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Hammer, o mais novo Single da My Midi Valentine!


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Em Outubro:My Midi Valentine – The Fall Of Mesbla

escrito por Fernando Augusto Lopes (floga-se)

“My MIDI EP” já havia surpreendido com suas canções pop em 8bits. Mas nada, nada se compara a “The Fall Of Mesbla”, o primeiro disco cheio do My Midi Valentine, dupla alagoana formada por Marcos Cajueiro e Tales Maia.

Há uma evolução tão gritante aqui no som da dupla que qualquer comparação joga o comparativo ao nível da infantilidade, ou até mesmo da imbecilidade. Melhor, então, não ir por esse caminho.

Os artifícios eletrônicos ainda estão por cá, mas a adição de elementos orgânicos, como escaletas, guitarras, baixo, trompetes, teclado e violões, fez a música ganhar corpo e dar infinitos passos adiante.

Mas não só. Desde “Press Start”, com um início a la Air, fase “10 000 Hz Legend”, emendando com o balanço inocente de “Hammer” (precedido por um sampler de “I Got You Babe”, de Sonny & Cher) e com a doçura pop de “Angelica Bella”, até “Start + Select”, o que se ouve é uma sucessão de canções inspiradas, estranhas, delirantes, que embora trilhem ora o folk (“I Was Trying To Touch Your Heart”), ora o pop (“Stand Down”), ora o experimentalismo (“11r”), ora o eletrônico (“ILUVU”), são encaixotadas numa unidade invejável.

É possível identificar agrados ao Midlake (“So Far From Home”, “Special”, “Killing Rabbits With Hugs”, uma das mais bonitas do disco, e “Start + Select”), ao Air (“Press Start” e “Continue?”) e aos Beatles (“Bicycle Purple Dream”). Às vezes, tudo numa canção só, como em “Junkie”. Mas o DNA 8bits tá lá ainda. “ILUVU”, uma das mais sacolejantes do disco, que fará a alegria de muita pista por aí, é o melhor exemplo.

O título “The Fall Of Mesbla”, de acordo com Marcos Cajueiro, surgiu há muito tempo: “talvez tenha ficado na cabeça pelo fato de que quando a Mesbla ‘caiu’, não acreditei, achei meio impossível que a maior loja de todas, onde haviam todos os briquendos mais legais, tinha fechado. Não tem relação com muita coisa, surgiu do nada, e soa legal, todo mundo acha divertido”.

No fundo, é um lance nostálgico. O disco dá várias pistas disso, além do nome. A capa, por exemplo. Assim como a do single “Angelica Bella” (que você ouviu com exclusividade e antecipação aqui noFloga-se), a capa de “The Fall Of Mesbla” foi feita por Anny Garcia, a partir de uma ideia de Marcos Cajueiro.

É a imagem de um soldadinho (um inseto bastante comum no Nordeste) que virou uma camiseta usada por Marcos Cajueiro num dos shows da banda, quando a My Midi era só ele e mais ninguém.

“Ele sempre achou que essa imagem daria uma capa massa”, diz Tales Maia. “Essa imagem tá pronta tem uns quatro anos; aí a gente pediu pra Anny fazer essas paradas cursivas aí e foi ela quem finalizou a capa; e é ela quem tá finalizando o encarte. O Soldadinho é um parada bem nostálgica pra gente. Era tipo a nossa diversão ficar caçando esses soldadinhos e guardar dentro de garrafas e tal”, completa.

O disco será lançado digitalmente via Popfuzz dia 17 de outubro, mas há planos também pra distribuição física, um pouco mais pro futuro, no formato digipack.

É com esse trabalho que o My Midi Valentine pode se orgulhar de ter produzido uma obra-prima, de ter atingido aquele ponto onde o artista sabe que não deve mais nada à sua consciência. E isso não é algo que se encontra em qualquer loja de departamento. Nem tem preço.

01. Press Start
02. Hammer
03. Angelica Bella
04. Continue?
05. Junkie
06. ILUVU
07. So Far From Home
08. Bicycle Purple Dream
09. Special
10. The Fall Of Mesbla
11. I Was Trying To Touch Your Heart
12. 11r
13. Stand Down
14. Killing Rabbits With Hugs
15. Start + Select

Estranhamente bonito e intenso: “Transe Só”, primeiro CD full do Hierofante Púrpura

Por: Rodolfo Lima

É com muito orgulho que a Popfuzz Records juntamente ao selo Transfusão Noise Records lança o sensacional e esquisito disco “Transe Só”, do Hierofante Púrpura. O lançamento é o 14º do catálogo do selo Popfuzz de Maceió/AL, que acredita que a banda é uma das mais interessantes do atual cenário independente.

 

 

O Hierofante Púrpura vem lá do interior paulista, mas precisamente da cidade de Mogi das Cruzes, e foi formado em 2005. A banda é composta por Danilo Sevali (baixo, piano e voz), Gabriel Lima (Guitarra e voz) e Diogo Menichelli (bateria).

Talvez a explicação sagrada que os três sumos sacerdotes (é esse o siginificado da palavra hierofante) venham a nos mostrar é: “Toquem o que quiserem, meus filhos! Sejam esquisitos, sejam vocês!”. Porque na primeira audição a banda soa assim: estranha! Na segunda também! Provavelmente na terceira ainda vai ser estranha e assim por diante. Mas sabe aquele estranho bom? Estranhamente bonito, intenso! Isso ae! “Transe Só”, primeiro CD full do Hierofante Púrpura é psicodélico, é indie, é math, é rock e é muito bom mesmo!

