CONHEÇA A PUMPING ENGINES

 

Banda formada por integrantes de Mossoró toca no Grito Rock Alagoas!

 

Eles vem direto de Mossoró, interior do Rio Grande do Norte e com apenas quatro meses de banda e três shows realizados em terras potiguares o Pumping Engines foi um dos selecionados para tocar no Grito Rock Alagoas, que rola dia 05 em Maceió, na Praça Marcílio Dias e dias 06 em Arapiraca, no Lago da Perucana. A entrevista por email se deu com o baixista e vocalista da banda, Kallyl Lamarck, que já tocou na banda Brand New Hate, e diz que vem para beber e berrar! Confira a entrevista:

 

 RL – Primeiramente queria que você esclarecesse uma dúvida de alguns de nós do coletivo. O nome Pumping Engines é devido à frase: “Fuel is pumping engines” da música Fuel do Metallica?

 KL: Certamente meu caro!

 RL – Você tocava no Brand New Hate. A saída da banda se deu para montar o Pumping Engines? Como surgiu a banda?

 KL: Saí por querer tocar algo mais pesado, não era o Pumping Engines ainda… Toquei em outras bandas, mas só deu certo quando Amilton (guitarra do Brand New Hate que toca comigo desde 2005) se juntou novamente a mim e nós formamos o Pumping Engines.

 RL – Metade da banda é da cidade de Mossoró. De primeira, lembro de bandas como o Catarro e o Mahatma Gangue. Na cidade existe separação de hardcore e metal ou vocês se dão bem com o pessoal do HC?

 KL: Metade nada… a banda toda é mossoroense, mas a galera se encontrou em Natal! Cara, separação há como em toda cena. Metaleiro é meio cabeça dura, só escuta metal e acabou-se. Em Mossoró reina o metal ainda, mas temos bandas excelentes de hardcore e cross-over como Catarro, Lei do Cão, Mahatma Gangue, que fazem turnê freqüentemente pelo Brasil inteiro…

 

RL – O Estado do Rio Grande do Norte tem certa tradição com o metal. Rola resistência dos headbangers com o som de vocês, por ele não ser heavy/thrash/death metal tradicional?

KL: Com o Pumping Engines não tivemos rejeição, mas por ter tocado pouco ainda, mas não ficarei surpreso caso haja essa rejeição da galera de preto.

RL – Como anda a freqüência de shows do grupo no Rio Grande do Norte? Já tocaram em outros Estados?

KL: A banda ganhou vida em outubro de 2009, tocamos apenas três vezes. Nunca tocamos em outro estado!

RL – Vocês lançaram o EP Ignition ainda em 2009. Já têm planos para um cd completo?

KL: Planos, temos bilhões. Conseguimos o apoio da Xubba Musik que irá lançar nosso próximo EP (RAM), deve sair antes de junho, e quem sabe se for bem aceito e agente tiver música suficiente (e grana!), poderíamos lançar um CD sim.

RL – Quais bandas atuais, independentes brasileiras, de estilo mais pesado vocês destacariam?

KL: Mechanics (GO), MQN (GO), AMP (PE), Facada (CE), Lei do Cão (RN), além de muitas outras…

RL – Trabalham com algum coletivo em Mossoró ou Natal? O que acha desse sistema para promover a música independente?

KL: Cara, meu coletivo em Mossoró é o meu broder Philippe “Leitão”, desde que cheguei lá agente se juntou e faz shows na raça mesmo, se fode, mas tem dado certo! Acho que finalmente a coisa ta funcionando como deveria, tem que haver interação entre coletivos, promover bandas, promover shows e diversidade cultural, mostrar bandas novas e cultura nova. Sem essa onda de coletivos, jamais chegaria!

RL – Quais as expectativas para os shows do Grito rock de Maceió e de Arapiraca? 

KL: Broder, espero que todo tempo que a gente vem investindo na banda sirva pra alguma coisa, não conhecemos muito de Maceió e Arapiraca, na verdade, conhecemos pouco das cenas do Nordeste. Mas tomara que a cerveja daí seja tão gelada quanto à daqui!

RL – Pra finalizar: Pantera ou Sepultura?

KL: Mastodon!

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