Cobertura Grito Rock Arapiraca (Sirva-se)

 

Por Victor de Almeida

Fotos por Vanessa Mota

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Depois de levar muita gente à Praça Marcílio Dias, em Maceió, a organização pegou a estrada e levou o Festival para o interior. Arapiraca fica a, aproximadamente, 128 km da capital e já revelou para o país a Mopho, uma das maiores bandas de rock de Alagoas, mas hoje sofre de uma grande carência: shows que movimentem a cena rock da cidade.

Com o apoio do Circuito Fora do Eixo, da Associação Brasileira de Festivais Independentes (Abrafin) e com a realização do coletivo local Popfuzz, o Grito Rock prometia movimentar a prévia carnavalesca da turma que não curte se jogar no frevo, no axé ou na swingueira.

A última vez que fui a Arapiraca foi para acompanhar o primeiro show do Wado, durante o lançamento de Atlântico Negro. A cidade está muito bem arrumada e deu gosto de ver a organização dos espaços para receber eventos culturais. Diferentemente do show do Wado, que foi realizado na Praça Ceci Cunha, o palco do Grito Rock foi montado no Largo da Perucaba, complexo montado próximo à Lagoa de mesmo nome.

O ambiente era muito bom. Boa vista, ótima localização, um pouco afastado da confusão dos blocos carnavalescos, tudo isso acrescido ao friozinho da noite do Agreste alagoano. A noite prometia. As atrações eram: Subproduto de Rock, Senhora Rita, Baztian, Cross The Breeze, Caldo de Piaba e Pumping Engines.

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Por volta das 19h, a local Subproduto de Rock subiu ao palco e alternou composições próprias com alguns covers de Capital Inicial, Paralamas do Sucesso e Cazuza. O som entrava um pouco na linha das bandas citadas e do rock nacional na década de 1980, mas não sei se faltava um pouco de segurança no grupo ou se o repertório autoral era curto, mas o número excessivo de músicas de outros artistas prejudicou um pouco a apresentação.

Durante o festival aqui em Maceió, a conterrânea da Subproduto, a Gato Negro, fez um show totalmente autoral, mostrando uma boa vertente do pop rock genuinamente alagoano, feito em Arapiraca. Talvez a banda precise amadurecer um pouco e decidir investir mais neles mesmos.

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Após a abertura, o trio Cross The Breeze assumiu a vez e surpreendeu geral. Tanto ao público, quanto ao coletivo organizador e a mim mesmo! Depois do último show meio morno que fizeram durante a etapa Maceió da Turnê Fora do Eixo, eles voltaram e fizeram um show vibrante no Largo da Perucaba.

Mais entrosados, os três usaram o ruído e o noise ao seu favor e colocaram boa parte do público de preto para cima, com um repertório inteiramente autoral. Coisa rara de se ver no cenário alagoano. O inusitado foi ver a galera se apertando e brigando pelas palhetas e baquetas dos músicos. Pois é, os meninos agora são rockstars na capital do Agreste.

 

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