 

DOWNLOAD

Track a track:

Rosa frígida - O disco começa já com um dos momentos mais belos do álbum. A introdução de Rosa Frígida tem aquele clima delicado, com um arranjo de piano marcante, uma climatização que chega ao seu auge ao entrar os backing vocals, com guitarra e baixo mais altos e contínuos. O clima quase onírico é quebrado pela voz de Danilo, que nos primeiros versos já solta comportados gritos em relação aos posteriores que aparecerão no resto da música. O trio consegue mudar de ritmo pelo menos umas quatro vezes durante 5:38 da faixa, sem deixar de hipnotizar quem a escuta! Sem dúvida uma das melhores faixas do disco.

Hierofante Púrpura – Rosa Frígida by popfuzzrec

Areia no olho alheio - Começa com erros de gravações, deixados propositadamente. A diferença da primeira pra segunda faixa é deveras notável, os caras vão da bela canção desconstruída, forte e com alguns berros, para uma balada psicodélica nos violões e uma letra viajadona! Uma louca hippie balada psicodélica, num ótimo sentido, claro!

Hospital das curas - A mais longa do CD começa um tanto rock progressivo, guitarras bem encaixadas, teclado oitentista soando bem como um órgão. A música é daquelas que vai conquistando você, mesmo com toda vibe progressiva ela consegue ser moderna, não parece retro de maneira alguma e se compõe de dois momentos: o primeiro mais progressivo, Pink floydiano; e o segundo todo instrumental, mais experimental. Uma espécie de crossover entre o progressivo, o post rock e até o indie rock de bandas como Yo La Tengo e  Pavement. Muito bem feita.

A carta que eu recebi do presidente - É pura psicodélia! Ecos, overdubs, backing vocals que parecem cantar um mantra, o único verso repetido “Deixa o mundo ser torto”. Com certeza o mundo do Hieorfante é torto! Torto, bonito, viajado e chamativo.

Amor te quero - começa um rockão reto, você pensa: Tá muito direto, tá esquisito! Ai que eles dão uma de Hierofante e quebram a música aos dois minutos e meio de canção. Belo timbre de guitarra nos momentos finais.

Não conte a ninguém ou mato você - Acho que a melhor maneira para definir essa música, ou melhor, de tentar decifrá-la, seria algo como se o Arnaldo Baptista fizesse uma canção com o Fugazi. Belas melodias, belo piano, uma letra hora espiritual, hora sentimental, com certeza essa emociona!

Sujeito sem brio (pianão) - como o parêntese diz, possui muito piano, mas está longe de ser uma balada. É um rock alternativo com algumas pausas e a presença em vários momentos da frase “beija a minha boca”! Piano e beijo devem combinar bem.

Tá tudo bem, tá legal – uma das que mais gosto do disco, me lembra bandas do selo americano Dischord, de Washington. Alguns gritos aqui, um baixo muito presente, bateria rítmica, uma baita música legal.

Qualquer um toca isso hoje em dia - Além do ótimo título, a canção é pura diversão. Um pouco de indie rock, um pouco de math, experimentações e o divertidíssimo verso “Eu roubo tudo mesmo, eu roubo, eu roubo”. Pra mim a mais divertida do disco!

Rainha do universo - Um blues rock’n’roll desconstruído que já poderia ser chamado de hierofonteano! O blues deles é assim, esquisito, torto e legal.

Discutindo – Linda canção, bem climatizada, cheia de vocais, melodia impecável que ganha ainda mais coração com os vocais de Ananda Lugubone. Cresce em um final rápido e explosivo! Músicão!

Casa - A última canção do disco é assim, deixe-me ver, uma psicodelia, um pouco arrastada, cheia de quedas e ascensões! Eu não sei ao certo se o vocalista Danilo fica repetindo ao final “Daime, daime, daime”, acho que não, mas as vezes soa como. Enfim, mesmo não tendo experimentado, acredito que o chá alucinógeno seja uma boa combinação para ouvir o som dos caras!

Hierofante Púrpura – Casa by popfuzzrec

 


Olha ai, um disco que tem tudo pra entrar nas listinhas de melhores discos nacionais deste ano. Eu mesmo não consigo parar de ouvir, se eu fosse você, baixava também e começaria a não conseguir parar de ouvir!

BAIXE!

+ sobre Hierofante Púrpura:

www.hierofante.tnb.art.br
@hierofante_rock

http://www.facebook.com/hierofante.purpura

A cópia física também pode ser obtida através da  Banquinha Popfuzz ou fazendo um pedido através do e-mail: popfuzzdistro@gmail.com

Acompanhe as novidades desse e outros lançamentos através de nosso twitter @popfuzzrec ou utilizando a hashtag #pfr014

Cobertura Popfuzz Festival Maionese 2011 (parte 2)

Rodolfo Lima

Coletivo Popfuzz

Sexta-feira (13) Primeiro dia de Maionese:

 

Eek  no Festival Maionese 2011 (por Woulthamberg)

 

“Acorda que tem que procurar um lugar pra fazer o Banner do evento, e claro, tem que ficar pronto ainda hoje”. Isso tudo eu tinha que fazer rápido porque ainda tinha que pegar o paulista Jair Naves e sua banda, na rodoviária.

Duas gráficas depois, pois ambas não poderiam me entregar até o final da tarde, achei uma que conseguiria fazer, ufa! Hora de subir para a rodoviária, chegando lá encontro o carro do Lueba já a postos esperando a chegada da banda. Eram necessários dois carros devido à quantidade de instrumentos da banda. Meio dia e meia, o ônibus chega à rodoviária, recebemos o pessoal, brincamos de tetris pra colocar todas as malas, instrumentos, incluindo um teclado gigante que ocupava todo o espaço do meu Uno. Enchemos meu carro de instrumentos e o do Lueba só com os cinco integrantes. Aê, galera do DETRAN, vacilou! (hahaha).

Chegamos rapidamente ao hotel, ajudamos os caras a colocarem as coisas no quarto, eles parecem bem animados devido ao hotel ser bem pertinho da praia e apesar do cansaço visível são extremamente gente boa.

