Mistura fina (Cobertura da Sirva-se)
Depois da primeira e bem sucedida turnê Fora do Eixo pelo Nordeste com as bandas Burro Morto, Macaco Bong e Porcas Borboletas, foi a vez das revelações Mini Box Lunar e Nevilton fazerem as malas e darem um giro pela região. O projeto que conta com a produção local do coletivo PopFuzz, recebeu o apoio importante da Fundação Municipal de Ação Cultural (FMAC), que trouxe para a programação do Maceió Viva Cultura as duas bandas e mais uma alagoana de Blues e, de quebra, com a participação de um norte-americano. Uma mistura e tanto.
Pouco depois da 16h30, uma das bandas mais comentadas do atual cenário musical brasileiro subiu ao palco. A Mini Box Lunar chegou a Maceió com a pompa de ser considerada pela revista Rolling Stone brasileira, como “a grande revelação do pop amazônico” e ser sempre comentada pelo jornalista e figurão dos festivais independentes, Alex Antunes, como uma das bandas novas mais interessantes.
Como o próprio Nevilton diria mais tarde, a Mini Box Lunar é uma “coisa linda de Deus”. A banda que vem do Amapá trouxe para a praia de Jatiúca toda a psicodelia da floresta Amazônica misturada com os ritmos nortistas do Brasil. A proximidade com o Pará, também está presente no caldeirão sonoro da turma. É brega, folk, tropicália, rock progressivo, bossa nova e country music. Pode procurar, tudo está lá!
Não sou muito bom de fazer analogias, mas a impressão que eu tive depois do show da Mini Box Lunar é que a banda seria uma espécie de Patu Fu do Norte. Sendo que ao contrário do grupo mineiro, eles teriam não uma, mas duas Fernandas Takais…
