolava o aniversário de nossa amiga, Poli!
Cervejinha, comidinha, rock alto e muita diversão! Assim foi também a última noite com os sujeitos bad assess da Monster Coyote. Abraços bêbados dados, declarações, coisa linda! Os caras continuam a turnê por João Pessoa (PB), Campina Grande (PB), Souza (PE) Natal (RN), Mossoró (RN) e que continuem a fazer metal chapado! Bons dias com os caras, dias que se nossa memoria corrompida pelo álcool deixar, iremos lembrar pra sempre! Rock!

Por: Fernando Augusto Lopes (Floga-se)
Uma estrela pornô dos 1990, nascida na Hungria. Uma artista modesta e singular de Arapiraca. Uma dupla de etílicos criadores do nonsense, também de Alagoas, com um disco construído em temas 8-bit. Dessa mistura inusitada, saiu a impressionante “Angelica Bella”, o mais novo single do My Midi Valentine, que sai via Popfuzz Records.
Angelica Bella é a tal atriz pornô húngara (veja o site oficial aqui). Ela serviu de inspiração pra primeira amostra de uma virada no som do MMV, a dupla alagoana. “Angelica Bella” é uma volta da banda ao som mais orgânico que Marcos Cajueiro fazia lá em 2006: “gravei o ’3 Songs To MIDInight’, nosso primeiro EP, em 2006. Só eu e o Nando (Don Gizmo). Depois desse EP, o Nando deixou a banda e fiquei gravando músicas avulsas sozinho. Daí, o Tales Maia entrou, juntamos algumas canções dessas e lançamos o “My Midi” EP (2010), que acabou sendo uma coletânea dessas músicas que gravei sozinho”, relembra Marcos.
A volta ao orgânico é algo natural, de acordo com Tales Maia: “a verdade é que nunca fomos de ouvir muito músicas 8-bit e coisas do tipo. A ideia da banda usar esses sons era mais a representação da infância nos videogames e tal”.
Eis, então, que surgiram violão, trompete e escaleta (no caso específico do single “Angelica Bella”), além de guitarras, baixo, trompetes, teclado e mais escaletas e violões pra compor todo o próximo disco, que levará o nome de “The Fall Of Mesbla”, terá quatorze canções e será lançado ainda em 2011.
Há também um outro “instrumento” que Tales faz questão de acrescentar nessa receita e que não poderia ser mais orgânico: “muito amor”.
Amor e sexo se misturam, como nos primeiros versos da canção: “queen queen queen/of all my sins/it seems seems seems/that love offers no choice/when you dream/about the only one/that makes you doubt/your own, own, own, own heart”. Tal como se misturam os instrumentos orgânicos, aqueles que requerem pele, toque, suor, paixão; com as programações, algo mais rápido, pulverizante, quase científico, mas arrebatador na mesma medida.
O My Midi Valentine traduziu essa dualidade de uma maneira divertida e afortunada, que lembra, em muitas passagens, acredite, o Midlake. “As nossas influências em geral são Super Amarelo, Flaming Lips, Grandaddy, Beulah, Pavement, Wilco, Pink Floyd”, revela Tales, ressaltando que ele mesmo gosta muito de Midlake. Como se pode notar, todas são bandas orgânicas, mesmo aquelas com toques eletrônicos, como o Grandaddy.
E como traduzir tudo isso, o amor e o sexo, o eletrônico e o orgânico, numa imagem que pudesse compor a capa do single? Aí é que entra o talento impressionante e singular da modesta Anny Garcia, de apenas 20 anos e estudante de Arquitetura e Urbanismo, na Federal de Alagoas (veja mais dos seus belos trabalhos aqui). Pra ela, seu trabalho é apenas hobby.
Anny pegou uma foto de Angelica Bella deitada na cama, fumando um cigarro, logo depois do “batente”, e transformou a imagem numa aquarela surpreendente, que remete àquelas capas de pulp fiction, misturando lascívia com diversão inocente, e sexo barato com idolatria adolescente.
“Tales me enviou a música e disse: ‘Angelica Bella é uma atriz do soft pornô’. Joguei o nome dela no Google, aí você já imagina, né? Com base numa foto, fiz uma aquarela e mesclei as ‘angelicas’. Gostei do resultado porque não dá pra saber qual é qual e, por fim, coloquei o parque de diversão, que fica a critério da imaginação masculina”, diz Anny, rindo.
E por fim, resume com precisão a música: “acho a música muito leve e fofa. Gosto muito do trecho ‘sunbeam, beam becomes my morning alarm’. Fala de ‘imaginação’ sem ser vulgar”.
