
Como diz o Jair Naves na música Silenciosa: “Passou, acabou…”, mas é só por esse ano. Depois de 4 meses colhendo informações e frutos do maionese e o saldo foi mais do que positivo. Foram 2 dias de shows, com 20 bandas, 6 exposições, 10 banquinhas e tudo isso graças a vocês que compareceram ao festival.
O coletivo Popfuzz vem do fundo do coração agradecer a todos vocês que compareceram, prestigiaram e curtiram essa edição do Festival Maionese. Afinal vocês são o combustivel que nos faz querer cada vez mais correr e movimentar a cidade.
E como agradecimento estaremos disponibilizando a cada 15 dias um bootleg dos shows que aconteceram no evento. Tudo isso pra que vocês (e nós) possamos relembrar as noites mágicas que foram as noites do Festival Maionese 2011.
O primeiro bootleg que está disponibilizado é do Jair Naves, compositor e cantor nascido em Araguari (nome do EP da tour) que executou um dos (senão o) mais comoventes e tocantes shows do evento. Ex-frontman do Ludovic, Jair Naves em sua banda solo explora um som mais calcado no folk rock com letras introspectivas e voltadas para suas experiências de vida. O EP Araguari foi lançado em fevereiro de 2010 foi considerado um dos melhores lançamentos independentes pela crítica especializada. Mais um presentinho pra vocês.
No fim deste post vem uma carta aberta a todos os que nos ajudaram a construir e executar esse sonho que é realizar o Festival Maionese. Nós do Coletivo Popfuzz gostariamos de dizer: MUITO OBRIGADO MESMO!
Coletivos culturais independentes de oito estados do Nordeste integrantes do Circuito Fora do Eixo, maior rede de coletivos do Brasil, se reúnem em João Pessoa de sexta (08) até domingo (10), no Espaço Cultural, no 2º Congresso Regional Nordeste Fora do Eixo. O encontro vai discutir eixos temáticos relacionados à sustentabilidade, música, comunicação, política, audiovisual, entre outros assuntos que permeiam o universo de produções independentes no país. Observadores também podem se credenciar.
A programação prevê grupos de discussão (GDs) diários abordando os eixos temáticos, além de grupos de trabalho (GTs) durante os quais serão aplicados os encaminhamentos produzidos pelos debates. O credenciamento é gratuito e será feito no primeiro dia, das 9h às 12h, no Auditório Verde do Espaço Cultural. Na sexta e no sábado, após o dia de trabalho, os participantes e o público que costuma frequentar o Centro Histórico da Capital poderão curtir no Espaço Mundo shows com as bandas Greyballoon (sexta) e Gauche (sábado), às 22h.
Participarão do Congresso os coletivos das cidades já integradas à rede do Circuito Fora do Eixo (CFE), além de outros coletivos de diversas cidades do interior nordestino que atualmente pleiteiam adesão ao CFE. Os objetivos são promover a qualificação artística e de gestão cultural da Regional Nordeste; fomentar a tecnologia social entre os coletivos, além de promover o intercâmbio e a troca de conhecimentos, serviços e tecnologias entre os coletivos da região e fomentar discussões de políticas públicas culturais.
O Congresso Regional antecede o 4º Congresso Fora do Eixo, encontro nacional que acontece em novembro, em São Carlos. O Circuito fora do Eixo foi formado em 2005 e hoje tem representações nos 26 estados brasileiros, no Distrito Federal, em três Países da América Central e um País da América do Sul, além do Brasil, somando 106 localidades, entre Pontos de Articulação Fora do Eixo, Pontos Parceiros, Pontos de Linguagem e Pontos Regionais.
O CFE é hoje a maior rede independente de discussão e produção de ações voltadas para o fortalecimento da cadeia produtiva da cultura no país. O Circuito se organiza em Regionais e a Nordeste envolve coletivos em oito estados da Região. O 2º Congresso Regional Nordeste Fora do Eixo acontece em João Pessoa organizado pelo Coletivo Mundo com o apoio da Funjope, Funesc, Teatro Ednaldo do Egypto e Sebrae.
Confira a programação completa:
08/07 (sexta-feira)
9h às12h – Credenciamento e recepção
Local: Auditório Verde
13h30 às 15h – Abertura do Congresso Fora do Eixo – Etapa Nordeste
Local: Sala Cine Digital
• Rodada de apresentação dos coletivos
• Metodologias e objetivo
15h às 19h
- Painel 1: O panorama atual e perspectivas de desenvolvimento do Circuito Fora do Eixo.
Palestrante: Pablo Capilé
- Painel 2: A Musica Fora do Eixo: Agencia Colaborativa e Hip Hop
Palestrante : Felipe Altenfelder
- Debate aberto aos coletivos
- Pcult
Mediação: Nando
- Relatório de mobilizações locais
- Expoideia
- Gestão do estímulo na equipe.
- PósTV
09/07 (sábado)
9h às 12h
-Debate entre coletivos: Sustentabilidade.
