Petrobrás e Coletivo Popfuzz apresentam Móveis Coloniais de Acaju (DF)

Já podem começar a comemorar, público alagoano, porque no dia 1º de dezembro desembarca em Maceió uma das bandas mais queridas do independente nacional: Móveis Coloniais de Acaju (DF). A abertura do show fica a cargo dos potiguares da Camarones Orquestra Guitarristica e dos alagoanos da Dad Fucked And The Mad Skunks. O evento é organizado pelo Coletivo Popfuzz e acontece no Órakulo Chopperia, no bairro do Jaraguá. Mais!

Hammer, o mais novo Single da My Midi Valentine!


Saiba mais

Lançamento do primeiro álbum da banda Radium e Road To Joy (SE) no Banga Bar

No dia 08 de outubro, o Banga vai ser palco do muitíssimo aguardado show de lançamento do disco “Majéstico Ser”, da banda de rock alternativo alagoana, Radium. A abertura do show fica por conta do alt/folk dos sergipanos da Road To Joy, que tocam pela primeira vez em Maceió e tiveram o seu EP “Nature” lançado pela Popfuzz Records, em agosto desse ano.

Leia.

Em Outubro:My Midi Valentine – The Fall Of Mesbla

escrito por Fernando Augusto Lopes (floga-se)

“My MIDI EP” já havia surpreendido com suas canções pop em 8bits. Mas nada, nada se compara a “The Fall Of Mesbla”, o primeiro disco cheio do My Midi Valentine, dupla alagoana formada por Marcos Cajueiro e Tales Maia.

Há uma evolução tão gritante aqui no som da dupla que qualquer comparação joga o comparativo ao nível da infantilidade, ou até mesmo da imbecilidade. Melhor, então, não ir por esse caminho.

Os artifícios eletrônicos ainda estão por cá, mas a adição de elementos orgânicos, como escaletas, guitarras, baixo, trompetes, teclado e violões, fez a música ganhar corpo e dar infinitos passos adiante.

Mas não só. Desde “Press Start”, com um início a la Air, fase “10 000 Hz Legend”, emendando com o balanço inocente de “Hammer” (precedido por um sampler de “I Got You Babe”, de Sonny & Cher) e com a doçura pop de “Angelica Bella”, até “Start + Select”, o que se ouve é uma sucessão de canções inspiradas, estranhas, delirantes, que embora trilhem ora o folk (“I Was Trying To Touch Your Heart”), ora o pop (“Stand Down”), ora o experimentalismo (“11r”), ora o eletrônico (“ILUVU”), são encaixotadas numa unidade invejável.

É possível identificar agrados ao Midlake (“So Far From Home”, “Special”, “Killing Rabbits With Hugs”, uma das mais bonitas do disco, e “Start + Select”), ao Air (“Press Start” e “Continue?”) e aos Beatles (“Bicycle Purple Dream”). Às vezes, tudo numa canção só, como em “Junkie”. Mas o DNA 8bits tá lá ainda. “ILUVU”, uma das mais sacolejantes do disco, que fará a alegria de muita pista por aí, é o melhor exemplo.

O título “The Fall Of Mesbla”, de acordo com Marcos Cajueiro, surgiu há muito tempo: “talvez tenha ficado na cabeça pelo fato de que quando a Mesbla ‘caiu’, não acreditei, achei meio impossível que a maior loja de todas, onde haviam todos os briquendos mais legais, tinha fechado. Não tem relação com muita coisa, surgiu do nada, e soa legal, todo mundo acha divertido”.

No fundo, é um lance nostálgico. O disco dá várias pistas disso, além do nome. A capa, por exemplo. Assim como a do single “Angelica Bella” (que você ouviu com exclusividade e antecipação aqui noFloga-se), a capa de “The Fall Of Mesbla” foi feita por Anny Garcia, a partir de uma ideia de Marcos Cajueiro.

É a imagem de um soldadinho (um inseto bastante comum no Nordeste) que virou uma camiseta usada por Marcos Cajueiro num dos shows da banda, quando a My Midi era só ele e mais ninguém.