Angelica, Anny, Tales e Marcos. Com esses personagens apareceu um dos mais impressionantes singles do ano. Com esses personagens, o destino parece querer dizer: a arte não escolhe profissionais ou amadores, paixão furiosa ou paixão fingida. A arte nasce da vontade de fazer dela a sua compreensão da vida, pra diminuir distâncias, pra aproximar opostos.
My Midi Valentine – Angelica Bella by popfuzzrec
Baixe o single aqui.
O mais novo lançamento da Popfuzz Records é um daqueles discos que vai te fazer querer correr num caminhão preto enorme de madrugada por cima de playgrounds, através de rodovias de madrugada fugindo da policia e coisas assim. O Monster Coyote vem de Mossoró com um som direto, cru e pesado, mais ou menos como se o Kyuss enfrentasse o Metallica e o High on Fire num ringue de lava caótico e cheio de poeira no meio de um deserto. Sobram riffs pesados e gritaria numa cadência extremamente propícia para se bater cabeça.
Monster Coyote botando pra arrombar no Festival Maionese 2011
STONER TO THE BONER é um disco exatamente assim, com a produção impecável e seríssimo candidato a um dos melhores discos do ano, injetando um sopro de novidade num cenário hard/heavy um tanto saturado pela nova onda metalcore/deathcore. É um disco bem coeso com referências mais voltadas ao lado metal do stoner rock (menos psicodelia, mais porrada na cara). Pra ter uma idéia, podemos destacar duas pedradas desse rochedo que é Stoner to the Boner:
Death Style abre o disco deixando bem claro desde cedo que a banda não veio pra brincar, jogando um riff em cima do outro e gritando como se não houvesse bondade no mundo. É o rock na sua melhor forma.
Monster Coyote – Death Style by popfuzzrec
Gravity 0-Eleven tem aquela vibe Boris Heavy Rocks, ou seja riffs mal-encarados se sobrepondo na melhor velocidade possivel pra se bater cabeça.
Monster Coyote – Gravity 0-Eleven by popfuzzrec
01. Death Style
02. Devil Road
03. Collapsed By Myself
04. Troublemaker
05. When I Cross That River
06. Gravity O-Eleven
07. Don’t Mess With The Wrong Man
Monster Coyote é:
Kalyl Lamarck – Baixo e Voz
Amilton Jr. – Guitarra e Voz
Renan Matos – Bateria
O disco foi produzido pela propria banda e por Anderson Foca. Gravado no Estúdio Dosol em Janeiro de 2011. Mixado e masterizado no Estúdio Megafone em Março de 2011 e distribuído pelos selos Popfuzz Recods, Dosol Netlabel, Xubba Musik e Ozium Records (Suécia).
Pra resumir, é o seguinte: Monster Coyote é uma banda foda, lançou um disco sensacional, recomendado pra quem gosta de encher a cara de cerveja com os amigos, viajar a qualquer hora do dia, bater cabeça, fugir da polícia, encher o saco dos vizinhos etc. Enfim, baixe, compre, vá aos shows: pra esse ep ser mais roqueiro só se deixasse o ambiente com cheiro de gasolina por onde passasse.
+ sobre Monster Coyote:
www.monstercoyote.tnb.art.br
@monstercoyote
http://www.facebook.com/pages/Monster-Coyote/170436346345239
A cópia física também pode ser obtida através da Banquinha Popfuzz ou fazendo um pedido através do e-mail: popfuzzdistro@gmail.com
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Fonte: Jornal do Commercio

A arquiteta Sônia Beltrão é como Gonzaguinha: acredita na rapaziada. Ex-militante estudantil, ela acabou atrás das grades do Regime Militar brasileiro no Recife, quando tinha só 23 anos. Foi torturada e chegou a ser solta quase um ano depois. Hoje, aos 62, ela relembra seu passado com orgulho e dor, mas não guarda o ranço dos saudosistas que veem a juventude atual como a antítese de um outro tempo e o sinônimo da apatia.
Para ela, na “sua época” nem todos queriam mudar o mundo, porque como agora também havia jovens “alienados”. Aliás, dentro da sua própria casa, segundo recorda. “A juventude não é covarde. Ela tem um poder de transformação grande, tem o poder de sonhar. É onde pode haver mudança”, defende ela, com otimismo.