Mediação: Lueba
-Balanço do ultimo projeto feito em coletivo pela regional NE: Patrocinio BNB ao primeiro Congresso Regional NE FDE
-Moedas solidárias
-Tabela de serviços
-Formalização dos coletivos
-Envolvimento da regional na lista nacional do FDE : CARD
- Elaboração de projetos
- Desenvolvimento de projetos institucionais
- Abrir editais de vivências nos coletivos do NE
14h às 15h
- Apresentação do software Figgo
15h às 19h
Reunião de Gts simultâneos
Gt de Musica
- Fechamentos de rotas NE
- Noites Fora do Eixo
- Distro (Nivelamento, selos, produtos )
- Hospedagens
- Estrutura (som, local )
- Festivais Nordeste no segundo semestre 2012
- Hip Hop
Gt do Palco
- Fechamentos de rotas NE
- Cabaré Fora do Eixo
- Distro do Palco ( Nivelamento, produtos)
- Hospedagens
- Estrutura ( som, local )
- Ocupação nos Festivais Nordeste no segundo semestre 2012
Gt Clube de cinema
- Estrutura (som, local)
- Ocupação nos Festivais Nordeste no segundo semestre 2012
- Aproximação dos movimentos Cineclubistas nos coletivos
- Integrar atividades com outros núcleos, como o da Comunicação e Pcult (exemplo)
Gt Comunicação
- Divulgação das ações dos coletivos
- Frequência de reuniões
- Relatar a dificuldade dos coletivos nesta área
- Criar o hábito da relatorização, elaboração de conteúdo
- Entender a comunicação como parte do tripé essencial que esta pautado o FDE/ e o APL
- Planejamento de ações do segundo semestre
- Nomear responsáveis pela comunicação em cada coletivo
Gt Sustentabilidade
-Planejamento de acordo com os encaminhamentos feitos no GD
- Envolvimento no cardápio de serviços desenvolvido pelo Card
10/07 (domingo)
9h às 12h – GTs específicos (simultâneos)
(Fechamento dos relatórios finais dos Gts)
14h às 17h – GD: Plenária final
• Apresentação de resultados dos GTs e encaminhamentos para o IV Congresso Nacional Fora do Eixo
• Definição de coletivos indicados para adesão no Congresso Nacional
Rodolfo Lima
Coletivo Popfuzz
Pra deixar vocês já em ponto de bala para um dos shows mais aguardados do Maionese, tai a entrevista que eu fiz com o digníssimo senhor Fábio Mozine, guitarrista e vocalista do Conjunto de Música Rock Merda, que se apresenta no segundo dia do festival (14 de maio).
Mesmo eles pedindo pra não chamar o Merda pra tocar a gente chamou e pior, eles aceitaram. Saca ae, boy:
Entrevista com Fábio Mozine, guitarrista e vocalista do Merda.
RL – Fala um pouco sobre a história da banda, como surgiu e porque sentiram vontade de fazer um projeto que supostamente só iria gravar.
MOZINE – Surgiu da vontade de tocar guitarra (eu toco baixo nas outras bandas), na época do paulista tocar bateria e de fazer uma banda com meu amigo Japones, ele gosta muito de mim, e queria tocar comigo pra ficar bem perto de mim mais tempo.
RL – Lembro que há uns anos atrás era impossível ir a um show de punk
rock aqui em Maceió e não ter pelo menos umas 10 pessoas com camisa ou boné do
Merda. Vocês sempre capricharam no merchandising da banda, de onde vem o
cuidado nessa área?
MOZINE – Começou de zoeira mesmo, por achar engraçado pessoas usando roupas escrito merda, e porque, modesta e sinceramente, esse logotipo é foda, puta que pariu, muitas pessoas aqui no ES e em outros lugares usam o merch sem conhecer a banda.
RL – Vocês são de Vila Velha, que há um tempo virou sinônimo de
hardcore no Brasil. Existia uma cena punk na cidade antes de vocês (Merda,
Mukeka etc.) ou foram vocês mesmos os precursores?
MOZINE – Existia, mas de forma obscura, digo isso porque, você mesmo, que esta ai envolvido com varias paradas do hc, não conhece, imagina o grande publico ai num geral que não busca informação. Mas acho que foi a gente mesmo que levou o nome da cidade e não as bandas que existiam antes. De vila velha mesmo eu destaco o Harmonia Turbulenta. Na grande Vitória, existiam outras bandas mais antigas como o Ferida Exposta.
RL – Na turnê européia
com o Leptospirose vocês passaram por uma experiência bem desagradável,
retratada no livro “Guitarra e ossos quebrados” e no filme “Broken brazilian
bones”. Fala um pouco sobre o acidente pra quem não teve chance de ler ou
assistir ainda…
MOZINE – Filme horrível e triste por sinal. No sétimo ou oitavo show, numa manha com uma neblina digna de filme de terror, nosso motorista bateu na traseira de um caminhão parado na auto-estrada. Todos se machucaram, sendo que Binho Miranda ficou preso as ferragens e eu num movimento do acidente quebrei uma vértebra no pescoço. Por milagre Binho não perdeu seus pezinhos e por outro milagre maior ainda eu não tendo que ditar a resposta desse email aqui pra você, pois eu deveria estar deitado numa cama agora, igual à Aline Moraes naquela novela, mulher bonita demais.
RL – Sei que você já deve ter respondido essa pergunta mil vezes, mas
conta ai como foi à experiência como escritor com o livro “Una Gira em
Sudamerica com o conjunto de música rock merda”, que foi lançado pela o seu
selo, Läjä Records? Você sempre se amarrou em literatura?
MOZINE – Na verdade eu nem gosto de literatura e desde a época da escola que eu não tenho lido mais, porque não tem nenhuma professora me obrigando, mas até estou tentando voltar a ler, só pra não pegar mal e escrever uns livros e não ler, e porque eu quero escrever mais, falando nisso, já tem outro escrito, bem no esquema do primeiro, se chama cordel do fogo do diabo e conta a historia da tour do merda no nordeste, infelizmente ai ficou de fora né, pq já esta escrito! =/ Tenho a idéia de escrever outro chamado esdruxulamente falando, do qual já tenho uma noção de como vai ser e alguns textos, mas não consigo encontrar tempo pra me dedicar a isso de verdade mesmo, mas um dia sai.
RL – Falando em Läjä, há quanto tempo existe e como funciona o selo?
Quem trabalha nele etc.?
MOZINE – Eu trabalho sozinho cercado por uma rede de amigos que fazem freela pra mim, seja na parte de criação, distribuição, vendas diretas, idéias, conselhos, os quais eu chamo carinhosamente de escravos da minha senzala. O selo tem mais de 10 anos eu acho e funciona assim, tudo doido mesmo.