“Ele sempre achou que essa imagem daria uma capa massa”, diz Tales Maia. “Essa imagem tá pronta tem uns quatro anos; aí a gente pediu pra Anny fazer essas paradas cursivas aí e foi ela quem finalizou a capa; e é ela quem tá finalizando o encarte. O Soldadinho é um parada bem nostálgica pra gente. Era tipo a nossa diversão ficar caçando esses soldadinhos e guardar dentro de garrafas e tal”, completa.

O disco será lançado digitalmente via Popfuzz dia 17 de outubro, mas há planos também pra distribuição física, um pouco mais pro futuro, no formato digipack.

É com esse trabalho que o My Midi Valentine pode se orgulhar de ter produzido uma obra-prima, de ter atingido aquele ponto onde o artista sabe que não deve mais nada à sua consciência. E isso não é algo que se encontra em qualquer loja de departamento. Nem tem preço.

01. Press Start
02. Hammer
03. Angelica Bella
04. Continue?
05. Junkie
06. ILUVU
07. So Far From Home
08. Bicycle Purple Dream
09. Special
10. The Fall Of Mesbla
11. I Was Trying To Touch Your Heart
12. 11r
13. Stand Down
14. Killing Rabbits With Hugs
15. Start + Select

Oficina de introdução a diagramação de Cartazes em illustrator

No próximo sábado, dia 01 de Outubro, teremos mais uma ação de formação na sede do Coletivo Popfuzz. Dessa vez a oficina será uma introdução a prática em diagramação de cartazes utilizando o software Illustrator. A oficina será ministrada pelo designer,integrante do coletivo popfuzz e responsável por praticamentes todas as peças gráficas das nossas ações: Pablo Perez Sanches (3×4 Freelancer). Quem não conhece o trabalho (foda) dele, pode sacar aqui ó: http://www.flickr.com/photos/tresporquatro_/

O objetivo da oficina é dar os toques iniciais para quem tem interesse de produzir cartazes, flyers, panfletos, mas  que ainda não sabe o básico de diagramação. Além de uma demonstração prática do uso básico do Illustrator para esse fim, o Designer nos falará um pouco sobre a disposição da informação em cartazes e introduzirá uma discussão estética sobre a utilização contemporânea dessas peças gráficas.

Inscreva-se Aqui

Serviço:
O que: Oficina de introdução a diagramação de Cartazes em illustrator
Onde: Coletivo Popfuzz – Sede – Rua Elói Gomes, 93, Feitosa
Quando: 01 de Outubro, das 16h ás 20h
Vagas:  15
Contato: popfuzzrec@gmail.com
SAIBA COMO CHEGAR:


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Volantes (RS) e Bazzinga no Banga Bar

Dia 30 desse mês é dia de festa pra galera que acompanha a nova fase do rock/pop contemporâneo. Se você gosta de Strokes, Killers e Arctic Monkeys e outras bandas nessa vibe moderna, vai se sentir em casa no Banga Bar.

De Porto Alegre vem a Volantes numa ginga como um The Killers com texturas que remetem aos anos 80 numa pegada dançante e uma veia inegavelmente pop num show repleto de efeitos especiais. Eles estão com um trabalho bem profissional, com o disco “Maçã” lançado pelo selo Vigilante em Julho desse ano e clipes rolando na programação da MTV, apostando principalmente na divulgação pela internet, colecionando passagem pelo Trama Virtual, Oi Novo Som e pré-indicação ao VMB como Aposta. O show promete.

A Bazzinga é bastante conhecida do público alagoano, com um repertório de covers bem ensaiados que passa por Arctic Monkeys, Strokes e Beatles, sendo uma das bandas de referência da nova noite maceiocense. A banda costuma agitar o público com músicas bem conhecidas do cenário indie.

Então é isso aí, dia 30 no Banga, Volantes e Bazzinga (e DJ!) às 22h, o ingresso é barato, as bandas são massa, o lugar é irado, vai perder por que?