Hora de almoçar, vamos para a casa do Lueba, onde os caras podiam se empanturrar com duas lasanhas de responsa, respectivamente de carne e frango. Quando daí surge à surpresa, a baixista Helena era vegetariana. Devido a toda correria havíamos esquecido de procurar saber disso. Sem problemas, corremos até um restaurante natureba na Ponta verde, e pegamos uma comida veg. delícia pra ela. À mesa todos comem, conversam papo sobre futebol, turnê, se a praia de Maceió tem tubarão (hahaha), enfim, grande almoço!

Fazendo o atendimento da banda tive o difícil trabalho de levar-los para um role na praia, melhor parte trabalhística da sexta-feira. Como o que é bom dura pouco, hora de trabalhar. Banda de volta ao hotel com poucos minutos para descansar, pois é hora da passagem de som. Alguns pepinos para resolver e já é hora de levar a banda para o Armazém Uzina para passar o som e ver se está tudo encaminhado. O local é só correria, últimos preparativos no bar, banda passando o som, atrasos na parte de exposição, stress e loucura. Saio pra comprar pregador, saio pra comprar barbante, saio pra blá blá blá.

Hora de pegar o Banner. Quase que esquecemos, pego o banner e passo em casa só pra tomar banho e subir pra sede da Popfuzz, no Feitosa, para buscar uma das bandas, a Planant de Natal (RN) e levar para o Uzina.

Trânsito das 19h30 é considerável na cidade, demoro um pouco para chegar ao Armazém, no Jaraguá, mas como o próprio Lauro, baterista da Planant me perguntou: “Esse trânsito não vai se comparar ao do Grito Rock não, né?” E eu realmente posso garantir: “Nem a pau”. Entro no local após descarregar os instrumentos e vejo que a Sticky Garden, primeira banda da noite, ainda está no palco, vejo um bom número de pessoas já lá dentro e ainda chego a tempo de pegar de relance a mais nova composição dos caras: “Meu Coração é um Big Muff”. Bela canção sessentista, mas com bastante guitarra distorcida e no show ficou pesadona, curti! Os meninos estão no caminho certo, amadurecendo no auge de seus 16, 17 anos.

 

Kaddish (por Felipe Barros)

O show continua e eu estou organizando os crachás da imprensa. Antes da Kaddish entrar no palco, sou convidado a buscar junto com o Lueba a Team.Radio e fazer algumas compras no supermercado. Essa hora lembrei que não havia jantado ainda, era a minha deixa de comer alguma coisa também. Chegamos ao hotel e os pernambucanos da Team.Radio já estavam a postos, apresentação rapidinha e escoltamos eles até o Jaraguá, chegando lá o guitarrista e vocalista Roberto nos dá a noticia de que havia esquecido parte do equipamento no Hotel, disse que tinha que voltar. Por sorte, eu e Lueba também tínhamos que passar no supermercado e aproveitaríamos e pegaríamos com ele o que havia esquecido. Comi uma coxinha no caminho, compramos e quase esquecemos o que havíamos ido comprar no supermercado, pegamos as parada e corremos pro show.

 

Dubex (por Felipe Barros)

Nesse corre-corre, perdi o show da Kaddish, mas ouvi comentários muito bons e as fotos ficaram ótimas (hahaha). No palco 1 se apresentava a Dubex, os caras tocavam seu Dub alagoano para os presentes e contagiaram geral, lembrei que vi uma galera se balançando e colocando o braço pra cima. Eu particularmente gosto muito da banda e achei o show bem legal.

Mudando bastante de estilo, subia ao palco 2 a Team.Radio. Eu já tinha feito amizade com os caras e queria ver o som ao vivo que já de muito me agradava em estúdio. Uns poucos defeitos técnicos no som no comecinho mas nada que prejudicasse a apresentação, o Team.Radio é indie mesmo! Um pouco de shoegazer, um pouco de dream pop, impossível não remeter a My Bloody Valentine, Ride, Slowdive etc. Presença de palco quase inexistente, uma menina nos teclados que cantava a maioria das músicas, um ótimo baterista, guitarristas da escola ambientação e arranjos minimalistas. A banda conseguiu conquistar muitos jovens indies ali presentes, venderam bastante na banquinha e instigaram os que pouco conheciam a banda com o Cover do The Pains Of Being Pure At Heart. A banda ainda esticou um pouco a apresentação porque a atração seguinte do festival (Janu), por problemas pessoais, não pôde comparecer ao evento.

 

Team.Radio (por Woulthamberg)

A ausência de Janu também fez com o que de última hora tivéssemos que interromper a variação de shows palco 1 e palco 2, sendo necessário a realização de dois shows no palco 2. Isso fez com o que acontecesse um intervalozinho entre a Team.Radio e a Eek. Mesmo assim os caras da Eek conseguiram se acomodar rapidamente no palco. Extremamente profissionais os rapazes.

A Eek mandou o recado muito bem! Bastante conhecidos na cena alagoana, eles mandaram uma música atrás da outra e tiveram o privilegio de ver vários presentes cantando junto com eles as músicas do elogiadíssimo disco Fantasia de Equilibrista, lançado no ano passado. Belo show!

Planant (por Woulthamberg)

A Eek mal desligou os instrumentos e era apresentado o show dos potiguares da Planant no palco 1. Foi possível ver uma correria em direção ao palco, grande aglomerado na frente e posso dizer que o show foi enérgico do começo ao fim. Todo mundo que falava comigo vinha me dizer o quanto a banda era boa, galera impressionada mesmo. A guitarrista Cris arrancou suspiros de muita gente, a presença de palco e som impecável conquistou a todos os presentes e segundo a opinião de muitos saíram de lá como o melhor show da noite. Parabéns pra eles que além de um show foda estavam vendendo um bocado as cópias físicas do disco recém saído do forno da Popfuzz Records em nossa banquinha.