RL – Nessas turnês pela Europa,
América do Sul, Japão, qual foi à coisa mais louca que você viu? Do tipo que
você pensou: “Porra, ai já é demais pra mim!”
MOZINE – A gente vê coisa doida demais. No Chile ficamos numa micro cidade do interior numa casinha mega humilde do irmão do cara que levou a gente pra tocar, que por ventura, o cara mesmo não estava na cidade e ficamos na casa dum cara velho, que colhia feijão, acordamos e vimos aquelas tias doida catando feijão aos pés das Coordilheiras dos Andes, foi engraçado, no Japão comi carne de cavalo crua, sei lá, muita doidera, mas eu gostei de comer carne de cavalo.
RL – Como você vê a cena
independente nos últimos anos? Acha que está mais coletiva, mais organizada, ou
continua a mesma de dez anos atrás?
Acho que continua a mesma coisa, o que muda é a tecnologia em si, a informação, mas união em si, sonho, antigamente existia mais, hoje existe mais infroestrutura, celular, casa de show, marshal, etc.
RL – A Popfuzz e a Laja lançaram a promoção “Dia de Merda”, na qual o
ganhador irá passar um agradável dia na praia com vocês. Quem você gostaria que
ganhasse? Uma mulher, um cara muito fã ou o Henkeo? E Por quê?
MOZINE – O Henkeo, para a gente poder se saborear de beleza observando mais de perto a sua bela face.
RL – Pra fechar, é a primeira vez de vocês, pelo
menos com o Merda, em Maceió. O que os fãs maceioenses podem esperar do show
depois de tanta espera?
MOZINE – Espero que vocês possam se divertir ouvindo a nossa musica, porque se estamos nos disponibilizando pra ir tocar em sua cidade, vocês podem saber que não é por outro motivo que não seja para promover a nossa diversão também.
Lembram do programa “Dia de Princesa”? que passava no SBT apresentado pelo Netinho do Negritude Jr? Pois então, a Popfuzz e a Läjä Rex resolveram dar uma revigorada nesse grande sucesso de crítica da TV Brasileira para realizar a promoção “Dia de Merda”.
Mas nem se anime, ninguém vai te maquiar, cortar seu cabelo ou te dar roupa nova. Vamos simplesmente te oferecer a oportunidade de passar um maravilhoso dia na praia com o Conjunto de Música Jovem Merda, que toca no Festival Maionese 2011! Nas palavras do glorioso empresário do ramo de música rock Fábio Mozine, dono da Laja Rex e integrante da banda: “será um dia de muita cachaça, farofa, caranguejo e merdas com a galera do merda”. Mal sabe ele que a vibe alagoana é siri.
Mas nem se anime de novo, o vencedor vai ter de rachar a cerveja, tiragosto e levar a banda até a praia no dia 15/05. Na verdade e essa promoção é só uma armada da Popfuzz pra arrumar alguém que leve o Merda pra passear um dia depois do show deles no Maionese, por que nós, da Popfuzz, estaremos muito cansados pra levar esses capixabas pro Francês, Guaxuma, Barra de São Miguel ou seja lá a praia escolhida.
Pra participar é só mandar uma frase boladona aí nos comentários explicando por que você quer passar um Dia de Merda! A melhor frase será escolhida como melhor frase, mas o vencedor será escolhido de acordo com a vontade sem critério da Popfuzz e do Merda! Confira adiante o regulamento completo da promoção!
REGULAMENTO – PROMOÇÃO “DIA DE MERDA”
1. Uma sensacional tarde com os 3 integrantes do conjunto de música jovem Merda na praia do Francês (ou outra, sei lá), em Maceió – AL, no dia 15 de maio, domingo!
2. Promoção válida apenas para maiores de 18 anos, ou menores acompanhados pelos pais ou que apresentarem carteirinha de estudante falsificada.
3. É proibido contato físico com os integrantes do conjunto de musica jovem Merda, tais como: olhares prolongados, espirros, aperto de mão, abraço, beijos (no rosto e de língua) e conjunção carnal que é conhecida entre os jovens como “SEXO”.
4. Kit Camarim do Merda para participar da promoção – R$ 600,00:
1 short azul do Conjunto de musica jovem Merda
1 short preto do Conjunto de musica jovem Merda
5 CDs do Conjunto de musica jovem Merda
1 DVD do Conjunto de musica jovem Merda
1 livro do Conjunto de musica jovem Merda
1 munhequeira do Conjunto de musica jovem Merda
1 adesivo do conjunto de musica jovem Merda
1 boné vermelho do Conjunto de musica jovem Merda
1 boné preto do Conjunto de musica jovem Merda
1 moleton do Conjunto de musica jovem Merda
1 camisa da tour do Conjunto de musica jovem Merda
1 camisa antiga do Conjunto de musica jovem Merda
2 seringas descartáveis
5. Não nos responsabilizamos por coma alcoólico, tendo o participante que pagar multa de 150 UFIRs e despesas com SAMU.
6. Não nos responsabilizamos pela contração de óbito, sendo os familiares do cadáver os responsáveis pela remoção e sepultamento.
7. Fotos:
R$ 1,00 digital
R$ 5,00 filme
R$ 10,00 polaroid
R$ 15,00 digital com efeito de Polaroid gerada pelo programa hipster “INSTAGRAM”
8. O participante da promoção deve permanecer pelo menos 30 cm distante dos integrantes do Merda ao tirar as fotos.
9. TODAS AS DESPESAS com bebidas e petiscos são por conta dos participantes, assim como as despesas dos integrantes do conjunto de musica jovem Merda.
10. Caso você fique bêbado, automaticamente teremos o direito de postar suas fotos na rede social de computadores conhecida como “ORKUT”.