Serviço:

O que:  Show Volantes (RS) e Bazzinga(AL)

Onde: Banga Bar

Quando: dia 30/09 às 22H

Quanto: 10 REAIS ATÉ A MEIA NOITE 15 Reais depois da meia noite

Sin Ayuda, fazendo lembrar que o barulho ainda existe e é digno de reinvenções!

Por: Bruno Jaborandy

Setembro chega para celebrar o lançamento de número 20 do selo Popfuzz Records. A iniciativa de lançar bandas do circuito independente partiu de uma galera que realmente é apaixonada por música e pela idéia de movimentar a cena de uma cidade como Maceió, Alagoas. Primeiro foram as bandas dos amigos, de Arapiraca e da capital, e hoje já lançam bandas de vários lugares. Nada mais legal que celebrar esse vigésimo lançamento com o disco ‘Noise Reminders’, da banda de Taubaté(SP) Sin Ayuda, em parceria com a Trama Virtual (o disco se encontra pra download em destaque no site desde segunda feira (12/09). Sin Ayuda foi a primeira banda que fechou a parceria com o selo, o EP ‘Evergreen’, de abril desse ano e ainda lançou o single ‘Wednesday, Thursday Lie’, em julho.

Formada pelos músicos Vinícius Pacheco(voz, guitarra, violão), Diego Xavier(voz, guitarra, violão), Julito Cavalcante(baixo) e Ricardo Henrique(bateria) a banda já tinha lançado o single ‘Wednesday, Thursday Lie’ pelo selo e agora chega com um cd de dez faixas que navegam entre
as melodias calmas, o peso da distorção e o noise propriamente dito. Todo o cd foi gravado de forma independente, bem no estilo do nome da banda, que traduzido significa sem ajuda, no estúdio Wasabi, em São José dos Campos(SP). A capa do disco, que mistura pássaros, penas e raízes de árvores retorcidas, tudo combinando em um belíssimo trabalho de arte é de autoria do pessoal da Evildeal, também de São José dos Campos(SP).

O disco começa com a bonita “Wednesday, Thursday Lie”: um violão sozinho abre a canção e faz lembrar que tudo começou em uma vibe de banda de estúdio. Depois baixo e vocal entram juntos com um “tom marcado safado” e, finalmente, a microfonia anuncia o início da pancada. A música é toda quebrada, com um momento instrumental muito conciso e melodias vocais bem desenhadas. Se você não prestar atenção não sente que a música termina e dá início a ‘Advice From A Grandmother Gull’, alguma coisa como conselho de uma avó gaivota. Bela canção, puxa por uns momentos Band of Horses, e é sempre legal quando o violão volta a se destacar entre as etapas mais voltadas para a distorção.

Sin Ayuda – Advice From a Grandmother Gull by popfuzzrec

‘Again’ volta para a vibe da primeira música, com uma dose de delay nos vocais embalado pelo violão e depois o instrumental que cresce para
acompanhar. “Gig” fala sobre o prazer das coisas simples, como o sol que te deixa bem e te faz sonhar. Canções com títulos longos sempre caem bem, ainda mais quando se chama ‘Strange Things Happen in the Universe”, onde há apenas vocal e violão no início para depois começarem a aparecer colagens sonoras nos vocais e finalizar numa barulheira que condiz com o título do disco. ‘Oneironaut’ é boa para ouvir assistindo ‘Waking Life’ no mudo. Para quem não sabe oneironauta é alguém que explora mundos de sonhos, se amparando naquele lance de sonhar lucidamente, música calma, só violão e voz. ‘Start Over’ reinicia a pancadaria. É a única faixa totalmente instrumental do disco, traz a memória a referência óbvia de Sonic Youth, principalmente nas experimentações do Jim O’rourke.

