Os Reis da Cocada Preta

Firmes e fortes na crença de que o rock pode mudar as pessoas, fazer pensar
e agir diferente, Os Reis da Cocada Preta fizeram o pré-lançamento do seu
novo disco no dia 29 de julho, no Espaço Mundo, com pocket show para
convidados, lançamento do videoclipe de “Esse é o meu país”,
disponibilização do novo álbum do grupo na internet no endereço
www.myspace.com/osreisdacocadapreta, e já se preparam para o lançamento
oficial junto com uma tour nordeste para divulgação desse novo material. Nas
oito faixas, os caras deixam claro que matem a preocupação com questões
sociais e ambientais presentes em outros trabalhos, mas não conseguem
esconder a maturidade musical que reverbera por cada nova nota e poesia das
letras.

Na estrada desde 2006, a banda paraibana acaba de finalizar seu terceiro
trabalho, que, assim como o primeiro, leva apenas o nome do grupo, mas
demonstra uma nova fase que não foge do rock e chega para o público com um
estilo mais definido e encontrado. Com Jansen de Carvalho (Janz) no vocal e
guitarra, Felipe ‘Ceará’ no baixo, Diego Miranda na bateria e Valter Pedrosa
na guitarra, Os Reis viajaram do indie rock com inspiração no som
americanizado para se encontrar agora numa essência mais alternativa que
explora a musicalidade brasileira.

Jansen Carvalho, vocalista da banda e compositor da maioria das letras,
conta que no primeiro CD, lançado em 2007, estavam mais evidentes as
questões sociais e as temáticas que refletiam coisas que aconteciam na sua
vida, assim como no segundo trabalho, lançado em 2009. “Mas nesse novo CD
expressamos um amadurecimento tanto musicalmente quanto nas letras que
revelam uma preocupação em me colocar no lugar do outro e olhar as coisas de
uma perspectiva diferente”, explica Janz.

E pra quem acha que para fazer rock de verdade é preciso fugir de letras
profundas e apenas carregar no som e em músicas que falem de sexo e drogas,
Os Reis não se importam. Janz acredita que o rock ainda é capaz de mudar as
pessoas, de fazer pensar, agir, chorar, gritar, que seja, desde que desperte
sensações e incomode.

Seja em músicas como ‘Sr. Wheeler’, criada a partir de um vídeo que retrata
a neurose de pateta no transito, ou com a ‘Fingindo que eu não vi’ que fala
de como um cara enfrentou a perda da mãe quando tinha 10 anos, Os Reis
engrossam a cena alternativa do rock paraibano com muita energia e
sensibilidade.

“Não acho que só porque o que tocamos é rock que todas as músicas tem que
ter uma temática rebelde. O rock tem que fazer sentido na vida das pessoas,
temos a música de Renato Russo, de Cazuza para provar isso. Não me preocupa
se o que escrevo e canto é bonitinho demais pra ser rock. Me preocupo que
seja poético e transmita algo para quem escuta”, afirma Janz.

Nos quatro anos de estrada, a banda conquistou grande aceitação e
visibilidade pelo público que arrastava aos shows e pelo alcance de cada cd
ou clipe proporcionado pela internet. Em 2007, quando lançaram o primeiro
CD, alcançaram com o clipe ‘Monólogo sobre a mudança’ o ranking durante três
dias de vídeo mais visto no youtube e colecionaram mais de 20 mil acessos em
15 dias. Participaram dos festivais locais Aumenta que é Rock e Festival
Mundo, além do Nordeste Independete, em Natal, e da participação nas
Reuniões da Feira da Música. O último trabalho do grupo foi um EP lançado em
2009 chamado ‘De volta com meu eu’.

Assistam ao videoclipe da música “Esse é o meu país”, que ironiza a
situação política do Brasil em pleno ano de elieção presidencial:

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