A NOIZE é uma publicação mensal e gratuita sobre música na qual o leitor encontra muito mais do que o jornalismo musical padrão, mecânico e desgastado. Na NOIZE, as matérias visitam tanto o passado distante quanto as primeiras colocações das paradas, os reviews dão o mesmo destaque às bandas independentes que àquelas cujo nome já foi dito à exaustão, as seções extrapolam os limites da música para falar de moda, cinema e toda expressão artística que se liga ao mundo musical. Tudo isso aliado a um projeto gráfico atraente e dinâmico, que dá destaque à arte e ao visual ao mesmo tempo em que favorece uma leitura confortável. Enfim, a NOIZE é a revista de música que faltava. E de graça.
Assim como ocorreu ano passado, este ano o público também poderá escolher uma banda que abrirá a maratona de shows do Maionese. Se ano passado a Bonança e a Imprensa Anônima aproveitaram essa oportunidade, desta vez pode ser a sua banda (ou a dos seus amigos) a tocar no dia 14 de maio no maior evento de cultura alternativa do estado. Para isso basta inscrever sua banda NESTE TÓPICO e fazer campanha pela sua banda quando a enquete for aberta. Mesmo que sua banda não seja a escolhida, ainda assim é uma boa oportunidade pra divulgá-la, aumentando a probabilidade dela ser escolhida pra outros eventos
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Pra inscrever sua banda é só pedir pra tocar lá.
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PRAZOS:
Primeira Fase: até dia dia 20/4 (inscrição nesse tópico, as mais votadas vão para a enquete)
Segunda Fase: até dia 30/04 (votação na enquete)
Em tempos de web 2.0 as pessoas reclamam cada vez mais espaço na realização dos eventos culturais. Seja na divulgação, seja na escolha das bandas, a participação do público é fundamental, especialmente quando se trata de eventos independentes. O Festival Maionese, assim como os outros eventos produzidos pela Popfuzz, carrega consigo esse espírito de ser – mais que uma mera vitrine da produção musical independente alagoana – uma ampla reunião de todos que tem no alternativo um meio de vida, do qual fanzineiros, músicos, bloggers, designers, fashionistas, desajustados, alcoolistas e até mesmo você, twitteiro, fazemos parte da mesma rede de pessoas interessados no que ainda há de bom e verdadeiro na(s) arte(s).
É pensando nisso que através dos anos a equipe por trás do Maionese busca integrar de forma cada vez mais completa o público ao festival. Este ano a Popfuzz realizará três campanhas com esse objetivo.
Assim como ocorreu ano passado, este ano o público também poderá escolher uma banda que abrirá a maratona de shows do Maionese. Se ano passado a Bonança e a Imprensa Anônima aproveitaram essa oportunidade, desta vez pode ser a sua ban
da (ou a dos seus amigos) a tocar no dia 14 de maio no maior evento de cultura alternativa do estado. Para isso basta inscrever sua banda no tópico na comunidade Popfuzz Coletivo e fazer campanha quando a enquete for aberta. Mesmo que sua banda não seja a escolhida, ainda assim é uma boa oportunidade pra divulgá-la, aumentando a probabilidade dela ser escolhida pra outros eventos.
Estampe Aí
Os designers e ilustradores profissionais ou amadores podem dar sua sugestão para a camiseta oficial do Maionese 2011. O vencedor terá sua estampa impressa na camisetas usadas pela Popfuzz e vendidas no evento pela banquinha da Popfuzz. Pra participar é só enviar a sua estampa para popfuzz.cultural@gmail.com até o dia 30/04 que a gente escolhe a melhor (coloca Estampe Aí no assunto do email pra gente saber o que é, e no corpo do email coloca seus dados pra contato). Se a sua for a escolhida, além da sua estampa ser utilizada nas camisas, você ainda ganha passe livre pros dois dias pra curtir os shows do Maionese.
Cobertura Colaborativa
Seguindo essa vibe também acontece a cobertura colaborativa uma forma de construir colaborativamente a divulgação e acompanhamento do evento através de textos, fotos, arquivos de vídeo e de áudio, produzidos por comunicadores (que não necessariamente sejam jornalistas, mas qualquer pessoa interessada em contribuir para o sucesso do festival). Pra participar é só enviar currículo resumido com trabalhos anteriores anexados/linkados para o popfuzz.cultural@gmail.com não esquecendo de colocar ‘Cobertura Colaborativa’ o assunto do email pra facilitar pra gente até o dia 30/04 também.

Eles surgiram a pouco tempo mas já causaram uma ótima impressão na cena, em 2010. Com um nome que chama atenção, a ‘Nothing Is Impossible, Charlie’ segue com otimismo e muitos planos para esse ano. Nesta entrevista, o vocalista Ivã Soares e o guitarrista Woulthamberg Rodrigues falam sobre o tocar em teatro, Dashboard Confessional, Maionese 6, gravação e sobre a cena de Maceió.
www.myspace.com/nadaeimpossivelcarlos
k diz:
Eu sei que é meio paia perguntar isso, mas qual é a ideia por trás do nome da banda? Tem algo a ver com a proposta de vocês?
Ivã diz:
Na verdade, não. Nothing Is Impossible Charlie é uma frase de um filme que caracteriza a conquista de algo impossível de modo doce e infantil e simples. O que caracteriza a banda, nada mais é do que a simplicidade e a vontade de fazer um som agradável com o toque suave de um vocal feminino que até agora é algo em desenvolvimento.
[c=2]w[/c]oulthamberg. diz:
Não diria uma idéia por trás do nome! Talvez até sobre a proposta por ser uma passagem de um filme que a banda gosta, “A Fantástica Fábrica de Chocolate”, e a forma que a gente cria as músicas e tal! É meio Nothing is impossible, Charlie! Sempre acontece quando eu digo pro Ivã: Esse tempo é estranho! E ele me responde: É, mas eu quero ele assim! E continua e no final de tudo fica ótimo!