Encerrada a perfeitinha apresentação da Planant, subiam ao palco 2 uma das atrações mais esperadas do festival Maionese, a volta dos filhos pródigos Neon Night Riders. O show começou com algumas dificuldades no som. A grande utilização de sintetizadores, notebooks e parafernalhas eletrônicas rendeu alguns problemas técnicos pros caras, mas a Neon jogava com a partida ganha, todo mundo sabia as músicas, todos queriam dançar. O duo que vive em São Paulo há dois anos não fez um dos melhores shows deles na minha opinião, mas conquistaram quem não conhecia e agradaram aos fãs. Fora o climão de festa entre os amigos. Grande banda!

 

Neon Night Riders (por Luis Rios)

Eu nem curti tanto o show da Neon porque neste momento estava enfiado no bar, metendo a mão pra pegar cerveja no isopor geladíssimo, pegando troco de dinheiro numa escuridão da porra e tentando ouvir um pouco da música. Ficar no Bar é bagaceira, parabéns quem trabalhou lá o tempo inteiro!

 

Jair Naves (por Luis Rios)

Encerrado o show da Neon, eu pedi minhas contas do bar, abri minha primeira cerveja do dia e só queria ver o show do Jair Naves. Na primeira música do show, um cover por sinal, só não procurei saber de quem, umas 3 pessoas vieram falar comigo e eu fui um tanto chato, eu não tava afim de conversar com ninguém, só queria olhar pro show. A apresentação continuou e ao escutar os primeiros acordes de “Araguari I” corri para a frente do palco. Jair já começava a soltar toda ira no pobre violão, os companheiros de banda permitiam que ele voasse em suas peripécias dramáticas. A música foi executada de maneira bela e intensa, a partir dali eu sabia que o show ia ser demais! Bateria e baixo formam uma cozinha pós-punk absurda, o teclado está cada vez mais presente nas músicas, guitarra dedilhada com belos arranjos, violão folk caipira! Músicas como “Vida com V maiúsculo vida com v minúsculo” e principalmente “Araguari II” ganham tanta força ao vivo que é impossível ver o show do grupo sem ser esmurrado por tanto sentimento e energia contidos nelas. “Um passo por vez” foi uma das mais belas do show, com certeza a que mais fez o público soluçar. O show acabou com final apoteótico, Helena (baixo) em cima do bumbo, Mark (bateria) tocando em pé, e Jair descendo do palco e cumprimentando todos os espectadores. Show perfeito, vai ficar na história do Festival!

Depois da catarse de sentimentos provocada pelo Jair Naves, ainda era hora de curtir a última banda da noite, Demodèe! Os alagoanos tocaram para um público já reduzido no Uzina, mas que animou o show inteiro, dá pra ver que a banda tem bastante fãs. Não pude curtir muito o show porque comecei a saga de “leva banda no hotel, volta pro show, leva outra banda, volta pro show, leva ….”. Enfim, a pior correria de todas, a de pós show.

Me despeço de todos e posso ir pra casa dormir pelo menos umas quatro horinhas de sono, no sábado tinha mais e a correria seria ainda maior pela minha tabelinha de coisas pra fazer. O primeiro dia havia sido muito bom, boas impressões para o segundo que já tinha chegado…

Continua…

 

Planant, o mais novo lançamento da Popfuzz Records

Chegando ao décimo terceiro lançamento, a POPFUZZ RECORDS mais uma vez expande seus horizontes e traz para o publico uma amostra do que melhor acontece no rock potiguar. Diretamente de Natal: PLANANT.

 

 

Nascida em 2009, a PLANANT possui membros já conhecidos da cena independente potiguar: Cris Botarelli (ex-Eletrobilhar e atual Talma&Gadelha), Fausto Luiz (ex-Barbiekill e Bandini), Lauro Kirsch  (ex-Claudia’s Parachute, Dragsters e Venice Under Water) e o estreante Rodrigo Takeya no vocal e guitarra. Se valendo de uma sonoridade melódica e ao mesmo tempo rock and roll, a banda remete a “escola U2” de pop com influências do britpop e rock alternativo noventista yankee, ou seja, ambiências e riffs enérgicos que conquistam desde a primeira audição. Já participou de importantes festivais no nordeste como Dosol e diversas edições do Grito Rock (Recife, Natal, Arapiraca e Maceió). Com espaço garantido no lineup do Festival MADA 2011, a banda vem arrecadando elogios e fãs por todos os lugares por onde passam.

 

 

O lançamento do EP aconteceu no dia 13 de maio, dentro do maior evento alagoano de música independente, o Festival Maionese, que em 2011 completou 7 anos de edições ininterruptas, se solidificando entre os maiores festivais periódicos da região.  O disco conta com 5 faixas que mostram um nível musical cheio de personalidade da banda. Tratando de temas como angustias e afeições, as letras maduras e poéticas são um show a parte.

Hidding From The Sun by popfuzzrec

Começando com o pé direito, a primeira música é a Hidding From The Sun, com ambiência e bela agressividade noventista que está sempre presente na banda. O backing vocal contraposto ao vocal principal destaca o refrão, mostrando versatilidade numa levada rítmica que gruda na mente. Logo depois vem When Walls Tumble Down, uma densa ‘balada-rock’ que para alguns pode lembrar Radiohead ou Sparta. Melancolia e guitarras distorcidas. Já em Sing For The Lousy Morning, a terceira música, pode-se escutar uma bela e madura peça no repertório da Planant. O vocal inspirado de Rodrigo surge quase como um pedido de socorro. Seguindo, em Lancaster Winds – que inicia com pessoas falando e sons de passos e inspirada bateria – logo notamos influência dos irlandeses do U2. A ambiência também ajuda a sincopar sua melodia noventista. Terminando com Spin (The Majestic One), canção de vocal agressivo e melódico, trazendo energia e uma presente linha de baixo que se encaixa perfeitamente em bons e agudos timbres de guitarra.