Se as outras canções tiveram melodias vocais mais brandas ‘Country House’ vem para destoar. O vocalista realmente canta com vontade, numa entonação de country music mas com toda a distorção por trás, um bluesnoise, se é que isso possa existir. ‘Math’ é bacana de se ouvir, apesar de simples, não foge nem um pouco do contexto do disco, termina na barulheira que vai desaguar
na música mais noise do disco, ‘Changes’, que mesmo com o violão mostrando suas caras consegue fincar o pé na barulheira.

O primeiro disco do Sin Ayuda é um belo exemplo de como as influências de uma banda podem convergir para criar uma identidade ao projeto. Começando pelas origens, pelo violão suave para terminar no clima de Jam session, de barulhos e colagens sonoras, de vocais isolados. Trilha sonora para aqueles sonhos inexplicáveis.

Baixe o disco AQUI

Acompanhe a banda pelos links:

http://www.myspace.com/sinayuda

http://tramavirtual.uol.com.br/artistas/sin_ayuda

http://twitter.com/sinayuda

http://www.facebook.com/sinayudabr

 

 

A cópia física também pode ser obtida através da  Banquinha Popfuzz ou fazendo um pedido através do e-mail: popfuzzdistro@gmail.com

 

Acompanhe as novidades desse e outros lançamentos através de nosso twitter @popfuzzrec ou utilizando a hashtag #pfr020

“O punk não morreu, foi você que envelheceu”, grita Delmiro Gouveia

Foto por Sandro Júnior

Por Rodolfo Lima

Coletivo Popfuzz

No dia 10 de setembro de 2011 fui com minha banda, Dad fucked and the mad skunks, tocar no sertão alagoano, mais precisamente na cidade de Delmiro Gouveia, à 280 km de Maceió. O evento que fomos chamados pra tocar se chamava “Grito dos excluídos”, estava sendo organizado pelo coletivo libertário delmirense (Colide) e iam se apresentar quase 10 bandas, dentre grupos de Delmiro, Maceió, Bahia e Sergipe!

Vamos voltar para o dia 09 de setembro para começarmos nossa história:

Na tarde de sexta-feira (09) sou informado que a van para o show do dia seguinte sairá às 8h da manhã, estranhei pelo fato de sair tão cedo, apesar da viagem de 4h, chegaríamos na hora do almoço lá! Enfim, beleza! Como eu não presto e querendo me livrar da consciência de um dia chato, fui beber!

Chego em casa 4h da manhã, embriagado e vou dormir. Às 7h da manhã de pé, ainda bêbado, tomo café da manhã e vou até a praça V2 onde a van irá sair. Chegando lá falo para o meu perceiro, Dudu, que ainda estou bem bêbado do dia anterior e ele me faz uma proposta: “Então, quer continuar bêbado?” De imediato eu respondo que sim! Então, como diriam os americanos, “all downhill from here”, ou seja, ladeira abaixo!

Aos poucos a galera vai chegando, nossa banda, os amigos punks que iam com a gente curtir em Delmiro e os parceiros da Misantropia, instituição do punk rock alagoano que também vai tocar no show.

Duas horinhas de atraso, a van chega à praça, organização para que os instrumentos e mochilas caibam e vamos pegar a estrada.

São 10h da manhã, eu estou completamente bêbado para tocar em um show que só vai rolar lá para às 00h! Que falta de responsabilidade, noção e que vontade de auto-destruição, hein? Pois é, foda-se!

Acho que as duas primeiras horas de viagem eu só fiz comer, larica muito bem matada (chips, biscoito, sandubinha…). Qualquer parada era aproveitada pelos fumantes, pelos  de bexiga frouxa e pelos cachaçeiros! Cervejinha no ônibus, cedida pelos misantropos, Júnior e Sandney (sandney, sandney!).

Quatro horas de van, dentre cochilos, gritaria, cervejas, brincadeiras pesadas e som alto. Chegamos ao destino lá pelas 14h da tarde! Encontramos os organizadores Michel e Pablo do coletivo Colide e nos dirigimos ao local do show, no bairro do Bom sossego!