Ivã diz:
Mas que vai dar um resultado legal. É como eu digo ao Berg, A NiiC me deixa tranquilo no meio de tanto estresse de faculdade do dia-a-dia, porque ali, com meus amigos, eu crio e relaxo! Aí que vem a parte boa, é que é a diversão e a amizade que alimentam o negócio.
[c=2]w[/c]oulthamberg. diz:
Também tem as misturas de gênero nas músicas.
k diz:
Que lindo =) Próxima pergunta: Como surgiu a ideia de formar a banda?
Ivã diz:
aushiuahushaiuhsuias
Eu tinha feito a música Smell of Your Breath no começo, sozinho em casa e gravei no PC no clima de férias. Fui criando e criando e criando. Deu que eu falei com o Thiago para marcar no estúdio com dois amigos nossos para ver se a música tinha uma sonoridade quando tocada em conjunto de bom grado e ficou boa, aí eu fiz Never Go Away.
[c=2]w[/c]oulthamberg. diz:
Sempre chamava o Ivã pra tocar cover de Dashboard Cofessional e esse tipo de música! Ai um dia (03/01/2010), o Ivã veio almoçar na minha casa e me mostrou Smell of Your Breath e Never Go Away! Músicas que ele já tinha tocado com o Thiago, Matheus e o Lusca em estúdio! Ai eu fiquei super empolgado e acabamos compondo Maybe I’ll Change!
Ivã diz:
Inspirado em uma relação amorosa complicada de um amigo. E foi aí que entrou o Berg. Na mesma semana fui na casa dele mostrar minhas produções e daí saiu a empolgação de formar algo mais consistente.
k diz:
Maybe I’ll Change é minha preferida =)
Ivã diz:
Maybe I´ll Change foi uma música feita aleatoriamente em 30 min. de fim de tarde.
[c=2]w[/c]oulthamberg. diz:
Aí conversamos e entramos em um acordo de colocarmos essas músicas em produções mais elaboradas e em um ambiente de amizade mesmo! Foi quando entrou o Pablo e já a idéia de por a Beatriz no vocal.
Ivã diz:
É desse poder de criatividade que eu falo, que nos faz sentir bem em contato
[c=2]w[/c]oulthamberg. diz:
Engraçado que foi a época que mais produzimos. Foram coisa de, sei lá, doze músicas em dois meses no máximo.
Ivã diz:
Foi. Hoje estamos com quase 20 músicas que se “coçam” por uma gravação e produção.
[c=2]w[/c]oulthamberg. diz:
Eu acho que já passaram das vinte, na verdade, só que tem muita música que ficou engavetada.
Ivã diz:
Um projeto na gaveta!
k diz:
Como funciona o método de composição? Assim, de modo geral.
[c=2]w[/c]oulthamberg. diz:
Ivã é uma máquina de melodias, sério! Estilo máquina de refrigerante que a gente coloca moeda e pega a bebida. Nele a gente coloca a ideia e ele entrega a melodia, mais ou menos assim. Ai faz: Vamos fazer uma música tipo a banda “X”. Ai o Ivã já pega qualquer instrumento e faz.
Ivã diz:
uhsuhaiuhsa
A gente escolhe uma banda que já exista e conseguimos fazer músicas no mesmo estilo só que com nossa cara sem nenhuma semelhança de “clonagem”. E o legal que falamos: “Vamos colar o estilo da banda X com o estilo da banda Y.” e sai algo mais original para a gente.
[c=2]w[/c]oulthamberg. diz:
Normalmente Ivã vem com o grosso. Ai é que entra a coletividade da banda. Thiago já chega junto pra colocar “purpurinas” na música.
Ivã diz:
A gente pensa em um assunto, que em 98% é mulher =X e sai algo
[c=2]w[/c]oulthamberg. diz:
Essa questão do assunto noventa e oito por cento ser mulher está começando a mudar, pelo menos a forma de ser elaborada, com a presença da Beatriz agora.
Ivã diz:
É, a presença da bia modificou muito. A banda ainda vai se apresentar. O que nós mostramos até agora foi 30% do potencial que existe, acredito eu! Precisamos trabalhar mais nas músicas, no vocal, em detalhes. Por isso falo que temos um grande projeto na gaveta esperando para ser trabalhado, o que demanda tempo de todos, inclusive de mim, que é um problemão shuahsasuia

[c=2]w[/c]oulthamberg. diz:
O processo de composição, criação e produção da banda é grande e muito forte. Só que existem mil contratempos. Meu trabalho e faculdade. Trabalho do Pablo. Horários do Thiago e Beatriz. E principalmente Ivã. Que faz medicina e consome muito dele. É algo que a gente entende e tal. E o período que é mais produtivo para todos da banda acaba sendo as férias.
k diz:
Massa! Próxima pergunta: Quais são suas influências musicais? Eu vi anunciarem um show da banda como ‘alt-country’, existe mesmo isso no som de vocês?
[c=2]w[/c]oulthamberg. diz:
Não acho que exista um estilo para definir a banda. Creio que fio dado esse “alt-country” por conta de duas músicas: Smell of the breath e Country song, mesmo que o folk e country sejam estilos muito fortes nas nossas influências. Mas influências mais tendenciosas e descaradas que eu vejo na proposta da banda vem de: John Mayer, Albert Hammond Jr, Little Joy, Magic Numbers, Beatles, Dashboard, Death Cab for Cutie, entre milhares de bandas.
Ivã diz:
auhsiahishausasa
Eu sempre quero colocar algo Folk no meio. Bright Eyes, para mim é algo que possa ter semelhança, mas com a presença da bia pode ser Magic Numbers. Gosto muito de John Mayer, Dashboard Confessional. Tenho meu gosto por Blink-182 reprimido pelo Berg =X
[c=2]w[/c]oulthamberg. diz:
Claro!