Lancaster Winds by popfuzzrec

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@planant

Banda Constantina (MG) lança projeto de financiamento colaborativo para Turnê NE

Apoiadores recebem, em contrapartida, recompensas de acordo com a cota escolhida; Maceió está no roteiro, previsto para acontecer no final do mês de agosto

Desde o último sábado, dia 21 de maio, está disponível através da plataforma de financiamento colaborativa de projetos Catarse (www.catarse.me), projeto para quem deseja colaborar com a vinda da banda mineira Constantina ao Nordeste em agosto deste ano, para lançamento de seu quinto álbum, Haveno.

Em troca da colaboração, de acordo com as cotas dispostas pelo projeto, que visa atingir o total de R$ 6.000,00, são oferecidas recompensas, como cópias do novo CD, camisas, pôsteres e cortesias para o primeiro show da turnê, que acontecerá em Maceió, na terceira edição do Festival LAB, no dia 27 de agosto.

As recompensas serão enviadas após o término do projeto, se a meta for atingida no prazo divulgado – 19 de julho de 2011. Caso contrário, os colaboradores recebem o dinheiro de volta.

A turnê é um antigo sonho da banda, que planeja há algum tempo, porém ainda não teve como viabilizá-la devido ao grande número de integrantes da banda – atualmente, composta por sete músicos -, preço das passagens e custeio de toda a viagem, o que envolve o transporte entre Estados, hospedagem e alimentação.

O QUE É O CATARSE.ME

O site consiste na primeira plataforma brasileira de financiamento para projetos criativos. Através de um conceito conhecido como crowdfunding – que pode ser traduzido como financiamento pela multidão -, muito difundido fora do país, aposta na união entre realizadores e usuários, possibilitando a realização de projetos independentes através de micropatrocínios.

São aceitos projetos artísticos, que antes de ir ao ar, são submetidos à curadoria pela organização do site. Caso estejam de acordo com as normas estabelecidas, são disponibilizados para o público.

Cobertura Popfuzz Festival Maionese 2011 – Parte 1

Rodolfo Lima

Coletivo Popfuzz

Parafraseando o grande Jair Naves, “Passou, acabou…”. O Festival Maionese 2011 acabou, mas deu certo e não foi nada silencioso. O público pôde curtir dois dias de música, arte independente e ainda três dias de palestras no festival mais tradicional de rock de Maceió. Para nós, organizadores do Festival, ele já tinha começado desde o ano passado, e durante as últimas semanas havia se tornado uma intensa correria diária para que tudo desse certo. Reuniões, inúmeros telefonemas, muitos, muitos e muitos e-mails, stress, nervosismo, ansiedade, poucas horas de sono e voilá! Está montado o Festival!

Leia abaixo como foi o festival segundo os meus olhos, cérebro e coração (eu dividi em três partes, porque… porque…porque sim, oras!):

Terça-feira (10/05/2011) – Acordo cedo precisando criar coragem para começar as atividades. Não a da cerveja, que eu tanto gosto, mas das pendências e preparativos do Maionese.

Me dirijo ao Feitosa, bairro da sede da Popfuzz, para começarmos as correrias para o início primeiro dia de palestras e debates do festival, que aconteceria no Teatro Linda Mascarenhas, com o Secretário de Cultura do Estado Osvaldo Viégas e a Presidenta da Fundação Municipal de Cultura Paula Sarmento, com o assunto Leis de Incentivo Fiscal no Estado de Alagoas.

Passo a tarde me comunicando com o pessoal da Cobertura Colaborativa e dirigindo pra lá e pra cá. Comprar bebidas, tintas, crachás, e várias outras coisinhas. Tomo um banho corrido e chego ao Linda às 19h em ponto. Os palestrantes já se encontravam no local e era esperada apenas a presença de mais público para começar o debate.

A palestra sobre leis de incentivo fiscal era muito importante para os músicos e produtores culturais terem a chance de conversar pessoalmente com os representantes dos órgãos públicos de cultura. Foi triste ver a presença de poucas pessoas no local, pois perderam uma boa oportunidade de entender, conversar e cobrar os direitos da cultura em Alagoas.

Encerrada a primeira noite de palestras, passamos no ilustre bar do Buda, no Feitosa, só pra tomar uma de leve e comer umas iguarias para carregar as baterias para a quarta-feira.

 

III Encontro de Blogueiros de Alagoas (por Leonardo Arcoverde)

Quarta-feira (11) – foi o dia das pendengas. Correria o dia inteiro e limpeza total da sede, difícil tarefa com o nosso deveras peralta cachorro, Xis bacon. Tarefa quase impossível realizada, organizações de última hora e uma goiaba para o jantar, realmente era um dia apressado, mas ao chegar ao, Linda Mascarenhas, às 19h30, pude ver muita gente reunida para o segundo dia do ciclo de palestras, que dessa vez era representado pelo III Encontro de Blogueiros de Alagoas (EBA).

O debate englobou assuntos variados como moda, música, literatura, software livre etc. Belo debate e que ainda teria o evento abrilhantado pelo show do talentoso rockeiro de músicas gravadas em baixa fidelidade Caíque Guimarães (a.k.a. Bad Rec Project).

Fato que me emputeceu foi o grande público do evento sair logo após o término da discussão, deixando com que a Bad Rec tocasse apenas para gatos pingados de uma outrora sala cheia. Triste, mas o show foi lindo, quem não ficou perdeu mesmo, me emocionei bastante.

Evento encerrado hora de ir pra casa descansar e se preparar para a quinta-feira, último dia de Palestras, que iria contar com a presença do coordenador geral do Circuito Fora-Do-Eixo, Pablo Capilé.