Um bar, um quintal, uma mesa de sinuca, uma árvore e um mini palco, é aqui onde vai rolar o rock! Como o bar do show ainda não estava funcionando, vamos procurar um lugar perto pra comprarmos algumas cervejas! O bar que achamos é cheio de sinucas e definitivamente não é ventilado (Delmiro é quente pra caralho!). Somos muito bem recebidos no bar e descobrimos que os bêbados de Delmiro são muito carinhosos (haha). Um cara de camisa preta, boné, umas tatoos toscas e um olho furado nos chama no canto! Ele diz que é de banda, que curtia muito punk rock e aproveitou para pedir pra o Caique pagar uma cerveja pra ele (haha)! Massa, hein?

Dentro da van de novo em direção aos cânions, uns 20 minutos e estamos lá! Paramos a van, temos que continuar a pé por uma ladeira e o meu único pensamento é a subida na volta (cansaço as vezes dá as caras).

Foto por Luís Eduardo

Chegamos lá embaixo, que lugar bonito, tipo um vale com um rio de água cristalina, com pedras e mato construindo os arredores. Subimos um pouco por uma trilhazinha e estamos na parte de tomar banho. Todo mundo vai pra água e tudo que eu consigo pensar é o quanto é bom ter uma banda de rock! Você sair de casa num sábado numa van cheia de amigos loucos, chegar numa cidade nova e quando você realiza, está num lugar lindo, com uma natureza belíssima e tudo que você tem que fazer mais tarde é tocar rock pra um bocado de gente parecida com você!

Foto por Luís Eduardo

Depois do banho é até fácil encarar a subida, conversando e vendo a paisagem. Entro na van e vamos voltar para o show!

Um banhozinho no chuveirão, troco de roupa e vamos caçar alguma comida! Só porque alguém me convence a não esperar a janta que os caras iam levar. Chegamos em um restaurante à beira da estrada e a moça nos explica que custa 8 reais e você pode comer o quanto quiser! Bem, vamos lá! É aqui que a história fica tensa, assim que avisto uma buchada! Eu, como um bom apreciador da comida nordestina, adoro uma buchada! Então repito meu prato, quase três vezes com aquela deliciosa “inocente” bomba de gordura, calorias e típica da gastronomia guerreira do sertão!

Cheio de mais para viver, voltamos para o show, aproveito pra cochilar um pouco, onde logo sou acordado pelo Hélio que me chama pra ir expelir nossas jantas (eca!).

Monstromorgue por Bruno Ritir

Tudo certo, o show começa, a primeira banda a subir no palco é a delmirense, Monstromorgue de Pablo, Michel e outros membros do Colide! A Monstromorgue faz grindcore sujo, pesado  e rápido! Como o próprio Pablo falou: “Isso aqui é grindcore do sertão alagoano”. Cerca de 60 rockeiros batiam cabeça ao som do grupo, alguns bêbados que encontramos no bar de tarde, também já se encontravam lá! Mais pessoas começam a chegar, vans de Paulo Afonso (BA) e Canidé do São Francisco (SE), afinal Delmiro Gouveia consegue fazer fronteira com Bahia, Sergipe e Pernambuco de uma só vez. Se encontram agora no show mais ou menos umas 100 pessoas, muitos rockeiros!

Coação por Bruno Ritir

A próxima banda a entrar no palco é de hardcore punk, de Paulo Afonso e se chama Coação! O grupo é contagiante, faz todo mundo pogar que nem louco, uma instiga que fazia tempo que eu não via em um show, coisa bonita! O show rola e a gente “gera” com cerveja, pitú etc. O dinheiro da cerveja acaba, mas a pitú é de graça! É dificil, rapaz!

Somos informados que vamos ser a quarta banda, depois nos falam que vamos ser a quinta, fico só pensando o meu estado quando começar o show!