Como o meu Beatles e Pink Floyd também são reprimidos pelo Ivã. =)
k diz:
Massa. Próxima pergunta: E sobre cantar em inglês? Vocês pretendem manter isso ou não?
[c=2]w[/c]oulthamberg. diz:
Engraçado que tipo, em matérias que já saíram sobre a Nothing, sempre falaram que nós cantamos em inglês, espanhol e português. Só que tipo, nós só cantamos em inglês. Existe uma passagem em uma música que o Pablo cria um tipo de rap em espanhol que ninguém entende, mas nunca tínhamos feito nada em português.
Ivã diz:
Então… Eu, Ivã, quero fazer muitas músicas em português nessas férias mas, quanto mais tento, mais difícil fica, acho que acostumou. Mas o inglês me limita às vezes. É uma idéia, algo em português, mas tenho medo de perder originalidade. Quem tem mais esse dom é o Thiago, com o português.
[c=2]w[/c]oulthamberg. diz:
Até que com a volta da Beatriz, e algumas certas mudanças no estilo da banda foram feitas, em uma das músicas novas, um trecho em português que é cantado por ela.

k diz:
Entendi. Próxima pergunta: Qual foi o melhor show de vocês até hoje? Por quê?
Ivã diz:
MAIONESEEEEEEEEEE
100%
[c=2]w[/c]oulthamberg. diz:
Fizemos só três shows, mas quem foi para os três, provavelmente vai dividir da mesma opinião, junto com a banda, que o do Maionese foi o melhor, devido ao equipamento fornecido pelo evento. Não que os outros shows tenham sido péssimos, mas o que nos mais deu suporte foi o Maionese. Pode até parecer uma puxada de saco, mas é aquele lance de trabalhar com as pessoas certas.
Ivã diz:
O som estava perfeito! Tava seguro em tocar e cantar. Para mim, tocar em teatro é um SACO e só fizemos 3 shows: 2 em teatro e 1 no Maionese. Tipo, eu prefiro entrar mais em contato com o público! Me sinto menos observado. No teatro estão todos te olhando, julgando cada detalhe, isso me deixa realmente nervoso. E o essencial é o equipamento!
[c=2]w[/c]oulthamberg. diz:
Tocar em teatro tira de certa forma a animação que o público poderia estar passando, principalmente pra banda nova, onde ninguém conhece as músicas que são em inglês. É um certo desafio pra NiiC, show em teatro, mas algo que a gente espera superar e tal.
Ivã diz:
Maionese foi 10
k diz:
Tô ligado. Próxima pergunta: vocês acham que o público corresponde a proposta da banda?
Ivã diz:
Mais ou menos! Talvez por causa do inglês, o que não me importa muito! Vejo a banda como uma diversão absurda e uma terapia incontestável! Adequar ao público é ruim, prefiro manter a originalidade e expressão e quem gostar, ótimo!
[c=2]w[/c]oulthamberg. diz:
Muita gente fala que a banda é ótima, mas que seria melhor se fosse em português, mas tiveram várias pessoas que pensei nunca se agradar com o som da gente, que já veio falar que se tornou fã da gente. É legal e tal. A banda se formou com um único propósito: um grupo de grandes amigos fazendo música boa (no conceito da própria banda) pra se divertir.
Ivã diz:
Quem não gostar, paciência!

k diz:
Tipo o Marcelo Cabral, né? Ele pirou no show do Linda Mascarenhas.
[c=2]w[/c]oulthamberg. diz:
Foi! Marcelo Cabral do Coisa Linda Sound System é um forte exemplo. Ele viu o primeiro show da gente, escutou a banda no PureVolume e adorou muito.Teve algum evento que ele fez, que eu não lembro exatamente qual o nome agora, mas que quando eu cheguei, estava rolando a demo de Never Go Away, e no evento que a Popfuzz fez da noite folk, tive a sorte de ser convidado por ele pra tocar algumas músicas dele no show.
k diz:
Legal. Vamos pra próxima: Vocês estão gravando um EP, certo? Podem adiantar algo sobre ele?
Ivã diz:
Sim. A gravação do EP será nessas férias, pois teremos tempo para deixar tudo lindo com o iMac do Pablo e minha M-Audio Fastrack Pro. Vai dar para produzir algo bonito, mas demanda tempo e agora temos isso, tempo!
[c=2]w[/c]oulthamberg. diz:
Ainda não existe algo realmente concreto sobre o EP. A ideia é tentar gravar o máximo de música que pudermos com uma boa qualidade durante as férias, e no final das férias tentar lançar um EP. Já começamos uma “pré-produção” de duas músicas novas.
Ivã diz:
Isso, mas bemmmm experimental
haushuaihsiua
[c=2]w[/c]oulthamberg. diz:
Ficou mesmo pra ver o que poderíamos e conseguiríamos fazer, e o resultado foi super satisfatório, e agora que o Ivã comprou equipamento novo, vamos nos aprimorar e tentar gravar algo produtivo e de boa qualidade.
Ivã diz:
O problema até agora é gravação de bateria, mas vamos dar um jeito! Ou então gravar sem bateria por enquanto, algo acústico, acho válido! É algo que irá ser discutido com a banda ainda. A casa do Pablo será ninho da NiiC nessas férias. Vai sair coisa boa!
k diz:
Vai sim =) Próxima: Vocês, além da NIIC, tocam ou já tocaram em várias outras bandas. Ivã tocava baixo na Deslucro, Pablo tocava na Adrenaline, toca na Cross the Breeze, Thiago tocava na infelizmente finada Dom Pedriota e na longínqua Meikidicharque, Berg no Príncipe do Brega e no RC Club. O que vocês acham do momento atual da cena musical independente de Maceió?