Quinta-feira (12) – Tanta coisa aconteceu nessa semana de maionese que, na hora de escrever este texto, dei por mim que realmente não lembro o que fiz na quinta-feira de manhã e tarde (não foram drogas, juro). A partir do momento que lembro, estava no carro preso no trânsito, apressado, levando nosso “presidente” Nando e o palestrante Pablo Capilé para o auditório do SEBRAE. A pressa ali no carro também vinha da vontade ou necessidade de pegar ainda o coffee break do evento, já que ninguém no carro tinha tido tempo pra jantar ou lanchar. Correria à parte, conseguimos pegar o bendito coffee e começar a palestra na hora certa.

Confesso que esperava mais pessoas no auditório, muitas pessoas tidas como interessadas não compareceram, devem ter suas razões. Enfim, o que importa é que os presentes estavam muito interessados e a palestra se tornou um grande bate-papo sobre cultura, política, mainstream x underground, tecnologia e tudo em prol da arte e da cultura brasileira.

Palestra/bate-papo finalizado, era hora de se organizar e cair à ficha geral que o outro dia era o primeiro dia de shows do Maionese, acuda!

Lembro de dirigir pra casa com o som topado, respirando fundo (por mais dramático que pareça) pensando: “Agora fudeu! O mundo pode acabar, mas esse maionese tem que ser foda…”

Continua….

Clique aqui para conferir a segunda parte dessa cobertura!

Makely Ka lança novo trabalho solo em Turnê pelo Nordeste

 

O músico mineiro Makely Ka se apresentará  no próximo sábado, no Teatro de Arena, com seu mais novo trabalho intitulado Cavalo Motor. Esse show faz parte de um intercâmbio entre o mineiro e o músico paraibano, radicado em Alagoas, Naldinho, que fará uma participação junto com o também músico Deyves. A apresentação será às 20h com ingressos à venda no Teatro Deodoro a R$ 20,00 e R$ 10,00. O show conta com o apoio da Diretoria de Teatros do Estado de Alagoas (DITEAL).

Considerado um dos mais irrequietos criadores da cena mineira e um dos mais gravados de sua geração, o compositor Makely Ka lança seu segundo trabalho solo em turnê por quatro capitais nordestinas. Com show de lançamento em Belo Horizonte, Salvador, Maceió, Recife e Natal o projeto disponibiliza gratuitamente as músicas para plataformas móveis através de aplicativo no iTunes.

 

Makely propõe com este novo trabalho a elaboração de suas referências a partir da idéia-conceito de uma máquina rítmico-poética que seja capaz de encadear timbres eletro-acústicos com a pulsação cardiovascular e os sinais elétricos do sistema nervoso. Na sua máquina orgânico-sintética, o artista elabora suas influências mesclando elementos da tradição popular e oral do Nordeste com elementos da escola harmônica mineira. Nascido no Piauí e criado no interior de Minas Gerais, o artista trabalha a simbiose entre as diferentes culturas, condensadas na imagem poético-geográfica de um sertão-cerrado.

 

Para Makely Ka, utilizar os aplicativos para download em plataformas móveis é uma forma de criar uma nova interlocução com o público. Após o download, os usuários terão acesso não só às primeiras quatro faixas inéditas de Cavalo Motor, mas também às faixas do CD Autófago (álbum anterior lançado por Makely), às letras das músicas, ficha técnica, vídeos e textos publicados sobre o trabalho do artista. Além disso, o usuário também terá acesso à Rádio, espaço que disponibiliza as faixas de mais de uma centena de composições suas gravadas por outros artistas. Com o aplicativo, o público poderá também acessar as redes sociais e o site oficial do músico. A cada música finalizada o aplicativo será atualizado até completar o álbum com as doze faixas previstas.

 

Acompanhado de seus violões e uma pegada vigorosa, mesclando sua verve crítica com muito humor e despojamento, o artista vai fazer um show solo com participação de convidados em cada cidade. Em BH recebeu a cantora Titane. No show de Salvador, Makely contará com a participação especial da cantora Cláudia Cunha. Em Maceió quem sobe no palco são os cantores e compositores Naldinho e Deyves. Em Recife o artista receberá a cantora e compositora Alessandra Leão. Em Natal será acompanhado pelo músico Paulo Sarkis e pelo compositor Esso.

 

Serviço:
Show Cavalo Motor, de Makely Ka
Participação: Naldinho e Deyves
Data: 28/5/11 (Sábado)
Horário: 20h
Local: Teatro de Arena Sérgio Cardoso
Endereço:  Praça Marechal Deodoro s/nº – Centro
Ingresso: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia entrada)
Tel: (82) 3315-5665/5656

Compacto.Rec de maio lança SERTANILIA

Neste mês o Compacto.Rec traz o  regionalismo e a cultura popular do Sertanilia, grupo que apesar do pouco tempo de existência, vem se destacando na cena musical baiana, além de já ter se apresentado fora do Brasil na Fnac – Coimbra e na Fnac – Chiado (Lisboa – Portugal).

O Compacto.Rec
O Compacto.Rec é um projeto de lançamento mensal de álbuns virtuais em rede, com o objetivo de estimular a circulação e distribuição de bandas da cena independente latino americana. O trabalho é uma realização do circuito Fora do Eixo, uma rede de trabalhos colaborativos e os agentes que integram a equipe são oriundos dos mais distintos lugares do país que, através da internet, trabalham em conjunto executando toda a pré-produção do Compacto.Rec: uma compilação com músicas, letras, release, fotos, vídeo, banners e avatares,  divulgados em todos os veículos de comunicação integrados a rede.