Hatend por Bruno Ritir

O terceiro show da noite é dos baianos de Paulo Afonso da Hatend. Metal! Guitarra, baixo, bateria, teclado, a galera faz os rockeiros baterem cabeça ao som de um death/thrash metal! Eu não gostei da banda, mas teve muita gente que curtiu e com certeza o velho bêbado de cabelão, camisa florida aberta, gostou! Esse cara figura, bangueou muito, fora que ele já havia tocado assobios inusitados, sem convite, na banda anterior enquanto berrava aos céus a palavra mágica: “Rock n roll”.

Ataque Cardíaco por Bruno Ritir

O Ataque Cardíaco sobe ao palco, banda do Michel, um dos organizadores do evento. O grupo é um espécie de F.Y.P delmirense. Power trio violento, tocando um hardcore punk rápido, agressivo que me agradou bastante! Os caras já lançaram splits e várias demos, inclusive por selos gringos. Michel também tem seu próprio selo, denominado Dorxdexbarriga records que tem 22 lançamentos de forma totalmente independente, inclusive já tendo lançado bandas da Romênia, República Tcheca entre outros lugares!

Dad fucked and the mad skunks por Bruno Ritir

Não sei que horas são, só sei que é hora de subir no palco. Tudo montado, a Dad fucked and the mad skunks, começa o show e a galera parece está gostando. A gente está muito feliz de tocar ali pra aquele monte de rockeiro doido que poga sem parar! O resultado do show foram dois joelhos cortados, uma testa machucada e muita alegria!

Resistir por Sandro Júnior

Depois de deixarmos o palco esgotados, várias pessoas vêem falar com a gente, de Delmiro, Paulo Afonso, Canidé etc. Biuriful! A banda Resistir, companheira nossa aqui de Maceió, entra no palco e eu preciso ir atrás de água ou cerveja, não aguento mais ver pitú na minha frente! Água, cerveja e vamos ver o resto do show! A Resistir faz um show divertido, mostrando seu grindcore reggae tosco e parece animar os presentes rockistas doidos.

Misantropia por Sandro Júnior

Sai a Resistir, entra a Misantropia! Todos ali presentes parecem ser fãs da banda, está que existe desde 1991 e é um importante nome na cena punk nordestina. Roda pulsante, todo mundo indo a loucura, show punk em Delmiro é bonito de mais de se ver!

Depois do explosivo show da Misantropia, eu não tenho mais a minima idéia onde estou, sou mais um bêbado louco como tantos ali naquele show de rock! Inclusive, menção honrosa ao mudinho figura que estava completamente embriagado “falando” com todo mundo ali.

Lembro de ouvir uma banda tocando Raul Seixas da forma mais tosca que já vi na minha vida, com certeza devia ser a tal cover punk de Raul, Maluco Beleza.

Minha consciência retorna e alguém diz que vamos voltar pra Maceió, a principio íamos dormir lá, mas depois acharam melhor voltarmos depois do show!

Subo na van, ela anda alguns metros, tudo começa rodar muito forte e eu já sabia o que ia acontecer. Peço pra parar a van e vou vomitar (é campeão, parabéns!). O acontecido se repete mais duas vezes e a sensação de querer morrer é iminente quando se está as 4h da manhã vomitando atrás de uma van no meio de uma estrada no maior breu! Pois é, passar o dia bebendo e à noite comer buchada a noite não vai te fazer bem! Vai por mim, boy!

Apago, acordo na praia da avenida, umas 8h da manhã! Acabou, chegamos! É hora de ir pra casa dormir, ter saudade de Delmiro e seu rock puro, inocente e cru!

Como já falei mais ou menos antes, acho que pouquissímas coisas na vida são tão divertidas quanto ter uma banda de rock, talvez ser um astronauta chegue perto! Enquanto eu tiver minha banda, o rock, as coisas serão suportáveis, as coisas estarão boas! Os outros caminhos da nossa vida podem não andar tão bem, mas se você tem o rock, é como se ele estivesse te falando: “Ei, não se preocupe, continua, está tudo bem!” Essa viagem definitivamente me mostrou isso!

Paix e keep the faith!

Rodolfo Lima

(Rockeiro desde 1995)