[c=2]w[/c]oulthamberg. diz:
Bem! Não sou muito apto pra responder essa pergunta por ser muito chato com gosto musical, mas acho que tem muita coisa boa que não é valorizada. Da mesma forma que existe muita porcaria igual a outra que o povo faz muito alarde. Questão de amizade. Quanto mais amigos você tiver, mais famosa sua banda ruim em Maceió fica, mas isso não é algo generalizado! Existe sim muita banda boa! Eek está ai pra mostrar o que eu quero dizer.
Ivã diz:
A grande lembrança que eu vou ter da minha juventude em Maceió será: Estúdio Poker shausuihahdhaiuhsiuasa. Vamos falar um pouco do Saulinho, que é o pai das bandas independentes de Maceió.
k diz:
Pode crer, pra mim também, vei.
[c=2]w[/c]oulthamberg. diz:
Eek é pra mim uma das melhores bandas de Maceió e é pouco valorizada. Antes de dois mil e dez, a Eek não era ninguém pra Maceió. Não que hoje em dia seja muita coisa, mas porque não dão o devido valor.
Ivã diz:
Isso. Acho que, no momento atual, a Eek é o melhor que temos.
[c=2]w[/c]oulthamberg. diz:
Vejo bandas hoje que em menos de cinco meses já tem fã clube com camisa, adesivo, tocando em rádio e não passam de cópias baratas. É melhor o Ivã falar um pouco mais, porque senão vou acabar citando nomes e sendo mais odiado que o normal.
Ivã diz:
Uashiausauidhuiahushaoidahusihas
k diz:
huahuahuahua
Ivã diz:
O quadro da música independente tem seus ramos em Maceió que estão indo bem, tirando o gosto pessoal pelo estilo. Vejo o Never Say Die Juliet fazendo sucesso no seu ramo musical, por exemplo, com gravação de clipes e etc. de qualidade.
Ivã diz:
A Deslucro, que eu participei, está em ascensão. Bandas como a N4J têm qualidade no seu ramo musical. Acho que todos nós precisamos de gravações, de tempo para trabalhar as músicas, diminuir os ensaios e investir em gravação, de algum modo. Esse é o modo de por a música no mundo, a marca registrada! Problema de Maceió é muito ensaio e pouca gravação!
k diz:
Muito bem colocado. Berg, mais alguma coisa?
[c=2]w[/c]oulthamberg. diz:
O cara pode puxar o saco também? Mas é puxando o saco e falando a verdade. Porque assim… Antigamente a cena alagoana era bastante hardcore devido a falecida Fábrica 86, mas hoje quem movimenta digamos de oitenta à noventa por cento da cena alagoana é a Popfuzz.
Ivã diz:
É verdade.
[c=2]w[/c]oulthamberg. diz:
Mesmo já sendo ativa na época da Fábrica 86. Mas hoje em dia com um pulso mais firme. E a Popfuzz hoje em dia, que trouxe a cena independente à tona. Que por mais que hoje em dia seja como na Fábrica, ir pra um show onde sempre tocam as mesmas bandas, que tocam as mesmas músicas usando praticamente as mesmas roupas, a Popfuzz trouxe o diferencial, o inusitado (lembrando daquela banda com aquele cara tosco e irado! Joey Hooker (Johnny Hooker), algo assim. que foi FODA) o diferencial. Fazendo o Maionese com diversos tipos de “tribos”.
Ivã diz:
Acho interessante o trabalho da Popfuzz! Poderiam investir em um bar, em uma nova loja, sei lá, na Bovespa, mas não, tiram tempo para desenvolver projetos interessantes que destacam os invisíveis: bandas independentes! Continuem assim! Nosso apoio vocês têm =)
k diz:
Aproveitando o embalo, recomendem alguma(s) banda(s) de Alagoas que vocês acham que vale a pena a galere conhecer.
[c=2]w[/c]oulthamberg. diz:
Eek! Sem duvida alguma. Nothing is impossible, Charlie também. Ótima banda para a galera poder conehcer. ;P
Ivã diz:
Eek ajushauisuasasaus. Tem algo pronto para mostrar. NiiC tem que chegar no seu CD, como a Eek para poder ganhar asas .
[c=2]w[/c]oulthamberg. diz:
Projeto Sonho também é uma banda bem interessante de se conhecer. E pra quem gosta de distorções, tem a Cross the Breeze que provavelmente estará lançando seu EP em janeiro.
Ivã diz:
Sim, muito mesmo. Projeto Sonho é ótimo. DAD FUCKEDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDD and the MAD SKUNKSSSSSSSSS é mtooooooooooooooooooooooo IRADO.
[c=2]w[/c]oulthamberg. diz:
Baztian!
Ivã diz:
Gosto muito mesmo, já falei para o Berg da qualidade internacional que tem a banda Neon Night Riders.É muito bem gravado e trabalhado, perfeito para publicação. Adoro o som dos caras, e saber que é daqui dá uma satisfação enorme.

k diz:
Por fim, o que vocês planejam pra 2011?
Ivã diz:
Gravar! Investir em gravação de qualidade =)
[c=2]w[/c]oulthamberg. diz:
Gravar, produzir, shows e diversão.

No dia 14 de janeiro, você leitor e fã de rock do Estado de Alagoas terá a oportunidade de ver uma das bandas mais energéticas e barulhentas do chamado rock independente brasileiro. Trazido pelo coletivo Popfuzz, diretamente de João Pessoa (PB) vem a zuada maravilhosa do Zefirina Bomba. Juntam-se a eles para o evento os alagoanos da Sticky Garden e da Baztian. O show acontece no Teatro Linda Mascarenhas, na Av.Fernandes Lima (ao lado do CEPA), a partir das 20h.