Desde 2007 o Compacto vem trazendo lançamentos diversificados em muitos aspectos e principalmente em estilo musical, agrupando um rico acervo cultural que atrai visitantes de todo o Brasil. Só em 2009 foram mais de vinte mil downloads no ano. Já passaram pelo site bandas renomadas como Porcas Borboletas, Nevilton, Diego e o Sindicato, o rapper Linha Dura e outros. Em outubro de  2010, o Compacto.Rec expandiu mais uma vez suas fronteiras com o primeiro lançamento internacional, o álbum “YYY” da banda Falsos Conejos de Buenos Aires (ARG), além de ter sido recentemente contemplado pela Bolsa Funarte de Reflexão Crítica e Produção Cultural para Internet. Já em 2011, o projeto começou o ano com Os Barcos, lançando em seguida as bandas Cidadão Comum, Maglore e Os Rélpis. E em junho será lançada a Edição especial Compacto.Rec Funarte.
A Banda & O Disco

Sertanília é um grupo musical que busca uma sonoridade nova e o desafio de realizar a união do erudito à música popular do sertão. Composto por Aiace Felix (vocalista),  Leilane dos Santos (violoncelo), Anderson Cunha (viola, violões e bandolim), Diogo Flórez (percussão) e Tainnã Chagas (percussão) foi formado em 2010 com a proposta de fazer música essencialmente brasileira, tendo o Sertão como tema; para tanto, recupera canções, poesias sobre o sertão, além de construir um trabalho autoral que faz referência direta a esse lugar e à sua gente.

O grupo lança agora pelo Compacto.Rec o seu álbum com mais uma música extra, “Pombinha do Céu”, essa que é uma música do Sertanília composta por Anderson Cunha e é um côco, ritmo tradicional do sertão, porém, traz alguns elementos de maracatu, o que dá um ar diferente e mais vigoroso. A letra fala da dor da separação e de um amor que se foi, mas ao mesmo tempo, lembra que quando é verdadeiro, o amor não tem casa nem dono. Nunca morre, mesmo com a distância. A música faz parte do disco do Sertanília em gravação e previsto pra ser lançado no segundo semestre..

O Sertanília dialoga, musicalmente, com as heranças musicais e literárias do sertão brasileiro, vasta região que compreende o Nordeste do Brasil, o Noroeste de Minas Gerais, o Sudoeste da Bahia e o Sul de Goiás, e compõe uma música inspirada em temas e motivos próprios do universo “sertanês”, buscando referências na música tradicional do sertão brasileiro, com privilégio para o uso de instrumentos de corda e percussão.

acesse: http://compactorec.foradoeixo.org.br/

 

Entrevista com a Neon Night Riders

Confira abaixo a entrevista que eu realizei via email com os rapazes da Neon Night Riders. Saiba como estão os ânimos dos caras para o show no dia 13/05 no Festival Maionese, as novidades sobre a banda e outras coisas mais. Vai coquinha, vai fantinha, conta:

Por: Rodolfo Lima

Coletivo Popfuzz

 

 

RL – E ai, rapazes, depois de mais de dois anos sem tocar em Maceió, como é que andam as expectativas para o Maionese?

(NEON) A gente ta com uma expectativa muito boa pro Maionese desse ano. Vai ser muito bom poder voltar a tocar em Maceió depois de tanto tempo.

 

RL – Explica um pouco pra o pessoal que não sabe como rolou essa ida a São Paulo, ol ance da Piraquara e etc.

(NEON) A gente recebeu um convite para gravar em Santo Ándre pela Piraquara Records. O custo da Gravação foi dividido entre a gente e eles. Nós gravamos 10 músicas que saíram no Neon Album e decidimos vir morar por aqui. A decisão de vir pra São Paulo não foi somente pela banda, mas também por objetivos profissionais e talz. Desde então estamos tentando conciliar os dois lados, trabalhando e tentando tocar também.

 

RL – Quantos shows vocês fizeram por ai? Podem citar?

(NEON) Ao todo foram 4 shows. Tocamos no Berlin, no Outs, na Funhouse e no RockersClub. Além disso a gente ta fechando algumas datas para depois do Maionese.

 

RL – Vocês lançaram o disco primeiramente pela Popfuzz e depois relançaram virtualmente pela sinewave. Como foi essa experiência com os dois e quais foram as vantagens de terem lançado por ambos?

(NEON) Os dois tiveram grande importância pra gente. A Popfuzz foi o selo onde a Neon surgiu e todo apoio que a gente recebeu foi muito bom pra nós. O lançamento na Sinewave talvez tenha tido uma repercussão maior e nos rendeu algumas boas aparições em diversos blogs de música.

 

RL – Essa presença constante em tudo quanto é blog nacional e até em alguns gringos pegou vocês de surpresa? Ou tinham uma certa noção que ia acontecer?

(NEON) Foi uma surpresa pra gente ver o nosso cd sendo comentado e recomendado em diversos blogs.Tivemos algumas aparições em blogs gringos e nem imaginávamos que teria essa repercussão.

 

RL – Novidades da banda! A gente aqui longe não sabe direito como anda a banda! Tem música nova? Como andam as novas composições?

(NEON) A gente teve um ano bem parado e estamos retomando os trabalhos agora. Temos alguns projetos e musicas novas e estamos trabalhando neles pra apresentar no Maionese desse ano.

 

RL – São Paulo tem influenciado na maneira de escrever?

(NEON) Na verdade não muito. É natural que uma cidade nova provoque mudanças, mas acho que isso não influenciou muito na nossa forma de compor.

 

RL – Tales Maia (My midi) ta dividindo apartamento com vocês. E ai, vai rolar alguma participação dele em algum projeto de vocês?

(NEON) Ele tem nos ajudado em algumas ideias, mas a gente ainda não tem nada planejado por enquanto.