O catalão Jaume Sastre, cuja idade (27 anos) se aproxima da faixa etária de um dos filhos de Sônia, prefere ter cautela quanto a essa crença no poder dos jovens. Embora reconheça que sejam maioria nos movimentos atuais da Europa, em especial da Espanha, não acha que se trate muito de uma questão geracional, que para ele soa quase como hormonal. Seja como for, na história da modernidade, é a população mais nova que tende a alardear sua insatisfação a uma dada ordem social estabelecida.
E não é diferente com as atuais gerações. Em marchas nas ruas e/ou em mobilizações na web, as bandeiras se constroem e se renovam por meio de discursos diversos, geralmente levados adiante por grupos que reclamam melhorias de urgência cotidiana.
Movimentos a favor de “minorias”, como gays, nordestinos, negros, mulheres etc., além de gritos pela descriminalização da maconha ou mesmo por filosofias mais libertárias de vida, longe de fórmulas como carreira bem-sucedida + grana, por exemplo, estão em pauta mais do que nunca (veja perfis no infográfico). A internet não é só um novo canal de protesto, é também onde ocorrem subversões, como no caso dos hackerativistas.
Na visão do sociólogo e compositor Paulo Marcondes, as lutas juvenis se dão geralmente pelo reconhecimento e pela justiça, bem como contra os processos de exclusão. O que mudam são as questões colocadas e como são postas nos diferentes contextos históricos. Se na década de 1960 havia uma tendência de contraposição a valores tradicionais e a uma “sociedade tecnocrática”, como diz ele, desde os anos 1980 os discursos vêm se pulverizando e procurando resolver problemas do “aqui e agora”.
“A mudança social é uma questão muito complexa, não se faz com um grupo, nem com um desejo. Depende da movimentação de um conjunto de atores, em posições distintas. A juventude também é protagonista, mas não só. O que acontece é a visibilidade pelo modo como assume a condição de protesto”, analisa o sociólogo, que desenvolve pesquisa sobre arte e política pelo Programa de Pós-Graduação em Sociologia, da Universidade Federal de Pernambuco.
No conteúdo que apresentamos aqui, como extensão da matéria publicada neste domingo, na revista Arrecifes, tentamos mostrar como a ousadia e a vontade dos jovens, com seus 20 e poucos anos (ou mais alguns), devem ser percebidas e debatidas neste século 21, onde ainda se acredita que a democracia e o poder de consumo tenham resolvido os problemas da humanidade. Não é bem assim.
Como se pode ler na entrevista exclusiva com o estudante de doutorado Jaume Sastre, não existe zona de conforto em um mundo excludente, de falsas promessas. Ele próprio bateu panela na rua, acampou em praça pública e tem participado de assembleias em bairros de Barcelona, onde mora. Embora não se considere um protótipo de “indignado” – como ficou conhecida a massa que saiu recentemente às ruas da Espanha para se contrapor à crise política e econômica que se instaurou no país (assim como em outras nações da Europa) –, ele é um exemplo de juventude contemporânea capaz de nos convencer de que ainda há muito para se lutar mundo afora.
E mais ainda: que devemos fazê-lo logo, se quisermos ter uma posição mais crítica e política na sociedade. Não é questão de partido, de sindicato ou de direita x esquerda, necessariamente. Nem de sonhar com uma sociedade distante e igualitária, com a qual nem sequer nos preocupamos no “modo automático” do dia a dia. Tampouco de modismo. É uma questão de consciência e atitude.
Senhoras e senhores, The Baggios. Diretamente de Sergipe, o duo de blues rock – alguém aqui pensou em The Black Keys ou White Stripes? – é a nova aposta dos nossos parceiros da Vigilante.

E que bela aposta! A banda é composta por Julio Andrade, na guitarra e na voz, e Gabriel Carvalho com as baquetas. Os dois apresentam hoje o seu primeiro álbum, chamado The Baggios, que pode ser baixado na faixa no site da dupla. A base é bem carregada no blues, com gaitas e outros instrumentos de sopro marcando presença, além da guitarra e da bateria tradicionais.
O álbum intercala uma grande maioria de músicas em português com algumas poucas faixas em inglês. A sonoridade da banda – com a combinação de um blues bem dançante com letras em português – lembra muito alguns temas do saudoso Raul Seixas, que se mostra uma influência forte para a dupla.
Deixando a economia de lado, o álbum vem logo com 14 músicas bem energéticas que deixam uma vontade ao longo do disco: ver como os rapazes se sairiam ao vivo. Mas isso fica pra próxima! Agora, para te incentivar a baixar o álbum completo, toma aí a faixa de abertura do The Baggios, “Aqui Vou Eu”:
The Baggios – Aqui vou Eu by Move_That_Jukebox