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Retrospectiva 2009 Popfuzz.

 

O que foi 2009 para o Coletivo? Sem dúvida essa foi uma das perguntas que mais insistiram nesses dias de Retrospectiva-de-tudo. Definitivamente, depois desse ano não dá mais para falar “a” popfuzz, como acabamos por nos acostumar. Pois esse ano marca exatamente a passagem da “Popfuzz Records” para o “Coletivo Popfuzz”. Certo, continua soando meio estranho não é? É claro, o selo marca o nascimento do coletivo e com certeza nunca vai deixar de ser prioridade nas nossas ações e pensamentos. Mas agora seguimos um pouco além, e já fazemos planos de ir bem mais longe.

Talvez as coisas tenham começado a mudar no Maionese: algumas participações inusitadas, polêmicas, reuniões e discussões mais sérias, e finalmente, um festival com quase mil pessoas. Foi um divisor de águas, a primeira vez que trouxemos bandas de fora do estado, que nos responsabilizamos pelo bar e que realmente botamos o “nosso na reta”. Foi basicamente uma chacoalhada nos nossos modos de trabalhos, relações e sentimentos. Isso é basicamente o que acontece quando entra mais alguém na casa, não é? Mas o desenvolvimento do Festival nos levou a uma discussão inevitável: Quem está no lance e “para quê”? Foi a primeira vez que realmente refletimos sobre o porquê de estarmos fazendo tudo aquilo, será que a coisa se resumia a simplesmente colocar as nossas bandas para tocar? Ou estávamos tentando organizar algo mais?

Depois vieram as reuniões periódicas, os planejamentos, e as primeiras idéias de buscar parcerias. Começamos a gravar nossas bandas, começamos a pensar em formas de fazer circular o nome “Popfuzz” pela cidade e construir uma “cena” uma pouco mais sólida na cidade. Como o Rodolfo fala, a meta é que um dia alguém fale: “Porra, eu queria ter vivido em Maceió naquela época lá, 2000 e pouco”. E quem sabe, fazer do Maionese um festival realmente grande.

Nesse gás, graças a pontual (e importantíssima) passagem do Brunão pelo Café Society Lounge (que nome terrível!), conseguimos emplacar o evento em parceria com o Coquetel Molotov e as duas “Noite Folk”. Começamos a ver que a coisa dava certo, que era só continuar fazendo eventos, produzindo estes espaços de encontro que a coisa finalmente iria para frente. Foram noites que ficaram marcadas, que realmente surtiram efeito, tanto que agora, mesmo com novo nome e dono, o espaço é nosso!

De lá para cá a coisa só cresceu. Fizemos o site, buscamos parcerias com as casas de show, investimos na nossa placa de som, tivemos dois projetos do selo reconhecidos (Bad Rec e Jorg And The Cowboy Killers na Transfusão Noise) e agregamos novos membros, novas causas, novos desejos. E mais ou menos nessa época fizemos a primeira divisão de comissões.

Infelizmente, também foi um ano em que alguns membros se afastaram, alguns por não compactuarem mais com as formas que o coletivo vinha tomando, outros por que suas vidas tomaram um curso que não permitia a sua ação presencial. E é nesse momento que dá para perceber, realmente, o quanto estes ai foram extremamente importantes para construção do que é o coletivo hoje. E é preciso deixar bem claro que as portas continuam abertas, escancaradas, na verdade.

 Mas fomos ganhando reforços, a Nina voltou à ativa, deu um gás legal no grupo e fez o contato crucial lá no Festival Mundo. Foi a partir daí que começaram os primeiros contatos com o Circuito Fora do Eixo, que além de tudo, foi a desculpa perfeita para convidar um monte de gente ai que já estávamos há tempos pensando em chamar para trabalhar junto. Uma Galera que realmente chegou para somar forças e que começam ocupar muito bem seus lugares no coletivo.

Olhando assim até parece coisa “divina”, tudo estranhamente montado para a nossa integração ao Circuito Fora do Eixo. Naquela bendita reunião com Gabriel, Pablo, Dudu e Tales, onde percebemos que não estávamos sozinhos, que tinha um monte de gente trabalhando no Brasil inteiro, e da melhor forma possível. Acho que todos saímos de lá com a mesma idéia: “Olha, dá para fazer tudo isso que acreditamos, e melhor ainda, ter êxito nisso!”.  Todo um sistema, pensado em seus detalhes, extremamente articulado, e definitivamente, com os melhores princípios possíveis.

A partir daí não dava mais para voltar atrás, mergulhamos de cabeça nos grupos de emails, planejamentos, shows, editais, reuniões, redes socais, pesquisa, formação, tabelas, produção de cultura e na forma coletiva de construir. Tudo muito rápido, e de forma muita intensa. Ou, sou só eu que acha que aquela reunião com o FDE já faz muuuito tempo? Sintetizando, foi um ano que decidimos que não dava para continuar fazendo o negócio sozinhos, buscamos nossa integração ao FDE, procuramos o apoio do Poder Público e fechamos parcerias.

Agora, muito do que havíamos sonhando nessas mesas de bar por ai começam a se concretizar. Resta-nos continuar a freqüentá-las e seguir em frente.

Metas para 2010?

1. Implantação de políticas de preservação ambiental

2. Iniciar o “Caindo Pra Dentro”.

3. Construção de parcerias com coletivos e patrocinadores

4. Formalização da Popfuzz.

5. Desenvolvimento do Núcleo Popfuzz em Arapiraca.

6. Estúdio Popfuzz / Sede Popfuzz.                                                            

7. Consolidação das comissões definidas.

8. Implementar a moeda complementar do coletivo.

 

Nando Magalhães

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