 

RL – O caíque (bad rec) até hoje reivindica, toda vez que tem oportunidade, a letra de Blank Screen. E o Marcos (My midi) acha que merecia mais citações por ter escolhido o nome da banda. E agora? Se defendam…

(NEON) hahahaha..Blank Screen foi uma letra que o Jorg cedeu pra gente. Nós fizemos algumas modificações pra encaixar na música. O nome da banda surgiu de uma conversa minha com o Marquinhos, então de certa forma ele também merece os créditos pelo nome também =]

 

RL – Deixem aqui um recado para a galera (e tem bastante gente mesmo) que ta louca pra ver o show de vocês…

(NEON) A gente ta empolgado pra tocar em Maceió e esperamos que seja um ótimo show. O line up do Festival ta foda e a gente espera que a galera compareça pesadamente!!

Belt: a banda ganhadora do Maionese Q.I. 2011

Através de votação via orkut, tivemos no último dia 30 a vencedora do QI do Maionese 2011: Belt. Banda jovem e já bem conhecida do público alagoano, ela abre o segundo dia do festival (14/05). Via MSN, conversei nesta segunda-feira (02/05) com Jorge Lima, guitarrista da banda, que estava na companhia do Cláudio (vocal/guitarra) e juntos responderam as perguntas que resultaram na entrevista que você vê abaixo:

 

Gabriel Passos – Vamos começar de uma forma bem clichê mesmo. Quem é a Belt e qual a sua história?

Jorge e Cláudio – A Belt é Cláudio (Gordo) nos vocais e guitarra, Jorge na guitarra, Kobe (Tomás) no baixo, Guilherme nos teclados e Felipe (Lip) na bateria. O projeto da banda foi iniciado quando eu (Jorge) e o Gordo nos conhecemos nos tempos de colégio, e nos juntamos pra fazer músicas próprias. Depois fomos conhecendo pessoas que gostaram do nosso trabalho e resolveram se juntar a nós. Depois de algumas mudanças na formaçao, essa é aBelt.

GP – Qual a origem do nome “Belt” ?

J/C – Nós pegamos as iniciais de pessoas que nos apoiaram muito no inicio da banda, que estavam sempre nos ensaios e tal. Bruna, Estranho, Laura e Thamires - BELT.

GP – Como vocês classificam o som da banda? Quais são as maiores influências?

J/C – Cara, essa é difícil… A gente classifica apenas como rock, mas nao seguimos um estilo definido. A gente prefere nao ficar presos a um rótulo pra fazer musica. Simplesmente criamos. Quanto às maiores influencias, decididamente Fall Out Boy e Blink 182, mas a gente coloca na musica referencias do que a gente costuma ouvir, independente de ser Maria Rita, AC/DC ou Fresno. De uma forma mais simples, tudo o que a gente gosta serve de influência.

 

GP – Como é o processo de composições de vocês? Quem compõe?

J/C – As composiçoes são minhas e do Gordo. Geralmente acontece assim: Um dos dois vem com um trecho de melodia, mostra pra o outro e, se nós dois curtirmos, trabalhamos juntos na musica.

GP – No mês passado vocês disponibilizaram um trecho de “Nociva”, música nova que vocês estão gravando. O que está vindo por aí e como andam as gravações?

J/C – Pretendemos continuar as gravações nesses próximos meses para lançar um EP com 5 ou 6 músicas e também, se possível, fazer um show de divulgação. Semana que vem, inclusive, estaremos gravando mais uma música.

GP – Vocês acabaram de ganhar o QI e tocarão no segundo dia do Maionese 2011. O que esperam do festival?

J/C – Estamos muito empolgados com esse evento, já faz um tempo que queríamos tocar no Maionese, e essa oportunidade surgiu agora. Esperamos fazer um ótimo show.

Para conferir o som da banda é só acessar o MySpace deles. E, claro, comparecer ao Maionese 2011 e sacar ao vivo. Long live to rock n’ roll! =)

Gabriel Passos

Você já comprou seu ingresso para o Festival Maionese 2011?

 

O Festival Maionese chega a sua sétima edição prometendo mais uma vez agitar Maceió no mês de maio. Dedicado a música independente, o evento acontecerá entre os dias 10 e 14 de maio, com ciclo de palestras e debates de 10 a 12 e shows nos dias 13 e 14. Os shows serão realizados no Armazém Uzina, no bairro do Jaraguá, e levarão aos palcos 20 bandas do cenário independente local e nacional.

Realizado pelo Coletivo Popfuzz – Ponto Fora do Eixo em Alagoas – o festival tem a tradição de presentear o público alagoano com as bandas mais diferenciadas do cenário independente. Esse ano não podia ser diferente e os dois dias de show são representados por grupos de indie, hardcore, metal, rap e reggae. Para conferir a programação é só ir aqui ó:

http://popfuzz.com.br/noticias/festival-maionese-2011/

 

Para garantir agora o seu ingresso e ainda pagar baratinho por ele é só fazer o seguinte:

Valores antecipados: R$ 20,00 (os dois dias); R$ 12,00 (um dia);

Nos pontos de venda: Estúdio Poker, Botequim Paulista e Marcelo Cursos.

Via internet:

Você poderá comprar o seu ingresso através do email festivalmaionese@gmail.com, seguindo essas instruções:

1. Envie um e-mail com o título “Ingresso Maionese 2011” contendo Nome, RG e telefone do responsável pela compra, e informando a quantidade de ingressos referentes a cada dia do festival que deseja adquirir.

2. Em seguida, responderemos o email com informações sobre a conta bancária a ser feito o depósito com o valor da compra.

3. Efetuado o depósito, envie o comprovante em anexo através do mesmo e-mail.

4.  Por fim, enviaremos um código para retirada dos ingressos diretamente na bilheteria do festival.

5. No dia do evento, o responsável pela compra, mediante apresentação do código fornecido e documento de indentificação, poderá retirar os ingressos na bilheteria do festival.

6. Agora é só curtir o show!