É segunda da banda vez na cidade de Maceió. A aconteceu na turnê Bandas Novas MTV no Nordeste, na qual se apresentaram juntos de Vanguart, Ecos Falsos, Daniel Beleza e Rock Rocket na casa de show Maikai (ahn?!? mentira!?!? é sério pow!). O Zefirina Bomba volta dessa vez com dois CDs lançados, Noisecoregroovecocoenvenenado, de 2005, e o recente “Nós só precisamos de 20 minutos pra rachar sua cabeça”, de 2010. Como a própria descrição do Myspace dos caras os descrevem: “Zefirina é uma banda da Paraíba que usa um violão todo fudido e faz um barulho desgraçado”. Na minha tentativa de defini-los, com muito menos criatividade do que os próprios, diria que eles tocam Garage Punk com pitadas de grunge, emulando Mudhoney, Nirvana, Stooges, Mc5, Sonics etc. tudo isso com um sotaque nordestino lindo e um grande barulho que sai de uma viola literalmente “fudida”, como descrito acima, distorcida a todo vapor, comandada por Ilsom, aliada ao baixo de Martim e a bateria de Guga.

Completando o show temos a velha conhecida dos eventos da Popfuzz, a Baztian, caracterizada pelo seu som influenciado pelo Indie Rock americano dos anos 90 e muito do Post Hardcore de Washington. Fechando o line-up, temos a novata Sticky Garden, ainda desconhecida no cenário alagoano, que é um power trio que soma influências do Garage Rock sessentista juntamente ao Punk Rock clássico dos Ramones e Sex pistols. O evento ainda contará com a discotecagem do DJ Belushi, tocando clássicos do Grunge, Garage e Punk Rock, fora a banquinha de CDs da Popfuzz e do rango vegan para matar a fome da geral. Tudo isso por R$ 5,00! Tu não xampras?

Pra conhecer o som: www.myspace.com/zefirinabomba
www.myspace.com/baztianbaztian
www.myspace.com/stickygarden
O quê? Zefirina Bomba (PB), Baztian e Sticky Garden
Quando? Dia 14 de janeiro (Sexta), ás 20h.
Aonde? Teatro Linda Mascarenhas (IZP), Avenida Fernandes Lima.
Quanto? R$ 5,00.
Por quê? Porque, é Rock!
O primeiro lançamento do Compacto.Rec em 2011 é a banda Os Barcos, de Vitória da Conquista – Bahia. Eles vêm embalados pela Tour Fora do Eixo intitulada “Novíssimos baianos”, a qual realizaram em dezembro de 2010, passando por importantes cidades de cinco estados do nordeste brasileiro no lançamento de seu primeiro álbum. O disco sai agora em versão virtual com músicas, letras, release, fotos, vídeo e banners, através do Compacto.Rec, trazendo o que a Bahia tem de melhor e mais promissor.
Sobre o Compacto.REC
O Compacto.Rec é um projeto de lançamento de compactos virtuais com o objetivo de estimular a difusão e distribuição de artistas e grupos atuantes na música independente no Brasil e América Latina.
O projeto é uma realização do Circuito Fora do Eixo, uma rede de trabalhos colaborativos concebida por produtores culturais das regiões centro-oeste, norte e sul no final de 2005. A rede se expandiu e conecta hoje mais de 65 coletivos em 26 estados do Brasil, tendo como principal característica a democratização da tecnologia desenvolvida, pautando suas ações por princípios de economia solidária.
O Compacto teve início em 2007, lançando bandas como Filomedusa e Bang Bang Babies e disponibilizando outros 5 discos na rede. Em 2009, passou a lançar também álbuns completos, gerando um total de mais de vinte mil downloads no ano. Bandas nacionalmente renomadas como a Porcas Borboletas (MG) e o rapper Linha Dura (MT) foram destaques nesse ano. Já em 2010 o projeto deu abertura para bandas novas, porém que apresentavam grande potencial de circulação, como a goiana Johnny Suxxx And the Fucking Boys, a paranaense Nevilton e a Coletânea Grito Rock 2010, que compilou gravações ao vivo (bootlegs) de artistas que circularam durante o festival. Ainda em 2010 o Compacto.Rec fez seu primeiro lançamento internacional, com o álbum “YYY” da banda argentina Falsos Conejos.
A Banda
O nome Os Barcos vem de uma alusão a um escrito de Fernando Pessoa a partir de uma antiga frase dos navegantes: “Navegar é Preciso; Viver não é preciso”, na qual Pessoa escreve que “Viver não é necessário; o que é necessário é criar”. Sendo assim, cada componente da banda é entendido como um barco em meio ao caos navegando em busca de um anti-adoecimento, uma espécie de movimento poético de linhas de fuga.
A banda vem atravessando seu melhor momento até então, realizando apresentações importantes pelo nordeste, participando de coletâneas musicais de alcance nacional e festivais. Em 2010, foi selecionada no edital da Conexão Vivo para se apresentar no Teatro Castro Alves (Sala do Coro) em Salvador, originando o primeiro material áudio-visual.
O Disco
Os Barcos lançam o seu primeiro CD com 12 canções autorais. As letras das músicas trazem conteúdos ora poéticos, ora existenciais, bem como encontros e relações do cotidiano que permitem de maneira simples e direta a expressão dos sentimentos. Trechos como “Homem feito de firmeza e mulher”, “Descartar as previsões, sincronizar dois corações”, “Dissolvendo a tristeza e de amor se torna mulher”, “Pra que esperar alguém que lhe convém?” dão um idéia de como são trabalhadas as letras nesse primeiro CD. As melodias e harmonias buscam compor uma sonoridade que transita pelas produções musicais dos anos 60 e se misturam com a musicalidade atual, buscando dessa maneira, formar um som característico da banda. As músicas sofrem direta e indiretamente influências dos Beatles, The Doors e Los Hermanos, além do Jazz/Rock.
Baixe o disco: www.compactorec.foradoeixo.org.br
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